A mídia corporativa local está propalanda a formação de um amplo arco de alianças que se organiza para derrubar o veto presidencial ao chamado PL do Semiárido. Desde o governador Cláudio Castro, passando por deputados e prefeitos, e incluindo ainda entidades de classe.
Falando em específico dos prefeitos, se eles se mobilizassem para reconstituir a vegetação da Mata Atlântica e criassem programas para recuperar as matas ciliares, talvez não se tivesse que ficar querendo derrubar vetos presidenciais.
No caso específico de Campos dos Goytacazes, continuo dizendo que é extremamente contraditório propalar que chegamos a uma condição de semiárido e, ao mesmo, se aposte de forma entusiasmada na implantação de grandes áreas de monocultura que são exportadoras de água.
Pelo jeito, toda essa preocupação com a condição climática do Norte/Noroeste Fluminense não passa de uma imensa cortina de fumaça para apropriação de mais recursos públicos para atividades que, para começo de conversa, estão na raiz da escassez hídrica que nos acossa cada vez mais.
