Prisão de ex-presidente do RioPrevidência não alivia o fato de que o futuro dos aposentados e pensionistas está sob risco

A mídia corporativa está noticiando de forma parcimoniosa a prisão do ex-presidente do RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes, por causa da inversão temerária (e bota temerária nisso!) de cerca de R$ 1 bilhão no agora defunto Banco Master. Aparentemente, ao contrário de algumas figurinahs carimbadas que fugiram para os EUA, Deivis Marcos estava tentando evadir o território fluminense para adentrar as terras paulistas. É que, segundo o que informam diferentes veículos da mídia corporativa, Deivis Marcon foi preso na fronteira RJ-SP em aparente tentativa de fuga.

Posso parecer pessimista, mas essa prisão não deverá mudar em absolutamente nada o destino atualmente sombrio de milhares de aposentados e pensionistas do RioPrevidência já que o R$ 1 bilhão desperdiçado por Deivis Marcon não deverá retornar aos cofres do fundo próprio dos servidores estaduais do estado do Rio de Janeiro.

A situação é complexa, pois o RioPrevidência tem sido alvo de seguidas “retiradas” pelo governador Cláudio Castro que as usa para pagar a vídia pública do Rio de Janeiro. Agora, pior do que uma retirada ilegal, o que temos é o simples desaparecimento de uma fortuna que deveria estar sendo cuidadosamente gerida para dar conta das aposentadorias e pensões devidas pelo RioPrevidência.

Como futuro aposentado do RioPrevidência não posso deixar de me preocupar com o meu próprio futuro, pois se o RioPrevidência quebrar a minha possibilidade de uma aposentadoria minimanete digna irá se esvair sem muita chance de resgate. E aí é que parece residir algo que servidores e suas associações e sindicatos já deveriam estar nas ruas protestando e exigindo a cobertura imediata dos R$ 1 bilhão que Deivis Marcon e seus colegas afundaram no Banco Master sob críticas dos técnicos do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

Eu sinceramente espero que a apatia e a letargia frente aos contínuos ataques do governador Cláudio Castro cessem após este prisão. Do contrário o futuro de milhares de aposentado e pesionistas estará dentro de um patamar de profunda incerteza.

 

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