Nota de apoio à ADUENF e em defesa das Universidades Estaduais do Rio de Janeiro

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Reforçamos, por meio desta nota, nosso apoio à ADUENF e ao importante papel que a mesma tem cumprido na luta em defesa das universidades estaduais do Rio de Janeiro (UENF, UERJ e UEZO)

O Rio de Janeiro é uma espécie de laboratório do projeto neoliberal do governo e de seus financiadores de destruição do caráter público das universidades. O objetivo nos parece claro: precarizar para privatizar. Ao retirar das universidades estaduais quaisquer condições de trabalho, estudo e manutenção, não tem demorado para que setores oportunistas defendam as mais variadas estratégias de privatização que não resolvem e não resolverão os graves problemas nos quais estamos imersos. Quando opta por não pagar docentes, técnicos, aposentados, atrasar o pagamento de bolsas ao mesmo tempo em que segue com uma política criminosa de isenções fiscais voltada a beneficiar grandes empresários, o governo indica claramente que não está entre suas prioridades a educação pública superior no estado, a ciência e a tecnologia. O governo se utiliza permanentemente do argumento da crise para tentar mascarar suas opções políticas e tentar aprová-las de forma autoritária.

Diretoria da Aduff-SSind – Gestão Democracia e Luta:
Em defesa dos Direitos Sociais, do Serviço Público e da Democracia Interna, Biênio 2016/2018

FONTE: http://aduff.org.br/site/index.php/notocias/noticias-recentes/item/3133-nota-de-apoio-a-aduenf-e-em-defesa-das-universidades-estaduais-do-rio-de-janeiro

Crime contra a Uenf

O jornal da Associação de Docentes da Universidade Federal Fluminense em sua edição da segunda quinzena de Setembro/2016 traz uma declaração minha sobre a atual crise financeira que assola a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), a qual foi provocada pelo completo descaso do (des) governo Pezão com a coisa pública no estado do Rio de Janeiro.

Como declarei,a situação da Uenf é precária e a comunidade universitária vai tocando seus dias de forma incerta e nervosa.  Por isso, considero o título que foi dado para a minha declaração pelo pessoal do jornal da ADUFF tão correta: o que se faz contra essa jovem universidade nada passa de um crime contra o futuro dos jovens que dela dependem para obter uma formação qualificada.

Abaixo a minha declaração.

crime-2crime

Daniel Aarão Reis e sua doce vida sem as obrigações do centralismo democrático

aarão reis

O professor titular de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) está tendo seus 15 minutos de glória ao declarar guerra à decisão da sua categoria em entrar em greve a partir de hoje (Aqui!).  Aarão Reis, ex-militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) que  participou da luta armada contra a ditadura militar, integrou a direção do grupo que decidiu o sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, em troca da libertação de 15 presos políticos.

Agora, aparentemente mansado pela passagem do tempo, Aarão Reis repete os mesmos surrados argumentos de seus colegas de direita para não acatar uma decisão que ele diz não ter sido aprovada de forma democrática, mas para qual não oferece qualquer pista sobre alternativas para implementar a luta contra o desmanche em curso das universidades federais sob o tacão neoliberal da dupla Dilma Rousseff e Joaquim Levy.

Como alguém que participa de greves desde que entrei na UENF, sempre ouço os mesmos exatos reclamos sobre a necessidade novas formas de luta, sem que quaisquer pistas sejam oferecidas sobre quais seriam elas. Esse tipo de postura antidemocrática que Aarão Reis coloca e encontra eco na mídia corporativa é um verdadeiro desserviço à luta a favor do sistema universitário público. É que, além de contribuir para os esforços do Estado que destrói nossas universidades, o questionamento das decisões tiradas em assembleias, às quais esses paladinos de supostas novas táticas de luta decidiram abandonar por livre e espontânea vontade, também nos coloca num beco sem saída sobre o que poderia ser feito. É a crítica pela crítica que tanta agrada ao status quo.

Ai é que eu penso: como deve ser doce poder trair sua categoria sem ter que passar por tribunais especiais que existiam nas organizações de esquerda durante o regime militar para dar cabo de traidores. E, de quebra, como deve ser satisfatório estar livre do centralismo democrático para poder trair e nem ter que se coçar.

Ao contrário de Daniel Aarão Reis, sou totalmente solidário aos professores da UFF que estão sendo empurrados por uma greve em função de uma política deliberada de destruição de nossas universidades. Simples assim!