A milionária Águas do Paraíba deixa população sem água por falta de geradores na ETA de Santo Eduardo

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A mídia corporativa campista está reproduzindo no dia de hoje um informe da Assessoria de Imprensa da concessionária Águas do Paraíba dando conta que o serviço de fornecimento de água está interrompido nos distritos de Santo Eduardo e Santa Maria e na localidade de Espírito Santinho devido à falta de energia na Estação de Tratamento de Água de Santo Eduardo.

Como uma irmã dedo-duro, a Águas da Paraíba joga a culpa nas costas largas sua co-irmã de exploração cativa dos campistas, a famigerada Enel.

De quebra, a Águas do Paraíba estaria pedindo que a população faça “um uso consciente da água” durante o período de interrupção dos seus serviços.

A primeira coisa que me vem à mente é que sendo uma empresa com tantos milhões de lucro anual, é de cair o queixo saber que a Águas do Paraíba ainda não se dignou a implantar um sistema próprio de geradores para eventualidades como a que ocorreu agora.  Realmente é muita falta de consideração com os seus consumidores cativos, especialmente aqueles que estão em regiões mais distantes da sua sede no centro histórico de Campos dos Goytacazes. A concessionária age assim por saber que dificilmente terá uma multidão raivosa em sua porta já que para sair de Santa Maria e Santo Eduardo é uma tarefa espinhosa para o cidadão comum.

Por outro lado acho hilário que se faça o pedido de um uso consciente da água ainda disponível. É que qualquer campista sabe que não há outra forma de não receber uma conta estratosférica todos os meses se não for feito um controle muito apertado do consumo.  Nesse caso a concessionária está fazendo um apelo aos convertidos. Mas comprar geradores que é bom, nada!

No crepúsculo de 2023, Águas do Paraíba garante Natal feliz às custas da tristeza dos campistas

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Mostrando mais uma vez que quem tem advogado bom não morre pagão, a concessionária Águas do Paraíba garantiu para si um Natal gordo às custas dos seus consumidores cativos em Campos dos Goytacazes. É que segundo o jornalista Ralfe Reis, a concessionária conseguiu derrubar no Tribunal de Justiça (TJ) do Rio de Janeiro o veto do prefeito Wladimir Garotinho ao absurdo reajuste de 9,8%, com efeitoe autoriza Águas do Paraíba reajustar tarifas de água e esgoto, com efeito retroativo a janeiro.

Essa decisão é um tapa na cara e no bolso dos campistas, pois aqui já se paga uma das (senão a mais) tarifas mais caras do Brasil em troca de um serviço, convenhamos, bem meia-boca que não raramente deixa muito a desejar.

Como a decisão do terceiro vice-presidente do TJ veio agora em dezembro e, com certeza, a Águas do Paraíba não vai perder tempo para emitir seus boletos, muitos campistas que estarão viajando de férias ainda perigam receber em suas casas uma cobrança que não estará disponível no sistema online da empresa. Com isso, ainda correrão o risco de terem que pagar as tarifas retroativas com multas e correções monetárias, sob a ameaça de terem seus nomes enviados para o Serasa como aconteceu comigo na última vez que a Águas do Paraíba conseguiu reajustar suas salgadas tarifas no TJ.

O fato é que já passou da hora de rever a situação contratual da Águas do Paraíba para libertar os seus consumidores cativos que somos todos nós.  É que o que a Águas do Paraíba faz com os campistas é uma espécie de escárnio corporativo, pois, na pratica, tira sarro de nossas caras com essas decisões judiciais que desprezam a má qualidade dos serviços prestados em Campos dos Goytacazes.

E cabe ao prefeito Wladimir Garotinho começar o processo de libertação e dar um basta definitivo às atividades da Águas do Paraíba, pois como chefe do executivo municipal ele tem a caneta na mão para revogar esse contrato tão prejudicial a todos nós que aqui vivemos e pagamos os nossos impostos.

A Águas do Paraiba usa de terror corporativo para forçar pagamento de contas

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Faz algum tempo que não reservo minha atenção para a sempre problemática concessionária dos serviços de água e esgoto do município de Campos dos Goytacazes, a lucra empresa Águas do Paraíba. Mas eis que por um descuido meu, fui lembrado de como funciona a mão pesada da concessionária contra seus clientes cativos na cidade de Campos dos Goytacazes.

É que atarefado de forma mais intensa do que costumo estar, cometi o pecado de esquecer de pagar a minha conta de água referente ao mês de novembro. E só disso hoje quando recebi a conta de dezembro com 3 informações ameaçadoras que incluem 1) o corte do fornecimento de água, 2) o envio do meu nome para o Serviço de Proteção de Crédito, e 3) o pagamento de uma taxa de religação (ver imagem abaixo).

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Felizmente não estou naquele mar de gente que sofre para pagar suas contas devidas à Àguas do Paraíba e fiz o pagamento dos salgados R$ 200,84  assim que o aviso ameaçador chegou na minha caixa de correspondências. Mas como ficam milhares de campistas pobres que precisam sobreviver com base a auxílios governamentais e salários mínimos quando recebem este tipo de aviso que despreza toda e qualquer finesse e cuidado com os consumidores?

E para que tudo isso? Não bastaria lembrar que há uma dívida a ser paga? A verdade é que todo trabalhador sabe bem as consequências de se estar endividado. Para que este tipo de linguagem que despreza uma realidade social em que cada vez mais pessoas estão vivendo no limite da linha da miséria.

Se me perguntassem que nota daria para a sensibilidade social da Águas do Paraíba, em uma escala de zero a 10, obviamente seria zero.

05 de junho: população de Campos dos Goytacazes tem encontro marcado com novo aumento da conta da água

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O prefeito Wladimir Garotinho em momento de alegre descontração com Juscelio Azevedo, superintendente da concessionária Águas do Paraíba. Enquanto isso, a população sofre com contas salgadas e serviços de baixa qualidade

A população de Campos dos Goytacazes pode não saber, mas ela tem um encontro marcado com um novo (e absurdo) aumento da já salgada conta da água que é cobrada pela concessionária Águas do Paraíba. É que repetindo o que já fez em 2022, a empresa pertencente ao grupo “Águas do Brasil” levou para a capital um processo (curiosamente ainda não decido na justiça local) contra a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes para obter um aumento que lhe foi negado pelo prefeito Wladimir Garotinho. Curiosamente, o processo caiu com o mesmo desembargador que concedeu o aumento que havia sido negado no ano passado (ver imagem abaixo).

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Como já informou o jornalista Roberto Barbosa, a Águas do Paraíba que já cobra a conta de saneamento mais cara do Brasil, enquanto usufrui de uma 6ª prorrogação de contrato sem licitação com o município de Campos dos Goytacazes (RJ), tenta obter mais um reajuste de tarifa retroativo a janeiro de 2023.

Como alguém que já conduziu um estudo sobre os efeitos da privatização da água em Campos dos Goytacazes e sofre na pele o infortúnio de ser cliente cativo (já que inexiste concorrência), considero que o alto custo dos serviços de água e esgoto já pesa de forma exorbitante no bolso dos campistas, sem que haja o devido retorno, sendo que a única coisa realmente boa em relação à Águas do Paraíba é a propaganda que a empresa faz de si mesma.

Assim, se nada de muito diferente acontecer, o que virá pela frente é mais um reajuste retroativo que nos será cobrado sem que haja qualquer transparência ou controle possível sobre as contas que chegarão, inexplicavelmente, em separado. E que não conseguir pagar que se prepare para receber uma daquelas cartas ameaçadoras do Serasa.

De minha parte, gostaria de ver o que fará o prefeito Wladimir Garotinho. Eu pessoalmente gostaria que ele parasse de dar prorrogações ad infinitum de um contrato em que a concessionária parece mais preocupada com aumentar seus lucros estratosféricos do que melhorar a qualidade da água que serve aos campistas. Aproveito aqui para lembrar o problema grave da contaminação da água de torneira por resíduos de agrotóxicos, fato cientificamente comprovado, mas que a Águas do Paraíba continua negando a existência.

TJ nega liminar e Águas do Paraíba dá com os burros n´água

Tribunal de Justiça nega liminar de Águas do Paraíba e concessionária segue proibida de reajustar as tarifas de água e esgoto em Campos

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O desembargador José Roberto Portugal Compasso, da 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, negou, nesta sexta-feira (31), um pedido de liminar da concessionária Águas do Paraíba S/A, que buscava utilizar do mecanismo judicial para reajustar as tarifas de água e esgoto referente ao ano 2023 em Campos dos Goytacazes.

A concessionária ingressou na justiça para tentar derrubar a decisão do prefeito de Campos que, pelo segundo ano seguido, negou o reajuste das tarifas de água e esgoto (aqui). Águas do Paraíba queria um aumento de 11,98%.

O desembargador manteve a decisão da juíza Helenice Rangel Gonzaga Martins, da 3ª Vara Cível de Campos dos Goytacazes, que também negou o pedido da concessionária, apontando que não seria possível “avaliar se os valores apresentados são custos efetivos da empresa referente ao período, não sendo possível, neste átimo, interferir no mérito administrativo para anular o despacho proferido pelo prefeito e determinar o reajuste pleiteado pela parte autora.“ (Leia aqui).

De início, o desembargador José Roberto Portugal rejeitou o pedido de prevenção, onde a concessionária buscava escolher o desembargador que concedeu uma liminar precaríssima em 2022, o que levou a reajustar as tarifas à época.

Inicialmente, não merece prosperar a tese de prevenção da 1ª Câmara de Direito Privado. Segundo a Resolução OE nº. 01/2023 (que dispõe sobre as questões transitórias relativas à transformação das Câmaras Cíveis em Câmaras de Direito Público e de Direito Privado, especificamente visando elidir dúvidas a respeito da distribuição de processos), no seu artigo 2º, houve a quebra da prevenção com relação aos novos feitos no caso de a Câmara Cível até então preventa não mais ostentar a competência para a matéria tratadaConsiderando, portanto, que o agravo de instrumento nº. 0050022-91.2022.8.19.0000, que ensejou a prevenção, havia sido distribuído à egrégia 8ª Câmara Cível em 2022, que veio a ser atual 1ª Câmara de Direito Privado, impõe-se o reconhecimento da quebra da prevenção.”, rechaçou desembargador.

Ao analisar o pedido de Águas do Paraíba S/A, Exmo. Sr. Desembargador José Roberto Portugal apontou que o reajuste envolve inúmeras variáveis relacionadas com o custo efetivo da prestação do serviço público não sendo possível analisa-las nesta fase processual.

“Segundo consta da petição inicial de fls. 03/28 dos autos de origem (processo nº. 0000839-75.2023.8.19.0014), o demandante sustenta que não foi autorizada a implementação do reajuste tarifário anual contratualmente previsto para cada exercício anual, com base nas dificuldades econômicas e financeiras dos munícipes e na recomendação da Câmara dos Vereadores veiculada no Ofício nº. 2.120/2022 (fl. 166 da ação originária).

No entanto, conforme esclarecido pela própria concessionária autora, a fórmula paramétrica de cálculo do reajuste tarifário anual, prevista na cláusula quarta do Terceiro Termo Aditivo ao Termo de Rerratificação do Contrato de Concessão envolve, pelo menos, nove variáveis, das quais a maioria tem a ver com o custo efetivo da prestação do serviço público concedido (fls. 72/113).

Assim, considerando a unilateralidade das informações, não há, ao menos neste momento do recurso, a verossimilhança suficiente para ensejar a antecipação da tutela recursal. Ademais, considerando tempo razoável previsto para julgamento e a matéria tratada, o pronunciamento do colegiado pode ser aguardado sem riscos adicionais. Ante o exposto, indefiro a antecipação da tutela recursal.”, decidiu o desembargador.

Confira à íntegra:


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Este foi originalmente publicado pelo Tribuna do Norte Fluminense [Aqui!].

No “Dia Mundial da Água” a Águas do Paraíba vai ao TJ para derrubar liminar e aumentar em 11,98% as suas tarifas

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No dia 06 de março publiquei neste blog uma nota com título de “Premonição hídrica: o que é salgado ainda mais salgado ficaráonde eu anunciava que a concessionária de águas e esgotos “Águas do Paraíba” iria recorrer no Rio de Janeiro para obter o que está sendo negado pelo prefeito Wladimir Garotinho e pela justiça campista, qual seja, um reajuste de 11,98% nas já salgadas tarifas impostas aos seus consumidores cativos na cidade de Campos dos Goytacazes.

Eis que hoje no “Dia Mundial da Água”, a “Águas do Paraiba” deu entrada no Tribunal de Justiça no Rio de Janeiro de um pedido para obter lá o que está sendo negado aqui (ver imagem abaixo).

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A curiosidade é que segundo o jornalista Ralfe Reis apontou em seu blog, em seu recurso ao TJ, a Águas do Paraíba pediu para que o mesmo desembargador que concedeu o reajuste que foi conseguido em 2022 e que continuam castigando os campistas mensalmente.  Assim, diria eu, é mole!

Ai é que fico pensando se dessa vez o prefeito Wladimir Garotinho vai agir efetivamente para impedir mais este reajuste absurdo ou vai, como fez em 2022, ficar fazendo cara de paisagem, enquanto a maioria pobre da população sofre com contas altíssimas que não garantem que os serviços prestados pela concessionária alcancem aquilo que se espera: qualidade e universalidade.

Premonição hídrica: o que é salgado ainda mais salgado ficará

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No dia 06 de janeiro, o prefeito Wladimir Garotinho com justa e inteira razão indeferiu o pedido de 11,98% de reajuste na carésima tarifa de água e esgoto que nos é cobrada religiosamente pela lucrativa concessionária Águas do Paraíba (que neste momento presenteia os seus consumidores cativos com mais uma prestação do reajuste também negado em 2022). 

Pois bem, na última 5a. feira, o blogueiro Ralfe Reis nos informou que a juíza Helenice Rangel Gonzaga Martins, da 3a. Vara Cível de Campos dos Goytacazes, inndeferiu um pedido da mesmíssima Águas do Paraíba para derrubar o veto do prefeito Wladimir Garotinho, para poder assim acrescentar, sem dó nem piedade, mais 11,98% nas caríssimas contas que os campistas já pagam por um serviço que, convenhamos, continua a dever (e eu não estou nem falando da remoção dos agrotóxicos que hoje contaminam a água servida aos campistas).

A razão básica apontada pela meritíssima juíza da 3a. Vara Cível é que a Águas do Paraíba não teria demonstrado a necessidade de reajuste de contas em face do que seriam os custos efetivos que a empresa estaria tendo para fazer chegar uma água não tão benta na casa dos campistas. O despacho da juíza Helenice Rangel Gonzaga Martins me pareceu ser do tipo “direto e reto” e de boa sustentação jurídica.

O problema, meus caros leitores, é que agora vem a parte da premonição deste humilde professor e dublê de blogueiro: a não ser que eu não esteja lendo bem a posição do búzios, não muito distante no futuro teremos um juiz plantonista sediado na Cidade Maravilhosa dando um despacho que irá reverter a decisão do chefe do executivo municipal e concederá os 11,98% (como será que chegaram a este número??) demandados pela Águas do Paraíba.

Será que dessa vez, o prefeito Wladimir Garotinho vai recorrer para derrubar a liminar do juiz plantonista ou vamos ter que entubar mais esse reajuste absurdo? Quem viver, verá.

Reestatizar a água e esgoto, barateia o custo: o exemplo de Setúbal em Portugal

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Os consumidores cativos da concessionária Águas do Paraiba estão sendo premiados com uma conta extra neste início de fevereiro por conta de uma derrota na justiça que decidiu dar mais um brinde a uma empresa que hoje fatura milhões e entrega serviços de baixa qualidade.  E notem que a empresa do grupo Águas do Brasil acaba de ter mais um relatório reprovado pela Câmara Municipal de Vereadores por simplesmente não cumprir obrigações e continuar impondo custos altíssimos aos campistas.

A impressão que muita gente tem é que essa condição de consumidor cativo é uma espécie de prisão de onde não se pode escapar, mas isto não é nem próximo da verdade. Bastaria apenas que o prefeito Wladimir Garotinho e o agora presidente da Câmara de Vereador Marquinho Bacelar decidissem colocar o interesse da população em primeiro lugar e realizassem a imediata reestatização desse serviço público.

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Alguns diriam que estou falando besteira, mas se fizessem isso o fariam apenas por ignorãncia. É que dezenas de cidades e capitais europeias já reestatizaram os serviços de água e esgoto, já que a iniciativa privada se mostrou incapaz de não só baixar o custo do consumidor, mas também de oferecer serviçso de qualidade.

Um exemplo recente de uma cidade que reestatizou os seus serviços de água e esgoto, e agora espera diminuir o custo das contas em algo próximo de 20% foi Setúbal que fica localizada a cerca de 49 km de Lisboa. Lá como em outras cidades europeias, os serviços deficientes e o custo alto fizeram com que a prefeitura não renovasse o contrato de concessão e retomasse o oferecimento direto dos mesmos. Mas é importante dizer que outrs 500 cidades no mundo, a maioria na Europa já tinham feito antes, aquilo que Setúbal fez agora.

Desta forma, é preciso que se inicie imediatamente a discussão para que a consequência da última reprovação do relatório da Águas do Paraíba pela Câmara de Vereadores seja a suspensão do contrato e a imediata criação de uma empresa municipal que passe a gerir os serviços de água e esgoto. É que já passou da hora de dar um basta a todos os desmandos que a Águas do Paraíba realiza nesta cidade tão rica, mas com um povo tão pobre.

Com contas reprovadas pela Câmara Municipal, Águas do Paraíba ganha “presente” retroativo que pesará no bolso dos campistas

Desembargador concede liminar a Águas do Paraíba e autoriza reajuste de 18% na conta de água e esgoto retroativo a janeiro de 2022

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Por Ralfe Reis  

O desembargador Adriano Celso Guimarães, da Oitava Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, concedeu nesta quinta-feira (14) antecipação de tutela a Águas do Paraíba, em agravo de instrumento interposto pela concessionária, para aumentar o valor da conta de água e esgoto em 18,10%.

A liminar precaríssima ainda determina o reajuste retroativo a primeiro de janeiro de 2022.

“Considerando os precedentes jurisdicionais colacionados, a previsão contratual autorizando a recomposição anual das tarifas de acordo com a variação dos custos dos insumos e a própria concordância do Prefeito municipal acerca da existência da cláusula de reajuste, sem trazer, em sua decisão, qualquer embargo ao montante da variação postulada, defiro. em antecipação de tutela, a pretensão recursal para que se proceda à aplicação do reajuste tarifário, retroativo a primeiro de janeiro de 2022, no percentual de 18,10% (dezoito vírgula dez por cento).”, decidiu o desembargador.

No último dia 28 de junho, o juiz Leonardo Cajueiro, da 3ª Vara Cível de Campos dos Goytacazes, indeferiu o pedido da poderosa Águas do Paraíba (aqui).

Em dezembro de 2021, o prefeito Wladimir Garotinho vetou o reajuste contratual de 18,10% e o alinhamento tarifário de 1,946% requerido pela concessionária.

À época, a Câmara Municipal também reprovou as contas da concessionária, e recomendou que não fosse concedido o reajuste.

Com lucros milionários, a Águas do Paraíba atua em Campos dos Goytacazes com contrato precário, atualmente através de aditivos, praticamente vitalícios.

A concessionária sempre utiliza de mecanismos judiciais para colocar seu contrato precário acima das leis e dos atos discricionários do poder executivo e legislativo.

A decisão de hoje vai levar vários campistas à falência.

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Este texto foi inicialmente publicado pelo “Blog do Ralf Reis” [Aqui!].

Relatório anual da qualidade da água da “Águas do Paraíba” “esquece” dos agrotóxicos

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Como deve ter ocorrido com muitos consumidores cativos da concessionária “Águas do Paraíba”, recebi ontem minha conta do mês de maio acompanhada do “relatório anual de qualidade da água do sistema de abastecimento ETA Coroa  (ver imagens abaixo).

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Curiosamente, este relatório (sic!) não traz qualquer informação sobre medidas feitas para verificar a presença dos chamados micro-poluentes emergentes, dos quais os agrotóxicos são uma das espécies mais preocupantes pelo que a exposição crônica a eles pode causar na saúde humana.

Não custa lembrar que os dados divulgados pelo chamado “Mapa da Água” apontaram a presença de agrotóxicos na água que chega nas torneiras dos campistas. 

Aparentemente a “Águas do Paraíba” acredita que se os seus relatórios não trouxerem dados sobre esses contaminantes emergentes, isso significará que eles não estão sendo servidos na água que o campista recebe diariamente em suas torneiras a um custo nada camarada. O problema é que, como a ciência sempre mostra, a negligência no fornecimento do dado não significa que aquilo que foi medida deixa simplesmente de existir.