Operação “Cadeia Velha” acerta cúpula do PMDB na Alerj, mais uma vez

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Os corredores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro deverão viver um dia dos mais agitados em função da execução da operação ” Cadeia Velha” que coloca sob os holofotes da justiça não apenas o poderoso presidente Jorge Picciani, mas também os deputados Paulo Melo (ex-presidente da Alerj) e Edson Albertassi, líder do (des) governo Pezão e ungido para ocupar a vaga deixado pela aposentadoria do presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro [1,2,3 e 4].

As medidas sendo executadas pela Polícia Federal são amplas, envolvendo conduções coercitivas, prisões e varreduras de gabinetes de deputados. Além disso, também voltam para a prisão os principais nomes da cúpula da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor), Lélis Teixeira (presidente), José Carlos Lavouras e Jacob Barata Filho, todos alvos da primeira fase da Operação “Ponto Final”, deflagrada em julho, e que haviam sido libertados por liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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A novidade desta operação é que também o único filho de Jorge Picciani que não possui cargo eletivo, Felipe Picciani,  que é suspeito de lavagem de dinheiro de propina a partir de empresas de negócios agropecuários que têm em sociedade com seu pai. 

O interessante é que até ontem o que agitava a Alerj era a tentativa do (des) governador Luiz Fernando Pezão de empurrar o nome de Edson Albertassi para ser aprovado pela sempre dócil maioria que possui naquela “casa de leis”.  Agora, Albertassi vai ter outras coisas com que se preocupar. Ao menos pelo dia de hoje.

Enquanto isso, mais de 200 mil servidores ainda esperam o 13o. salário de 2016 e o salário de Setembro de 2017. Para esses servidores nunca houve o aporte de recursos via a Fetranspor. Simples assim!


[1] https://extra.globo.com/noticias/brasil/cadeia-velha-justica-manda-prender-filho-de-picciani-empresarios-da-fetranspor-mira-presidente-deputados-da-alerj-22066783.html

[2] http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2017-11-14/pf-cumpre-mandados-de-prisao-contra-filho-de-picciani-e-jacob-barata-filho.html

[3] https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/11/14/presidente-da-alerj-e-jacob-barata-filho-sao-alvo-de-operacao-da-pf-no-rio.htm

[4] https://oglobo.globo.com/brasil/cadeia-velha-pf-cumpre-mandado-de-prisao-contra-filho-de-picciani-empresarios-de-onibus-procuradores-pedem-que-presidente-da-alerj-seja-detido-22066765

 

Pensando no seu futuro, (des) governador Pezão exonera secretários para colocar Edson Albertassi no TCE

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Quem olhou a edição do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro desta 2a. feira (13/11) deu de cara com a exoneração de 5 (des) secretários do (des) governo Pezão (ver extrato abaixo).

exonerações

Mas quem pensa que esta batelada de exonerações que inclui figuras conhecidas como Christino Áureo, Gustavo Tutuca, Jair Bittencourt e André Lazaroni se deve a um repentino compromisso do (des) governo Pezão com a mais do que necessário melhoria da competência do seu (des) secretariado, que pense de novo. 

É que, como nos informou ainda nesta manhã a jornalista Berenice Seara em seu blog no jornal “EXTRA”, a razão dessas exonerações a pedido é bem outro: garantir a eleição do deputado Edson Albertassi (PMDB), líder do (des) governo Pezão na Alerj, para ocupar uma vaga VITÁLICIA no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE) [1].

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Há que se lembrar que por força de lei esta vaga deveria ser ocupada por um auditor concursado. Mas com a estranhíssima desistência dos ocupantes da lista tríplice à vaga, o (des) governador Pezão rapidamente agiu para impor o nome de Edson Albertassi, passando ao largo da obrigação de convocar uma nova eleição entre os auditores do TCE.

Essa volúpia do (des) governador Pezão certamente tem a ver com a preocupação de não ter sua pífia administração devassada pelo TCE em 2019.  Já para Edson Albertassi, a vantagem é não ter que concorrer mais a cargos eletivos, especialmente numa conjuntura em que o PMDB deverá sofrer um duro revés eleitoral em 2018 em face das desastrosas políticas que foram aplicadas pela dupla Sérgio Cabral/Pezão.

Uma nota positiva sobre a saída de Edson Albertassi é que os sindicatos que forem negociar na Alerj não terão mais que lidar com sua empáfia, autoritarismo e falta de compromisso com os acordos que ele mesmo aprovava.  A ausência de Albertassi na Alerj será daquelas que preencherá uma grande lacuna. Lamentavelmente, o preço de não tê-lo mais na Alerj será alto, visto que a necessária transparência e autonomia não terão nele um defensor. Aliás, muito pelo contrário.

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[1] https://extra.globo.com/noticias/extra-extra/secretarios-de-pezao-sao-exonerados-para-aprovar-albertassi-no-tce-22063224.html

Anaferj reage à esdrúxula aprovação de contas do (des) governador Pezão pela Alerj

Coloco abaixo uma postagem publicada no site da Associação dos Analistas da Fazenda Estadual do Rio de Janeiro (Anaferj) sobre a aprovação das contas do (des) governador Luiz Fernando Pezão referentes ao ano de 2016, as quais foram devidamente reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

Sem ter muito a acrescentar ao que o pessoal da Anaferj já disse, aproveito apenas para divulgar o placar com o voto individual de cada deputado. Noto que mais uma vez os três deputados eleitos com votos do município de Campos dos Goytacazes (Geraldo Pudim (PMDB), Gil Vianna (PSB) e João Peixoto (PSDC)) votaram pela esdrúxula aprovação das contas do (des) governador Pezão. Que os campistas e moradores da região Norte Fluminense lembrem bem de mais este votos destes três cavaleiros do apocalipse e lhe neguem votos em 2018.

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Alerj aprova as contas de Pezão – #RIP Legislativo

Na esquina da ALERJ, a propaganda de um bordel.  Justiça poética?
Uma das funções do Poder Legislativo é fiscalizar o Poder Executivo.

Por 43 votos a 21, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou as contas de um governador que não investiu o mínimo constitucional em saúde pública. 

Com isso, acabou a independência dos poderes no Estado. Essa legislatura envergonha a sociedade fluminense ao, de forma submissa, autorizar o mal uso do dinheiro público pelo governador.

Esses 43 deputados (e os que se ausentaram) se tornaram cúmplices da incompetência e ilegalidade do pior governo da história do Rio de Janeiro.

Pra quê a sociedade gasta 800 milhões/ano pra manter um Tribunal de Contas se na hora de aprovar ou não as contas esses relatórios são ignorados e vale o jogo sujo da política?

Os homens de Sérgio Cabral continuam governando nosso Estado e perpetuando as suas tristes práticas.

FONTE: http://anaferj.blogspot.com.br/2017/09/alerj-aprova-as-contas-de-pezao-rip.html

Notícias da Aduenf: Manifesto da Comissão de Educação da Alerj defende universidades estaduais

Comissão de Educação da Alerj lança manifesto em defesa das universidades estaduais

Em reação à sugestão do Ministério da Fazenda de “supressão” do ensino superior público no estado do Rio de Janeiro, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)  lançou um manifesto em defesa das universidades públicas estaduais (ver imagem abaixo).

Esse é um posicionamento importante porque é na Comissão de Educação que são normalmente discutidos os assuntos referentes ao funcionamento das universidades estaduais. Entretanto, é importante lembrar que apenas este apoio não deterá os projetos de precarização do serviço público estadual que estão associados ao chamado “Regime de Recuperação Fiscal” que foi recentemente assinado pelo governo do Rio de Janeiro.

Por isso, é importante somar outros apoios, inclusive para fortalecer a posição da Comissão de Educação dentro do Alerj.

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/09/comissao-de-educacao-da-alerj-lanca.html

Bolsa de”reforço escolar” para ex-esposa de Sérgio Cabral mostra que a crise fluminense é altamente seletiva

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Graças a um colega que também é docente na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), fiquei sabendo que a ex-esposa, e primo do senador tucano Aécio Neves, Susana Neves Cabral foi agraciada, em tempo recorde, com a concessão de uma bolsa de “reforço escolar” pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro onde atua como assessora no gabinete da presidência [1]

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Como fiquei curioso com tamanha velocidade e o valor da “bolsa”, resolvi verificar se havia mesmo uma publicação no Diário Oficial da Alerj sobre tal concessão, e eis que a mesma realmente foi realmente publicada no dia de hoje (31/08).

susana cabral

Em princípio há que se mencionar que Susana Neves Cabral e realizou um pedido a um benefício que parece ter pleno direito enquanto servidora comissionada da Alerj. Entretanto, não só a velocidade da tramitação como o valor do benefício tornam explicito o fato de que a crise que está ocorrendo no Rio de Janeiro possui traços de alta seletividade. E bota seletividade nisso!

Só para que se tenha uma comparação, diversos docentes da Uenf tiveram seu processo de enquadramento funcional concluído ainda em 2016, mas tudo foi paralisado pela Secretaria de Fazenda e Planejamento que exigiu o estabelecimento de critérios mais rigorosos para que os mesmos fazem jus aos ganhos que já provaram ser merecedores. Parece contraditório, mas é só é  tratamento seletivo.


[1] http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/alerj-concede-bolsa-ex-mulher-de-cabral.html

Novas prisões no esquema da Fetranspor. Mais um dia de tensão na Alerj

O jornalista Lauro Jardim informa hoje em seu blog no jornal O GLOBO que mais uma rodada de prisões está em curso no Rio de Janeiro em função do esquema de pagamento de propinas pela Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor)  [1]. 

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Por mais estranho que pareça será na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que estas novas prisões mais deverão elevar o nível de tensão.  Mas não há de estranho nessa elevação da tensão. É que ali na Alerj estão alguns dos maiores beneficiados do esquema de corrupção que estas prisões procuram desbaratar. 

Daí que quem recebeu propinas sabe que o próximo preso pode ser ele. E pelo que andei lendo, vai faltar camburão.

[1] http://blogs.oglobo.globo.com/lauro-jardim/post/operacao-nas-ruas-1.html

Na surdina Alerj analisa “liberou geral” para a farra fiscal do (des) governo Pezão

A questão das isenções fiscais bilionárias que foram concedidas pelo (des) governo do Rio de Janeiro desde 2007 já foi abordada neste blog em diversas ocasiões e o “relógio” da farra fiscal nunca parou de rodar, causando prejuízos bilionários aos cofres estaduais já que as mesmas alcançaram o valor astronômico de R$ 219 bilhões até 2016 [Aqui!]. 

Agora, premido pelo caos implantado na vida de mais de 200 mil servidores que ainda não receberam seus salários, pensões e aposentadorias relativos ao mês de maio, pode haver quem pense que os estrategistas governamentais (se assim posso chamar a equipe de (des) governo de Luiz Fernando Pezão) estejam dispostos a repensar a sua avidez de jogar dinheiro público fora. Bom, quem pensou assim, esqueça!

É que, como noticia o site UOL, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) está analisando no dia de hoje um projeto de lei do executivo que objetivamente liberará a continuidade da farra fiscal sem que seja necessário que a própria casa examine a oportunidade e a necessidade de conceder novas isenções [Aqui!].

 

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Essa volúpia em conceder isenções fiscais sem que tenham sido estabelecidos mecanismos de controle (lembremos que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) já produziu relatório mostrando a persistência de um total descontrole na concessão destes mimos fiscais!) é uma espécie de senha para a continuidade do desequilíbrio fiscal que continuará sendo colocado, de forma cínica é preciso que se frise, nas costas dos servidores e da população mais pobre.

Um aspecto que precisa ser realçado é o papel da própria Alerj nessa liberação já que dada a maioria (des) governista que ali existe, este projeto certamente passará. É que os mesmos deputados que estarão aprovando a continuidade desta farra foram os mesmos que votaram para sobretaxar os servidores e privatizar a preço irrisório a valiosa Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). Essa maioria parlamentar é tão responsável pelo caos reinante quanto o cambaleante (des) governador que acaba de passar um período de tratamento de luxo num spa 5 estrelas. 

O fato é que não há que se cair na ladainha oficial de que a crise é causada apenas por fatores externos como a queda no recolhimento dos royalties do petróleo ou pelo peso da folha de pagamento de servidores.  A verdade é que há uma “decisão de governo” de secar a base fiscal em benefício das corporações que hoje controlam a economia do Rio de Janeiro.  Nem que para alcançar essa finalidade se tenha que contar com tropas do Exército nas ruas e avenidas. Bem vindos ao mundo da farra fiscal do (des) governo Pezão!

Viu! informa: Listão da propina do Detro tem 51 deputados

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Da redação

A Operação Ponto Final, que desbaratou um mar de lama no sistema de transporte do Estado do Rio de Janeiro, está chegando aos 51 deputados estaduais que aparecem no listão da propina. O material recolhido pela Polícia Federal é farto.

O valor da merenda era seletivo, variando de R$ 10 mil a R$ 200 mil mensais por empresa. Cada fiscal ganhava uma cala boca entre R$ 2.500 e R$ 10 mil. Já os deputados variavam entre R$ 10 mil, R$ 100 mil ou R$ 1 milhão por mês. Cada um vale quanto pesa.

Não será difícil chegar aos gabinetes dos contemplados no Palácio Tiradentes. É só saber quem apadrinhou a indicação de chefes de postos do Detro nas regiões. Esses cargos, geralmente, são preenchidos com as chamadas formigas carregadeiras. É o andar de baixo que tem a tarefa de passar a sacolinha e repassar. Tudo indica que as recentes operações da PF e do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro terão desdobramentos ainda no setor de transportes.

Já existem as digitais dos deputados que indicaram nomeação de fiscais.

A Polícia também vai descobrindo que a propina no Detro costuma ser contabilizada, nem que seja por meio de manuscritos em papel de pão. Afinal, criminoso também presta contas. Confira alguns dos manuscritos:

As investigações estão avançando. Observe que na lista acima, os dos últimos nomes se refere ao “Porto”. São, na verdade, os ônibus da BK e FK que transportam trabalhadores para o Porto do Açu, em São João da Barra.

Alguém precisa explicar a razão de manter essas charangas circulando, mesmo em situação irregular, sem qualquer perturbação dos fiscais.

Além da capital, o esquema do Detro era forte em Friburgo, na Região Serrana, e também no Norte Fluminense.

Pagamento de propina no Detro já tinha motivado denúncia no órgão, só que nunca foi alvo de apuração. Observe os documentos abaixo:

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FONTE: https://www.viuonline.com.br/2017/07/listao-da-propina-do-detro-tem-51-deputados/

(Des) governo Pezão impõe com sucesso a sua agenda de maldades contra os servidores públicos

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A aprovação do projeto de Lei 2885/2017 pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) representa um triunfo inequívoco da política de privatização do estado pelo cambaleante (des) governo Pezão.  Até as concessões mínimas que foram colocadas para dar uma tintura de respeito aos servidores são parte da vitória sobre os servidores e a população que depende de seus serviços.

Assim, apresentar essas concessões como algum tipo de minimização do impacto devastador que esse projeto terá sobre os servidores é no mínimo ingênuo.  Mas como não há atualmente qualquer espaço para a ingenuidade, quem propala que a manutenção formal de direitos constitucionalmente garantidos representa algum tipo de vitória não está ao lado da verdade.

A verdade é que com a aprovação do aumento do recolhimento previdenciário e da adesão às draconianas medidas que estão sendo ditadas pelo governo “de facto” de Michel Temer, o Rio de Janeiro acaba de se transformar num laboratório avançado para a destruição dos serviços públicos no Brasil. Isso ficará claro quando os primeiros efeitos dessas medidas começaram a ser sentidos pelos servidores.  Aí a debandada que já está ocorrendo em determinados setores se ampliará, pois quem puder vai querer ver o serviço público pelas costas.  Além disso, como o (des) governo Pezão já tem no forno um Programa de Demissões Voluntárias (PDVs) é quase certo que essa situação vai explodir a qualquer momento.

Obviamente o grande perdedor disso tudo será o estado do Rio de Janeiro que se verá na condição de um exportador de cérebros, seja interna ou externamente.  Essa evasão de cérebros que já está ocorrendo na área da saúde vai se estender a outros setores estratégicos do serviço público, e terá um efeito devastador sobre a  capacidade fluminense de sair da crise em que anos de governos cleptocráticos afundaram o Rio de Janeiro.

Alguém poderia me perguntar se não estou exagerando na avaliação do tamanho da derrota imposta aos servidores e das conseqüências sobre o serviço público fluminense. Na minha modesta opinião,  não há nada de exagerado no que estou dizendo. Afinal,  o plano gestado pelo (des) governo Pezão passou em sua totalidade e, como no caso da privatização da CEDAE, praticamente sem resistência. Daí para se prever que os aspectos mais draconianos dessas legislações serão aplicados em sua totalidade não chega a ser um exercício tão difícil.

Uma pergunta que sempre aparece se refere ao fato de que se existe alternativas factíveis para se enfrentar as medidas ultraneoliberais do (des) governo Pezão. A resposta é do tipo “só não há saída para a morte”. Entretanto, para que o enfrentamento possa se dar em condições mais sólidas há primeiro que se parar de dourar a pílula amarga e se dizer a verdade aos servidores sobre o tamanho da derrota. Sem isso, continuaremos mergulhados naquilo que chamo de “oposição alegórica”  que é aquela onde se aplica um fino verniz de resistência ao projeto de desmanche, enquanto se negociam migalhas de forma setorizada. E os resultados dessa oposição alegórica já estão ai para serem medidos. Resta saber se haverá direção política para mudar o rumo dos acontecimentos.

 

ADUENF lança campanha para denunciar deputados campistas que votaram contra servidores na Alerj

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A Associação de Docente da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) deu início a uma campanha de denúncia que visa informar à população de Campos dos Goytacazes e do Norte e Noroeste Fluminense sobre o voto dado por três deputados estaduais para aumentar a contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14%. Um primeiro passo desta campanha (mas que não será o último) foi a colocação de um outdoor num ponto de grande circulação na entrada da cidade de Campos (ver abaixo).

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Os três deputados em questão são Geraldo Pudim (PMDB), Gil Vianna (PSB) e João Peixoto (PSDC) que consistentemente têm votado a favor de projetos enviados pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão para impor um arrocho histórico nos servidores estaduais sob a desculpa de controlar a dívida pública.

Há que se lembrar que no dia de hoje (30/05) o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ) reprovou as contas do (des) governo Pezão por causa de uma série de ilegalidades cometidas na executiva orçamentária de 2016.

Mas voltando aos três deputados que têm votado contra os servidores em nome do arrocho, o mote da campanha da ADUENF é muito claro: quem vota contra servidor, não merece o voto da população. Assim, em 2018 não vote neles!

E que assim seja!