ONU detecta aumento significativo de zonas mortas nos oceanos do mundo

Onde quase não há oxigênio, também não há vida – isso também se aplica aos oceanos. De acordo com a ONU, existem mais de 700 zonas mortas nos oceanos do mundo. As causas são a proliferação de algas mortas e as mudanças climáticas.

deadDe acordo com a ONU, o Mar Báltico é também uma das áreas em que emergiu um número particularmente grande de áreas com baixo teor de oxigênio. Stefan Sauer / dpa

O fenômeno ocorre naturalmente em algumas regiões marinhas. Uma das causas é a proliferação de algas. Depois de morrer, as algas afundam lentamente e são decompostas por bactérias que consomem oxigênio. Desta forma, grandes zonas podem se formar nas profundezas em que às vezes quase não há oxigênio na água. A entrada de nutrientes como nitrogênio e fósforo nos oceanos favorece a proliferação de algas.

A ONU vê uma tendência para a situação se deteriorar ainda mais: “Estima-se que a entrada de nitrogênio artificial nas costas dobrará na primeira metade do século 21”, diz o relatório. Além disso, o aumento da temperatura da água teria um impacto negativo devido às mudanças climáticas.

fecho

Este texto foi originalmente publicado em alemão e publicado pela revista Der Spiegel [Aqui!].

Águas esverdeadas do Rio Paraíba do Sul são um sinal da alerta. Quem está prestando atenção?

Enquanto a disputa eleitoral para decidir o próximo prefeito de Campos dos Goytacazes atinge níveis de tensão máxima, algo nada prosaico está acontecendo no Rio Paraíba do Sul, suas águas estão assumindo um belo tom esmeraldino.

Entretanto, como nem sempre o que é belo também se revela seguro, a cor verde que começa a dominar a paisagem aquática da principal fonte de abastecimento da cidade de Campos dos Goytacazes deveria preocupar a todos, inclusive os gestores da concessionária Águas do Paraíba.

É que águas com tons verdes normalmente refletem a presença em grandes quantidades de algas. Ainda que este não seja um fenômeno recente, pois já ocorreu em outros anos(Aqui!), há que se apurar qual seria exatamente a alga que está causando o atual fenômeno, de modo a que se estabeleça se a mesma pode trazer danos à saúde humana ou não.

As causas deste processo são múltiplas, incluindo a estiagem sazonal, a continuidade do lançamento de esgoto in natura e o aporte de produtos químicos utilizados na agricultura. Para agravar tudo isso há o chamado processo de “piscinização” do Paraíba do Sul que em determinados trechos se comporta não mais como um rio, mas como um agregado de piscinas.

O descaso com a situação crítica em que encontra o Rio Paraíba do Sul é para mim um dos grandes exemplos de como a atual campanha eleitoral está passando ao largo de questões fundamentais para o futuro de Campos dos Goytacazes. Essa verdadeira ojeriza a abordar de forma integrada e inteligente problemas que são cruciais para o cotidiano de todos é uma das principais características de partidos e políticos que ignoram formas mais modernas de gestão das cidades.

Enquanto isso, as algas se multiplicam e o Paraíba do Sul se veste de verde.

Nasa mostra do espaço as algas que espantam banhistas no Rio

Vista do espaço, as águas do Atlântico Sul aparecem escurecidas em manchas que se estendem por 800 quilômetros

Size_80_vanessa-barbosa
Vanessa Barbosa, de 

NASA Earth Observatory/ Jesse Allen

 Algas que se proliferam na costa do RJ vistas do espaço

Proliferação de algas: as manchas escuras ocupam 800 quilômetros da costa carioca

São Paulo – Olhando rápido, essa supermancha escura na foto acima até poderia ser confundida com uma extensa ilha submarina. Mas está longe disso. Essa é vista espacial das algas que se proliferam aos montes nas águas das praias cariocas, levando desconforto aos banhistas.

No dia 19 de janeiro, a Nasa captou imagens dos micro-organismos que têm aparecido com frequência na costa do Rio de Janeiro, com ajuda do Modis (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer), instrumento no satélite Aqua.

Vistas do espaço, as águas do Atlântico Sul aparecem escurecidas em manchas que se estendem por 800 quilômetros. Na imagem, os fios inchados de branco sobre o mar são nuvens.

Biólogos consultados pela Agência americana afirmam que os micro-organismos são conhecidos como Myrionecta rubra, uma alga que não é tóxica para os humanos, nem para outros organismos marinhos.

Segundo a Nasa, a alga tem uma cor avermelhada, mas na foto espacial ela aparece escurecida devido à forma como o oceano absorve a luz solar.

“A Myrionecta rubra flutua até dois metros abaixo da superfície da água, por isso os fótons de luz vermelha são absorvidos ou espalhados”, explica a Agência em seu site.

FONTE: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/algas-que-molestam-cariocas-formam-supermancha-escura

Algas em minha água “potável”: até quando?

Uma coisa que vem me intrigando nos últimos anos é a persistência da chegada de colônias de cianobactérias na água que me é fornecida pela concessionária “Águas do Paraíba”. Hoje ao fazer a limpeza de rotina do reservatório que existe na residência onde vivo, eis que no processo de limpeza, as algas também estavam lá, verdinhas e, consequentemente, vivas. Agora o que eu me pergunto: o que acontece nas residências que possuem cidadãos com doenças renais?

Para que ninguém duvide do que estou falando, abaixo seguem as imagens do material vivo que me está sendo fornecido a preços salgados pela Águas do Paraíba como se fosse água límpida, transparente e inodora. Daria até para fazer uma saladinha!

IMG_7568 IMG_7572