New York Times produz matéria sobre como indústria de alimentos viciou o Brasil em junk food

junk food

O jornal estadunidense “The New York Times” publicou ontem uma esclarecedora matéria sobre a ação da indústria dos alimentos processados para literalmente viciar a população brasileira em alimentos processados, com um título igualmente esclarecedor “Como a Grande Indústria Viciou o Brasil em Junk Food”.  Como mostram os jornalistas Andrew Jacobs e Matt Richtel, os efeitos desta ação premeditada de empresas como a Nestlé, Coca Cola, Pepsi Cola e a McDonald´s tem sido a ocorrência de um nível sem precedentes de aumento do nível de obesidade e todas as condições que a ela estão relacionadas, incluindo hipertensão arterial e diabetes.

Como a matéria foi preparada de forma meticulosa e está rica em informações, a minha sugestão é que todos acessem a versão em português (a matéria foi publicada em inglês, espanhol e português). Para tanto, basta clicar no link que está no final desta postagem [1].

Mas posto abaixo algumas das imagens publicadas na reportagem, as quais demonstram que segmentos mais pobres da população brasileira estão entre os alvos preferenciais dessa ação da indústria dos alimentos processados.

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[1] https://www.nytimes.com/2017/09/16/health/brasil-junk-food.html

 

O “New York Times” faz matéria devastadora sobre a poluição da Baía da Guanabara e dá conselho aos competidores olímpicos: fechem suas bocas!

O jornal estadunidense “The New York Times” publicou ontem uma matéria devastadora sobre as condições ambientais em que se encontra a Baía da Guanabara às vésperas das competições relativas aos Jogos Olímpicos de Verão de 2016 (Aqui!). Um dos méritos do jornalista Andrew Jacobs é apresentar um quadro completo dos problemas que afligem esse importante ecossistema, dando espaço a autoridades, pesquisadores, técnicos e lideranças comunitárias que deram depoimentos contundentes sobre a situação, suas causas e prognósticos.

NYT Jacobs

Como vivi às margens da Baía de Guanabara por quase 10 anos entre 1980 e 1990, já naquele período era possível verificar a manifestação dos mesmos fatores que estão descritos na matéria assinada por Andrew Jacobs.  Então por que chegamos a essa situação desastrosa após quase três décadas, e mesmo após gastos bilionários com o suposto estabelecimento de medidas de controle das fontes de poluição?

A resposta mais rápida seria a de que boa parte da fortuna gasta acabou sendo consumida em esquemas de corrupção ao longo dos anos. Mas ainda que eu não desconheça a a existência deste problema, não considero que o mesmo seja a causa principal do que está sendo agora escancarado para o mundo. 

Para mim, o problema é mais agudo, pois como afirmou Alexandre Anderson, liderança dos pescadores artesanais que ainda resistem no interior da Baía da Guanabara, o que temos é um projeto voltado para manter o ecossistema poluído de forma a torná-lo apto para usos que desprezem a multiplicidade social e cultural que sempre caracterizou historicamente a sua existência.

De quebra, temos o fato de que as formas de expansão da mancha urbana dos municípios que circundam a Baía da Guanabara consolidam um processo de segregação sócio-espacial que desconsidera a necessidade de preservar o ambiente. Em outras palavras, para que proteger e conservar, se os ricos não estão expostos aos riscos da degradação que seu modo de vida causa?

Por outro lado, não há como deixar de apontar um aspecto particularmente vexaminoso em tudo isso. É que, mais uma vez, a mídia corporativa brasileira foi pega de calças curtas, já que estamos tendo que assistir o show de cobertura que a mídia internacional está dando até para sabermos mais sobre a condição em que a Baía da Guanabara está a partir de um conjunto mais democrático de vozes. É até por isso que agora o sempre glacial secretário estadual do Ambiente, André Correa, está tendo que dar respostas mais objetivas à situação em que se encontra o ecossistema, em vez de lançar mão de pirotecnias ridículas como foi o caso do mergulho que ele deu num dos pouquíssimos pontos  não poluídos da Baía da Guanabara como ele fez em  Maio de 2015 (Aqui!).

Finalmente, não custa nada lembrar que no dia de hoje (27/07) será lançado o relatório especial preparado por uma comissão especial da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro sobre a situação da Baía da Guanabara (Aqui!). Esperemos que a partir das lições assimiladas neste relatório, possamos sair do caos em que nos encontramos para a busca de soluções efetivas. Até lá, não apenas os competidores olímpicos mas todos os que vivem no entorno da Baía da Guanabara devem ser seguir o conselho de Andrew Jacobs e manter as bocas fechadas toda vez que se aproximarem das suas águas. Triste, mas inevitável!

New York Times desanca o congresso brasileiro. Será que o ministro Serra vai reclamar?

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O ministro tucano das Relações Exteriores do governo interino de Michel Temer, José Serra, andou vociferando contra os governantes que dizem ter ocorrido um golpe de estado no Brasil. 

Hoje, o site UOL publicou uma matéria do jornalista  do “The New York Times” , Andrew Jacobs, que foi levado ao ar nos EUA três dias atrás (Aqui!) cujo título já diz muito do seu conteúdo “Brazil’s Graft-Prone Congress: A Circus That Even Has a Clown” ou, em bom português, ” Envolvido em corrupção, Congresso brasileiro é circo que tem até seu próprio palhaço”

circo

Mas melhor do que o título são as declarações de vários dos entrevistados citados por Andrew Jacobs que traçam uma visão mais do que sombria da democracia brasileira, com referências nada edificantes para o PMDB de Michel Temer, Renan Calheiros e, sim por que não?, Eduardo Cunha.

Quem desejar ler a versão do artigo publicada pelo UOL, basta clicar  (Aqui!)