A crise de Pezão é seletiva: arrocha salários para conceder isenções fiscais milionárias para doadores de sua campanha eleitoral

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Por Flávio Serafini*

No mesmo mês em que o governo atrasou o salário de funcionários públicos, uma empresa de cerveja foi beneficiada com incentivo de R$ 687 milhões!

A Cervejaria Petrópolis, fabricante da cerveja Itaipava que consta como inscrita na dívida ativa do Estado por não pagamento de ICMS, recebeu no mês de novembro de 2015 incentivos fiscais no valor de R$687,8 milhões de reais. O grupo também é o 5º maior doador para campanhas eleitorais de deputados estaduais no Rio, tendo doado mais de R$ 2 milhões para PMDB, PDT, PSD, PSDC e PTC. Só para a campanha de Pezão foi R$ 1 milhão.

E foi justamente no mês de novembro que o governo estadual atrasou o pagamento dos servidores, alegando falta de recursos. Esta isenção fiscal para uma empresa devedora e financiadora de campanhas eleitorais é um escândalo e mostra como a crise na saúde, nas universidades estaduais e em todo o serviço público no Rio não é algo decorrente exclusivamente da queda do preço de petróleo, mas sim, o resultado de um modelo de governo.

Segundo a reportagem de Luiz Gustavo Shmitt e Chico Otávio, publicada hoje no O Globo (leia em http://migre.me/sHMeY), a Coordenadoria de Combate à Sonegação do Ministério Público teve acesso à base de dados da receita estadual cortada após pedir informações sobre o grupo Petrópolis. Enquanto o salário dos servidores está parcelado, as empresas amigas do PMDB receberam milhões em incentivos.

*Flávio Serafini é deputado estadual pelo PSOL/RJ.

FONTE: https://www.facebook.com/groups/forcaeacaouerj/1748330982062292/?notif_t=group_activity

Depois de passar anos se comportando como nova rica, PMCG usa a tática da “escolha de Sofia” para arrochar salários dos servidores

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A recente decisão da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, que foi chancelada pelo legislativo municipal, de extinguir o reajuste anual dos salários dos servidores públicos é uma demonstração que o arrocho sendo aplicado pelo governo Dilma Rousseff também aportou na nossa sofrida planície.  E o pior é que o arrocho vem acompanhado da aplicação da manjada tática da “escolha de Sofia” ao se pretender que os servidores escolham entre a aplicação do Plano de Cargos e Salários e o reajuste que se faz necessário por causa da inflação!

A coisa é básica: planos de cargos são para expressar formas de reconhecimento por tempo de serviço e qualificação dos servidores, enquanto que reajustes são para compensar a depreciação salarial causada pela inflação. Ao se obrigar os servidores a realizar uma escolha de Sofia entre um direito e outro, a gestão da prefeita Rosinha Garotinho objetivamente uma política de arrocho salarial que pune justamente aqueles que não tem nada a ver com os anos de dispêndio perdulário dos recursos oriundos dos royalties do petróleo que tanto irrigaram os cofres municipais, quais sejam, os servidores públicos e a população mais pobre que depende dos serviços essenciais que eles prestam.

E nessa história eu não sei o que é pior: a decisão da prefeita de arrochar os salários, o seguidismo cômodo da maioria dos vereadores ou a ação do sindicato que deveria representar os interesses ameaçados dos servidores públicos municipais, o SIPROSEP.  Na prática, esses três segmentos estão atuando para jogar sobre as costas dos servidores os custos de uma crise que não criaram. Simples assim!