Depois de passar anos se comportando como nova rica, PMCG usa a tática da “escolha de Sofia” para arrochar salários dos servidores

arma-que-aponta-à-cabeça-30612861

A recente decisão da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, que foi chancelada pelo legislativo municipal, de extinguir o reajuste anual dos salários dos servidores públicos é uma demonstração que o arrocho sendo aplicado pelo governo Dilma Rousseff também aportou na nossa sofrida planície.  E o pior é que o arrocho vem acompanhado da aplicação da manjada tática da “escolha de Sofia” ao se pretender que os servidores escolham entre a aplicação do Plano de Cargos e Salários e o reajuste que se faz necessário por causa da inflação!

A coisa é básica: planos de cargos são para expressar formas de reconhecimento por tempo de serviço e qualificação dos servidores, enquanto que reajustes são para compensar a depreciação salarial causada pela inflação. Ao se obrigar os servidores a realizar uma escolha de Sofia entre um direito e outro, a gestão da prefeita Rosinha Garotinho objetivamente uma política de arrocho salarial que pune justamente aqueles que não tem nada a ver com os anos de dispêndio perdulário dos recursos oriundos dos royalties do petróleo que tanto irrigaram os cofres municipais, quais sejam, os servidores públicos e a população mais pobre que depende dos serviços essenciais que eles prestam.

E nessa história eu não sei o que é pior: a decisão da prefeita de arrochar os salários, o seguidismo cômodo da maioria dos vereadores ou a ação do sindicato que deveria representar os interesses ameaçados dos servidores públicos municipais, o SIPROSEP.  Na prática, esses três segmentos estão atuando para jogar sobre as costas dos servidores os custos de uma crise que não criaram. Simples assim!

Deixe uma resposta