Para defender a UERJ é preciso que a reitoria vá às últimas consequências

Uerj_edit-696x619

Por Redação

A Uerj tem conquistado nas últimas décadas respaldo cada vez maior na comunidade acadêmica nacional e internacional. Ranqueamentos recentes, por exemplo, a colocam em posição de destaque entre as universidades da América Latina. Essa conquista, como se sabe, deve-se em grande parte à reconhecida história de luta de sua comunidade por melhores condições de trabalho e pesquisa, o que, por sinal, também a tornou notável pela resistência a projetos privatistas e/ou autoritários que se colocam contrários à própria existência da universidade pública.

Tão ou mais importante que o reconhecimento no meio científico tem sido o respeito e a admiração que a população, em especial a Fluminense, passou a associar à imagem da nossa universidade. Uma imagem construída não de forma fortuita, mas embasada no relevante papel social da Uerj, não apenas pelo seu pioneirismo em políticas de inclusão no ensino superior, mas também pela tradição na socialização do conhecimento que produz por meio dos seus projetos de extensão. Um patrimônio valoroso que, lamentavelmente, está sob ameaça.

Em nota divulgada no dia 16 de agosto, a Asduerj manifestou sua preocupação com reportagem publicada por grande veículo de comunicação, segundo a qual haveria suspeitas de que o governo teria usado a Uerj para empregar aliados políticos com folhas de pagamento secretas. Na ocasião, elogiamos a Reitoria por sua prontidão em divulgar uma resposta, mas advertimos para a insuficiência das informações dadas. Ressaltamos ainda que seria necessário não só buscar apresentar a base legal dos atos praticados, mas divulgar nomes e valores, além dos critérios pelos quais foram escolhidos os projetos alvos da reportagem, bem como os procedimentos previstos para executá-los. Esta não é exigência de um ou outro grupo. Ao contrário, é uma determinação legal a que a universidade deveria ter se antecipado.

No final do mês de agosto, a UERJ disponibilizou uma lista com mais de 50 projetos que foram beneficiados com verbas descentralizadas. Como primeiro passo, é possível, através do portal da transparência, encontrar tal lista e informações tais quais plano de trabalho e relatórios de entrega de alguns deles. Ainda não se encontra disponível, no entanto, arquivo com nomes e valores específicos recebidos pelos integrantes de cada projeto. Como a própria plataforma afirma, há ainda a necessidade de atualizar informações (objeto e ano de referência) em muitos deles. Por outro lado, mesmo naqueles que estão com informações atualizadas, não se consegue encontrar nomes relacionados a valores, sejam mensais ou por projeto.

No que se refere ao mecanismo de busca, também há deficiências. Só é possível pesquisar por nomes específicos que sejam digitados exatamente como estão inseridos no banco de dados. Além disso, quando se encontra um nome, não se consegue acessar valores individualizados recebidos. Desde a implantação do portal de transparência, não houve atualização em termos de novos projetos adicionados.

Infelizmente, após a publicação da Nota da Asduerj, há cerca de 1 mês, outras reportagens do mesmo veículo de comunicação se seguiram, com acusações ainda mais graves, sem que a Reitoria respondesse com a devida transparência. A mais recente publicada na segunda-feira, 12/9, chega a acusar a universidade de ter modificado uma norma interna (Aeda13/21) “para permitir contratações sem transparência, com remuneração de até R$ 32 mil”.

Entre os que receberiam, em forma de bolsa, valores exorbitantes para os padrões da universidade, estariam o advogado Aislan de Souza Coelho, tesoureiro da campanha do governador Cláudio Castro (PL) à reeleição, além de um irmão do deputado Márcio Pacheco (PL), principal aliado político de Castro.

Esse parlamentar aliado assumiu recentemente um dos cargos de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e esse órgão, segundo o referido veículo, abriu representação sobre o projeto da Uerj “Observatório Social de Operação Segurança Presente”. Conforme o mesmo veículo, estaria neste projeto a maior parte dos beneficiados com bolsas de alto valor e que teriam relação com o governador Castro.

O atual conselheiro do TCE parece mesmo ter ganhado uma súbita relevância para a Universidade. Em março deste ano, Márcio Pacheco recebeu da Uerj o título de Grão-Oficial da “Ordem do Mérito José Bonifácio”. A honraria é concedida a “personalidades nacionais e estrangeiras que se tenham notabilizado nos setores da educação e cultura, sobretudo em benefício da Uerj”. A condecoração foi questionada pelo colegiado do Programa de Pós-Graduação em Educação (Proped) da Uerj, que, em carta publicada no dia 25 de março, requereu a divulgação das atas da reunião que definiu a concessão do título e a abertura de um processo para a revisão do ato.

A Assembleia da Asduerj, de 02 de setembro, manifestou grande preocupação com o impacto das recentes acusações à reputação da universidade. O desafio é duplo: não permitir que tais denúncias sugiram o questionamento de nossa excelência acadêmica e bloquear que a extrema-direita instrumentalize nossas boas práticas, em especial a autonomia e a descentralização. A solução é, porém, óbvia. A reitoria deve dar visibilidade ampla e irrestrita a todos os dados e simplificar seu acesso. O surgimento de novas denúncias ao longo das últimas semanas exige um passo a mais. A reitoria tem o dever de investigar supostas irregularidades. E tal investigação deve responder a nossas instâncias coletivas, sobretudo ao Consun. Blindar a UERJ em relação à extrema-direita só será possível se ela retomar as experiências progressistas de gestão pública: aumentar ferramentas e estratégias de controle público e participação democrática na tomada de decisões.

Aliás, não parece condizente com a democracia universitária regulamentar por meio de um Ato Executivo, projetos de pesquisa, de desenvolvimento tecnológico, de Inovação ou extensão na universidade, sem qualquer tramitação pelo Conselhos Superiores, como fez o Aeda 13/2021. Essa norma modificada por meio de outro Aeda, o 017, com a justificativa de se adequar a Lei 9255/21, é a forma pela qual, segundo o veículo de comunicação citado, representantes de um governo de extrema direita receberiam, pela universidade, remunerações vultuosas, sem qualquer controle.

À Reitoria da Uerj cabe, urgentemente, dar transparência real aos dados, investigar todas as acusações e, caso comprovadas, responsabilizar o governo Castro e os envolvidos pelos danos à imagem da universidade, construída às custas da luta e do trabalho valoroso de sua comunidade.


compass black

Este texto foi originalmente publicado na página oficial da Associação de Docentes da Uerj (Asduerj) [Aqui!].

Diga não à Universidade Mínima – Associações Docentes Estaduais em Luta!

ads em luta

No dia 21 de Agosto representantes das diretorias e base da Asduerj, Aduezo, Aduenf e ADESFAETEC (seções sindicais do Andes-Sindicato Nacional) reuniram-se em plenária na Uerj Maracanã para decidir sobre os próximos passos da luta em defesa do ensino público, gratuito de de excelência.

Nos dias 08 e 11 de agosto, servidores, estudantes e sociedade intensificaram os atos de mobilização contra o desmonte do ensino público no Rio de Janeiro. Entre as exigências, o pagamento dos salários atrasados e o 13º de 2016. No dia 10 de agosto o banco Bradesco renovou o contrato da administração da folha de pagamento dos servidores. O que pode parecer um alívio, ao permitir o acerto de 3 meses de salários atrasados, é na verdade mais uma das ações desastrosas deste governo. Sem calendário de pagamentos e sem décimo terceiro (2016 e primeira parcela de 2017) o servidor ainda tem de ouvir do secretário da Fazenda, Gustavo Barbosa, que não há previsão para pagamento de agosto. A verdade que deve ser dita é que não há qualquer previsão de pagamento dos próximos meses. Além disto, as Universidades e FAETEC não têm as condições mínimas para retomar as aulas e a pressão para a adoção de um possível cotidiano de normalidade só deteriora as relações de trabalho e as possibilidades de realização de nossas tarefas de ensino, pesquisa, extensão.

Lutamos em unidade por compreender que os ataques visam o desmonte de nossas instituições de Ensino. E por compreender que nossos direitos não são negociáveis. Como servidores, exigimos um calendário orientado pela isonomia entre as categorias do funcionalismo. E dizemos não ao projeto de Estado Mínimo, em que investimentos na Saúde e Educação são vistos como “gastos” a serem cortados, e que tem como consequência o surgimento de uma Universidade Mínima, sem investimentos, sem custeio, sem plano de carreira, sem assistência estudantil e que busca ser financiada pela iniciativa privada ou com a cobrança de mensalidades. Por um ensino 100% gratuito, inclusivo e de qualidade.

Mais uma vez, e sempre que necessário, os docentes em luta do ensino superior estadual do Rio de Janeiro convocam todas e todos os defensores da Educação Pública a juntarem-se a nós na Defesa das Universidades Estaduais e da FAETEC!

DIA 23/08 – DIA DE ATOS UNIFICADOS NOS DIVERSOS CAMPI DAS IES: Maracanã, Campos, Campo Grande, São Gonçalo e Caxias

AS UNIVERSIDADES ESTADUAIS RESISTEM E REAGEM
UERJ UEZO UENF FAETEC FICAM
PEZÃO E TEMER SAEM

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/08/diga-nao-universidade-minima.html

Notícias da Aduenf: Greve de professores na UERJ, assembleias na UEZO e na UENF

Em uma assembleia bastante concorrida, os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mantiveram por expressiva maioria a greve iniciada no dia 06 de Julho.

uerj 1

Os professores da  Uerj exigem a regularização dos pagamentos dos salários para retomarem às atividades.  O primeiro ato da greve será o Quem Paga O Pacto? Crise E Financiamento Nas Universidades | UerjNaPraça, nesta quinta-feira (03/8), com as participações dos professores Bruno Sobral e Lia Rocha.

A presidente da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF), professora Luciane Soares, esteve presente na assembleia da Uerj e se manifestou no sentido de ressaltar a importância de que sejam realizadas ações conjuntas entre os servidores das três universidades estaduais para combater o projeto de destruição que está sendo executado pelo governo do Rio de Janeiro.

Nesta 4a. feira (02/08) será a vez dos professores do Centro Universitário da Zona Oeste (Uezo) se reunirem para decidirem se também entrão em greve pelos mesmos motivos que motivam a greve na Uerj.

Já na próxima 5a. feira (03/08) será a vez dos professores da Uenf realizarem sua assembleia para decidir como fazer frente aos ataques realizados pelo governo do Rio de Janeiro. A assembleia dos professores da Uenf ocorrerá no auditório 2 do P-5, a partir das 16:00 horas.

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/08/greve-de-professores-na-uerj.html

Professores da Uerj acampam na frente do Palácio Guanabara para demandar pagamento de salários e bolsas estudantis

Num movimento que pode ter repercussões amplas dentro do funcionalismo estadual do Rio de Janeiro que se vê completamente desrespeitado pelo morimbundo (des) governo Pezão, os professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), mobilizados pela Associação de Docentes da Uerj (Asduerj), decidiram acampar em frente do Palácio Guanabara no final da tarde desta 3a. feira (16/05)  após realizar um ato de protesto com aula pública (ver imagens abaixo)

,

Este slideshow necessita de JavaScript.

Essa ação dos professores da Uerj ocorre no exato momento em que mais de 45.000 servidores continuam esperando o pagamento dos seus salários de Março, sem que o (des) governador Pezão ou o (des) secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, venham a público para oferecer explicações plausíveis para mais este vexame.

A Asduerj está convocando uma assembleia dos docentes da Uerj para amanhã, ainda com local indefinido, provavelmente para discutir a continuidade da ocupação que foi iniciada no dia de hoje.

uerj 4

Tenho convicção que esta ação corajosa dos professores da Uerj vai causar grandes reverberações no funcionalismo estadual do Rio de Janeiro cuja paciência com o (des) governo Pezão já se esgotou faz tempo. A ver!

Professores da Uerj fazem pronunciamento sobre crise no Rio de Janeiro

uerj

A Associação de Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Asduerj) postou hoje em sua página oficial na rede social Facebook um duro pronunciamento sobre a situação política (ou seria policial?) que assola o Rio de Janeiro neste momento. De forma mais direta, os professores da Uerj  sobre a crise do (des) governo Pezão e sua responsabilidade pelo contínuo adiamento das aulas na Uerj.

Este pronunciamento importante porque toca nos principais acontecimentos que ocorreram nas últimas 24 horas, bem como sinaliza uma disposição para fazer frente ao processo de desmanche que está sendo realizado nas universidades estaduais pelo (des) governo Pezão.

Abaixo o vídeo em sua íntegra.

Erro
Este vídeo não existe

Jornal Extra faz Raio-X da crise financeira causada por Pezão nas universidades estaduais

Em universidades do Rio, faltam professores e até tinta para imprimir provas

Bruno Alfano

Falta de professores, baixos salários, obras paradas… O corte de gastos do governo do Rio, que contingenciou o orçamento de praticamente todos os setores da administração pública, amplia problemas antigos das universidades estaduais — que podem chegar, ao fim do ano, com R$ 144 milhões a menos de orçamento.

O cenário atual já é complicado, segundo docentes e estudantes. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) precisa de 572 professores concursados para começar o ano — sob o risco de disciplinas não serem abertas. O Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo) funciona nos fundos de uma escola estadual, e, na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), professores alegam que precisam pagar até a tinta para imprimir as provas.

A situação mais grave é a da Uerj. Proibida pela Justiça desde o ano passado de contratar professores substitutos, a instituição precisa realizar concursos. O site da universidade exibe 245 abertos. Os outros 327 estão apenas autorizados.

— O semestre não começa sem estes professores. Várias disciplinas obrigatórias estão sem docentes — denuncia o presidente da Associação de Docentes da Uerj (Asduerj), Bruno Deusdará.

A universidade foi procurada, mas afirmou que, com a proximidade do carnaval, todos os funcionários estariam indisponíveis para dar explicações. Enquanto isso, os cerca de 23 mil alunos da instituição sofrem — e a falta de professores é só uma das faces da crise.

Maria Bubna, de 21 anos, está no terceiro período de Direito e recebe Bolsa Permanência de R$ 400. O benefício, no entanto, tem atrasado até 20 dias.

— Tem bolsista que mora na Baixada Fluminense e gasta os R$ 400 em passagem. Se ficar sem, não vem para a aula. A minha sorte é que moro aqui em frente — diz a jovem.

Para a equipe do EXTRA sair do sétimo andar da universidade, foi preciso gritar no vão do elevador. É que o botão não está funcionando, e só assim os ascensoristas sabem que há gente esperando.

A previsão de menos R$ 15 milhões no orçamento de 2015 já causou problemas para a Uezo. O reitor Alex da Silva afirmou que a construção do campus precisou ser interrompida. Hoje, a universidade funciona nas dependências do Instituto Educacional Sarah Kubitschek, um colégio estadual.

— Só devemos retomar as obras em maio. Por enquanto, está parada — afirma.

A obra, que custa R$ 18 milhões, começou em maio do ano passado, e, segundo o reitor, está em fase de terraplanagem.

Na Uenf, professores afirmam que o orçamento já está curto e a conta não deve fechar até o fim do ano. Marcos Pedlowski, membro do Conselho de Representantes da Associação de Docentes da Uenf, conta que já precisou até pagar tinta para a impressão das provas.

— O orçamento deste ano não deve dar — alerta.

De acordo com a pró-reitora de Graduação, Ana Beatriz Garcia, a contratação de mais 60 professores resolveria o quadro docente.

O Ministério Público do Trabalho vai investigar a falta de pagamento dos funcionários terceirizados da Uerj. A procuradora Valdenice Amalia Furtado já pediu esclarecimentos por escrito aos investigados.

Os funcionários da empresa Construir, responsável pela manutenção da universidade, ficaram até três meses sem receber o pagamento. Alunos de cursos como Direito e Serviço Social fizeram arrecadação de alimentos para ajudar os funcionários, já que alguns estavam sem dinheiro até para comprar comida e pagar contas.

Em uma reunião interna, o reitor Ricardo Vieiralves afirmou que vai romper o contrato com a Construir.

FONTE: http://extra.globo.com/noticias/rio/em-universidades-do-rio-faltam-professores-ate-tinta-para-imprimir-provas-15338514.html#ixzz3RoCWdvQw

Crise financeira da UERJ: associação de docentes emite nota oficial

— C O M U N I C A D O   A S D U E R J —
Nota da Diretoria da Asduerj sobre crise da Universidade

Na última quarta-feira, 17 de Dezembro de 2014, a comunidade universitária da UERJ viu eclodir uma situação que já se arrastava, em alguns casos, há três meses: a precariedade dos direitos trabalhistas e a ausência de pagamentos dos funcionários terceirizados dos setores da limpeza, segurança e manutenção, como efeito mais perverso da falta de orçamento da UERJ.

A Associação de Docentes da UERJ considera muito grave a situação de inadimplência da Administração com seus trabalhadores e trabalhadoras. Tão grave quanto a posição da Reitoria em não receber os manifestantes e adiantar o recesso acadêmico, fechando, antecipadamente, a UERJ que é o nosso espaço público.

Causa ainda mais preocupação a declaração de que as atividades na UERJ serão retomadas somente quando a situação for resolvida, mas sem apresentar datas ou planos de ação. Novamente ficamos no escuro, sem saber a real situação orçamentária da universidade e, na repercussão na mídia, somos nós os servidores da UERJ que entramos em greve.

O argumento apresentado para justificar tal crise – cuja origem é um déficit orçamentário que até então não tinha sido divulgado através de nenhum meio interno oficial, notadamente os Conselhos Superiores – é que o Governo do Estado teria tido problemas para complementar o orçamento da Instituição em função de graves problemas na arrecadação. Essa fala é individual do Reitor e não expressa a posição definida na última sessão do Conselho Universitário (Consun), órgão máximo de deliberação da Universidade. Em sua fala individual, o reitor não faz nenhuma menção aos milhões de reais gastos no estado do Rio de Janeiro com obras faraônicas, nem aos que deixam de ser arrecadados pela nefasta política de isenções fiscais às grandes empresas instaladas no estado.

No dia 10 de Dezembro de 2014, alguns docentes e funcionários administrativos desta universidade estiveram na Alerj, na votação doProjeto de Lei N° 2.912/2014 , emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que recuperava, através da inclusão do inciso XXV, do Art. 18 e do Art. 23, o Artigo 309 § 1 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro , que trata do repasse 6% da receita tributária líquida do Estado para as Instituições de Ensino Superior Estaduais. Esse projeto derrubaria o Veto do Governador Pezão (Ofício GG/PL Nº 239 ) que atualmente vem repassando apenas 3,5% para as três universidades estaduais, o que representaria um acréscimo de 900 milhões de reais no orçamento previsto para as universidades públicas estaduais em 2015. Diferente do esperado na ALERJ, onde o governo costuma ter maiorias expressivas, nessa votação a posição favorável ao governador obteve apenas 15 votos, contra 29 deputados que optaram pela derrubada do veto, expressando opinião favorável às universidades públicas. Infelizmente, dos 51 deputados presentes na seção de votação, 29 votaram a favor, 15 votaram contra e 4 que estavam presentes (Roberto Henriques, Gustavo Tutuca, Marcelo Simão, Zaqueu Teixeira) não votaram, por isso, permaneceu o veto do Governo, já que seriam necessários 36 votos favoráveis à supressão para qualificar o quorum e derrubar o veto à emenda à LDO.

Vale ressaltar que, mesmo com essa crise da UERJ, o Reitor não se articulou politicamente para que esse veto fosse derrubado e nem esteva presente à ALERJ para a defesa dos nossos interesses.

Acreditamos que a crise orçamentária que está sendo apresentada como justificativa para não aumentar o orçamento da UERJ e para não cumprir com as obrigações frente aos trabalhadores e trabalhadoras terceirizados é uma grave indicação do poder público de que dias piores virão para a educação estadual. Nesse cenário, a atuação individual do reitor subtrai dos Conselhos Superiores a efetiva gestão da universidade e nos enfraquece coletivamente na defesa desse patrimônio público que é a UERJ.

Nós, da diretoria da Asduerj, não aceitaremos soluções “baratas”, que comprometam direitos fundamentais, de um governo que insiste em retalhar o orçamento público para a educação. Nesse sentido, continuaremos a lutar pelos 6% do orçamento estadual para as universidades públicas do Rio, por condições dignas de trabalho para todos os trabalhadores da UERJ e pela melhoria das condições de funcionamento de nossa universidade.

Diretoria da Asduerj