Anistia para o 08 de janeiro de 2023: a história se repete como mais como farsa do que tragédia

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Por Douglas Barreto da Mata

Em 1979, o governo militar armou uma grande negociata jurídica e política, a Lei de Anistia, a famigerada Lei 6683/1979.  Foi o que chamamos de crime perfeito. Depois de utilizarem o Estado como aparato de terror, mortes e torturas, o regime instalado em 1964, com e sem fardas, ofereceu uma anistia às vítimas, desde que os algozes também fossem considerados impunes.

Caso único na América Latina, onde todos os países, de um jeito ou de outro, processaram, julgaram, e alguns, prenderam os jagunços militares das elites econômicas, o Brasil entubou tudo, e varreu para baixo do tapete.

Até hoje, parentes de mortos e desaparecidos perambulam pelos corredores de governos, em busca de alguma reparação, e até de alguma injustiça qualificada, como Rui Barbosa chamou a justiça atrasada. Mesmo assim, lhes é negada inclusive a memória, como quis o presidente Lula, que mandou todos superarem o golpe de 64.

Vergonha.  Como vergonhoso foi o julgamento da constitucionalidade da aberração legal da anistia de 1979, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Este mesmo tribunal que se enche de “coragem” para julgar e prender os baderneiros de 08/01/2024.

Que fique claro, como disse meu amigo George Gomes Coutinho, em conversa recente, não houve tentativa de golpe em 08/01/2024, mas um levante/baderna popular, cozinhada desde muito antes, com interdição de estradas, piquetes em frente às instalações do exército, etc.

08 de janeiro de 2023 foi a eclosão desses eventos, um tipo de misticismo político, como se os baderneiros esperassem a volta de Ulstra, ou d’O Conde (ver filme Netflix, sobre Pinochet).  Como os militares não receberam o comando dos seus superiores, os EUA, sem EUA, nada feito.  Afinal, golpe no Brasil só com o “ok” dos EUA. Ponto final!

E mais, golpe no Brasil não precisa de disrupturas violentas, mas basta o que foi feito em 64, quando Jango enfiou o rabo entre as pernas, quando o Tio Sam disse ao que vinha, com a IV Frota estacionada no Atlântico Sul, ou como em 2016, muito mais fácil ainda, com o derretimento de Dilma com o consórcio poder judiciário (com STF, com tudo), mídia, elites econômicas e o centrão legislativo.

Quando Lula abriu mão de seu papel institucional de enfrentar os fascistas de Bolsonaro, e delegou ao STF, leia-se Alexandre de Moraes, caiu em uma armadilha, isto é, mais uma. Moraes, onipotente, proferiu sentenças draconianas, excessivas e jogou Lula e o frágil acordo político que o sustenta em uma sinuca de bico. Se mantidas as sentenças, permanece a tensão e mobilização dos grupos pró-anistia, se concedida a anistia, Lula e sua base são desmoralizados.

Outro crime perfeito, não?  Do ponto de vista da lógica jurídica, esse STF que viu constitucionalidade em uma lei que perdoou torturadores e assassinos, qual o problema de perdoar gente que cagou em cima de uma mesa de um prédio qualquer?

Os petistas devem estar de cabelo em pé, porque pressentem que o acordo pela anistia está em andamento, onde o presidente Lula parece imaginar que conseguirá aumentar sua influência na eleição para mesa diretora da Câmara Federal, compondo, justamente, com o bolsonarismo que exige a anistia como condição para apoio desta sucessão da casa de leis.

Também há outra frente em jogo, como já mencionei aqui.  Se Guilherme Boulos enfrentar Pablo Marçal, é bem possível que conversas sejam encaminhadas para atrair os eleitores de Nunes, candidato do bolsonarismo.

Diante de tudo isso, é engraçado assistir algumas figuras do PT de Campos criando referências fantasiosas sobre a existência de um campo bolsonarista, como ponto em comum entre as candidaturas do atual prefeito e da delegada, como se isso trouxesse alguma redenção pelas escolhas trágicas da coordenação da campanha e de seu candidato.

É melhor não olhar para cima, não é mesmo?

Nota pública do defensor público-geral federal sobre as invasões ocorridas ao Congresso Nacional, ao Palácio do Planalto e ao STF

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A Defensoria Pública da União, por intermédio do Defensor Público-Geral Federal, no exercício das atribuições previstas no artigo 8º, II e III, da Lei Complementar n. 80/1994, tendo em vista seu papel constitucional de instituição expressão e instrumento do regime democrático, prevista no artigo 134 da Constituição Federal, vem a público repudiar as invasões ocorridas, em 08/01/2023, ao Congresso Nacional, ao Palácio do Planalto e ao Supremo Tribunal Federal, instituições que materializam a democracia brasileira, bem como informar a adoção de providências imediatas para fazer cessar os ilícitos cometidos contra a democracia, a paz e a segurança pública.

A essência da democracia é o respeito à divergência política. As liberdades de expressão e de manifestação, duramente conquistadas pelo povo brasileiro, não albergam a via da violência, tampouco tolerância ou leniência a atos antidemocráticos que pretendem atacar as instituições democráticas e a Constituição Federal.

As autoridades públicas possuem o dever de adotar todas as medidas necessárias a garantir a segurança pública para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, como determina o artigo 144 da Constituição Federal. Dessa premissa decorre a responsabilidade civil, administrativa e criminal no caso de omissões dolosas que importem no descumprimento desse dever estatal.

Fora da democracia só há o império da força e do arbítrio. Liberdades civis, políticas e direitos sociais conquistados pela luta de trabalhadores e trabalhadoras, movimentos políticos concretizados na Constituição Federal de 1988, não podem ser aviltados por atos de grupos que incitam o desrespeito à ordem jurídica, à cidadania, ao pluralismo político e às diversidades.

Mais do que nunca se torna fundamental reconhecer a legitimidade do pleito eleitoral e reforçar a defesa do regime democrático como única via possível para a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, sem quaisquer formas de discriminação.

Diante disso, determinei a instauração de processo coletivo para a adoção de providências imediatas para evitar a escalada da violência e para o restabelecimento da ordem.

A Defensoria Pública da União atua e atuará para afastar, no campo dos direitos interno e internacional, qualquer ameaça de rupturas institucionais que atinjam os pressupostos e os fundamentos do Estado Democrático de Direito.

MPF solicita autos de infração à PRF e pede ações preventivas

PRDC busca evitar que novos bloqueios de rodovias federais ocorram no Estado
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O Ministério Público Federal (MPF) expediu ofício ao superintendente regional da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Alexandre Carlos de Souza e Silva, solicitando cópia dos 61 autos de infração decretados até 31 de outubro, e de futuros autos que possam vir a ser expedidos, referentes às manifestações antidemocráticas que bloquearam estradas federais no estado do Rio de Janeiro após 30 de outubro, dia do segundo turno das eleições de 2022. O ofício foi expedido com a finalidade de apurar os fatos e as circunstâncias desses atos e acompanhar as medidas adotadas pelo poder público para prevenir a reincidência dessa violação de direitos fundamentais.

O ofício foi encaminhado por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), que também pede informações sobre eventuais ações e cronograma adotados para prevenir novos bloqueios das rodovias federais pelo menos até o próximo dia 15 de novembro. Por conta da gravidade e urgência dos fatos, foi dado o prazo de 72 horas para que o superintendente regional da PRF encaminhe a resposta.

Manifestações antidemocráticas

No dia 30 de outubro, começaram a surgir pelo Brasil manifestações nas quais os protestantes alegam fraude eleitoral e pedem intervenção militar. Além das manifestações, houve bloqueio de estradas e rodovias em todo o país.

No Rio de Janeiro, o MPF atuou de forma integrada e bem-sucedida na cessação dos bloqueios. O objetivo agora é garantir uma atuação preventiva contra novos bloqueios.

Aparecida: O Falso Messias e os falsos cristãos

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Apoiadores de Jair Bolsonaro hostilzaram a imprensa e vaiaram o arcebispo de Aparecida do Norte durante as celebrações da Padroeira do Brasil

Por João Batistiolle*

A religião é uma forma da consciência, a mais antiga, a mais bela, e a mais equivocada.

O que quer a religião cristã? Amor ao próximo, justiça social, paz na comunidade como fruto da justiça. O filósofo alemão Feuerbach, século XIX, viu no cristianismo a expressão (Entäusserung) dos desejos mais secretos e mais sublimes do coração humano: o cristianismo é a mais profunda declaração de amor ao ser humano. Esta é a essência verdadeira do cristianismo, segundo o filósofo. Declaração de um filósofo insuspeito: Feuerbach era conhecido pelo seu ateismo, titulo que ele achava equivocado. 

Mas há também a essência falsa. A religião pode ser também uma coisa dos demônios. Uma coisa tão boa pode também ser pervertida e se transformar no seu contrário. Um dito filosófico antigo dizia: “A corrupção das melhores coisas produz as piores coisas”. É o que acontece com a religião.

Foi o que vimos em Aparecida, dia 12, e antes disso em Belém, no Cirio de Nazaré: Um candidato a presidente, cuja vida é o contrário de tudo o que prega o cristianismo, tentando corromper as mais legitimas manifestações religiosas populares para vender uma imagem de cristão e ganhar votos. Nada mais mesquinho, nada mais ridículo, nada mais nojento. Felizmente, os bispos souberam ser firmes e deram um “chega prá lá” no falso messias. O bispo de Aparecida chamou tais práticas de “dragões do ódio e da mentira” que devem ser vencidos com a ajuda da Mãe Aparecida. Que assim seja! Mãe que é mãe não haverá de negar um pedido desses. Toda ajuda é bem-vinda neste momento trágico.

Não menos falsos são aqueles que se dizem cristãos, sejam católicos ou evangélicos. Como podem se deixar enganar e apoiar um candidato que semeia mentiras e falsidades, que odeia os pobres, os negros, os indígenas, as mulheres; que serve aos ricos e ao grande capital como uma prostituta de luxo, prega a violência e as armas, nega remédio e oxigênio às vitimas da pandemia, debocha sobre os cadáveres, tripudia sobre a morte evitável de 700 mil pessoas; apropria-se (Deus sabe como!) de 107 imóveis, 51 deles pagos com dinheiro em espécie!

Como podem ser tão cegos?

Lula, ao contrário, vive sua religiosidade em silêncio, como convém a um bom cristão; vai às missas com a família, comunga; participa desde os anos 80 da pastoral operária no ABC; é amado pelos bispos e teólogos da Teologia da Libertação, recebido de braços abertos como um irmão pelo Papa Francisco e por líderes do mundo inteiro.

Entre nós, todavia, é alvo de vergonhosa humilhação de muitos “dragões” e falsos cristãos: suportou acusações indevidas e uma condenação sem provas que mais tarde foi anulada; viveu o Calvário de 580 dias preso injustamente, a perda da mulher, do irmão e do netinho de 4 anos, aos quais foi impedido de velar dignamente. 

Reconheçamos: é preciso ter muita fé e dignidade para suportar isso. A maiora de nós não tem. Certo?

Como presidente por 8 anos mostrou a coerência da sua fé e da sua política: sua opção preferencial pelos pobres, pelo meio ambiente, pelas novas gerações foi e é a pedra fundamental de seu projeto político traduzido em centenas de políticas públicas.

Como podem pessoas que se dizem cristãs enxergar esses dois candidatos de modo invertido, onde o que é bom aparece a eles como mau, e o que mau aparece como bom?

Conclusão: Este é o mal da religião, a sua falsidade: o de representar uma consciência invertida da realidade! Invertida pela contaminação pelo ódio e pelas mentiras, fake-news produzidas de dentro do palácio do planalto pelo gabinete do ódio do falso messias.

Este é o “dragão” do ódio e da mentira que nos desafia a todos, dramaticamente, e que deve ser combatido. Dia 30. 

Hoje é 13. 13.10.2022


João Batistiolle é professor universitário, com Graduação e Mestrado em Filosofia e Doutorado em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva. 

Apoiadores de Jair Bolsonaro vaiaram arcebispo de Aparecida por homília contra o ódio e a fome no Brasil

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Em sua homília no dia de Nossa Aparecida, o arcebispo Dom Orland Brandes falou contra o ódio e a fome. Por causa disso foi vaiado pelos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro presentes no lado externo da antiga basílica

No dia de um das maiores celebrações dos católicos brasileiros que é o dia de Nossa Aparecida, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro foram até a cidade de Aparecida (SP) para apoiá-lo, mas acabaram se envolvendo em uma série de confusões, promovendo cenas lamentáveis que incluíram ameaças à profissionais da imprensa, incluindo membros de uma equipe da própria TV Aparecida.

Mas um dos episódios mais lamentáveis ocorreu durante o pronunciamento do Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, que durante sua homília se pronunciou contra o ódio e a fome no Brasil. Foi o que bastou para que os apoiadores de Jair Bolsonaro reunidos na antiga basílica começassem uma vaia estrepitosa contra Dom Orlando (ver vídeo abaixo).

A situação que ocorreu hoje em Aparecida certamente terá consequências eleitorais, na medida em que apesar dos católicos serem menos monolíticos do que os evangélicos, o comportamento dos bolsonaristas certamente trará reações dentro do catolicismo brasileiro, dado o dia e o local em que estes fatos lamentáveis ocorreram.

Finalmente, considero particularmente curioso que a homília de Dom Orlando Brandes tenha gerado tanta irritação, na medida em que ele apenas dirigiu sua fala a tópicos que deveriam ser de aceitação geral, mas não foi o que se viu entre os bolsonaristas presentes que, aparentemente, associaram a fala a um apoiado velado à candidatura do ex-presidente Lula.

Impressões sobre a votação de hoje a partir do meu ângulo de observação

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Cumpri a minha obrigação de votar em uma urna localizada no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) em um corredor relativamente cheio, o que é normal em eleições que vão desde presidente a deputado estadual.  Apesar da lotação, gastei pouco mais de 10 minutos na fila e votei relativamente rápido e com registro digital, já que minhas impressões digitais foram retransmitidas ao TSE pelo DETRAN/RJ, algo que eu não saibia que estava sendo feito. Graças a isso, todo o ritual foi extremamente rápido, e sai de lá com o meu recibo de votação como nos anos anteriores (ver imagem abaixo).

recibo 2022

Em que pese os temores de violência e conflitos nos locais de votação, a situação na Uenf estava extremamente calma, apesar da presença ostensiva de eleitores do presidente Jair Bolsonaro que eram identificáveis por estarem usando camisetas da CBF e até bandeiras do Brasil sobre os ombros.

Aqui uma impressão que tirei desses eleitores identificados de Jair Bolsonaro: a expressão corporal estava tensa e todos estavam muito calados. Mas esses eleitores, além de serem em uma proporção muito pequena, não recebiam nenhum tipo de cumprimento ou aceno por parte dos que não estavam paramentados para mostrar apoio explícito a Jair Bolsonaro.

O que isso significa exatamente não tenho como dizer, mas me pareceu que essa desconexão entre eleitores bolsonaristas identificados e os demais presentes nas filas pode indicar que o final do dia não será de festa entre os apoiadores de Jair Bolsonaro. Mas essa é só uma observação pessoal, e agora nos resta esperar para ver os resultados que sairão das urnas.

Entretanto, uma coisa é certa: independente do resultado que sair, a tarefa de quem deseja uma mudança radical na situação existente no Brasil vai ter que arregaçar as mangas de forma decisiva, pois o legado de Jair Bolsonaro será um fardo pesado para quem o substituir. Se ele for reeleito, então o trabalho será tão ou mais desafiador do que foi ao longo dos quatro anos de seu fatídico mandato.

Cidades que mais apoiaram Bolsonaro tiveram mais mortes pela COVID-19, diz ‘Lancet’

Estudo mostra que risco de mortes foi 44% maior em cidades que, mesmo mais desenvolvidas, estiveram mais alinhadas a Bolsonaro

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Arquivo Agência Brasil

Por Redação, RBA

São Paulo – As cidades onde Jair Bolsonaro teve maior votação nas eleições também as que tiveram mais mortes pela COVID-19 no ano passado. Isso é o que conclui estudo publicado na revista científica Lancet para as Américas.  Os pesquisadores analisaram dados dos 5.570 municípios brasileiros. Os dados constam de análises e comparações feitas por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade de Brasília (UnB)

O estudo identifica a desigualdade de renda e infraestrutura em saúde nos impactos da covid-19 durante a primeira onda da pandemia no Brasil, em 2020. Mas a partir da segunda onda, no final daquele ano, o perfil ideológico das cidades pesou mais. Assim quanto maior a identidade da população com o discurso bolsonarista, maior a taxa de letalidade. Por exemplo, municípios bolsonaristas das regiões Sul e Sudeste apresentaram taxas de mortalidade muito superiores às de municípios não bolsonaristas do Nordeste.

A possibilidade de subnotificação foi considerada uma variável pouco relevante, já que foram feitas comparações de cidades com estrutura de saúde equivalente. “A principal diferença foi o voto em Bolsonaro”, sustenta Christovam Barcellos, geógrafo e pesquisador em saúde pública da Fiocruz e um dos autores do artigo.

Uma das comparações feitas foi entre as cidades de Crato (CE) e de Sapiranga (RS), ambas consideradas grandes e de IDH médio. Enquanto a primeira registrou uma taxa de 110 mortes pela COVID-19 a cada 100 mil habitantes, a segunda teve um índice de 360 óbitos por 100 mil habitantes. “Se a gente comparar municípios médios com IDH alto, aqueles que são bolsonaristas têm quase o dobro da taxa de mortalidade [por Covid-19] de municípios de igual estatura”, afirma Christovam Barcellos.

Chapecó, em Santa Catarina, também chamou a atenção dos pesquisadores. Considerado um município médio, com bom IDH e bons serviços de saúde, a cidade mantinha em 2020 um número de óbitos inferior à média nacional.

Com a posse do aliado de Bolsonaro, o prefeito João Rodrigues (PSD), a cidade registrou, no início de maio de 2021, uma taxa de óbitos acumulada 75% maior que a do país. Ele foi defensor do “tratamento precoce”, sem eficácia comprovada, e do que chamava de lockdown inverso, com comércios abertos e doentes sendo atendidos em casa.

Uma das conclusões do artigo publicado na Lancet é que, com a ausência de uma coordenação nacional pelo governo federal, os municípios passaram a ter um papel central na transmissão de informações sobre a pandemia. E, no caso de cidades de pequeno e médio porte, as palavras de lideranças políticas e empresariais tiveram ainda mais peso.


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Este foi originalmente publicado pela Rede Brasil Atual [Aqui!].