Mídia local embarca com a cara e coragem na previsão eleitoral do Paraná Pesquisas: jornalismo ou fake news?

parana pesquisas

A mídia corporativa local embarcou com fervor na “pesquisa” eleitoral que o “Paraná Pesquisas” realizou para o segundo turno que irá determinar o futuro prefeito da cidade de Campos dos Goytacazes. Houve quem enfatizasse a “respeitabilidade” da empresa de pesquisas eleitorais que ascendeu para a glória nas eleições presidenciais de 2018.

Pois bem, e o que disse a pesquisa que foi curiosamente bancada pelo próprio “Paraná Pesquisas” e que boa parte da mídia campista saudou efusivamente? A incrível virada do candidato Caio Vianna (PDT) que derrotaria Wladimir Garotinho (PSD), impondo uma espetacular mudança de disposição do eleitorado que há tempos não é vista em Campos dos Goytacazes.

Não vou nem alongar na pesquisa em si, pois nada melhor que o resultado das urnas para se verificar se a previsão feita por uma dessas muitas empresas que vivem de gerar pesquisas eleitorais chegou perto ou não.

O que eu quero indicar aqui é a minha surpresa com a completa falta de apuração jornalística sobre como o “Paraná Pesquisas” chegou a resultados tão bombásticos. É que todos sabem que no primeiro turno, Wladimir Garotinho alcançou 42,94% e Caio Vianna 27,71%.  Com isso, para que os números encontrados pela apuração feita por conta própria fossem críveis, haveria que praticamente todos os votos válidos dados a todos os demais nove candidatos tivessem migrado para Caio Vianna, sobrando apenas uma migração residual para Wladimir Garotinho. E isso me parece o que os gringos chamam “wishful thinking” (ou seja, pensamento fantasioso).

Eu que não sou proprietário de veículo de imprensa mandaria apurar como o Paraná Pesquisas chegou a esses resultados antes de sair disseminando números que parecem ser mais propaganda do que notícia. Mas vá lá, cada um dos com seus motivos.  Mas que ninguém depois reclame se forem, mais uma vez, expostos ao vexame de terem seu produto descoberto como “fake news” e não como aquilo que dizem entregar que seria jornalismo de qualidade.

Um pedido aos marqueteiros: libertem Caio Vianna da sua versão”Supernatural”

supernatural 1

ão sei quantos leitores deste blog assistiram a um episódio sequer do seriado “Supernatural“, mas eu confesso que assisti muitos até que  cansei das esquinas criativas adotadas por seus roteiristas para prolongar a saga sobrenatural dos irmãos Winchester e sua luta contra anjos e demônios.

Mas por que lembrar dos irmãos Winchester e ligá-los a Caio Vianna que acaba de iniciar a sua campanha publicitária para a disputa do segundo turno das eleições municipais em Campos dos Goytacazes? É que o Caio Vianna que apareceu em pelo menos em um  dos “episódios” é muito parecido com um dos irmãos Winchester quando Sam e Dean estão possuídos por entidades não amigáveis. É tanta citação aos alegados casos de corrupção da família do seu adversário, Wladimir Garotinho, que parece que o Caio Vianna que eu conheço foi substituído por um “evil twin” saído, sim, de algum episódio de “Supernatural”.

Alguém precisa avisar aos marqueteiros de Caio Vianna que os candidatos que enveredaram por esse viés “supernatural” já foram fragorosamente derrotados no primeiro turno, a começar pelo agora ex-prefeito ainda exercício Rafael Diniz. O outro, Rodrigo Calil, sequer está conseguindo manter a base de vereadores que ajudou a eleger que já mostrou estar em processo de debandada para a campanha de Wladimir Garotinho, a começar pelo retornante Rogério Matoso.

Reconheço que não estou nem perto de ser conselheiro de Caio Vianna, mas eu diria a ele que é melhor se concentrar nas suas propostas e esquecer as eventuais provocações que sofra. É que, convenhamos, a tarefa dele já é muito difícil com ele tentando ser um candidato propositivo. Se insistirem em mantê-lo como um personagem possuído saído de “Supernatural”, o risco é que acabe tendo menos votos do que no primeiro turno. É que, entre outras coisas, os eleitores estivessem levando em conta as acusações de corrupção que pesam contra pais e mães de candidatos nem Caio nem Wladimir teriam chegado ao segundo turno.

A verdade é que a maioria da população está interessada em ouvir os candidatos falando em seus projetos de governo e não em picuinhas nascidas nas redes sociais. Isso funcionou temporariamente em 2016 e 2018, mas já fracassou redondamente em 2020. Está claro que a rede de intrigas das mídias sociais não foi e continuará não sendo decisiva no atual pleito.

Então, renovo os meus pedidos aos marqueteiros de Caio Vianna: libertem o “good Caio” e se livrem da sua versão “Supernatural”. É que ganhando ou perdendo, essa não deverá ser a última campanha eleitoral da qual Caio Vianna participará. Assim, melhor perder apresentando projetos do que personificando um político possuído por entidades sobrenaturais.

Dicas para o futuro prefeito: Campos dos Goytacazes precisa caminhar para frente

keep_moving_forward_620

Em que pese o fato de que até as pedras que se movem no Paraíba do Sul sabem que, salve o efeito do judicialismo eleitoral, o futuro prefeito de Campos dos Goytacazes. Mas como as urnas sempre podem render surpresas, vou me dedicar minhas humildes dicas para Caio Vianna.

Olhando o que os dois candidatos enviados pelo voto popular para o segundo turno, notei poucas propostas concretas. No caso Caio Vianna, identifiquei a ideia de retomar o financiamento de bolsas de estudos em instituições privadas como uma daquelas propostas que a experiência feita no governo de seu pai e mentor resultou em quase nada o que é muito próximo de ser nada. Já no rol de Wladimir Garotinho, apesar de visualizar a intenção de retomar as políticas sociais destroçadas por Rafael Diniz, mas sem muita convicção.

Entretanto, os dois candidatos compartilham para mim o mesmo problema: não ofereceram propostas que permitam tirar o município do atoleiro em que se encontra no período pós petrorrentismo. O baú de ideias dos dois parece repetir uma mistura de velhas ideias e práticas com a ignorância das urgências que estão postas.

Além disso, mesmo o bordão de que Wladimir é melhor do que Caio porque vai repetir a busca de recursos em Brasília, que marcou até aqui seu mandato para deputado federal, não é algo que pode ser tomado como sério por uma simples fato: a PEC do Teto dos Gastos impede qualquer tipo de investimento vultoso nos municípios, e não será com as migalhas fornecidas por emendas parlamentares que iremos criar um novo ciclo virtuoso na economia local.

As respostas que precisamos estarão no plano municipal, essa é a verdade. Nesse caso, o futuro prefeito terá que entender que há um potencial muito grande para que o município seja um criador e difusor de tecnologia. É que aqui existem instituições universitárias que produzem ciência e tecnologia e que já mostraram ter um enorme potencial para contribuir para o necessário alavancamento de iniciativas em prol do desenvolvimento econômico do município. Obviamente falo aqui do IFF, da Uenf, da Uff e UFRRJ, já que a pesquisa é algo incipiente (para não dizer completamente ausente nas instituições privadas de ensino superior). Uma forma de agilizar e potencializar a produção de tecnologia a partir das instituições públicas de ensino seria a criação da Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia, a quem seria destinada a tarefa de apoiar aquelas iniciativas de interesse direto do município. Aliás, o atraso na criação desta secretaria é algo que mostra quão atrasada tem sido a forma de gerir o município. Se tivéssemos imitado o que fez Campinas a partir da instalação da Unicamp, o mais provável é que Campos dos Goytacazes já estivesse auferindo ganhos econômicos com seus avanços no campo da ciência e da tecnologia.

Outro setor que os dois candidato a prefeito apenas murmuram propostas foi na área agrícola. Ambos falaram em apoiar a agricultura municipal, mas não deixaram explícito como fariam isso. No caso de Wladimir Garotinho, a presença do aplicado Frederico Paes já sinaliza que a agricultura que será privilegiada será a da monocultura da cana-de-açúcar, o que considero um equívoco colossal. A razão é simples: o ciclo sucro-alcooleiro está encerrado em Campos dos Goytacazes em função da concorrência desproporcionalmente mais capitalizada de outros centros, a começar por São Paulo. A saída aqui seria investir no processo de agregação de valor na agricultura familiar, aproveitando a existência não apenas de 10 assentamentos de reforma agrária, mas de centenas de pequenos produtores que produzem grandes quantidades de alimentos, os quais acabam sendo exportados para outras partes do Brasil. O futuro prefeito deveria criar uma secretaria do desenvolvimento agrário que focasse na criação de cooperativas e agro-indústrias de base familiar. Com isso, haveria uma dinamização de diversos setores da economia familiar e a ampliação da renda agrícola.

Um terceiro aspecto essencial que precisa ser atacado é a reconstituição das políticas sociais. Ao contrário do que pleiteiam as cassandras do fiscalismo, as políticas sociais são um elemento chave para a retomada da atividade econômica, especialmente em um período de forte desemprego causado, entre outras coisas, pela pandemia da COVID-19. Assim, o futuro prefeito deverá resistir às pressões e chantagens para ter a coragem de remanejar partes do orçamento que permitam não apenas a reabertura do restaurante popular, mas também a volta da passagem social e de algum programa assemelhado ao Cheque Cidadão. A verdade é que só com essas políticas sociais reestabelecidas teremos a capacidade mínima dos mais pobres de se alimentar todos os dias.  Aqueles que se opõe à volta dessas políticas sociais o fazem porque querem que esses recursos para si mesmos, mantendo a lógica de que a retirada de recursos públicos para as elites é investimento e o financiamento de programas que minimizem a miséria é “populismo”. 

Lembro ainda ao futuro prefeito de que vivemos um período de mudanças climáticas que irão afetar o município de Campos dos Goytacazes das mais diferentes formas. A inexistência de qualquer setor que possa discutir os ajustes às mudanças climáticas significa nos condenar a um futuro ainda miserável.  As modelagens científicas permitem dizer que partes da Baixada Campista deverão ser invadidas pelo mar, enquanto que a malha urbana principal deverá sofrer cada vez mais com eventos meteorológicos extremos, condenando vários bairros a permanecerem alagados por várias semanas por ano.  Nesse sentido, uma administração minimamente moderna terá que estar antenada com a questão das mudanças climáticas, pois elas e suas consequências são imparáveis.

Parando por aqui, um elemento final de reflexão: todas as indicações vindas da Europa e dos EUA (com a eleição de Biden) é de que o ciclo neoliberal entrou em seu processo de agonia final.  Com isso, teremos uma retomada da primazia do Estado como elemento norteador da economia global. Tentar impor a continuidade mesmo modelo de destruição do Estado implantando por Rafael Diniz e seus menudos neoliberais resultará no aprofundamento da crise atual.  Uma administração minimamente capacitada de ser chamada de democrática terá que entender essa mudança da direção dos ventos da economia global sob pena do eleito ser amanhã o que Rafael Diniz se tornou hoje.

Em Campos dos Goytacazes, Rafael Diniz colheu o que plantou e ressuscitou o “Garotismo” como principal força política

Família-GarotinhoPopulação puniu Rafael Diniz por seu estelionato eleitoral, e promoveu a ressurreição do “Garotismo” que tem agora a chance real de voltar a comandar a prefeitura de Campos dos Goytacazes

Os resultados das eleições municipais em Campos dos Goytacazes marcam no caso das escolhas para quem será o próximo prefeito o enterro inapelável das políticas de extermínio das políticas sociais executadas pelo jovem prefeito Rafael Diniz. A colocação em quarto lugar, pouco acima da professora Natália Soares (uma candidata com muito menos dinheiro e tempo de TV) mostra que o estelionato eleitoral que Rafael Diniz cometeu não passou, felizmente, em brancas nuvens para a maioria da população que o elegeu de forma acachapante em primeiro turno em 2016. É a consumação do famoso bordão “colheu o que plantou”.

Mas além de afundar nas urnas de forma igualmente acachapante, Rafael Diniz propiciou a ressurreição do grupo político do ex-governador Anthony Garotinho que quase logrou eleger em primeiro turno o deputado federal Wladimir Garotinho.  E nem as manobras feitas para judicializar mais uma vez as eleições municipais vão servir para obscurecer o fato de que o “Garotismo”, tal como uma Fênix, renasceu das cinzas para voltar a ser a principal força política do município. Até porque o “Arnaldismo” é uma espécie de gene mutante do Garotismo e que, dada a questão etária do principal representante dessa variante, tenderá a se confrontar com um beco evolutivo porque isso é o que acontece com variações mutantes na natureza. E  há que se lembrar que entre cópia e original, a população já mostrou muitas vezes que prefere o original.

Quero notar ainda a minha satisfação com os votos recebidos pela Professora Natália Soares do PSOL. É que com uma campanha bem menos turbinada financeiramente foi possível difundir uma proposta de gestão municipal que finalmente nos ofereça um caminho para além das disputas entre grupos cuja gênese é basicamente a mesma, e cuja diferenciação se deu por motivos que não são exatamente aqueles que deveriam ser.  A minha expectativa é que o bom trabalho iniciado pelo PSOL se amplie para além do cacoete identitário, e que os membros do partido consigam fazer conexões para aquelas amplas faixas da população que se movem mais pelas necessidades que lhes são historicamente negadas do que por identidades que não lhe caem bem por não resolverem uma questão básica: quem tem fome, tem pressa.

Um último detalhe. Há agora quem venha dizer que previu isso ou aquilo, e que se sabia desde sempre que esse ou aquele candidato chegaria aqui ou ali. Essa tipo de atitude chamada nos EUA de “Monday morning quarter back” (ou artilheiro de futebol de segunda-feira de manhã) é não apenas oportunista, mas de péssimo gosto já que ficava óbvio que as previsões feitas eram daquelas do tipo “joga-se o papel picado do alto do prédio para ver que bicho dá”.   Nesse caso, há que se notar que há “artilheiro de segunda feira” que questionou as pesquisas eleitorais da agência de monitoramento “Fonte Exclusiva“, ligada ao Portal Viu que acabaram sendo aquelas que chegaram bem mais perto dos resultados finais do primeiro turno.

Finalmente, quero dizer que os dois candidatos que foram para o segundo turno (Wladimir Garotinho e Caio Vianna) aproveitem a oportunidade que lhes foi oferecida pela população para apresentarem seus planos concretos de governo. Essa será a única garantia de que não sigam o mesmo destino trilhado pelo agora defenestrado Rafael Diniz. É que está mais do que demonstrado que a população de Campos dos Goytacazes não aceitará mais o tipo de estelionato eleitoral que foi cometido por Rafael Diniz. E que vença aquele que convencer a população que seu plano de governo é melhor. Afinal de contas, essa cidade precisa sair da beira do abismo em que se encontra.

Reviravolta em Campos dos Goytacazes: Caio Vianna fica sem vice após uma semana do anúncio da aliança entre PDT e PSL

Fabiano-e-caio-2Caio Vianna, Coronel Fabiano e o deputado Felício Laterça no momento em que anunciaram a aliança que agora pode fazer água

As idas e vindas que estão marcando a curiosa (vamos adjetivar assim por falta de outra coisa melhor) aliança entre o PDT e o PSL em  Campos dos Goytacazes. É que circula de forma frenética nas redes sociais um comunicado do Coronel Fabiano no sentido de que após conversa com o deputado federal Felício Laterça, vice-presidente regional do PSL/RJ, ele teria decidido abrir  mão da oportunidade de disputar as eleições municipais de 2020 (ver imagem abaixo).

wp-1600895094080.png

Uma informação ainda extra-oficial é que essa decisão do Coronel Fabiano, caso seja confirmada, criará uma situação complicada para o pré-candidato Caio Vianna que poderia, inclusive, ter de lançar sua mãe, a ex-vereadora Ilsan Vianna, para ocupar o posto de vice-prefeita na chapa PDT/PSL.

Como se vê, não vai ser de falta de emoção que as eleições municipais em Campos dos Goytacazes irão padecer.

Caio Vianna e seu elogio fora de lugar na Uenf

Caio-Vianna-1

Conheço Caio Vianna, o jovem político e potencial aspirante à cadeira de prefeito de Campos dos Goytacazes, faz bastante tempo. Durante a greve desgastante que tivemos que travar para garantir o recebimento de nossos salários em 2017, ele visitou a sede da Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Aduenf) e lá gravou uma mensagem de apoio político que foi importante no contexto de extrema degradação que atravessávamos naquele momento doloroso.

Por conhecê-lo e saber que ele conhece minimamente a realidade em que a Uenf está imersa é que não entendi porque tendo a oportunidade de dar crédito a quem segurou e continua segurando o piano, que são os professores e servidores técnico-administrativos,que em 2017 ficaram 4 meses sem receber salários, Caio Vianna resolveu deitar elogios ao ex-reitor Luis Passoni e ao seu ex-chefe de gabinete e agora reitor Raul Palacio ( ver imagem abaixo).

IMG-20200104-WA0001 (1)

A verdade é que a Uenf continua de portas abertas, produzindo ciência e gerando novos quadros profissionais para o Norte Fluminense, apesar da reitoria que a dirigiu de forma omissa e submissa nos momentos mais difíceis que tivemos na história dessa jovem instituição. No caso da Uenf, a prática tem demonstrado que o coletivo é mais forte do que seus frágeis dirigentes.

De todo modo, a mim parece preocupante que alguém que quer se apresentar como alternativa ao modelo falido de administração pública da gestão de Rafael Diniz possa pensar que instituições são construídas e consolidadas por causa do trabalho deste ou daquele indivíduo.   Melhor fará Caio Vianna se assimilar algo que Darcy Ribeiro, fundador da Uenf dizia: universidades são construídas coletivamente por todos os que nelas estão inseridos, independente da função que ocupem. Se aprender essa lição deixada por Darcy,  Caio Vianna poderá evitar, caso venha a se tornar um dia prefeito de Campos dos Goytacazes,  um erro crasso que Rafael Diniz cometeu: negligenciar a importância dos que carregam o piano.

Eleições 2018: Rafael Diniz é o melhor cabo eleitoral de Campos, mas para seus opositores!

Tendo lido e assistido a um série de materiais postados nas redes sociais sobre a atual campanha eleitoral em Campos dos Goytacazes e a impressão que tenho é que o jovem prefeito Rafael Diniz (PPS) se tornou o melhor cabo eleitoral reverso da história das campanhas eleitorais recentes do nosso município.

O problema é que os beneficiários da “popularidade” angariada por Rafael Diniz em quase dois anos de governo da “mudança” são Caio Vianna (PDT) e Wladimir Garotinho (PRP) que parecem estar marchando para uma votação significativa para a Câmara Federal. Enquanto isso, o vereador Marcão Gomes (PR), o popularmente conhecido como “Marcão Gomes”, o mais fiel dos vereadores ao governo Rafael Diniz na Câmara de Vereadores, tem aparecido em vídeos nada abonadores, como um que vi sobre uma visita que ele fez a Morro do Coco.

rafael marcao

Mas como a atual eleição é revestida de elementos imprevisíveis, pode até ser que o cenário acima tenha uma reversão na hora do eleitor apertar o botão da urna. Agora, algo muito diferente vai ter que acontecer para que Caio Vianna e Wladimir Garotinho não saiam com votações que os habilitem a pleitear a vaga a que concorrem, e que o vereador Marcão Gomes tenha que se contentar com a vereança, pelo menos até as eleições de 2020. A ver!

Caio Vianna e seu correto senso de oportunidade histórica ao se comprometer com a defesa da UENF

Resultado de imagem para caio vianna eleição campos dos goytacazes

Na semana passada o Comando de Greve dos professores da Uenf foi visitado pelo ex-candidato a prefeito da cidade de Campos dos Goytacazes, Caio Vianna (PDT). Ele havia feito contato para que pudesse comparecer na semana da ADUENF para demonstrar seu apoio à luta dos professores em defesa da universidade criada por Darcy Ribeiro e fundada por Leonel Brizola.

Conheci Caio Vianna quando ele ainda era um adolescente que seguia seu pai , o ex-prefeito Arnaldo Vianna, por todos ladoscom aquela admiração que os filhos tendem a dispensar seus pais.  Quis o tempo que ele estabelecesse um percurso próprio para se firmar com identidade própria num universo de políticos que raramente demonstram o correto senso de oportunidade. 

É que ter comparecido ao campus da Uenf de forma até discreta, o compromisso que ele deixou gravado e mostro abaixo indica que Caio Vianna possui a clareza sobre a importância que a universidade criada por demanda popular possui para o futuro de Campos dos Goytacazes.  Assim, ainda que tenhamos opções distintas de ação política, há que se reconhecer que Caio Vianna é um personagem que chegou para ficar na cena política.

Abaixo o vídeo gravado por Caio Vianna onde se compromete a atuar para que a bancada estadual do PDT pressione o (des) governador Pezão aja para garantir que a Uenf não seja destruída.