A confusão na Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes e a questão da boa etiqueta para o uso das redes sociais

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Nem vou me deter nos últimos projetos enviados pelo jovem prefeito Rafael Diniz e aprovados de maneira atropelada pela costumeiramente obediente bancada governista (independente do governante de plantão, é bom que se frise). Isso merecerá uma análise mais completa em outro dia. 

O que me leva a escrever esta postagem é um fato que poderia passar despercebido em outros momentos não tivesse o presidente da Câmara de Vereadores, o trânsfuga do PT, o nobre vereador Marcão Gomes (REDE) ter exonerado um assessor parlamentar com base numa confusão que teria sido iniciada pelo mau uso da rede social Facebook.

Tomando como base um entrevero  ocorrido com outro trânsfuga, só que esse do grupo político do ex-governador Anthony Garotinho, o igualmente nobre vereador Marcelo Perfil  (PHS), o presidente da Câmara de Vereadores exonerou sabe-se lá com quais poderes um assessor da também nobre vereadora Lindamara da Silva (PTC) que teria postado fotos  de um assessor  do parlamentar humanista mostrando cenas do mesmo numa praia com a família. Desnecessário dizer que entre estas fotos havia membros da família vestindo roupas de banho. Tendo isto sido feito, houve um entrevero no plenário da Câmara de Vereadores que acabou em  grossa confusão que envolveu desde ameaças de surras físicas até de usos de armas de fogo por parte de outro nobre vereador da bancada governista, no caso o Sr. Fred Machado ( ver vídeo abaixo).

Esqueçamos por um segundo deste entrevero lamentável com ares de novelão mexicano, para nos deter no detalhe das fotografias que teriam sido a causa inicial da confusão.  É que as mesmas teriam sido depositadas pelo assessor do já citado nobre vereador Marcelo Perfil em sua página pessoal na rede social Facebook, e de lá teriam sido postadas em meio a um embate com o agora ex-assessor da nobre vereadora Lindamara da Silva.

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Fonte: http://somosassim.com.br/portal/97298-2/

Pois bem,  se esta é realmente o que  causou a confusão no plenário da Cãmara de Vereadores, de quem então é a responsabilidade pelo uso de fotografias de uma reunião familiar nas disputadas políticas nada familiares que estão ali ocorrendo? Ora, de quem as postou e, pior, as tornou públicas para quem quizesse vê-las e usá-las ao bel prazer.

Para evitar esse tipo de uso que depois se considera impróprio é que os usuários de qualquer rede social precisa se precaver.  É que já está mais do que sabido dos múltiplos maus usos que pode ser feito daquilo que as pessoas, muitas vezes ingenuamente, depositam nas múltiplas redes sociais de que participam.

Deste modo, os princípios da precaução e da prevenção são essenciais para que se use quaisquer sociais, especialmente em um contexto histórico tão problemático como o que estamos atravessando. Além disso, diferentes estudos já demonstraram que a internet se tornou um espaço privilegiado para a ação de criminosos sexuais.  Nesse sentido, a super exposição a que muitos se permitem é não apenas desnecessária mas também perigosa.

E a Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes? Bom, essa já é um caso para uma postagem que vai muito além das etiquetas que cercam o bom uso das redes sociais.

Em Campos temos outra crise seletiva: Câmara que corta programas sociais tem dinheiro para propaganda auto-congratulatória

Em Campos dos Goytacazes, outra crise seletiva! Câmara de Vereadores que corta programas sociais é a mesma que gasta com propaganda auto-congratulatória! Para este tipo de coisa não há crise. Enquanto isso, o restaurante popular continua fechado e o cheque cidadão suspenso. 

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E ainda sobra espaço no outdoor ao lado para o prefeito Rafael Diniz também fazer a sua própria propaganda.

E depois ainda reclamam das críticas e suposta perseguição de Anthony Garotinho.

Que beleza!

Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes na máxima do “dinheiro pouco, meu cafezinho primeiro”

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O presidente da Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes, vereador Marcão, aplaudindo o prefeito Rafael Diniz no seu discurso de posse no dia 01 de Janeiro de 2017. 

Confesso que não interesso muito pela política municipal em Campos dos Goytacazes, especialmente quando a coisa se refere à Câmara de Vereadores. É que ao longo dos últimos 19 anos nunca consegui ver nada muito imaginativo saindo dali em termos da necessária democratização da administração pública.

Mas não tenho como não deixar de notar o forte descompasso que está marcando a legislatura comandada pelo vereador “Marcão” que, por um lado, vem aprovando a toque de caixa uma série de regressões  nas politicas sociais voltadas para os mais pobres e, por outro, mantém os cofres abertos para os gastos da própria Câmara de Vereadores. 

Um exemplo disso é o extrato do Diário Oficial do Município que segue abaixo e que vem causando uma forte repercussão negativa nas redes sociais, pois mostra a contratação de uma empresa para servir cafézinho e canapés aos nobres vereadores a um preço bem salgado (i.e., R$ 78.510,00) por um período de 4 meses, o que resulta num vultoso gasto mensal de R$ 19.627,50!

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Mas além do preço salgado do contrato, outro detalhe que me chamou a atenção foi  que o amplo portifólio de serviços prestados pela empresa vencedora do contrato, Freire & Rosário Comércio e Serviços Ltda (Aqui!) não parece combinar com as edificações existentes no que seria o seu endereço oficial, pois a única atividade comercial visível é de depósito de bebidas (ver imagens abaixo).

É importante notar que não há necessariamente nada de ilegal em uma empresa declarar um endereço como o de sua sede e possuir local de armazenagem em outro.  E esse pode bem ser o caso da Freire & Rosário Comércio e Serviços Ltda.

O que realmente importa aqui é notar que a austeridade aplicada pela base do governo Rafael Diniz para justificar os cortes realizados nas políticas sociais voltadas para os mais pobres não foi seguida quando se tratou dos  gastos com a conta do cafezinho. É que a oportunidade para ser austera foi perdida pela Câmara de Vereadores já em abril quando foi a Freire & Rosário Comércio e Serviços Ltda ME foi contratada.

Aliás, há algo mais contraditório em avalizar o fechamento de um restaurante popular com os canapés já garantidos pelo mesmo dinheiro público que se diz estar escasso para financiar as  políticas de mitigação da pobreza extrema que existe em Campos?

Erosão na Praia do Açu: em vez de ação, Prumo responde vereador com evasivas

Trecho do RIMA - Explicação da Erosão

As últimas semanas foram mais calmas na Praia do Açu, já que o avanço da língua erosiva deu uma acalmada. Isto deveria estar sendo usado pelo poder público e pelos gestores do Porto do Açu para agilizar todas o cumprimento das exigências legais para que fossem iniciadas ações para mitigar a destruição daquela praia que está dentro da chamada Área de Influência Direta do empreendimento. Lamentavelmente não parece ser esse o “espírito” que reina ao menos na direção da Prumo Logística.

Implicância minha com a empresa que herdou o Porto do Açu? Não, nada disso. É que ao receber via redes sociais um ofício que a Prumo Logística enviou à Câmara de Vereadores de São João da Barra no dia 09/10/2015 após um pedido de informações do vereador Franquis Arêas (PR), não me resta outra conclusão senão a de que não há efetivamente compromisso com a resolução de um problema que estava previsto nos Estudos de Impactos Ambientais (EIAs) e nos Relatórios  de Impactos Ambientais (RIMAs) que foram utilizados para se obter as licenças ambientais para a construção da Unidade de Construção Naval (UCN) da OS(X) e do Canal de Navegação (CN) do Porto do Açu.

Vejamos então o ofício da Prumo Logística à Câmara de Vereadores de São João da Barra com destaques visuais que coloco para ressaltar as contradições objetivas que o mesmo contêm:

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Já na primeira página identifiquei um exagero criativo e uma contradição em termos. O exagero criativo fica por conta do fato de que o estudo a que a Prumo Logística se refere foi o documento essencialmente qualitativo que foi preaprado a pedido da empresa pelo professor da UFRJ/COPPETEC, Paulo César Rosman, onde ele exonerou o Porto do Açu de ser elemento causal na erosão em curso na porção central da Praia do Açu.  Ora, naquela audiência realizada no dia 01 de Outubro de 2014, o próprio professor Rosman reconheceu que não havia 1) visitado a Praia do Açu, e 2) não tinha tido acesso aos resultados do monitoramento costeiro que a Prumo diz estar realizando na área de influência do Porto do Açu.  Em outras palavras,  o que foi apresentado na Câmara de Vereadores dificilmente passaria num teste de rigor científico para atender o critério de “estudo científico”.

Já a contradição fica a cargo da declaração contida no mesmo terceiro parágrafo onde a Prumo Logística afirma que apesar do empreendimento não ser o fator causal no processo erosivo, a empresa vai participar dos esforços para entender as “causas  reais” e “apresentar soluções emergenciais e definitivas” para o problema. Ora, se as estruturas do Porto do Açu não são causa, o que levaria a Prumo a assumir tal compromisso?  A julgar pelas práticas cotidianas que temos visto, não é por simples compromisso social. 

Agora, vejamos a segunda página do ofício.

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Aqui temos a combinação de duas novidades velhas com promessas vagas. A primeira novidade velha é que houve uma reunião no dia 10 de Dezembro de 2014 (mais de 10 meses atrás!). e a segunda é que ali, se acordou que o mesmo professor Paulo César Rosman para coordenar estudos para se chegar à conclusão das causas do processo erosivo do Porto do Açu. Será que é preciso ser algum Einstein para se intuir que nesse novo estudo, a causa do processo erosivo continuará a não ser a construção do Porto do Açu e suas estruturas perpendiculares á costa? 

Em relação às promessas (isto é, “produtos”) me causa espécie o fato de que já se saiba as causas da erosão e a Prumo Logística não se digna a informá-las à Câmara Vereadores de São João da Barra neste mesmo ofício. Já em relação à segunda promessa (“produto”), me causa ainda mais espécie que o projeto para conter a erosão só deverá ficar pronto até Março de 2016! Com esse prazo elástico, é capaz de que quando for iniciar os trabalhos de construção das estruturas de proteção, não haja mais nada a ser protegido!

Mas vamos agora à última página do ofício que também contém declarações e omissões peculiares para uma empresa encarregada de gerir um negócio de grande porte como se diz que o Porto do Açu seria.

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Nesta página, o primeiro detalhe é que de cara se volta à ladainha de que não houve erosão ao sul e ao norte do molhe (quebra mar) como se essa fosse uma informação relevante. Ora, ali houve e está havendo deposição que só não causa maiores impactos porque existe um processo de dragagem todos os dias por 24 horas! Esse fato acompanhado da alteração que está ocorrendo ao sul do quebra mar é que se apresenta como relevante para quem quer realmente explicar o que está acontecendo na Praia do Açu. E, novamente, chamar o documento que foi enviado para a Câmara de Vereadores e apresentado publicamente na audiência realizada no dia 01 de Outubro de 2014 é, quando muito, um exagero criativo.

Agora, notei ainda o detalhe de que o documento é assinado por alguém que não teve seu nome ou cargo na Prumo Logística identificados.  Como o mundo das corporações não é controlado por pessoas ingênuas, esta falta de identificação deve ter seu propósito. Resta saber apenas qual.

Mas o que me causa realmente espécie não apenas na situação particular da erosão da Praia do Açu, mas em várias outras relacionadas aos problemas ambientais que decorrem da construção do Porto do Açu, é a completa ausência de cobranças formais por parte do Estado sobre as responsabilidades que foram assumidas no processo de emissão de licenças por parte do Instituto Estadual do Ambiente.  Que a Prumo Logística procure se eximir de responsabilidades é esperável.  Mas não é aceitável que a resposta a esta posição seja de completa inércia por parte de quem deveria estar cobrando o cumprimento das exigências legais contidas no processo de licenciamento ambiental.

Enquanto isso, a comunidade que vive nas imediações da Praia do Açu fica à mercê do imponderável e, sim, da inclemência das ondas. 

Vereador Albertinho e o fenômeno da piada pronta

Eu acho que certas manchetes são oportunidades tão boas para comentários que não merecem ser perdidas. Vejamos a chamada principal da capa do jornal O Diário desta 5a .feira (01/10) para melhor demonstrar o que eu digo.

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Confesso que jamais troquei uma palavra seja com o vereador Albertinho da base do governo Rosinha ou com o vereador Marcão da bancada oposicionista. Mas para quem acompanha minimamente o que acontece na Câmara Municipal de Campos, o que será que significa alguém da situação dizer que a oposição parece “carroça vazia”e um dos seus membros usa o “parlamento para politicagem” ?

Bom, para mim é uma só coisa: piada pronta.

Do Blog da Aduenf: Diretoria da ADUENF convida para evento na Câmara de Vereadores de Campos

Como mostra o convite acima, a diretoria da ADUENF está convocando a membros da comunidade universitária da UENF e interessados de todos os segmentos da população campista para participar nesta 3a. feira (03/12) da “Tribuna Livre” que é promovida pela Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes. A participação da ADUENF se dará em torno das 17:00 horas, e a diretoria está preparando uma apresentação que apresente a real situação dos salários pagos na instituição em confronto com outras instituições públicas de ensino superior brasileiras.

 O ponto de concentração será na Praça do Liceu a partir das 16:00 horas, momento em que os presentes irão distribuir materiais informativos à população.

 

 A hora de apoiar a luta dos professores da UENF é essa! Participe!

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2013/12/diretoria-da-aduenf-convida-para-evento.html