Bolsonaro perdeu a copa para a Argentina, mas ganhou cepa da Colômbia

copa cepa

Muitos podem ter visto como uma grande derrota política de Jair Bolsonaro a perda da Copa América realizada do Brasil para a seleção argentina comandada por Lionel Messi, mas o presidente do Brasil acabou tendo consolo um reforço na sua aparente campanha de disseminação da COVID-19 em nosso país.  É que  a Copa América, o Instituto Adolfo Lutz confirmou,  de duas pessoas infectadas no Mato Grosso indicam a variante B.1.621, até então inédita no território brasileiro.

Segundo a Rede Brasil Atual, ainda pouco estudada, a variante encontrada em Cuiabá é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como em alerta para mais monitoramento. Ela é originária da Colômbia, mas já chegou no Caribe, nos Estados Unidos e em algumas localidades da Europa.

Assim, ainda que perdendo no futebol, Jair Bolsonaro terá como troféu de consolação a cepa colombiana. Já o resto dos brasileiros, ganharam mesmo apenas uma preocupação a mais.

ONG acusa envolvimento do grupo francês Casino em desmatamento no Brasil e na Colômbia

Segundo relatório da ONG Envol vert, a empresa, que promove a imagem de um distribuidor responsável, não controla suficientemente a origem da carne que comercializa.

barbara veigaA pecuária é a principal causa de desmatamento no Brasil. BARBARA VEIGA

Por Martine Valo para o jornal Le Monde

As imagens da Amazônia em chamas, em agosto de 2019, comoveram o mundo inteiro. A história deste ecossistema único sacrificado em benefício dos interesses fundiários pode ocorrer no outro lado do Atlântico, mas está conectada a um grupo varejista francês, o Casino, de acordo com o relatório Envol vert, que será publicado na terça-feira, 30 de junho . Esta associação francesa foi apoiar organizações na América do Sul, incluindo jornalistas e pesquisadores do coletivo Reporter Brasil, que investigaram no local por um ano.

Madeira, soja, cacau e óleo de palma são as principais causas de desmatamento desenfreado no planeta. No Brasil, campeão mundial, é a carne bovina, criada principalmente por sua carne, que é a principal responsável por ela. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) considera que a Amazônia perdeu 10.123 km2 em 2019, 44% a mais que em 2018, e a devastação acelera em 2020. A destruição das savanas do Cerrado também está avançando.

Nesses dois lugares altos da biodiversidade planetária, os incêndios florestais, cuja temporada começa hoje, aumentaram 71% em 2019 em comparação com o ano anterior. Uma vez exploradas as madeiras valiosas, os rebanhos ganham novas pastagens, que ocupam de maneira particularmente extensa: 1,31 cabeça por hectare (ha) em média no Brasil, 0,6 na Colômbia. Sua expansão é espetacular na Colômbia, desde a assinatura da paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) em 2016 , e no Brasil, segundo maior exportador do mundo, que teve 158 milhões de animais em 1994, 214 milhões de hoje.

43% do mercado colombiano

“Este sistema agrícola é de fato um legado de colonização: é uma questão de ocupar o máximo de espaço possível para afirmar que essa parcela da Amazônia é sua”, analisa Boris Patentreger, membro da Envol vert , que coordenou a investigação no local. É uma forma de especulação de terras, pois pode ser vendida a um bom preço. “ E a distribuição em massa seria parcialmente responsável por sua relutância em melhorar a rastreabilidade de seu suprimento, principalmente na Colômbia”, afirmou o relatório.

No entanto, o cassino está bem presente nos dois países, onde o consumo nacional de carne bovina é importante. O grupo ocupa 15% do mercado no Brasil, com sua subsidiária Grupo Pão Açúcar (GPA) e suas marcas Assai e Extra; 43% na Colômbia, com Exito. Ele gera 47% de sua receita total lá. Na França, a empresa, de propriedade da Rallye, possui uma série de marcas como Monoprix, Franprix, Leader Price, Spar, mas também Naturalia, e destaca a imagem de um distribuidor responsável. A Envol vert e seus parceiros culpam ainda mais o distribuidor por suas deficiências no controle da origem do gado.

Referindo-se à lei de 2017 sobre o dever de vigilância das grandes empresas francesas em relação a seus fornecedores, as ONGs acreditam que o grupo não deve delegar essa responsabilidade nos matadouros que os entregam. Entre os últimos, alguns assinaram compromissos para combater o desmatamento com o governo ou com ONGs como o Greenpeace, mas eles não têm necessariamente os meios para alcançar suas ambições. Como resultado, algumas lojas comercializam carne de fazendas que acabam engordando animais de outras fazendas, que continuam a operar ilegalmente e queimar lotes na Amazônia, segundo o relatório. Essas atividades comerciais corresponderiam a 56.000 hectares destruídos em 2019 nos dois países, segundo estimativas dos autores.

O Casino respondeu à associação, assegurando que ela  combate ativamente o desmatamento associado à criação de gado no Brasil e na Colômbia.  E garante que sua subsidiária GPA envolva uma base experimental no projeto piloto de uma ferramenta de rastreabilidade chamada Visipec. “Estamos fortalecendo nossas políticas para controlar todas as nossas cadeias de suprimentos complexas no Brasil e continuaremos”, assegura Le Monde Matthieu Riché, diretor de CSR do grupo Casino. No contexto geopolítico local, as empresas devem ser ainda mais vigilantes. “

“Clareamento de vacas”

Insuficiente, responderam os pesquisadores que testaram 131 produtos vendidos em dez lojas estabelecidas em sete cidades do Brasil, em especial Belém e Manaus. Eles procuraram subir a cadeia a montante de dois importantes matadouros da empresa JBS, localizada no Mato Grosso, tomando o cuidado de não se limitar a entregas diretas de gado. Eles multiplicaram suas pesquisas dos números de produtos congelados, interrogaram bancos de dados sobre transporte de animais, referências cadastrais, listas negras do governo brasileiro nas quais aparecem os operadores condenados por trabalho forçado e vítimas de ‘meio Ambiente. Finalmente, eles consultaram os alertas de desmatamento dos sistemas de vigilância por satélite das ONGs.

O relatório detalha o caso de quatro grandes fazendas localizadas na Amazônia ou no Cerrado. Uma delas, a fazenda Ellus, no Mato Grosso, totalizou mais de 2.400 ha queimados em 2019 – como mostra imagens da NASA – incluindo 1.962 ha em áreas de preservação permanente não exploráveis, de acordo com a lei. Outro exemplo é o de uma fazenda condenada em várias ocasiões a pesadas multas e atingida por um embargo por ter desmatado mais de 1.100 ha. Este último contorna o problema da “lavagem de vacas”, ou seja, transferindo os rebanhos para uma de suas propriedades alugadas para outro agricultor.

Por fim, há a questão da fazenda JR, de 168 ha no Estado do Pará, ainda na Amazônia, dos quais 14 ha invadem o território indígena Apyterewa. O Casino compromete-se a analisar esses quatro casos.

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Este artigo foi originalmente publicado em francês pelo jornal Le Monde [Aqui!].

Colômbia é a nova parada da revolta contra o arrocho dos governos ultraneoliberais sul americanos

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Greve geral paralisou principal cidades colombianas contra o pacote ultraneoliberal do presidente Iván Duque. Foto: Jaime Moreno

Enquanto  as forças de esquerda parecem adormecidas em berço esplêndido dentro  do Brasil, a revolta popular contra as políticas de recorte ultraneoliberal alcançou outro bastião da paz dos cemitérios que o Consenso de Washington tentou implantar na América do Sul. Falo aqui da Colômbia onde uma greve geral paralisou as principais cidades do país, forçando ainda a imposição de toques de recolher (em vão é preciso dizer) em algumas das principais cidades colombianas.

O estopim da revolta na Colômbia foi o mesmo que iniciou a ebulição que varre a América do Sul desde o Chile e o Equador. Esse estopim foi a decretação de um pacote  pelo presidente Iván Duque que inclui medidas anti-trabalhistas, reforma nos direitos previdenciários e a proposta de aumento de idade para aposentadoria. Pacote esse muito semelhante ao que está sendo imposto no Brasil pelo governo Bolsonaro.

A mobilização popular surpreende aos que explicam sua inação por uma suposta condição de apatia das classes populares, pois o que se viu antes no Chile e no Equador, agora se vê na Colômbia. Um detalhe a mais no caso colombiano é que um dos alvos da revolta popular é o ex-presidente Álvaro Uribe que até recentemente era um político praticamente intocável, e que agora se vê fortemente pressionado pela população que o vê como um símbolo de um estado neoliberal corrupto(ver vídeo abaixo como exemplo).

O caso da Colômbia é tão emblemático quanto o do Chile, na medida em que governos de direita controlam o país desde quase o processo de independência. Além disso, o país recebeu ao longo do Século XX forte apoio dos EUA no sentido de debelar as guerrilhas de esquerda que fustigaram os diferentes governos e representaram um grave risco à “Pax Americana” na América do Sul.

Por sua condição emblemática é que os acontecimentos na Colômbia devem estar gerando fortes doses de ansiedade em diversos governos que seguem o mesmo receituário anti-popular que Iván Duque está tentando empurrar garganta abaixo dos colombianos.

A minha dúvida em relação ao Brasil é sobre quando o vírus dessa revolta vai se manifestar abertamente. Aliás, essa deve ser também a dúvida tanto à direita quanto à esquerda do espectro político, ainda que por diferentes razões e motivos.

The New York Times revela que aliados de Juan Guaidó queimaram caminhões de “ajuda humanitária” em possível operação de falsa bandeira

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Incêndio que destruiu caminhões com “ajuda humanitária” inicialmente atribuída ao governo Maduro foi efetivamente iniciada por aliados de Juan Guaidó, diz The New York Times.

Imediatamente após a fracassada tentativa promovida pelo governo de Donald Trump de fazer entrar à força caminhões com suposta “ajuda humanitária” na Venezuela a partir de pontos fronteiriços com o Brasil e a Colômbia no dia 23 de fevereiro, órgãos da mídia alternativa divulgaram a informação de que aliados do autoproclamado presidente da Venezuela, o deputado Juan Guaidó, haviam causado o fogo que destruir parte da frota.

Essa narrativa, entretanto, foi desprezada pela maioria da mídia corporativa no Brasil e fora daqui em prol de uma versão que jogava a culpa nas forças armadas da Venezuela que até agora se mantém fieis ao presidente Nicolás Maduro. Com isso se reforçou a ideia de que Maduro era um tirano insensível ao drama em que está imersa a maioria da população venezuelana.

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Infográfico mostrando onde se deram os conflitos que resultaram na queima de caminhões com material enviado pelo governo dos EUA.  Fonte: The New York Times

Pois bem, a versão alternativa dos fatos que culpava o governo Maduro foi abatida hoje por uma reportagem publicada pelo jornal estadunidense “The New York Times” e assinada pelos jornalistas Nicholas Casey, Christoph Koetl e Deborah Acosta onde fica indicado, a partir de vídeos produzidos no momento do incêndio, que foram os próprios aliados de Juan Guaidó que atearam fogo nos caminhões, no que se configura numa operação de “falsa bandeira”, muito usada por serviços de inteligência dos EUA para justificar ações militares contra governos controlados por desafetos (ver vídeo abaixo).

As revelações do “The New York Times”, ainda que tardias em relação à mídia alternativa, criam uma complicação a mais para os que defendiam o uso da força militar para remover Nicolás Maduro do poder para instalar Juan Guaidó como uma espécie de “garantidor” da democracia na Venezuela.

A questão que fica agora é sobre o destino do próprio Juan Guaidó que está se mostrando incapaz (pelo menos até agora) de entregar o que prometeu a seus aliados dentro e fora da Venezuela.  Essa demora de assumir o poder de fato na Venezuela certamente poderá custar caro ao jovem deputado.

Finalmente, fica a lição: em conflitos como o que está acontecendo na Venezuela, onde os interesses das potências mundiais estão em choque, as coisas nem sempre são o que parecem ser (ou que querem que nós acreditemos). 

Valor informa: a sangria de ativos de Eike Batista continua

Ex-OGX venderá ativos na Colômbia por US$ 30 milhões

Por Natalia Viri | Valor

SÃO PAULO  –  A OGPar (antiga OGX) recebeu oferta firme de US$ 30 milhões por dois blocos de exploração de petróleo localizados na Colômbia. O comprador não foi informado, mas segundo a empresa, foi apresentada carta assinada por “ofertante de primeira linha” que garante o financiamento da operação.
A empresa, em processo de recuperação judicial, informou em fato relevante que o conselho já aprovou a proposta. Segundo o comunicado, a transação “desonera a companhia de custos exploratórios obrigatórios e possíveis contingências regulatórias, bem como proporciona geração de caixa no curto prazo de maneira a ampliar a liquidez”.
Além dos US$ 30 milhões, a OGPar deve receber US$ 14 milhões que estão dados em garantia a cartas de crédito ao órgão regulador do setor de petróleo na Colômbia.
A conclusão da transação dependente ainda da autorização necessária dentro do plano de recuperação judicial, da aprovação do regulador colombiano e da documentação definitiva. A OGpar ressalta que “neste momento” não há certeza de que a transação será consumada.

FONTE: http://www.valor.com.br/empresas/3527850/ex-ogx-vendera-ativos-na-colombia-por-us-30-milhoes#ixzz301VXxixt

E Eike vendeu mais um anel: agora foi a CCX

Pode parecer até notícia velha, mas como a empresa ´”X” é outra, a verdade é que o “saldão” de Eike Batista continua firme e forte, e por preços cada vez mais camaradas. É que a venda da CC(X) por 125 milhões de dólares é uma verdadeira pechincha.  E em vez de franceses ou norte-americanos, os compradores são turcos, o que reforça ainda a tese de que o colapso do império “X” representa uma forte golpe contra a economia nacional, ainda que os bens em questão estejam na Colômbia.

Agora, um detalhe que me chama a atenção é que já não faltam muitas empresas “X” para serem vendidas. E do jeito que vai a coisa, Eike Batista ainda vai ter que incluir no seu “saldão” as participações minoritárias que ainda detém em empresas como a Prumo (ex-LL(X)) e ENEVA (ex-MP(X)). Mesmo porque para a OS(X) e a OG(X) está difícil encontrar interessado.

Grupo X anuncia venda da CCX na Colômbia para Yildirim

Grupo vendeu ativos da empresa de carvão para a turca Yildirim por US$ 125 milhões

Mônica Ciarelli, do 

Divulgação

CCX explora carvão na Colômbia

CCX explora carvão na Colômbia: valor é 72% abaixo do previsto em um memorando assinado entre as duas companhias no final de outubro, de US$ 450 milhões

Rio – Em crise, o grupo X anunciou nesta segunda-feira, 03, um acordo para vender ativos da empresa de carvão CCX na Colômbia para a turca Yildirim por US$ 125 milhões. O valor é 72% abaixo do previsto em um memorando assinado entre as duas companhias no final de outubro, de US$ 450 milhões.

Os novos termos da negociação não agradaram os investidores e repercutiram negativamente nas ações da companhia. Os papéis terminaram o pregão desta segunda com perda de 23,21%.

O acordo inclui os projetos de mineração a céu aberto Cañaverales e Papayal e o projeto de mineração subterrânea de San Juan. Além disso, também fazem parte da negociação uma ferrovia e um porto. A CCX informou que também faz parte do novo valor acertado em US$ 125 milhões, os US$ 5 milhões pagos anteriormente pela companhia para garantir exclusividade nas negociações.

No memorando de entendimento firmado em 29 de outubro, o grupo turco se comprometia a pagar US$ 50 milhões pelos ativos de mineração e um valor potencial de US$ 400 milhões pelo projeto de infraestrutura logística.

Em comunicado divulgado pela CCX, a mineradora explica que o acordo anterior era sujeito à análise operacional, financeira, tributária e ambiental. Além disso, ainda considerava parte significativa do pagamento baseado na obtenção das licenças que faltavam para Papayal, San Juan, porto e ferrovia.

“o valor atual considera todos os pagamentos upfront no fechamento da transação, apenas sujeito à assinatura dos contratos definitivos e à transferência dos títulos mineiros” à Yildirim.

A conclusão da transação está prevista para o segundo trimestre de 2014. A CCX ainda irá submeter o assunto a aprovação dos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária. O Morgan Stanley foi o assessor financeiro da CCX na negociação.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/grupo-x-anuncia-venda-da-ccx-na-colombia-para-yildirim-2