COP 26 chega ao fim em Glasgow

Texto final traz avanços, mas ainda não garante o cumprimento da meta de 1,5ºC

unnamed (40)Ativistas do Greenpeace erguem faixa dizendo “NÃO ESTÁ À VENDA” contra o icônico globo gigante no centro da sala de conferências da COP26 em Glasgow

Glasgow, 13 de Novembro de 2021 – A COP 26 chega ao fim e, apesar de alguns avanços, ainda nos deixa distantes do que seria necessário para garantirmos a meta de 1,5 ºC. O texto final da Conferência do Clima da ONU cita a eliminação progressiva do uso do carvão e dos subsídios aos combustíveis fósseis, mas precisávamos de mais. O texto também traz avanços para as discussões sobre adaptação climática e os países desenvolvidos finalmente começam a responder aos apelos dos países em desenvolvimento por financiamento para lidar com o aumento das temperaturas. No entanto, muito ainda ficou pendente.

“O objetivo em Glasgow era encerrar a lacuna para 1,5 ºC e isso não aconteceu, mas em 2022 as nações terão que voltar com metas mais ambiciosas. A única razão pela qual conseguimos o que fizemos aqui foi porque jovens, líderes indígenas, ativistas e países na linha de frente do clima forçaram concessões que foram feitas de má vontade. Sem eles, essas negociações sobre o clima teriam fracassado completamente”, afirmou Jennifer Morgan, Diretora Executiva do Greenpeace Internacional.

Houve reconhecimento de que os países em situação de vulnerabilidade estão sofrendo perdas e danos reais com a crise climática, mas o que foi prometido até agora ainda está longe das necessidades dos territórios. Essa questão deve estar no topo da agenda dos países desenvolvidos, principalmente na COP 27, que será realizada no Egito, ano que vem. A questão é que as palavras no texto precisam ser, de fato, implementadas pelos países e se tornarem ações.

Com as atuais contribuições apresentadas pelos países, ainda estamos longe do 1,5 ºC – um estudo do Carbon Action Tracker divulgado na COP, apontou para um aquecimento de 2,4 ºC até o final do século se todas as metas para 2030 forem atingidas. Precisamos aumentar a ambição ou estaremos colocando milhões de vidas em risco.

O Brasil deixa a Conferência com a assinatura de dois acordos e o compromisso de revisar sua NDC no ano que vem – assim como todos os países. “Apesar de muito esforço do governo federal para parecer comprometido com o clima e com a preservação da floresta, os dados de desmatamento na Amazônia divulgados na última sexta-feira mostram que mentira tem perna curta”, diz Carolina Pasquali, diretora executiva do Greenpeace Brasil. “Esperamos que essa revisão no ano que vem nos traga ambição – a NDC atual, anunciada aqui na COP, não fez mais do que nos levar de volta aos patamares anunciados pelo governo em 2015”, completa.

COP26: Poder da mobilização popular entregará o que os poluidores históricos se esquivam em fazer

cop-26 mobilização

GLASGOW – Pela primeira vez na história, a necessidade de abandonar os combustíveis fósseis foi reconhecida formalmente nas negociações sobre o clima. Isso ocorre após décadas de pressão e liderança de grupos da sociedade civil e das comunidades que estão na linha de frente da crise climática – e dos apelos de instituições relevantes como a Agência Internacional de Energia (IEA) e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

O Acordo de Glasgow “solicita às partes” que acelerem a transição para sistemas de energia de baixa emissão, incluindo esforços para eliminar a energia a carvão e subsídios “ineficientes” para os combustíveis fósseis. Para os ativistas, isso é um passo significativo, mas não o suficiente.

Há seis anos, a comunidade internacional se comprometeu a limitar o aquecimento global “bem abaixo de 2 °C” e o mais próximo possível de 1,5 °C. Desde então, fomos lembrados a todo instante por secas, incêndios, inundações, ondas de calor e tempestades que um mundo a 1,2 °C já impacta a vida de centenas de milhões de pessoas. Mais uma vez, o movimento pela justiça climática aponta que os poluidores históricos, responsáveis pela crise do clima, se recusam a assumir a liderança na ação climática.

Joseph Sikulu, diretor administrativo da 350.org para o Pacífico:

“A COP26 foi considerada a COP mais excludente de todos os tempos, mas fizemos nossas vozes serem ouvidas. Nós, a sociedade civil, ao lado de negociadores das ilhas do Pacífico e de outros Estados vulneráveis, fomos firmes nas negociações. O lobby dos combustíveis fósseis e a falta de liderança dos poluidores históricos são os principais motivos pelos quais ainda não vemos os bilhões em recursos necessários para nos adaptarmos às mudanças climáticas – nem os fundos para pagar o que foi perdido. É uma luta árdua. É uma luta árdua quando nossos negociadores são superados pela quantidade de lobistas em uma proporção de 12 para 1. É uma luta árdua quando o governo do Reino Unido torna quase impossível e inseguro para a sociedade civil participar das negociações sobre o clima. Mas 1,5 °C não é uma opção. É uma necessidade absoluta, e esse horizonte deve orientar cada decisão tomada por todos os países, instituições internacionais e autoridades locais.”

Cansin Leylim, diretora associada de Campanhas Globais da 350.org:

“A menção aos combustíveis fósseis no acordo de Glasgow é resultado de décadas de mobilizações e campanhas – apesar dos esforços contrários do lobby dos combustíveis fósseis. As coisas estão começando a se mover na direção certa, mas precisamos acelerar. Para isso, o lobby dos combustíveis fósseis deve ser excluído das negociações climáticas da ONU: poluidores do lado de fora, o povo do lado de dentro. As COPs deveriam ser organizadas dessa forma. Precisamos pressionar para desmantelar todas as soluções falsas: os amortecedores, os créditos, as compensações, todas as lacunas que foram criadas nessas decisões. Precisamos exigir a ambição de fazer o que é ditado pela ciência do clima. O desafio agora é garantir que esses compromissos sejam implementados de modo mais amplo e rápido. Hoje, como nas últimas décadas, a verdadeira liderança reside no movimento climático.”

Namrata Chowdhary, chefe de Engajamento Público da 350.org:

“Anúncios significativos foram feitos nesta COP – sobre a eliminação progressiva do carvão, os subsídios aos combustíveis fósseis e a redução do uso de petróleo e gás. Pela primeira vez em 27 anos de negociações, o acordo final da COP menciona inclusive os combustíveis fósseis. É um pequeno passo, mas significativo. Há esperança, e a esperança está nas pessoas, no movimento climático. Na sexta-feira, o poder da mobilização popular brilhou na COP26: a Plenária do Povo demonstrou o quão vivo, forte, diverso, porém unido, é o movimento climático. A COP26 não conseguiu entregar um acordo ambicioso, mas estamos convencidos de que nós, as pessoas, já começamos a mudança de que precisamos. As COPs ocupam só duas das 52 semanas de um ano. Nas outras 50, precisamos agir. E essas semanas começam hoje. Nós do movimento pela justiça climática estamos empenhados em agir de forma coerente com o que pensamos. Somos a única opção, somos nós que mantemos a meta de 1,5 °C viva.”

Ilan Zugman, diretor administrativo da 350.org para a América Latina:

“A COP26 confirmou a força da sociedade civil e a falta de vontade política de muitos dos países mais ricos em contribuir de fato para a justiça climática. Além do marco da menção à limitação dos combustíveis fósseis, o movimento climático conquistou demandas como a questão das perdas e danos e o financiamento da adaptação climática dos países pobres, colocando esses pontos no centro das discussões globais. Mas os governos não avançaram como deveriam nesses aspectos e inclusive incluíram pontos potencialmente perigosos na questão dos mercados de carbono, o que pode acabar agravando a situação dos povos indígenas. As comunidades mais afetadas pela crise climática e que menos contribuíram para o aquecimento global serão, mais uma vez, aquelas que vão seguir pressionando por uma transição justa em nível global”.

Sem freios no desmatamento: DETER – 2021 registra o pior outubro da série histórica

Enquanto governo tenta passar uma maquiagem verde para inglês ver na COP 26, dados comprovam o descontrole do desmatamento na Amazônia

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 São Paulo, 12 de novembro de 2021 – Dados do sistema DETER-B, do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados hoje, apontam para uma área desmatada na Amazônia de 877 km². Os dados contemplam todo o mês de outubro e comprovam um recorde para o mês na série histórica do Deter – B que iniciou em 2016. Ao mesmo tempo em que o Brasil tenta limpar sua imagem durante a COP de Clima, assinando declarações e assumindo compromissos, essa notícia chega para evidenciar como a Amazônia segue sob constante abandono do governo Bolsonaro.

“Enquanto o governo federal tenta vender o Brasil como potência verde na COP 26, a verdade é que o desmatamento em outubro bateu mais um recorde e vem sendo impulsionado pela política antiambiental do presidente, do ministério do meio ambiente com apoio de parte do congresso nacional. Assinar ou endossar os diferentes planos e acordos não muda a realidade do chão da floresta, o desmatamento e queimadas continuam fora de controle e a violência contra os povos indígenas e população tradicional só aumenta”, declara Rômulo Batista, porta-voz da campanha Amazônia do Greenpeace.

Os alertas de desmatamento em outubro se concentraram nos estados do Pará 501 km² (57% do total), Amazonas 116 km² (13% do total) e Mato Grosso 105 km² (12% do total). Estimativas do Observatório do Clima apontam que a maior parte (46%) dos gases estufa emitidos pelo Brasil são provenientes do desmatamento. Os dados de 2020 mostram que o Brasil continua, desde 2010, a ampliar suas emissões. No ano passado, em plena pandemia, o aumento das emissões de gases de efeito estufa no Brasil foi de 9,5%; no restante do mundo, houve redução de cerca de 7%.

“Enquanto o ministro do meio ambiente passeia na COP 26, exaltando que o futuro verde já começou no Brasil, tecendo elogio ao agronegócio brasileiro, o desmatamento continua sem parar na Amazônia e em nenhum momento dessa COP o governo apresentou a verdade que é justamente essa agropecuária “verde” a responsável direta por 73% das emissões de gases do efeito estufa no país e principal motor do desmatamento na amazônia e outros biomas no Brasil ” conclui Rômulo.

Nota de apoio a Txai Suruí

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Depois de um discurso expressivo em Glasgow, com enorme repercussão mundial, Txai Suruí, 24 anos, única brasileira e indígena a falar na abertura da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, vem sofrendo ataques de extremistas imbuídos de discursos de ódio e preconceitos racistas e misóginos.

O IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas, vem por meio desta nota declarar apoio absoluto a essa jovem liderança representante dos povos indígenas da Amazônia, que vem trilhando um caminho corajoso e significativo na luta pelos direitos dos povos originários.

O fato não é um caso isolado, infelizmente, e as constantes ameaças e violências contra os povos da floresta mostram a importância da atuação das instituições que trabalham integradas na região.

Txai Suruí é do povo Paiter Suruí e fundadora do Movimento da Juventude Indígena no estado. Estudante de Direito, trabalha no departamento jurídico da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé.

O projeto Conectando Terras Indígenas da Associação Kanindé, parceira do IPÊ por meio do projeto LIRA, contribui para a conservação de 2.694.827 hectares de floresta e o fortalecimento de cinco associações indígenas e uma extrativista para atuarem no desenvolvimento sustentável de seus territórios.

O LIRA agrega essa rede de apoio e segue na tentativa de um mundo de compreensão mútua, inclusão, reconhecimento de direitos e cuidado com as formas de vida no planeta.

Leia o discurso de Txai Suruí na abertura da COP26:

Meu nome é Txai Suruí, eu tenho só 24, mas meu povo vive há pelo menos 6 mil anos na floresta Amazônica. Meu pai, o grande cacique Almir Suruí me ensinou que devemos ouvir as estrelas, a Lua, o vento, os animais e as árvores.

Hoje o clima está esquentando, os animais estão desaparecendo, os rios estão morrendo, nossas plantações não florescem como antes. A Terra está falando. Ela nos diz que não temos mais tempo.

Uma companheira disse: vamos continuar pensando que com pomadas e analgésicos os golpes de hoje se resolvem, embora saibamos que amanhã a ferida será maior e mais profunda?

Precisamos tomar outro caminho com mudanças corajosas e globais.

Não é 2030 ou 2050, é agora!

Enquanto vocês estão fechando os olhos para a realidade, o guardião da floresta Ari Uru-Eu-Wau-Wau, meu amigo de infância, foi assassinado por proteger a natureza.

Os povos indígenas estão na linha de frente da emergência climática, por isso devemos estar no centro das decisões que acontecem aqui. Nós temos ideias para adiar o fim do mundo.

Vamos frear as emissões de promessas mentirosas e irresponsáveis; vamos acabar com a poluição das palavras vazias, e vamos lutar por um futuro e um presente habitáveis.

É necessário sempre acreditar que o sonho é possível.

Que a nossa utopia seja um futuro na Terra.

Obrigada!

Mais de 300 milhões de pessoas devem sofrer com a insegurança alimentar até 2050, aponta estudo

Novo relatório da Visão Mundial mostra como as mudanças climáticas afeta a produção de alimentos e o acesso das pessoas a nutrientes; entidade aponta que se negociações da COP26 fracassarem, crianças serão as mais afetadas

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São Paulo, novembro de 2021. Um novo relatório divulgado nesta quarta-feira (10) pela Visão Mundial – ONG humanitária de proteção da infância e da adolescência – aponta que 26% das crianças em todo o mundo sofreram de má-nutrição em 2020 e que a situação pode piorar se o quadro atual de mudanças climáticas não for revertido. De acordo com o estudo, o número de pessoas que enfrentam crises de fome aumentou de forma constante nos últimos cinco anos pela primeira vez em décadas. Se a mesma trajetória dos últimos for mantida, a entidade prevê que mais de 300 milhões de pessoas enfrentarão a insegurança alimentar até 2030.

O documento foi publicado faltando poucos dias para o encerramento da COP26, como forma de alertar líderes globais sobre as consequências desastrosas que um fracasso nas negociações em Glasgow pode ter sobre populações de todo o planeta. Intitulado Mudança Climática, Fome e Futuros das Crianças”, o relatório estuda a ligação entre as alterações no clima e o risco de fome nas populações, em especial as consequências a longo prazo na desnutrição de crianças.

“Crianças em todo o mundo têm relatado que experimentam o impacto devastador das mudanças climáticas todos os dias – e seus avisos devem ser ouvidos em alto e bom som pelos líderes da COP26”, diz o CEO e presidente internacional da Visão Mundial, Andrew Morley.

Figura: os dez países que mais poluem (esquerda) em comparação com os dez países com mais pessoas em situação aguda de insegurança alimentar (Fonte: Banco Mundial) – Divulgação

“Ouvimos histórias de partir o coração, de que a água está se tornando escassa e os meios de subsistência das famílias destruídos por tempestades, enchentes e secas recorrentes, que podem levar à fome e à desnutrição com riscos para a vida. As crianças muitas vezes não têm escolha a não ser abandonar a escola e são forçadas a trabalhar ou se casar por seus pais, que lutam para sobreviver”, completa.

Segundo o estudo, enquanto os países economicamente mais ricos produzem a grande maioria das emissões de gases de efeito estufa, os eventos climáticos extremos impactam, desproporcionalmente, os países de baixa renda de maneira mais aguda. 

Em 2018, Madagascar contribuiu com apenas 0,06% das emissões globais de gases de efeito estufa, mas está enfrentando o que poderia ser o primeiro quadro de fome na história moderna causado pelas mudanças climáticas, com a insegurança alimentar afetando um total estimado de 1,14 milhão de pessoas.

Para comunidades em países em desenvolvimento, em especial na África e na América Latina, uma alta dependência da produção agrícola local se traduz um alto risco de devastação devido a eventos meteorológicos extremos. “Uma colheita que não dê certo pode ter resultados imediatos e consequências no comércio local, além de danos a longo prazo, limitando o acesso a alimentos nutritivos”, alerta i relatório, elaborado a partir de estatísticas de entidades como o Programa Alimentar Mundial e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.

Em comparação com 2019, houve um acréscimo de pessoas afetadas pela fome, em 2020, de 46 milhões África, 57 milhões na Ásia e cerca de 14 milhões na América Latina e Caribe. “Quase uma em cada três pessoas no mundo (2,37 bilhões) não teve acesso a alimentos adequados em 2020 – um aumento de quase 320 milhões de pessoas em apenas um ano”, revela o documento da Visão Mundial.

“Conflitos, COVID-19 e mudança climática estão interagindo para criar novos e agravantes focos de fome e estão revertendo os ganhos que as famílias tiveram para escapar da pobreza”, explica o diretor de Advocacy e Relações Institucionais da Visão Mundial, Welinton Pereira.

4 documentários incríveis sobre sustentabilidade e mudanças climáticas

As dicas abordam diferentes pontos e problemas que sofremos hoje com o meio ambiente e vão te ajudar a aumentar a consciência sobre as atitudes do dia a dia

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 Sem dúvidas, as mudanças climáticas são uma das maiores ameaças que enfrentamos como sociedade. Desde 1972, na Conferência de Estocolmo, os problemas ambientais já eram pauta. Agora, em 2021, o problema continua (e aumenta), chamando a atenção dos grandes líderes mundiais, que debatem até o dia 12 de novembro, na COP 26, a revisão das contribuições dos países para a redução da temperatura em 1,5°C até 2030.

“Os últimos 8 anos foram os mais quentes já registrados e a tendência é que isso piore se nada for feito”, aponta Gustavo Loiola, Professor de Inovação e Sustentabilidade do ISAE Escola de Negócios e Presidente da América Latina e Caribe do PRME (Princípios para Educação Executiva Responsável) da ONU. “Assistir documentários sobre sustentabilidade servem, principalmente, para termos a visão do todo e, com isso, começarmos a tomar mais consciência sobre o que está acontecendo em todo o planeta”, complementa.

Confira 4 dicas do especialista de documentários com temas relacionados a sustentabilidade:

Rompendo Barreiras

“Rompendo Barreiras” aborda uma descoberta científica de que a humanidade está empurrando o Planeta Terra para além dos limites que a mantiveram estável por 10 mil anos, desde o início da civilização. “O documentário traz uma abordagem bastante educativa, científica e clara sobre a importância de rever nossos modelos de produção e consumo, a fim de priorizar a Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris”, explica Loiola. Disponível na Netflix.

Solo Fértil

Esse documentário com narração de Woody Harrelson conta a história de um grupo revolucionário de ativistas, cientistas, agricultores e políticos que se unem em um movimento global chamado “Agricultura Regenerativa”, que tem como objetivo equilibrar nosso clima, reabastecer nosso vasto suprimento de água e alimentar o mundo. Disponível na Netflix.

Paradise em Chamas

Em setembro de 2018, um incêndio eclodiu na Califórnia, perto da cidade de Paradise. Ao longo de algumas horas, a fogueira se transformou no incêndio florestal mais mortal do país em mais de um século. Através de imagens em primeira mão do desastre e entrevistas com sobreviventes e respondedores, o documentário reconstrói as histórias de sobrevivência daquele dia. Disponível na Netflix.

A Pequena Grande Fazenda

Com o desejo de viver em melhor harmonia com a natureza e dar uma vida ao ar livre para seu cachorro, o casal Chester se muda de Los Angeles para ajudar a cuidar de uma fazenda durante oito anos junto com uma equipe voluntária e trabalhadores. “Eles transformaram um habitat inóspito em um ambiente totalmente funcional, recuperando biodiversidade da flora e fauna. Eu gosto desse documentário por trazer uma visão otimista de como regenerar ecossistemas”, finaliza Gustavo Loiola. Disponível na Globo Play.

Greenwashing e lucros verdes

Oficialmente, o mundo financeiro está pressionando pela proteção do clima. Na verdade, o Greenwashing gera bilhões em lucros

cop 26 eartjApenas uma fachada: na COP-26 em Glasgow, o grande capital se apresenta como um protetor do clima

Por Raphael Schmeller para o JungeWelt

Deixe o capital fazer isso – é assim que se poderia resumir a estratégia dos governantes na luta contra a crise climática. Na Conferência Mundial do Clima da ONU em Glasgow, Escócia, onde o número de lobistas do petróleo e do gás é maior do que qualquer delegação individual dos países participantes, isso está particularmente claro. Na semana passada, um fórum para atores financeiros foi realizado lá, onde banqueiros e especuladores puderam propagar suas boas intenções em questões de neutralidade climática. O cerne da mensagem deles era: O mundo pode confiar em nós e em nossos bilhões.

No início de outubro, antes do início da conferência do clima, uma aliança de mais de 450 bancos, seguradoras, fundos de pensão e agências de classificação – a Glasgow Financial Alliance for Net Zero (GFANZ) – apelou aos chefes de estado e de governo para tomar medidas contra o aquecimento global para aproveitar e incentivar o investimento verde. O Deutsche Bank, que faz parte do GFANZ junto com Blackrock, Allianz e Commerzbank, acrescentou em um comunicado em 28 de outubro: “O setor financeiro terá um papel fundamental em fazer essa transição (para uma economia sustentável,) acelerar. Os bancos e os mercados de capitais permitem às empresas (…) investir na transformação dos seus modelos de negócio «, escreveu Lavinia Bauerochse, responsável pela sustentabilidade do instituto. No entanto, ela não mencionou que seu banco é um dos maiores financiadores da extração de recursos fósseis.

Há alguns anos, os chamados investimentos verdes têm se tornado cada vez mais populares no mundo financeiro. Um número ilustra bem esta tendência: Em 2020, foram emitidos títulos verdes no valor de cerca de 250 bilhões de dólares (215 bilhões de euros) em todo o mundo, em 2015 eram menos de 50 bilhões de dólares. De acordo com a Bloomberg , especular sobre esses títulos já rendeu ao setor bancário US $ 2,2 bilhões em lucros este ano.

Outra indicação de que este “financiamento verde” está se tornando cada vez mais importante para a obtenção de lucros é o anúncio do GFANZ na semana passada em Glasgow de que pretende usar um total de 130 trilhões de dólares de seu capital administrado até 2050 em um clima cada vez mais neutro para o clima caminho. O que as corporações financeiras se comprometeram especificamente permanece vago nas declarações de Mark Carney, enviado especial da ONU para ações climáticas e finanças. O ex-presidente do banco central do Reino Unido que apresentou o acordo simplesmente disse que as empresas queriam “entregar sua parte justa de uma redução de 50% nas emissões nesta década” até 2050.

O que parece certo, por outro lado, é que a maior parte dessas enormes somas não está sendo usada de maneira favorável ao clima. Essa conclusão é sugerida por um estudo publicado em agosto pela US University of Harvard. Em seu estudo, dois cientistas examinaram os investimentos de 100 empresas que se comprometeram a fazer negócios de forma sustentável. Resultado: os compromissos são todos “apenas para exibição”, são casos claros de greenwashing.

Oficialmente, o mundo financeiro está exigindo regulamentações para promover a proteção do clima. No entanto, quando se trata de realmente cumprir as obrigações, as coisas parecem ruins – mesmo que os requisitos sejam mínimos. or exemplo, a partir de 2019, o BCE teve várias regras relaxadas com as quais os bancos devem revisar seus investimentos em termos de sustentabilidade. Resultado: 90% dos negócios no setor bancário da União Europeia não atendem aos critérios de sustentabilidade do Banco Central Europeu.

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Este texto foi escrito originalmente em alemão e publicado pelo Jungewelt [Aqui!].

Na COP26, verde é a cor mais jovem

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Geralmente cautelosa, a ONU, compreensivelmente abalada com os resultados do último relatório do IPCC, fez soar este ano as trombetas do apocalipse: botou o dinossauro (de computação gráfica) Frankie para anunciar a COP26, dizendo que o fim está próximo. O vídeo fez o maior sucesso; mas, incrivelmente, a extinção da Humanidade não foi um tema capaz de sensibilizar todo mundo. Com sinceridade rara, o primeiro-ministro britânico, o conservador Boris Johnson, resumiu o porquê, no discurso de abertura do evento: “Caros líderes, todos aqui falamos o que faremos em 2050 0u 2060, mas metade da população do mundo tem menos de 30 anos, enquanto a média de idade das pessoas presentes a este encontro é de mais de 60 anos”. Os sete últimos anos foram os mais quentes já registrados.

É duro, mas é verdade: a geração anterior quer legar a vocês, jovens, a responsabilidade de salvar um mundo em frangalhos para a próxima – se ainda der tempo. Como generais que mandam garotos para a guerra. Enquanto eles aproveitam o fim de festa, vocês herdam o rabo de foguete. “Estamos a um minuto da meia-noite e precisamos agir mais. Se não fizermos nada hoje, será muito tarde para os nossos filhos fazerem algo no futuro. Se não formos sérios a respeito da mudança climática hoje, será tarde demais para nossos filhos fazê-lo amanhã”, acrescentou Johnson, dando uma dimensão ainda mais exata do tamanho do problema. Ele terá 96 anos em 2060.

O presidente do Brasil, que tem 64 anos, preferiu não ir a Glasgow. Na abertura da COP, o país foi  representado por uma jovem indígena de Rondônia, que se apresentou assim: “Meu nome é Txai Suruí, eu tenho só 24, mas meu povo vive há pelo menos 6 mil anos na Floresta Amazônica. Meu pai, o grande cacique Almir Suruí, me ensinou que devemos ouvir as estrelas, a Lua, o vento, os animais e as árvores. Hoje o clima está esquentando, os animais estão desaparecendo, os rios estão morrendo, nossas plantações não florescem como antes. A Terra está falando. Ela nos diz que não temos mais tempo”.

Por trás de sua aparente calma, os indígenas têm a exata noção da urgência da situação; quando também são jovens, têm menos travas na língua. “Precisamos tomar outro caminho com mudanças corajosas e globais. Não é 2030 ou 2050, é agora!”, emendou Txai. Relembrando a primeira vez que viu a fumaça dos incêndios na Austrália chegarem ao seu território ancestral, a neozelandesa India Logan-Riley, do povo Maori, discursou no mesmo microfone usado pela brasileira e Boris Johnson: “Naquele momento, nossa vida foi afetada pelos impactos da mudança do clima em outro país”. Vanessa Nakate, jovem ativista de Uganda, lembrou que quem menos polui, paga mais caro: “Historicamente, a África é responsável por apenas 3% das emissões globais e ainda assim os africanos estão sofrendo alguns dos impactos mais brutais da crise climática”.

É um sentimento global, que não é exclusivo dos povos tradicionais: “São 30 anos de blá-blá-blá”, discursou em Milão, na Itália, a ativista sueca Greta Thunberg, para um grupo de 400 jovens de 200 países. Eles foram selecionados pela ONU para elaborarem um documento dirigido aos líderes mundiais, em evento paralelo à COP. O Fridays For Future, movimento inspirado em Greta, promoveu sua já tradicional passeata em Glasgow. Os jovens também eram a maioria entre as mais de 100 mil pessoas que enfrentaram o frio, o vento e a chuva para protestar contra a inércia dos governantes na Marcha pela Justica Climática, que aconteceu no sábado (6/11) na cidade escocesa. Não esperamos meias-palavras. Mais jovem também pode significar mais verde.

O governo brasileiro continua agindo como o comerciante espertalhão que dobra o valor da mercadoria para vendê-la pela metade do preço no dia da liquidação. Tropeçou na pedalada climática, mas se bobear a ausência do presidente acabou sendo benéfica para o país, que assinou importantes acordos multilaterais – o de zerar o desmatamento até 2030 e o de reduzir em 30% as emissões de metano, via pecuária, também até 2030 –, que ao menos servirão de âncoras até a próxima rodada de negociações. Também serviu para abrir novos canais de interlocução; na falta de Bolsonaro, o príncipe Charles marcou encontro com governadores brasileiros, por exemplo.

O presidente parece viver no mundo das mil e uma noites, enquanto o Reino Unido está entre os países que acreditam que poderão lucrar com a transição energética – sim, eles não fazem isso só porque são bonzinhos. O famoso biólogo americano Thomas Lovejoy, que criou o termo “biodiversidade”, dizia em 2016 que o Brasil poderia ser “a maior potência ambiental do planeta”. O cientista se dizia impressionado com o que o país havia feito nos 40 anos que o conhecia: “Existia apenas uma floresta nacional. Hoje, 57% da Amazônia está sob algum tipo de proteção”, dizia ele. De lá para cá, porém, o desmatamento vem crescendo em ritmo vertiginoso – a ponto de fazer o país seguir na direção inversa do resto do mundo, aumentando suas emissões de CO₂ durante a pandemia. Em nome de que estão abrindo mão de garantir um futuro melhor para as novas gerações? Por que o jovem brasileiro vai pagar esse pato?

Preservar as florestas têm custado muitas vidas também. Segundo o mais recente relatório da ONG Global Witness, nunca tantos ativistas ambientais foram assassinados como no ano passado: 228. Segundo o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – Dados de 2020, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), os assassinatos entre indígenas no país cresceram 61%: foram registrados 182. Em debate realizado em Glasglow na quinta-feira (4/11), Juma Xipaia, uma das lideranças indígenas que lutaram contra a hidrelétrica de Belo Monte no Pará, foi firme: “Nunca nenhum povo indígena chegou impondo ou destruindo o lar de vocês, pelo contrário, nós defendemos o lar, a vida. Então respeitem a nossa existência”. Txai Suruí deu um exemplo concreto: “Enquanto vocês estão fechando os olhos para a realidade, o guardião da floresta Ari Uru-Eu-Wau-Wau, meu amigo de infância, foi assassinado por proteger a natureza”. Ari tinha só 32 anos e foi encontrado morto em 18 de abril de 2020.

Os povos tradicionais de todo o mundo cuidam de 80% da biodiversidade da Terra, mas só controlam 1% do orçamento global para a preservação. Ao menos esta distorção começou a ser corrigida nesta COP. Reino Unido, Noruega, Alemanha, EUA, Holanda e 17 doadores americanos se comprometeram em criar um fundo de US$ 1,7 bilhão até 2025 a ser administrado por indígenas. “É o princípio da proteção ao nosso povo, mas ele precisa de mais apoio. Não há solução para os problemas da natureza sem que os indígenas estejam no centro”, disse a ativista filipina Vitória Tauli-Corpuz, do povo Kankana-ey Igorot, ex-relatora especial da ONU para os direitos dos povos indígenas. Este é o ponto: é preciso que eles decidam. Para isso, precisam de toda ajuda possível. A Amazônia é importante para o mundo, mas é ainda mais importante para o Brasil. Sem ela não tem chuva, nem agricultura. É um tesouro que nos pertence e devemos deixar para as próximas gerações.

* Na foto: Juma Xipaia, Txai Suruí, Maria Gadu e Alice Pataxó. Crédito: Alice Pataxó.

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Este texto foi incialmente publicado pelo “Uma gota no oceano” [Aqui! ].

Políticas climáticas federais estão em retrocesso no Brasil desde 2015 e a situação foi agravada ao extremo a partir de 2019

Tema será discutido no Foro Inteligência do próximo dia 10

politicas climaticas

A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-26) termina no próximo dia 12, mas a pauta ambiental continua a ser o centro das atenções. Com base nisso, no dia 10 de outubro, às 19h, será realizada mais uma edição do Foro Inteligência, desta vez com o tema “O Brasil e a agenda ambiental: potência, pária ou ameaça internacional?”. O palestrante convidado será Eduardo Viola, pesquisador sênior do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), professor e pesquisador sênior do Centro de Estudos Globais do Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais (IREL), da Universidade de Brasília, e professor sênior da Escola de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas.

Para Viola, em termos gerais, as políticas climáticas federais estão em estagnação ou retrocesso no Brasil desde 2015, situação que foi agravada ao extremo a partir de 2019. “A reversão da imagem extremamente negativa do Brasil de Bolsonaro é muito difícil. O mundo verá como positivas as últimas medidas anunciadas, de adesão às declarações sobre desmatamento; de diminuição em 30% das emissões de metano até 2030; e do aumento da meta de redução de emissões no mesmo período, de 43% para 50%. Mas, o decisivo mesmo será implementar essas medidas, e o mundo continua cético a respeito da postura do Governo”, afirmou.

O pesquisador destacou que o Brasil vem sofrendo pressões, particularmente da União Europeia, desde 2019 e dos Estados Unidos (no governo Biden), no sentido de tomar medidas efetivas para combater o forte desmatamento da Amazônia. “Apesar de essa pressão ter gerado, nos últimos meses, alguma mudança na retórica do governo, não houve correspondência com ações efetivas. Entre 2005 e 2012, tivemos um extraordinário avanço no controle do desmatamento, com custos mínimos, ou seja, sabemos como fazer. Mas precisamos de um presidente que tenha sensibilidade para essa questão, o que pode ocorrer a partir de 2023 com uma política similar à daquele período”, explicou.

O Foro Inteligência é uma parceria entre o BRICS Policy Center e a Insight Comunicação. E o intuito dos encontros é ampliar o debate sobre assuntos estratégicos e manter aberto um canal de comunicação com os países emergentes Rússia, Índia, China e África do Sul, tratando de temas de amplo interesse. São curadores do Foro, os professores Christian Lynch, IESP-UERJ e editor da revista Inteligência, Paulo Esteves e Marcio Scalercio, professores do IRI-PUC e pesquisadores do BRICS Policy Center.

Em eventos anteriores, o Foro Inteligência contou com a participação de Octavio de Lazari Jr., presidente do Bradesco; Rubens Ricupero, diplomata e ex-ministro; Conrado Hubner, professor de Direito na USP; e Jacqueline Muniz, cientista política e professora da DSP/UFF; em encontros que trataram, respectivamente, sobre os desafios dos grandes bancos, a diplomacia da vacina, a politização nas Supremas Cortes e controle da ação policial em democracias.

Palestra: O Brasil e a agenda ambiental: potência, pária ou ameaça internacional?
Data: 10 de novembro, quarta-feira
Horário: 19h
Para fazer inscriçãoclique aqui
Inscrições gratuitas

Em meio à COP 26, representantes do Parlamento Europeu reúnem brasileiros para debater desmatamento na Amazônia

Evento totalmente online contará com a pesquisadora Brenda Brito, do Imazon, organização que integra a campanha Seja Legal, contra o roubo de terras públicas na região

parlamento

Enquanto na COP 26 em Glasgow, na Escócia, líderes mundiais discutem caminhos e se comprometem com metas para mitigar as mudanças climáticas, representantes do Parlamento Europeu, por meio da Comissão de Direitos da Mulher e de Igualdade de Gênero e da Comissão de Meio Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar, realizarão um encontro online no dia 9 de novembro para debater meios de manutenção da floresta amazônica brasileira em pé e proteção de sua população e povos tradicionais.

O evento “Enfrentando o desmatamento na Amazônia brasileira: um direito à terra e a perspectiva das mulheres” será totalmente online e mediado por Alessandra Moretti, membro do Parlamento Europeu. Na mesa de debate, representantes de organizações e iniciativas brasileiras falarão sobre desafios e oportunidades e também como a comunidade internacional pode atuar na defesa do patrimônio ambiental brasileiro.

O encontro online é uma iniciativa da organização italiana No Peace Without Justice em parceria com a campanha Seja Legal com a Amazônia, que une entidades do setor privado, do agronegócio e do terceiro setor no combate à grilagem de terras públicas.

A pesquisadora do Imazon, Brenda Brito, vai falar sobre regularização fundiária e sua relação com a grilagem de terras públicas e o desmatamento na região. Além dela, também participarão Daniel Lopes (Instituto Maira), Puyr Tembé (APIB), Paulo Celso de Oliveira e Gersem dos Santos Luciano (Fundo Brasil), Telma Taurepang (UMIAB) e de Eleonora Evi, membro do Parlamento Europeu.

Entre os dados que serão abordados pelo Imazon, organização signatária da Seja Legal, estão os principais resultados de um estudo sobre as leis e práticas fundiárias nos nove estados da Amazônia brasileira. A estimativa do levantamento lançado neste ano, é de que 29% da região amazônica carece de definição de posse da terra e de que 40% do desmatamento entre 2013 e 2020 ocorreu nessas áreas sem definição.

São os alarmantes dados do relatório “Dez fatos essenciais sobre regularização fundiária na Amazônia“, que mostram que as leis de terras nos estados amazônicos encorajam a invasão e desmatamento contínuos de terras públicas. Isso porque, embora 43% da área sem definição fundiária na Amazônia tenha prioridade para conservação, os procedimentos atuais não garantem a designação de posse de terra para atender esse propósito. Encontrar e colocar em prática as soluções para proteger a maior floresta tropical do planeta está no centro do debate mundial.

SERVIÇO

O que: Evento online “Enfrentando o desmatamento na Amazônia brasileira: um direito à terra e a perspectiva das mulheres”.

Quando: Dia 9 de novembro, às 13h30 (horário de Brasília).

Onde: Facebook | YouTube

Inscrições: Após a inscrição, o link de acesso será enviado por e-mail