Alô Postura Municipal: é preciso disciplinar funcionamento de supermercados e atacadões para diminuir risco da pandemia da COVID-19

supermercados

Apesar de ter reduzido bastante a minha ida a supermercados em geral, as poucas vezes em que fui na última semana notei um cenário desolador em termos de prevenção para a difusão da COVID-19 nos estabelecimentos visitados.

Entre outros problemas notei

  • a falta de distanciamento correto entre clientes e trabalhadores;
  • inexistência de medidas de proteção para o pessoal que trabalha na área dos caixas;
  • ausência de marcações de chão para que se respeite a distância mínima entre as filas nas filas;
  • falta de material de higienização da área em que as mercadorias são depositadas para serem pagas. e
  • inexistência de pias na porta de entrada com o oferecimento de detergentes líquidos para os clientes realizarem o asseio pré-entrada no estabelecimento.

Aqui a situação é simples: ou a postura municipal age para corrigir esses problemas em todos os estabelecimentos de médio e grande porte ou veremos esses locais sendo transformados em pontos de disseminação da pandemia da COVID-19 em Campos dos Goytacazes.

Antes que alguém diga que essas medidas são inviáveis de serem aplicadas ao mesmo tempo, sugiro uma visita ao “Big” (sucessor do Wall Mart) onde todas as medidas assinaladas estavam sendo adotadas no dia em que visitei o estabelecimento.

E antes que me esqueça, o Mercado Municipal (sob responsabilidade primária da PMCG) não é exceção. Aliás, muito pelo contrário.

Com a palavra, o governo do jovem prefeito Rafael Diniz. Afinal, quem foi tão hábil para coibir em passado recente as atividades de camelôs e pequenos comerciantes não terá dificuldade de agir em grandes estabelecimentos, não é?

Google Maps mapeia índices de confinamento frente à pandemia do coronavírus

Google logo is seen on an android mobile phone

A Google, usando o Google Maps fez um levantamento sobre a retração do uso da movimentação a diversos pontos, e os resultados são bastante diferenciados. 

Abaixo mostro os resultados para o Brasil, mas quem desejar poderá verificar a situação em cada estado brasileiro.

BRASIL: -71% em idas a lojas, -35% supermercados e farmácias, -70% locais públicos (como parques), -62% transporte público, -34% locais de trabalho, +17% casa.

RIO DE JANEIRO: 72% em idas a lojas, -32% supermercados e farmácias, -74% locais públicos (como parques), -61% transporte público, -37% locais de trabalho, +17% casa.

rj google mapsSituação do confinamento no estado do Rio de Janeiro segundo o Google Maps.

Comparando o nosso “lockdown” com o que está sendo praticado neste momento em países como Itália, Espanha e França, os nossos números ainda não são suficientes para impedir a disseminação explosiva da COVID-19. E

A verdade é que precisaremos que medidas mais firmes sejam tomadas aqui, pois se o coronavírus fizer o mesmo estrago que já fez na Europa, o Brasil irá inevitavelmente ultrapassar os EUA como líder no número de mortes causadas pela COVID-19. Essa é a realidade que está posta para nós. 

Quem desejar acessar os relatórios preparados pela Google para o Brasil e o resto do mundo, basta clicar  Aqui!

Subnotificação gigantesca agrava pandemia da COVID-19 no Brasil

Covid-19: número de mortes sobe para 201; são 5.717 casos no Brasil

No dia 25 de março comentei o problema que estava se armando no horizonte em função da evidente subnotificação de casos da COVID-19 no Brasil. Ali mostrei estimativas do Imperial College de Londres de que a taxa de subnotificação brasileira estava na ordem de 11:1. Desde então, já li outras estimativas que colocaram a subnotificação em uma faixa de 11:1 a 100:1, o que torna os números oficiais minúsculos em relação ao que está realmente ocorrendo.

Eis que hoje, o jornalista Fernando Canzian publicou um artigo no jornal “Folha de São Paulo”  cujo o título é “Estados e municípios relatam subnotificação gigantesca de casos” (de COVID-19).  Nesse artigo, a subnotificação foi estimada como estando na ordem de  30:1.  

subnotificação canzian

Assumindo então que a taxa correta de subnotificação é de 30:1, o número oficial de infectados, como fornecido pela Faculdade Medicina da Universidade de São Paulo de Ribeiro Preto (FMRP/USP) que até ontem era de 6.836 pessoas, o valor real de infectados passaria a 205.080  de brasileiros.  Isto faz com que o número potencial de infectados esteja entre 6.836 e 205.080, o que dificulta sobremaneira estimativas mais precisas sobre a evolução da pandemia em território brasileiro. Isto acaba deixando os profissionais de saúde e gestores governamentais completamente cegos em meio à batalha contra a COVID-19.

covid 19 números

A matéria assinada por Fernando Canzian traz duas razões pelas quais o Brasil está hoje em um efetivo voo cego contra a COVID-19.   A primeira seria a  falta de kits para testes, e a segunda a inexistência de uma portaria específica do Ministério da Saúde para determinar quais casos devam ser considerados confirmados ou suspeitos têm feito com que muitos doentes não entrem nas estatísticas. Em outras palavras, o Ministério da Saúde é o lócus primário para a falta de preparação que dificultam a vida dos governos estaduais e municipais, e dos profissionais de saúde que estão à frente do combate à pandemia. 

Por causa dessa situação que é de inteira responsabilidade do governo Bolsonaro, o Brasil está cada vez mais dependente das ações de isolamento social que estão sendo impostas por estados e municípios.  Será graças a elas que o Brasil poderá evitar os piores cenários em termos de mortos pela COVID-19. 

Por outro lado é fundamental que haja uma mobilização política por parte de cidadãos, organizações da sociedade civil, sindicatos, partidos políticos e até de representantes das grandes empresas nacionais para impor uma modificação no curso adotado até aqui pelo governo Bolsonaro no enfrentamento desta pandemia. Do contrário, o que teremos em poucas semanas no Brasil é a repetição agigantada do que está sendo visto agora em países como Itália e Espanha. Afinal de contas, todos já sabem que a COVID-19 não é a gripezinha ou o resfriadinho que o presidente Bolsonaro quer nos convencer que é.

Gripezinha? Governo Trump informa população sobre estimativa “dolorosa” para a COVID-19: 100.000 mortes

O principal especialista em doenças infecciosas dos EUA, Dr.  Anthony Fauci, informou hoje em coletiva de imprensa que, com base em modelos matemáticos, o país poderá ver 100.000 ou mais mortes  causadas pelo COVID-19.

covid 19 usa

Enquanto isso no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro trabalha para acabar com as medidas confinamento social que, em grande parte está contribuindo para diminuir a velocidade da disseminação no território nacional.

Quantos mortos devemos esperar em um país marcado pela existência de grandes bolsões de miséria e com uma capacidade econômica muito menor como Brasil, e que ainda tem que conviver com um presidente que se tornou uma espécie de líder do negacionismo da pandemia?

Comissão Arns emite nota sobre situação dos povos indígenas em face da COVID-19

covid 19 indios

NOTA PÚBLICA DA COMISSÃO ARNS nº 15, 30/03/2020

Manifestação sobre Covid-19 e povos indígenas: a responsabilidade do Estado

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns vem a público manifestar seu apoio aos povos indígenas, sua especial preocupação com os povos isolados ou recém-contactados, e reafirmar a responsabilidade do Estado na efetivação dos direitos fundamentais da população indígena frente à pandemia do COVID-19.

A provável chegada da pandemia da COVID-19 aos povos indígenas requer medidas urgentes. Causa apreensão a política do governo atual não ter se mostrado à altura da missão que cabe à União de proteger os povos e territórios indígenas, não podendo se restringir a responsabilidade do Executivo apenas às terras plenamente regularizadas. Tem cabido ao Ministério Público Federal honrar seu papel constitucional e insistir em correções de rumos junto à Fundação Nacional do Índio – FUNAI.

Vários povos indígenas e suas organizações, entre elas a Articulação dos Povos Indígenas no Brasil – APIB tomaram iniciativas e sinalizaram medidas concretas que cabem ao Executivo. O Estado e as autoridades de saúde devem ouvir esses reclamos e trabalhar em colaboração com as lideranças locais.

Enquanto solo virgem para novos patógenos, estamos passando por uma versão atenuada da catástrofe que acometeu os indígenas do Novo Mundo desde a chegada dos europeus. “Gripezinhas” julgadas inofensivas e uma política de concentração conseguiram dizimar povos inteiros. Esse é o risco que ronda os povos indígenas isolados, aqueles que voluntariamente se colocaram há muito tempo em quarentena, como estamos nós fazendo agora, para evitar desastres. Esses povos e os de contato recente, são os mais vulneráveis dentre os vulneráveis.

Para evitar um possível extermínio, é essencial se manter a política adotada pela FUNAI desde 1987 de respeito ao isolamento voluntário de povos indígenas e de proteção de seus territórios. Causa preocupação o afastamento de experientes membros da Coordenação Geral de Povos Indígenas Isolados e Recente Contato da FUNAI – CGIIRC. Repudiamos a nomeação para a chefia da CGPIIRC de alguém que, durante dez anos, integrou a organização norte-americana Novas Tribos, cuja missão é contactar e converter povos isolados. É patente a inadequação dessa nomeação.

As invasões das terras indígenas, que só têm aumentado, tornam difícil o enfrentamento da epidemia. Exigem maior vigilância dos territórios e a retirada de grileiros, madeireiros e garimpeiros dessas terras. Devem ser suspensos os despejos em retomadas dos territórios de ocupação tradicional.

Especialistas em saúde indígena da Associação Brasileira de Saúde Coletiva -ABRASCO fazem várias recomendações: que autoridades e comunidades indígenas limitem ao máximo a entrada e a saída de Terras Indígenas, prevenindo a entrada de pessoas infectadas por meio de testes laboratoriais; que, nos centros urbanos, isolem por 7 dias indígenas sem sintomas não testados, ou por 14 dias indígenas com suspeita ou doença confirmada, antes de retornarem às áreas. Que se encontrem meios, com estratégias locais, nacionais ou internacionais para obter testes rápidos, com prioridade para os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que têm mais dificuldades logísticas de acesso.

A ABRASCO recomenda ainda treinar equipes multidisciplinares para vigilância da Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave, com visitas domiciliares e testagem; disseminar informações qualificadas; isolamento domiciliar; evitar aglomerações e medidas de controle e prevenção nas unidades de saúde. Destaca-se a importância de antecipar a vacinação contra influenza.

À Secretaria Especial de Saúde Indígena – SESAI, instância do Executivo Federal e parte do Sistema Único de Saúde – SUS, cabe a tomada de medidas e ações. É fundamental fortalecer, com dotação orçamentária adicional, a SESAI, os Distritos Sanitários Especiais Indígenas – DSEIs e as Casas de Saúde Indígena – CASAIs onde indígenas doentes e suas famílias se concentram nas cidades e que devem ser adaptadas à nova situação.

Para garantir a subsistência em situações de quarentena, impõe-se o fornecimento de cestas básicas e o redirecionamento da merenda escolar para a partilha na comunidade, além da distribuição de sabão, álcool gel, equipamentos de proteção individual para pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde, além de acesso a água de qualidade. Água, hoje em dia, está frequentemente poluída por mercúrio em vários rios da Amazônia.

Atenção urgente deve ser dada para as aldeias das regiões Sul, Sudeste e Nordeste, próximas a grandes centros urbanos, onde já ocorre a transmissão comunitária. É fundamental uma articulação com lideranças, organizações indígenas e conselheiros de saúde indígena para implementação das ações de controle e vigilância da COVID-19.

Por fim, expressamos nossa solidariedade aos povos indígenas e aos profissionais, lideranças e instituições que atuam na sua proteção. E encorajamos as instituições do Sistema de Justiça a tomarem as medidas necessárias para a defesa dos povos indígenas.

Comissão Arns

Brasil está em voo cego na pandemia por falta de testagem em massa

Virology Lab Work As Europe On Coronavirus High Alert

A realização de testes em massa associada ao uso de ferramentas de localização geográfica é a forma mais eficiente de conter a difusão da pandemia causada pelo coronavírus. Isso ficou evidente em lugares em que a testagem foi amplamente feita, tais como China, Singapura, Coréia do Sul e Alemanha.

No Brasil, a tática adotada pelo ministério da Saúde comandada por Luiz Henrique Mandetta tem sido a de aplicar o teste para a presença do coronavírus naquelas pessoas que já manifestam os sintomas da COVID-19.  Algo assemelhado a examinar um paciente que dá entrada em unidade hospitalar após receber vários tiros, apenas para saber quantos tiros foram.

A razão para isso é simplesmente econômica, pois o Brasil não tem capacidade instalada para produzir o número suficiente de testes para testar todos a população e, por isso, precisa importar. Diante dessa situação, o governo Bolsonaro resolveu economizar e reduzir propositalmente a população a ser testada aos que já manifestam os sintomas mais evidentes da COVID-19.

Ao fazer isso, o Ministério da Saúde está aumentando o nível de subnotificação dos casos de COVID-19, aumentando o grau de incerteza sobre quantas pessoas já foram infectadas. Com isso, é bem possível que estejamos adentrando o mesmo terreno em que já se encontram países como Itália, Espanha e EUA, onde a quantidade de mortes está superando a capacidade até dos serviços funerários de levar os corpos ao local de enterro ou incineração.

Um dado que explicita o nível de subnotificação que está ocorrendo é o do profissionais de saúde que já foram retirados de suas atividades apenas em dois hospitais paulistanos, o Albert Einstein e o Sírio-Libanês, que não são exatamente unidades destinadas aos pobres.  Um artigo assinado pelo jornalista Pablo Pereira para o “ESTADÃO” mostrou que só nesses dois hospitais, 450 profissionais foram afastados por terem contraído ou estarem sob suspeita de terem sido infectados pelo coronavírus (ver imagem abaixo).

sirio einstein

Outro indicador claro é o número de internações por  Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) do que a média histórica semanal registrada para este período do ano, apontou estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgado na quinta-feira (26). De acordo com a pesquisa da Fiocruz, na semana entre os dias 15 e 21 de março, 2.250 pessoas foram internadas com a síndrome respiratória aguda grave.  O detalhe sinistro é que a média semanal em outros anos era de apenas 250 a 300 internações para os meses de fevereiro e março. Ainda que a  SRAG possa ser causada por outros vírus,  não há como desassociar este aumento explosivo à infecção pelo coronavírus.

O que esses dois fatos juntos indicam é que o Brasil precisa urgentemente disseminar os testes para determinar se as pessoas estão contaminadas ou não com o coronavírus, de modo a não apenas estimar a real extensão das pessoas já infectadas, mas, principalmente, para que as autoridades de saúde em estados e municípios possam orientar as melhores medidas a serem adotadas para se controlar a difusão do coronavírus. 

Sem a testagem em massa, o Brasil continuará seu voo cego e o número de mortos pela COVID-19 alcançará o previsto os piores cenários possíveis.  A hora é de se colocar a vida na frente do controle fiscal que é tão caro ao governo Bolsonaro. Testagem em massa, já!

Empresa de sementes presta serviço à população sobre alimentação saudável na quarentena

Ter uma horta contribui para hábitos mais saudáveis, além de proporcionar um momento de bem-estar e conexão

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Em tempos de distanciamento social em que é necessário estar mais tempo dentro de casa, uma das reflexões que surgiu com força nas redes sociais foi a oportunidade de rever nossos hábitos diários, incluir novas atividades e dar atenção a ações que nos conectem verdadeiramente com nossa família e com a natureza.

Fazer uma horta em casa rapidamente se tornou opção número um para quem está passando mais tempo em casa e pode ser um uma forma de ampliar a consciência sobre comer melhor e cuidar da imunidade. Atividade acessível, que pode ser realizada por pessoas de todas as idades e com ótimos efeitos para a saúde mental, o ato de plantar para colher e comer também é forte aliado na busca por comer de forma mais saudável.

A OMS indica que cada pessoa consuma 400g de frutas e hortaliças por dia. Como brasileiros, ainda estamos longe dessa marca, mas para quem planta em casa essa é uma realidade que tende a melhorar mais rapidamente. Há pesquisas que indicam que quem planta em casa compra frutas e hortaliças em maior quantidade do que aqueles que não plantam.

A empresa brasileira ISLA Sementes , há 65 anos no mercado, é pioneira também na forma de comunicar com a população. Ciente da sua importância na cadeia da alimentação saudável no Brasil, há quase uma década a empresa investe em conteúdo próprio para aproximar o consumidor do horticultor, auxiliando no entendimento sobre a importância de questões como a sazonalidade e ciclo de vida dos vegetais.

Através de seu Canal no Youtube e perfis no Instagram Facebook está disponível uma série de informações úteis para quem deseja começar a plantar agora, assim como para quem deseja aprofundar seus conhecimentos. Com nomes fáceis como “Quero ter uma horta, e agora?”, as dicas são plurais e incluem temas como onde plantar para quem tem muito espaço ou para quem só pode plantar em vasos dentro de casa, indicação de sementes para plantar em cada região do país e informações técnicas para evitar bichinhos indesejados na horta. A curadoria de receitas para cozinhar melhor em casa com hortaliças é um dos conteúdos que podem ser acessados pelo site vamoscomermelhor.com.br , que também apresenta mapas de cultivo por estação.

E, na dúvida do que plantar, o recém-lançado Consultor de Sementes pode ser uma grande aliado. A plataforma traz indicações para nos auxiliar a escolher qual a opção mais adequada para plantar na horta de casa. É bem simples de usar: respondendo duas ou très perguntas sobre conhecimento e desejos em relação ao plantio e o Consultor entrega até três opções de variedades para aqueles que querem diversificar sua colheita ou viver a primeira experiência de cultivo.

Pela hashtag #minhahorta é possível acompanhar o que pessoas de todo Brasil estão plantando em suas casas durante esse período de quarentena no Brasil.

Serviço:

Isla Sementes

Site: http://www.islasementes.com.br

Blog: vamoscomermelhor.com.b

Instagram: @islasementes

Youtube: Islasementes

Mais informações à imprensa

Hochmüller Multimídia

Amanda Ivanov

(11) 94428-0062
amanda.ivanov@hochmuller.com.br

@hochmuller_multimidia

E agora, Jair? Steve Bannon defende que Trump adote formas mais estritas de confinamento para acelerar recuperação econômica

bannon bolso

Steve Bannon, sentando ao lado do presidente Jair Bolsonaro, é considerado um guru da extrema-direita mundial

Agora é que a disputa retórica empreendida pelo presidente Jair Bolsonaro e seu “gabinete do ódio” em prol da flexibilização das medidas de confinamento social vai entrar em uma fase difícil.

É que o líder da extrema-direita e guru da família Bolsonaro, Steve Bannon, está prevendo que o presidente Donald Trump “desejará realizar um bloqueio social mais duro à medida que os EUA avançarem na pandemia de coronavírus” (ver vídeo abaixo de sua entrevista à rede FOX a partir do segundo 49).

Bannon afirmou ainda que “acho que você passa por um bloqueio mais difícil no momento e depois passa por cima”, disse Bannon., e acrescentou que “ninguém deve perder um emprego, nenhuma empresa deve sair do negócio. Temos que unir as pequenas empresas, os empreendedores para passar para o outro lado“.

Steve Bannon disse ainda à Fox News que “se você tiver que passar pelo inferno, passe o mais rápido possível“, disse ele.   Em conclusão Bannon  prognosticou que “o presidente Trump chegará à conclusão de que quero reforçar isso ainda mais, para que possamos passar por isso cada vez mais rápido e ter um reavivamento mais acentuado. Acredito que é isso que vai acontecer“.

Vamos ver agora como reage o presidente Jair Bolsonaro às posições de Steve Bannon. No mínimo será interessante ver qual será a reação.

Pacientes renais em grande risco por causa do coronavírus

Abrasrenal cobra do Governo isolamento em hospitais de campanha

hemodialise

A Aliança Brasileira de Apoio à Saúde Renal (Abrasrenal) alerta para a necessidade de o Ministério da Saúde, prefeituras e os governos estaduais adotarem medidas especiais para atender o paciente renal durante a pandemia do coronavírus. A solicitação principal é que sejam montados nos hospitais de campanha de todo o Brasil um serviço especial para concentrar os doentes renais infectados pelo COVID-19.

O diretor-geral da Abrasrenal, Gilson Silva, alerta que além de ser grupo de risco para agravamento do coronavírus, os doentes renais estão mais expostos porque precisam circular pela cidade para receber o tratamento de diálise de três a cinco vezes por semana.

“Esse é um grupo significativo da população que é obrigado a usar transporte público e transitar para dialisar, se não morre. Eles têm uma exposição maior porque já são mais suscetíveis imunologicamente e, se forem infectados, expõem os demais pacientes das clínicas de diálise. Poucos estados, até o momento, planejam criar um espaço especial para internar doentes renais no hospital de campanha. Isso precisa ser implementado com urgência pelos Estados”, destaca Gilson Silva.

De acordo com o último Censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia , há mais de 130 mil pessoas realizando diálise no país, em cerca de 700 clínicas. Até o momento, há um caso confirmado de paciente renal com COVID-19, nove suspeitos e um óbito entre os aguardando confirmação.

“A falta de realização de exames de diagnóstico de coronavírus em todos os pacientes suspeitos é um fator que aumenta ainda mais a nossa preocupação. Esses pacientes frequentam clínicas e dividem salas de diálise com outros 30, 40 doentes; todas as semanas. Em algumas clínicas, chegam a circular 400 até 500 pacientes. Precisam ir a postos de saúde para buscar medicamentos para anemia e doença óssea e também terão que ir para vacinação para gripe comum. Além disso, de acordo com o censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) 66% tem hipertensão ou diabetes, a idade média do renal é de 58 anos; sendo 35% deles acima de 65, ou seja, tem a maioria tem mais de um motivo para estar no grupo de risco”, reforça o diretor-geral da Abrasrenal.

Realidade das clínicas

Gilson Silva expõe ainda uma preocupação adicional. A situação financeira da maioria das clínicas de diálise é sabidamente ruim, com muitas acumulando dívidas por atraso de repasses e subfinanciamento do SUS à terapia, sendo que as clínicas em todo o Brasil atendem prioritariamente pacientes provenientes do SUS. De acordo com os dados mais recentes da SBN, a média nacional está em torno de 80% pacientes SUS em tratamento nas clínicas de diálise no Brasil.

O presidente da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT), Yussif Ali Mere Junior, alerta que é emergencial que o Ministério da Saúde também tenha uma atenção especial com este setor, que garante a vida de mais de 130 mil brasileiros e brasileiras que dependem da hemodiálise para sobreviver. “Diante desse quadro de pandemia, nossa maior preocupação é tratarmos diariamente de um público com debilidades específicas, aliada ao grande potencial de mortalidade que o COVID-19 pode atingir nesses pacientes”, ressalta Yussif Ali Mere Junior. Ele completa lembrando a grave crise financeira e os desafios que as clínicas prestadoras de assistência aos pacientes renais crônicos em diálise vivem historicamente.

Irlanda e o coronavírus: todos os hospitais privados são declarados públicos

A medida foi anunciada pelo ministro da Saúde, Simon Harris, que informou que a disposição permanecerá em vigor pelo período da pandemia na Irlanda

harris irlandaA medida entrará em vigor, em princípio, até 19 de abril

Este é um vírus que não conhece fronteiras e limites. Não existem opções simples, se tivéssemos, nós as teríamos adotado, mas podemos mostrar ao mundo o que pode ser alcançado com ações sustentáveis ​​de saúde pública (sic). Com estas palavras, Simon Harris, Ministro da Saúde da República da Irlanda, apresentou o anúncio para nacionalizar os hospitais privados do país. 

Em uma medida estimada em durar o tempo necessário para o tratamento de pacientes afetados pelo coronavírus, o funcionário enfatizou que as pessoas infectadas serão tratadas gratuitamente, afirmando que “não pode haver espaço para público versus privado quando se trata de uma pandemia “.

Com efeito, a disposição implica que cerca de 2.000 leitos, nove laboratórios e milhares de funcionários foram recrutados no sistema público para ingressar após serem resolvidos pelo governo nacional. 

Erro
Este vídeo não existe

Atualmente, um total de 1564 casos foram confirmados na República da Irlanda, enquanto 9 pessoas morreram devido ao coronavírus. 

No mesmo dia em que o anúncio foi feito, o primeiro ministro irlandês Leo Varadkar destacou “ações sem precedentes” diante de “uma emergência sem precedentes” que o país está tomando. 

Nesse sentido, inclui o fechamento de todas as instalações comerciais que não prestam serviços essenciais e a limitação de saídas nas ruas para evitar a circulação interna do vírus. 

Varadkar afirmou que todas essas médias serão válidas em princípio até 19 de abril, embora se calcule que possam ser estendidas de acordo com a evolução e os casos infectados. 

harris 2Simon Harris, Ministro da Saúde da República da Irlanda

O primeiro-ministro pediu que pouco mais de quatro milhões de irlandeses permanecessem em suas casas, exceto em emergências e mesmo que não pudessem teletrabalhar. Para garantir o cumprimento dessas medidas, anunciou uma maior presença de policiais e outros agentes nas ruas.

Por fim, o ministro das Finanças, Paschal Donohoe, disse que as medidas financeiras para tratar a pandemia podem representar um custo de 3,7 bilhões de euros em um período de 12 semanas. No entanto, ele enfatizou a importância de agir hoje “para evitar um desafio econômico ainda maior no futuro”.

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Este artigo foi originalmente publicado em espanhol pelo site Filo.news [Aqui!].