Vacina desenvolvida na China mostra sinais promissores para o combate ao coronavírus

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O mundo inteiro vem esperando ansiosamente pelo desenvolvimento de uma vacina  que possa acabar com a pandemia da COVID-19 que matou mais de 330.000 pessoas até  o momento.  Eis que agora, surge a primeira candidata a ser uma vacina viável, segundo artigo publicado no dia ontem (22/05) pela respeitada revista “The Lancet”, que disponibilizou o trabalho em formato digital para que os resultados alcançados por uma equipe liderada pelo professor Chen Wei, professor do Instituto de Biotecnologia de Beijing, e membro da Academia de Ciências Médicas Militares e  da Academia Chinesa de Engenharia.

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A vacina, classificada como “vetor adenovírus recombinante tipo 5” (Ad5-nCoV), atuaria como uma infecção natural e é especialmente boa em ensinar ao sistema imunológico como combater o vírus, e foi testada em 108 voluntários. Estes voluntários foram   divididos em três grupos, cada um tomando uma dose diferente da vacina.

vacina anticorposRespostas específicas de anticorpos ao domínio de ligação ao receptor e anticorpos neutralizantes do SARS-CoV-2 vivo

O estudo mostra que após 28 dias de inoculação da vacina, nenhuma reação séria foi encontrada nos participantes, indicando que a vacina parece ser tolerada por seres humanos.  Além disso,  anticorpos contra o SARS-CoV-2 começaram a aumentar nos voluntários duas semanas após a injeção, tendo atingido o pico no dia 28 do experimento.   Com base nos resultados obtidos na chamada “fase 1” do experimento,já foi iniciado o ensaio clínico de fase 2, agora com a participação de 508 voluntários envolvidos. É importante notar que  existem outras duas vacinas sendo testadas em seres humanos na China, a ShaCoVacce  a PiCoVacc.

Entretanto, ainda há dúvidas sobre a possibilidade dessa vacina ser usada para todos os grupos etários,  já que ela usa um vírus do resfriado humano vivo, porém enfraquecido, o adenovírus 5, no qual o material genético do coronavírus SARS-CoV-2 foi fundido. O vírus Ad5 é efetivamente um sistema de entrega que ensina o sistema imunológico a reconhecer o coronavírus.  Entretanto, dado que muitas pessoas já tiveram infecções anteriores com adenovírus 5, levantando preocupações de que o sistema imunológico se concentre nas partes Ad5 da vacina e não na parte SARS-Cov-2. 

Afora os elementos científicos que cercam este experimento da equipe liderada pelo professor Chen Wei, obviamente o elemento geopolítico da corrida em torno da descoberta de uma vacina eficiente para controlar a COVID-19. É que o presidente chinês, Xi Jinping, declarou que uma vacina eventualmente desenvolvida pela China seria considerada como um “bem público global“, e que esta designação seria uma a contribuição chinesa para garantir a acessibilidade e a acessibilidade das vacinas nos países em desenvolvimento”.

Uma imagem vale mais do que milhões de palavras para demonstrar a letalidade da COVID-19

Das lentes do fotógrafo Edmar Barros, o mesmo cemitério com 37 dias de separação, a clareza do impacto da COVID-19 em um cemitério em Manaus, capital do estado do Amazonas.

mesmo cemitério

Diante dessa evidência irrefutável da letalidade da COVID-19, especialmente entre os mais pobres, é que me parece que qualquer tentativa de flexibilizar o isolamento social no Brasil neste momento não pode ser caracterizado como algo menos do que um genocídio.

Por isso, aos leitores deste blog, reforço que é fundamental continuarmos o trabalho de solidariedade que é convencer todos os que são próximos, e também não tão próximos, que não é possível relativizar a gravidade que a pandemia da COVID-19 assumiu no Brasil. Cuidar de si e todos os que forem possíveis de serem alcançados. Depois a gente faz os devidos acertos políticos com quem permitiu que essa situação alcançasse o nível que está alcançando.

Ricardo Salles comete sincericídio e sugere uso da COVID-19 para enfraquecer as leis ambientais no Brasil

ricardosalles-abreNa reunião de 22 de abril, Ricardo Salles pediu que o governo Jair Bolsonaro aproveitasse a atenção da imprensa voltada à pandemia de COVID-19 para aprovar “reformas infralegais de desregulamentação e simplificação” na área do meio ambiente e “ir passando a boiada”.  

Um dos momentos mais interessantes e reveladores do que já foi mostrado na divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril veio na fala do ministro (ou seria anti-ministro?) do Meio Ambiente, o improbo Ricardo Salles (ver sequência de imagens abaixo).

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Dentre as pérolas oferecidas por Ricardo Salles está o pedido para que o governo Jair Bolsonaro aproveitasse a atenção da imprensa voltada à pandemia de COVID-19 para aprovar “reformas infralegais de desregulamentação e simplificação” na área do meio ambiente e “ir passando a boiada“.  

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Além disso, Salles afirmou que “então para isso precisa ter um esforço nosso aqui enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de imprensa, porque só fala de COVID e ir passando a boiada e mudando todo o regramento e simplificando normas”.

Salles ainda sugeriu que o governo fizesse mudanças relacionadas ao meio ambiente sem o aval do Congresso Nacional.  Para que isso seja possível, Salles ressaltou que a  Advocacia Geral da União (AGU) precisaria ficar de prontidão para eventuais contestações do governo na Justiça.  Nesse sentido, Salles afirmou que “então pra isso nós temos que tá com a artilharia da AGU preparada para cada linha que a gente avança ter uma coi … mas tem uma lista enorme, em todos os ministérios que têm papel regulatório aqui, pra simplificar“.

Em suma: para Ricardo Salles, a pandemia da COVID-19 seria proveitosa no sentido de avançar o processo de desmanche da governança e da legislação ambiental, evitando que tais mudanças tivessem que passar pelo Congresso Nacional. Se isso não for o suprassumo do oportunismo político, sinceramente não sei o que seria.

Em minha modesta opinião, será essa fala de Ricardo Salles que criará mais embaraço para o Brasil nas relações econômicas e políticas, pois fica explícito o processo de desmanche que ele comanda à frente do Ministério do Meio Ambiente. É que, ao contrário do que parecem acreditar os membros do governo Bolsonaro, o período pós-pandemia não será tão tolerante com a destruição ambiental em curso no Brasil.

Mas mais do que nunca, Salles tem carimbado na testa o rótulo de “Exterminador do meio ambiente”.  Nada mais justo para quem se aproveita de uma pandemia mortal para destruir a governança ambiental duramente construída no Brasil.

No vídeo abaixo é possível ver o momento exato da fala “passa a boiada” de Ricardo Salles.

As entranhas do governo Bolsonaro são expostas ao vivo na TV

reunião

A tarde hoje começou com uma ameaça nada velada do general da reserva e do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno Ribeiro Pereira, que chegou a falar em uma ameaça institucional caso seja aprovada a decisão de recolher o telefone celular do presidente Jair Bolsonaro (ver imagem abaixo).

carta general heleno

A manifestação do general Heleno foi entendida por muitos como uma ameaça ao Supremo Tribunal Federal às vésperas da decisão do ministro José Celso de Mello Filho sobre a liberação do vídeo completo da reunião ministerial do dia 22 de abril que terminou motivando o pedido de demissão do então ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Se a intenção do general Heleno foi realmente coagir a decisão do ministro decano do STF, Celso de Mello, a aposta foi um famoso “tiro pela culatra”, pois neste momento milhões de brasileiros já estão assistindo ao vídeo da reunião ministerial de 22 de abril no que pode ser classificada como uma exposição ao vivo das vísceras de um governo em plena pandemia da COVID-19.

Das partes que já foram mostradas, a mais significativa é a que indica que o ex-ministro Sérgio Moro efetivamente foi pressionado a mudar a direção da Polícia Federal no estado do Rio de Janeiro por causa do medo expresso pelo presidente Jair Bolsonaro de que amigos e familiares poderiam ser alcançados por investigações em curso.

Obviamente outras partes, especialmente aquela em que o presidente Jair Bolsonaro diz querer “armar o povo” para impedir uma ditadura.  Esse “armar o povo” certamente demandará a explicação a que o povo se referiu o presidente.

Com certeza, os próximos dias serão cheios de novas imagens dessa reunião, o que deverá aprofundar ainda mais a crise política que consome o Brasil em um momento que milhares de brasileiros estão morrendo por causa da COVID-19.

Para quem tiver interesse em ler a íntegra do que foi dito durante a reunião ministerial de 22 de abril, basta clicar Aqui!

Financial Times prevê mais de 100.000 mortos por COVID-19 no Brasil

APTOPIX Virus Outbreak BrazilFinancial Times prevê que número de mortos por COVID-19 no Brasil deverá ultrapassar 100.000 nos próximos meses

O jornal britânico “Financial Times”, que não chega nem de perto de ser uma versão contemporânea do “Gazeta Renana” de Karl Marx, publicou ontem um artigo assinado pelos jornalistas Bryan Harris e Andres Schiapini sob o título “Brazil emerges as a top global coronavirus hotspot” (ou em português “O Brasil emerge como um dos principais epicentros de coronavírus do mundo”).   Com base nas previsões de vários especialistas consultados, Harris e Schiapini apontam que mais de 100.000 brasileiros irão morrer por causa da COVID-19 no mundo, com a possibilidade de que este número esteja subestimado em função da flagrante subnotificação de casos e falta de uma política de testagem em massa da população.

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Entre as razões estruturais pelas quais a COVID-19 deverá ter um efeito tão devastador no Brasil está a profunda desigualdade social e econômica existente no Brasil, que torna extremamente difícil que os habitantes dos cinturões de pobreza extrema possam adotar as medidas de isolamento social que estão sendo propostas por governadores e prefeitos.  Uma expressão usada para exemplicar esta situação de superpopulação em áreas pobres,  Harris e Schiapini apontam que “as pessoas estão vivendo nas favelas umas em cima da outras”.

Um dado colocado na matéria é particularmente chocante para os que não conhecem o Brasil, pois é citada a cifra de que em 2019 ” a renda média mensal dos 1%  brasileiros mais ricos foi mais de 33 vezes a renda média dos 50% inferiores da população”. Tal desproporção de renda é que estaria alimentando a dispersão particularmente agressiva nas áreas mais pobres.

Entretanto, a matéria do Financial Times é particularmente crítica da postura adotada pelo presidente Jair Bolsonaro na gestão da pandemia da COVID-19 no Brasil, a pontos dos jornalistas incluírem a afirmação que o nosso país está enfrentando dois vírus neste momento: o coronavírus e o bolsonarovírus.  Harris e Schiapini apontam ainda que o tratamento da pandemia por Jair Bolsonaro já levou à saída de dois ministros da saúde, sendo que o último, Nelson Teich, foi substituído por um oficial militar, que não tem experiência na área da saúde ou no complexo serviço de saúde pública do Brasil.

A matéria lembra ainda que a gravidade do surto combinada com a falta de uma resposta política coerente abalou a confiança dos negócios e levou a moeda a cair.  Em função disso, desde janeiro, o real caiu 32% em relação ao dólar, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) deverá cair 7% ou mais em 2020.

O fato é que, dado o público leitor preferencial do Financial Times, esta matéria deverá repercussões sérias entre os chamados investidores internacionais. À parte da “toxicidade” do Real, a instabilidade social e política que deverá se seguir ao imenso número de mortos deverá tornar os investimentos no Brasil pouquíssimo interessantes, mesmo para especuladores do mercado financeiro.

Mas enquanto o Financial Times traça um perfil tão sombrio para a evolução da pandemia no Brasil, as elites econômicas e os governantes parecem estar em um processo paralelo de compreensão da realidade (como se vivem na “Matrix”  das irmãs Wachowski). É que apenas no dia de ontem, ouviu-se a mesma ladainha de que a vida precisa voltar ao normal e o comércio reabrir, inclusive na cidade do Rio de Janeiro onde a própria prefeitura estima que nas próximas duas semanas mais de 40.000 pessoas deverão ser infectadas pelo coronavírus.

Aliás, a cereja no bolo dos negacionistas da gravidade que a pandemia assumiu no Rio de Janeiro foi a volta aos treinos da equipe do Clube de Regatas do Flamengo. É que dada a imensa de massa de torcedores que o time tem não apenas no Rio de Janeiro, mas em todo o Brasil, as imagens dos seus jogadores batendo bola alegremente, como se não houvesse pandemia, certamente será usada em imagens televisivas para defender a volta ao trabalho.

A verdade inescapável é que se dependermos do compromisso do presidente Jair Bolsonaro e da maioria dos governadores e prefeitos, a pilha de mortos poderá ser maior do que o estimado na matéria do Financial Times. Esta é a verdade pura e simples, pois a realidade é que as elites brasileiras nunca se preocuparam com a vida (e muito menos a morte dos pobres que o modelo de capitalismo implantado no Brasil gerou). A saída para impedira concretização dos piores cenários para esta pandemia terá de sair da ação de movimentos sociais, sindicatos e da população organizada. Lamentavelmente esse esforço terá de se dar em meio à condições marcadas pela extrema miséria e pela violência do aparelho de estado, como vem ocorrendo no Rio de Janeiro nos últimos dias.

Diário do Centro do Mundo revela que apologia à tortura é o verdadeiro significado da tubaína de Jair Bolsonaro

O verdadeiro sentido da “tubaína” de Bolsonaro: gíria de quartéis para tortura por afogamento

BOLSONARO QUEM É DE ESQUERDA TOMA TUBAÍNA QUEM É DE DIREITA TOMA ...

Por Tchelo para o DCM

A falta de respeito de Bolsonaro com as vidas perdidas por causa do Coronavírus, justamente no dia em que, basicamente, morreu um brasileiro por minuto em 24 horas, vai além de uma piada tosca que rima palavras com final “ina”.

Se fosse só para desdenhar a gravidade da pandemia, Bolsonaro poderia ter usado outra rima: brilhantina, nitroglicerina, parafina, água de piscina…

A palavra tubaína não foi escolhida por acaso. Foi escolhida a dedo.

Tubaína é, na verdade, “entuba aí, né”.

O trocadilho é a forma mais pobre de se fazer uma piada. Um jogo de palavras com duplo sentido, bobo e infame que qualquer tiozão consegue fazer. Tipo, “ela queria dar o furo”, sacou?

Ao dizer que quem é de direita toma Cloroquina e quem é de esquerda, tubaína, o presidente faz pouco caso dos brasileiros que contraírem o vírus, insinuando que os que não tomarem o medicamento serão entubados.

Na verdade, repetiu uma piada interna, daquelas que só um círculo de amigos compreende. Talvez por isso tenha passado batido para a maioria das pessoas.

Ao final ele pergunta: entendeu? Deixa claro que existe um segundo sentido. Há quem diga que nos bastidores do Planalto ele faz essa piada baixa faz tempo.

Sabe-se também que tubaína é uma gíria usada em quartéis para a técnica de tortura por afogamento em que se coloca um funil na garganta do torturado e despeja-se água sem parar.

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A “tortura d´água” é uma prática que foi utilizada pela Inquisição durante a Idade Média e consistia em colocar um funil na garganta de um indivíduo e despejar a água sem parar. Tal técnica recebeu nos centros de tortura da Ditadura Militar o apelido de tubaína.

Seguida de sua risada forçada, amedrontadora, a piada de Bolsonaro tenta estimular seu gado a rir com ele, como faz em suas visitas matinais ao puxadinho do planalto.

Nessas ocasiões sempre existem alguns apoiadores que riem enlouquecidamente de suas investidas malcriadas. Será que tem gente contratada para rir dessas desgraças na tentativa de transformar as grosserias do presidente em piada, e assim aliviar o absurdos expelidos pelo seu Jair?

É, ontem foi publicada a mudança no protocolo que libera o uso da cloroquina para uso preventivo.

O próprio sujeito, que todos sabem não ser médico, diz que guarda uma caixinha do remédio para medicar sua mãe de 93 anos em caso de necessidade.

Será que ele realmente administraria o medicamento nela mesmo sabendo – ou fingindo não saber – dos riscos da automedicação?

Atingimos um novo patamar na República do Tio do Pavê.

Agora temos a Presidência do Entuba Aí Né.

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Esta postagem foi originalmente publicada pelo site “Diário do Centro do Mundo” [Aqui!].

WWF da Alemanha mostra avanço maciço do desmatamento nos trópicos durante a pandemia do coronavírus

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O WWF reclama da destruição maciça de florestas durante a crise do coronavírus. A destruição teria aumentado em até 150%. Áreas na Indonésia, Brasil e Congo são as mais afetadas.

Durante a pandemia de coronavírus, a destruição da floresta tropical aumentou enormemente em todo o mundo. Isso surge de um estudo da fundação ambiental WWF, para o qual avaliou dados de satélite da Universidade de Maryland.

“Tudo indica que estamos lidando com um efeito coronavírus quando o desmatamento está explodindo”, diz Christoph Heinrich, diretor de Conservação da Natureza do WWF na Alemanha. A área das florestas tropicais dos 18 países examinados encolheram no mês de março “Coronavírus” em 6500 km2, cerca de sete vezes a área de Berlim.

A destruição da floresta aumentou cerca de 150%

Segundo a análise do WWF, isso significa um aumento na destruição de florestas em média 150% em comparação com os anos de 2017 a 2019. Os países mais afetados em março foram a Indonésia com mais de 1300 km2, o Congo com 1000 km2 e o Brasil com 950 km2.

O Instituto de Pesquisa da Amazônia (Imazon) também registrou o desmatamento de 529 km2 na Amazônia em Abril – um aumento de 171% em relação ao mesmo mês em 2019.

Lei controversa no Congresso Brasileiro

Segundo o Imazon, muitos desmatamentos no Brasil podem ter sido causados ​​por invasores que ainda não possuem títulos de propriedade. O cientista Carlos Souza, que estuda a mudança na floresta amazônica, disse: “primeiro eles ocupam o espaço público e depois tentam obter legalmente essas áreas”.

Isso poderia ser possível no futuro com a chamada lei de apropriação de terras: este projeto de lei foi apresentado pelo presidente da extrema direita do Brasil, Jair Bolsonaro, em dezembro. O projeto será tratado no Congresso nos próximos dias. Se adotado, a nova lei legalizaria posteriormente o desmatamento ilegal e a ocupação ilegal de terras públicas antes de 2018. Internacionalmente, Bolsonaro tem sido amplamente criticado por esses e outros planos de suavizar a proteção ambiental no Brasil.

Florestas como fonte de renda na crise do coronavírus

Segundo informações da WWF, as pessoas usam a floresta em muitos lugares como fonte de renda devido a cortes de empregos. O suporte financeiro e técnico pode ajudar a conter a destruição.

Para proteger as florestas, o WWF pede apoio dos países em desenvolvimento e emergentes. A assistência técnica e financeira pode ajudar a reduzir o desmatamento ilegal. Isso inclui não apenas uma melhor aplicação das leis, mas também a criação de fontes alternativas de renda e o alívio de problemas sociais por meio das conseqüências da pandemia de coroa.

No entanto, a alavanca mais poderosa são as relações comerciais internacionais. Há uma necessidade urgente de padrões sociais e ambientais melhores e vinculativos, especialmente para cadeias de suprimentos livres de desmatamento. Segundo dados do WWF, cerca de um sexto de todos os alimentos comercializados na União Europeia contribui para o desmatamento nos trópicos. “A proteção das florestas é uma tarefa comum que ninguém pode evitar”, disse Heinrich, membro do conselho da WWF.

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Este texto foi publicado originalmente em alemão pela rede Tagesschau [Aqui!].