Às vésperas de mais um fechamento do campus, reitoria emite diversionista para ocultar papel do (des) governo Pezão na crise da UENF

Espremida entre a crescente revolta estudantil em face do atraso do pagamento de bolsas que remonta ao já longínquo mês de fevereiro e a contínua subserviência ao (des) governo Pezão, a reitoria da UENF decidiu fazer jus ao ditado criado por Romário para homenagear Pelé (que calado seria um poeta), acaba de lançar uma nota para objetivamente desqualificar as ações programadas pelo movimento estudantil em luta.

A nota é um primor de cinismo, pois faz parecer que tudo está à beira da normalidade, quando a verdade nua e crua é a própria nota reconhece no se terceiro parágrafo que 881 bolsistas estão sem ver a cor do dinheiro desde fevereiro, e que a melhor hipótese que os gestores da UENF conseguem formular é que os meses de fevereiro e março serão saldados num futuro imediato, mas desconhecido. Além disso, não é oferecida, contudo, nenhum esclarecimento sobre o pagamento referente ao mês de abril. E olha que já estamos chegando à metade do mês de maio!

A reitoria da UENF também presta um grande desserviço à verdade quando imputa a situação de penúria financeira que as universidades estaduais estão sendo submetidas à crise financeira em que o estado do Rio de Janeiro foi mergulhado pelos (des) governos comandados por Sérgio Cabral e Luiz Fernando, o Pezão. A verdade é que dinheiro, muito dinheiro, continua existindo para determinados negócios, enquanto as universidades são asfixiadas, vivendo momento de completo caos financeiro que compromete as suas atividades essenciais.

Mas o certo é que a imensa maioria da comunidade universitária da UENF já sabe que a reitoria é parte do problema, e não da busca por soluções. E que neste momento, a solução passa direta e explicitamente pela capacidade de mobilização dos sindicatos, em especial do Diretório Central dos Estudantes. Simples assim!

Nota da Reitoria

A Reitoria da UENF informa à comunidade acadêmica que encontram-se em dia os pagamentos de todos os bolsistas do Auxílio Cotas, cujos recursos são oriundos da própria Universidade, beneficiando 1.187 estudantes incluídos nos programas de Combate à Pobreza dos governos federal e estadual.

Assim como também estão em dia os pagamentos dos alunos dos programas Cota 100 Faperj, totalizando 60 bolsas de Doutorado e 40 bolsas de Mestrado; Capes, com 206 bolsas de Doutorado e 175 de Mestrado; 169 bolsas do PIBIC/CNPq e as bolsas de pós-graduação financiadas pelo CNPq.

Informa também que já conseguiu a liberação dos recursos descentralizados Faperj e já emitiu a Programação de Desembolso (PD) dos meses de fevereiro e março das bolsas que atendem aos alunos de Doutorado (95), Mestrado (55), Residência Médica Veterinária (18), Apoio Acadêmico, Apoio ao Ensino, Estagiário 2º Grau, Estagiário Nível Superior, Extensão, Iniciação Científica e Tecnológica, Monitoria, totalizando 596 alunos; e dos Professores Pesquisadores de Apoio Ensino, Professor Visitante, Universidade Aberta, Pré-Vest, Teorema e Multiplicadores, totalizando 285 beneficiados. A Reitoria informa ainda que, aguarda a execução das referidas PDs pela Secretaria de Estado de Fazenda para breve.

Mesmo diante da crise financeira em que o estado do Rio de Janeiro se encontra, consideramos que os processos de pagamentos de fornecedores de materiais, de serviços e mesmo algumas modalidades bolsas estão próximas da regularização e que a Reitoria da UENF continuará fazendo ações para que todos os pagamentos sejam normalizados o mais breve possível.

Silvério de Paiva Freitas
Reitor da UENF

FONTE: http://www.uenf.br/dic/ascom/2015/05/11/nota-da-reitoria-11-05-15/

Cansados do descaso do (des) governo Pezão, estudantes da UENF trancam novamente a BR-101

Apesar da mídia local ter majoritariamente ignorado o fato, estudantes da UENF trancaram a BR-101 no trecho que passa pelo rodoviária de Campos dos Goytacazes para protestar contra a falta de pagamento de bolsas acadêmicas que já entra no terceiro mês. A situação das bolsas é apenas a ponta do iceberg da greve crise financeira que está sendo imposta na universidade pelos cortes orçamentários realizados pelo (des) governo Pezão.

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Além de ter tido as linhas telefônicas cortadas, a UENF agora está sem papel higiênico nos banheiros, e fornecidas pela reitoria da UENF confirmam atrasos nos pagamentos de serviços essencias como água e eletricidade. 

Em resposta a este processo de desmanche é que os estudantes foram ontem à BR-101 para protestar. No dia de hoje uma assembléia reunindo toda a comunidade universitária da UENF deverá discutir atividades que complementem os esforços sendo realizados pelos estudantes nas últimas semanas.

O Diário noticia mobilização de amanhã na UENF

Crise na Uenf leva alunos e professores à Alerj

Isaías Fernandes 

Caderno especial do aniversário e Campos  UENF Foto Isaías Fernandes

A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), considerada a 11ª melhor do Brasil e a primeira no Estado do Rio de Janeiro, está passando por uma verdadeira crise. Assunto de matéria na edição de domingo (08) do Jornal O Dia, a universidade está com problemas que vão desde verba para pagamento das contas de luz e água até para manter projetos e pagamento atrasado dos bolsistas. Porém, o que mais preocupa é o corte de R$ 19 milhões no orçamento para 2015.

Para tentar resolver a situação, professores e alunos irão à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) ainda esta semana.

A secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) informou que todos os pagamentos à Faperj estão sendo negociados junto à instituição, mas ainda não há prazos.

Leia a matéria completa sobre este assunto na edição impressa do Jornal O Dário desta terça-feira (10).

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/crise-na-uenf-leva-alunos-e-professores-a-alerj-19557.html

Reitor da UERJ suspende início do semestre por causa da crise financeira causada pelo (des) governo Pezão

UERJ adia início do semestre para 23 de março

ricardo

O Reitor Ricardo Vieiralves assinou o Ato Executivo de Decisão Administrativa Nº 005 considerando: 1) A grave crise fiscal que atravessa o Estado do Rio de Janeiro, com consequências sobre a UERJ; 2) A obrigação de zelar pela segurança dos indivíduos e pelo patrimônio público; 3) 0 dever de ofertar as condições necessárias para o funcionamento da UERJ; 4) 0 compromisso com os estudantes, técnico-administrativos e docentes com a educação de qualidade; 5) A ausência momentânea de solução por parte do Estado para o problema de pagamento de empresas terceirizadas responsáveis pela limpeza, segurança externa e manutenção.

Leiam o documento abaixo!

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DCE/UENF lança carta aberta à população sobre crise financeira na universidade

Carta Aberta do Diretório Central dos Estudantes Apolônio de Carvalho – DCE UENF

A situação da Universidade Estadual do Norte Fluminense está cada vez pior, iniciamos 2015 à beira do caos. O governo federal vem realizando uma série de ajustes fiscais que têm impactado diretamente as políticas de educação.

Da mesma forma o governo estadual cortou uma importante parcela do orçamento das universidades estaduais, afetando diretamente os pagamentos de contas de energia, água, telefone, segurança terceirizada, Programa Estadual de Integração na Segurança, inclusive o repasse dos recursos para o Restaurante Universitário e a contratação de professores auxiliares (bolsista de apoio ao ensino).
Além disso, as bolsas estudantis de todas as modalidades estão em atraso há dois meses, prejudicando diretamente a manutenção dos estudantes na Universidade.

Outro reflexo do arrocho orçamentário imposto pelo governo do estado é o descumprimento dos acordos firmados com o movimento estudantil ainda em 2014 durante a greve geral, dentre eles o aumento das bolsas de permanência, em equiparação com a UERJ, e a criação do auxílio-moradia.

Não podemos esquecer da corriqueira e constante omissão da reitoria, que covardemente se esconde diante suas responsabilidades e não cumpre a missão de representar a comunidade “uenfiana”, além de não preocupar-se em informar os estudantes quanto a data dos pagamentos das bolsas em atraso.

Na tentativa da resolução destes impasses o movimento estudantil tem se mantido mobilizado, inclusive com a colaboração de outras categorias organizando uma série de atividades para que o governo possa à UENF a atenção merecida.Buscamos o apoio da população, representações sociais, outras entidades estudantis, do meio político e atenção do Governo para regularizar a situação de nossa universidade.
Campos dos Goytacazes, 05 de Março de 2015.
dce

UENF e as evidências da crise causada pelos cortes financeiros ordenados por Pezão: linhas telefones mudas por falta de pagamento

Acabo de receber a informação de que as linhas telefônicas que existem na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) foram cortadas por falta de pagamento. Se esse fato se confirmar, o mesmo vem se somar ao atraso no pagamento de diversas modalidades de bolsas acadêmicas em todas as três áreas “finalísticas” da UENF, quais sejam, ensino, pesquisa e extensão.

Ainda que no ano passado também ocorrido esse “emudecimento” das linhas telefônicas, o problema agora parece ser mais grave, visto que os cortes orçamentários determinados pelo (des) governo Pezão deixam a UENF sem quaisquer perspectivas de poder honrar suas muitas pendências financeiras.  E a dúvida que muitos têm agora é sobre qual será o próximo serviço essencial a ser cortado. Se for a eletricidade, o fechamento das portas será rápido e implacável.

É preciso lembrar que enquanto a UENF e as outras universidades estaduais estão sendo asfixiadas financeiramente e têm suas atividades básicas comprometidas severamente, o (des) governo do Rio de Janeiro mantem generosas isenções fiscais que, estas sim, sangram o tesouro estadual.

Estudantes da UENF preparam mobilização e lançam panfleto bastante esclarecedor

O panfleto abaixo está sendo circulado pelo movimento estudantil da UENF para explicitar as razões da mobilização que está em curso dentro da universidade. A leitura do conteúdo deste material mostra que os estudantes entendem perfeitamente as causas do processo de estrangulamento pelo qual a UENF passa neste momento.

Panfleto uenf

Por outro lado, o panfleto aponta que no próximo dia 10/03 haverá um ato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) para cobrar que os parlamentares se empenhem na resolução dos diversos problemas que estão comprometendo o próprio funcionamento da UENF.

A política da avestruz. Essa é a fórmula da reitoria para enfrentar a crise financeira causada pelo governo Pezão na UENF

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As bolsas dos estudantes estão atrasadas? As contas de água e luz estão vencidas? Os direitos trabalhistas dos servidores estão ameaçados? O que fazer frente essa situação aflitiva que decorre da asfixia financeira imposto pelo (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, sobre as universidades estaduais do Rio de Janeiro?

Bom, se depender do que foi dito pelo vice-reitor da UENF na reunião do Conselho Universitário desta sexta-feira (27/02), a saída é adotar a política da avestruz de enterrar a cabeça na areia toda vez que se sente ameaçada.  

É que segundo o que me foi narrado por um membro desse conselho superior, o vice-reitor, Edson Corrêa da Silva,  indicou que, como o pessoal do Palácio Guanabara não gosta de ser cobrado, a saída para os múltiplos problemas ocorrendo na UENF neste momento é esperar até que a instituição seja lembrada pelos (des) governantes do Rio de Janeiro.

Mas a sugestão oferecida pelo vice-reitor  vai mais longe ainda no uso da tática “avestruz”. É que segundo o que narrado, a sugestão do vice-reitor é que a comunidade universitária da UENF deve esperar a boa vontade dos (des) governantes, preferencialmente calada e sem fazer ruídos!

O problema, como disse um dia Garrincha ao técnico Vicente Feola na Copa de 1958, é que alguém precisa combinar o uso da tática avestruz com os russos que, no caso da UENF, são seus estudantes, professores e servidores!

 

O Diário: Uenf pede socorro para o estado que diminuiu verba

Isaías Fernandes
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Professor Pedlowski afirma que corte no orçamento vai promover um verdadeiro caos

A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) passa por dificuldades e será afetada com cortes do governo do Estado do Rio de Janeiro. De acordo com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) a Uenf terá em 2015, R$ 190.787.439,00 em caixa. Porém, segundo o Diário Oficial de 26 de janeiro, o orçamento da universidade para 2015 é de pouco mais de R$ 153 milhões, o que representa um corte de quase R$ 38 milhões.

Membro do Conselho de Representantes da Associação de Docentes da Uenf, Marcos Pedlowski disse que o orçamento inicial já era insuficiente e com o corte será um caos. Segundo ele, somente “a folha de salários da Uenf deverá chegar a R$104 milhões, o que deixaria cerca de R$49 milhões para outras despesas, incluindo pagamento de bolsas acadêmicas e serviços básicos”.

A Seplag informou que “o orçamento da Uenf para 2015 é de R$ 190.787.439,00, segundo a Lei do Orçamento Anual. Atualmente, há um Limite de Movimentação de Empenho que, no caso da Uenf, é de R$ 153.063.057,00. Este valor poderá ser revisto em abril, dependendo da evolução da capacidade de receita do Estado, após o primeiro trimestre”. A assessoria de comunicação da Uenf foi contatada, mas até o fechamento da edição não respondeu. No dia 12, a reitoria da Uenf se reuniu com representantes da Seplag para pedir reforço no orçamento.

Crise

Segundo o Extra na edição do último domingo, o corte de gastos do governo do Rio, que até o final do ano pode chegar a R$ 144 milhões, poderá ampliar antigos problemas das universidades estaduais. Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro faltam 572 professores concursados sob o risco de disciplinas não serem abertas este ano. Já o Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo), a obra da sede está paralisada e funciona nos fundos de uma escola estadual.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/uenf-pede-socorro-para-o-estado-que-diminuiu-verba-19078.html

Em nota “Pôncio Pilatos”, reitoria da UENF dá informe sobre atraso no pagamento de bolsas acadêmicas

Em uma bizarra nota apócrifa que segue logo abaixo, a reitoria da UENF informa que finalmente serão pagas diversas modalidades de bolsas referentes ao mês de Dezembro de 2014 (!), e aproveita para comunicar que bolsas ainda não pagas do mês de janeiro continuam sem previsão para pagamento.

Se a vida de centenas de pessoas não estivesse sendo afetada por essa situação esdrúxula, eu diria que a forma como a reitoria da UENF aborda essa situação beira o cômico. Mas como os problemas causados por esses atrasos estão afetando e muito o cotidiano de estudantes e profissionais contratados em condições precárias, eu digo que a nota da reitoria é trágica, com pitadas de lavada de mãos à la Pôncio Pilatos.

È importante notar que enquanto submete a UENF a este arrocho sem precedentes, Pezão esteve no Sambódromo e com um camarote que ficou lacrado para impedir o trabalho da imprensa.

Nota da Reitoria

A Reitoria informa que foram executadas nesta quinta-feira, 19/02/15, as Programações de Desembolso (P.D.s) referentes ao pagamento do restante das bolsas de dezembro/2014 (pré-Vest, Universidade Aberta, Multiplicadores, Pesquisador de Apoio Acadêmico e Professor Visitante).

Sendo assim, o dinheiro deverá entrar na conta dos bolsistas nesta terça-feira, 24/02/15.

Quanto ao pagamento das bolsas de janeiro que ainda não foram pagas, a Reitoria ainda aguarda um posicionamento da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) autorizando a descentralização dos recursos Faperj.

A Reitoria espera que esta questão seja normalizada o mais breve possível, evitando, assim, maiores transtornos financeiros para os bolsistas e possibilitando o restabelecimento da normalidade das atividades acadêmicas.