Entrevista no programa “Faixa Livre” sobre o atraso no pagamento dos salários dos servidores

 

faixa livre

A convite da produção do programa “Faixa Livre”  concedi hoje ao economista Paulo Passarinho uma entrevista sobre o escandaloso atraso salarial que está afetando a vida de mais de 200 mil servidores que ainda não receberam os seus salários de Abril.

Nesta entrevista procurei enfatizar o caráter seletivo da aludida crise financeira que afeta o Rio de Janeiro neste momento, enfatizando o ataque concentrado que está sendo realizado contra as universidades estaduais.

Quem tiver interesse em ouvir a íntegra desta entrevista, basta clicar abaixo

(Des) governo Pezão impõe com sucesso a sua agenda de maldades contra os servidores públicos

pezão

A aprovação do projeto de Lei 2885/2017 pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) representa um triunfo inequívoco da política de privatização do estado pelo cambaleante (des) governo Pezão.  Até as concessões mínimas que foram colocadas para dar uma tintura de respeito aos servidores são parte da vitória sobre os servidores e a população que depende de seus serviços.

Assim, apresentar essas concessões como algum tipo de minimização do impacto devastador que esse projeto terá sobre os servidores é no mínimo ingênuo.  Mas como não há atualmente qualquer espaço para a ingenuidade, quem propala que a manutenção formal de direitos constitucionalmente garantidos representa algum tipo de vitória não está ao lado da verdade.

A verdade é que com a aprovação do aumento do recolhimento previdenciário e da adesão às draconianas medidas que estão sendo ditadas pelo governo “de facto” de Michel Temer, o Rio de Janeiro acaba de se transformar num laboratório avançado para a destruição dos serviços públicos no Brasil. Isso ficará claro quando os primeiros efeitos dessas medidas começaram a ser sentidos pelos servidores.  Aí a debandada que já está ocorrendo em determinados setores se ampliará, pois quem puder vai querer ver o serviço público pelas costas.  Além disso, como o (des) governo Pezão já tem no forno um Programa de Demissões Voluntárias (PDVs) é quase certo que essa situação vai explodir a qualquer momento.

Obviamente o grande perdedor disso tudo será o estado do Rio de Janeiro que se verá na condição de um exportador de cérebros, seja interna ou externamente.  Essa evasão de cérebros que já está ocorrendo na área da saúde vai se estender a outros setores estratégicos do serviço público, e terá um efeito devastador sobre a  capacidade fluminense de sair da crise em que anos de governos cleptocráticos afundaram o Rio de Janeiro.

Alguém poderia me perguntar se não estou exagerando na avaliação do tamanho da derrota imposta aos servidores e das conseqüências sobre o serviço público fluminense. Na minha modesta opinião,  não há nada de exagerado no que estou dizendo. Afinal,  o plano gestado pelo (des) governo Pezão passou em sua totalidade e, como no caso da privatização da CEDAE, praticamente sem resistência. Daí para se prever que os aspectos mais draconianos dessas legislações serão aplicados em sua totalidade não chega a ser um exercício tão difícil.

Uma pergunta que sempre aparece se refere ao fato de que se existe alternativas factíveis para se enfrentar as medidas ultraneoliberais do (des) governo Pezão. A resposta é do tipo “só não há saída para a morte”. Entretanto, para que o enfrentamento possa se dar em condições mais sólidas há primeiro que se parar de dourar a pílula amarga e se dizer a verdade aos servidores sobre o tamanho da derrota. Sem isso, continuaremos mergulhados naquilo que chamo de “oposição alegórica”  que é aquela onde se aplica um fino verniz de resistência ao projeto de desmanche, enquanto se negociam migalhas de forma setorizada. E os resultados dessa oposição alegórica já estão ai para serem medidos. Resta saber se haverá direção política para mudar o rumo dos acontecimentos.

 

Calote salarial e farra fiscal: duas faces trágicas do (des) governo Pezão

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O (des) governador Luiz Fernando Pezão (PMDB): mãos dentro dos bolsos só para os servidores, pois para as corporações elas ficam sempre bem abertas. Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo.

À luz das revelações de que existem recursos para pagar os salários atrasados dos servidores estaduais do Rio de Janeiro e da volta a todo vapor da farra fiscal pelo (des) governo Pezão, produzi mais um vídeo no canal do blog do Youtube para expressar a minha opinião sobre essa situação escabrosa.

Uma coisa é cada vez mais clara sobre a crise que o Rio de Janeiro: a sua intrínseca natureza seletiva.

Anaferj desmascara novamente (des) governo Pezão: servidores passam fome, mas não é por falta de dinheiro em caixa

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O blog da Associação dos Analistas da Fazenda Estadual do Rio de Janeiro (Anaferj) acaba de publicar mais daquelas postagens que misturam alto grau de didatismo com números produzidos pelo próprio (des) governo Pezão para demonstrar que há efetivamente ação perversa para deixar mais de 200 mil servidores de joelhos, enquanto se avança o projeto de destruição do serviço público estadual  (Aqui!).

É que baseados nos relatórios das contas públicas referente ao 1o. quadrimestre de 2017, o pessoal da Anaferj demonstra que neste período houve um saldo de caixa de mais de R$ 4 bilhões! Em outras palavras, a inexistência sequer de um calendário de pagamentos para o mês de Abril reflete apenas uma decisão de manter essa parte do funcionalismo público em completo caos financeiro, de modo a facilitar o avanço do pacote de Maldades do (des) governo Pezão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Esse tipo de ação é típica de um (des) governo comprometido com a privatização do Estado e  a manutenção de privilégios fiscais e econômicos para as corporações econômicas, especialmente os bancos e as empresas multinacionais.

Por isso é tão importante entender esse processo que pune os servidores e aposentados de um lado, enquanto de outro se mantem intocado o fluxo de benesses para empresas que, surpresa das surpresas,  não raramente são grandes financiadoras das campanhas eleitorais do PMDB e dos seus aliados no (des) governo do Rio de Janeiro.

Finalmente, é fundamental circular amplamente as informações sintetizadas pela Anaferj, pois é urgente desmistificar a narrativa de que não se paga aos servidores porque não existe dinheiro em caixa. Dinheiro existe, o que falta é a necessária pressão sobre o (des) governo Pezão para que pare de humilhar os servidores e beneficiários do RioPrevidência. Simples assim!

 

Governo acumula 4 bi em caixa, enquanto servidores passam necessidade

Saiu no DOERJ de 26/05/2017 os relatórios das contas públicas referentes ao primeiro quadrimestre de 2017.

Em números macro, o governo arrecadou 19 bi. no primeiro quadrimestre. Empenhou 23 bi de despesas e liquidou 19 bi. Até aí estamos falando de um déficit contábil de 4 bilhões.

Mas os valores das despesas efetivamente pagas somaram 15 bi.

Ou seja, o governo fechou o primeiro quadrimestre com um déficit contábil, mas com superávit em caixa de 4 bi caixa. 4,2 bi pra sermos exatos. Duas folhas inteiras.

Esses números são demostrados claramente nas páginas 3 e 4 no relatório de Balanço orçamentário:

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O governo estadual poderia, se quisesse, dar aos servidores a mesma prioridade que dá ao grupo Prol nos pagamentos. mas prefere deixar o servidor em desespero para aceitar qualquer coisa pra voltar a ter o salário em dia, até mesmo perder 3% dele.

Glossário:

Empenho:

Ato emanado de autoridade competente, que cria para o estado a obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição; a garantia de que existe o crédito necessário para a liquidação de um compromisso assumido; é o primeiro estágio da despesa pública.

Liquidação:

Verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito.

Pagamento:

Último estágio da despesa pública. Caracteriza-se pela emissão do cheque ou ordem bancária em favor do credor.

Fonte: Tesouro Nacional.

FONTE: http://anaferj.blogspot.com.br/2017/06/enquanto-servidores-passam-necessidades.html

A crise seletiva do Rio de Janeiro mostra novamente a sua cara

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Faz tempo que venho insistindo na tese de que o Rio de Janeiro vive essencialmente uma crise financeira de caráter altamente seletivo. É que de um lado ficam os servidores e beneficiários do RioPrevidência jogados à mercê da própria sorte (e junto com eles a parcela da população que depende dos serviços públicos), enquanto de outro ficam empresas e corporações que possuem como traço comum indícios de relações pouquíssimo republicanas com o (des) governo comandado pela dupla Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão (afinal esse é o mesmo grupo que controla o executivo fluminense desde 2007!).

Hoje (04/06)  o G! publicou uma matéria assinada pelo jornalista pelo jornalista Marco Antonio Martins que, mais uma vez, explicita a seletividade da crise que atravessa o Rio de Janeiro ao reportar que apenas em 2017, o (des) governo Pezão pago em torno de R$ 91 milhões a empresas na chamada Operação Lava Jato (Aqui!).

seletiva

A matéria mostra ainda que quem mais recebeu em 2017 do (des) governo Pezão foi o Grupo Prol, do empresário Arthur Cezar Menezes, que é mais conhecido como Rei Arthur.  Antes conhecido como Grupo Facility, o Prol é composto por empresas de limpeza, portaria e alimentação.  Além disso, as empresas do Grupo Prol possuem os maiores contratos de terceirização de mão de obra no RJ. 

Diante de mais essa evidência da seletividade da “crise” financeira do Rio de Janeiro, cresce a obrigação das representações sindicais de usarem todas as armas possíveis para colocarem em xeque o (des) governo Pezão. É que não se pode mais tolerar que os direitos básicos de centenas de milhares de servidores sejam pisados em prol do fluxo de caixa para empresas terceirizadas que, acima de tudo, prestam serviços de péssima qualidade para a população fluminense.

Blog da Anaferj aborda problemas e contradições da farra fiscal do (des) governo Pezão

O Blog da Associação dos Analistas da Fazenda Estadual (Anaferj) publicou postagem sobre os montantes envolvidos na farra fiscal iniciada pelo ex-(des) governador Sérgio Cabral e continuada no (des) governo Pezão, tendo como base o relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que resultou na reprovação das contas de 2016.

E o que mais espanta é o valor total das isenções entre 2007 e 2016 que chegou a estratosféricos  R$ 218.666.877.350, sendo que a renúncia efetiva é de R$ 56.832.412.750.

Diante dos números disponiblizados pela ANAFERJ é que fica ainda mais gritante a natureza descarada do arrocho salarial está sendo cometido contra os servidores estaduais em nome de uma austeridade fiscal que não chega nem perto de empresas que, inclusive, estão sendo flagradas em esquemas pouco republicanos nas diversas operações policiais que já levaram para a cadeia o ex (des) governador Sérgio Cabral e vários dos seus ex (des) secretários.

Mas como o que está ruim sempre pior ainda mais, a ANAFERJ nota que o Tribunal de Justiça cassou ontem a liminar que proibia RJ de conceder benefícios fiscais, dando assim carta branca para que o (des) governador Pezão possa continuar a farra fiscal, mesmo num quadro que mais de 200 mil servidores ainda sabem sequer o calendário do pagamento do salário de Abril (sendo que já estamos em junho!).

Enfim, está cada vez mais claro  que a crise que está ocorrendo no Rio de Janeiro é acima de tudo seletiva, mas muito seletiva mesmo: de um lado perdem os servidores e, de outro, ganham sempre os capitalistas.

Abaixo segue a postagem da Anaferj na sua íntegra. Vale a pena a leitura!

Dois dias após relatório de TCE apontar irregularidades, TJ autoriza a concessão de novas Isenções Fiscais

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O relatório do TCE que reprova as contas de 2016 do governo é extenso. São 640 páginas que a grande maioria dos cidadãos de nosso Estado não terão a oportunidade ou tempo de ler.

Ainda estamos digerindo esse grande volume de informações, mas no capítulo do resumo que trata das isenções fiscais chamou a atenção o seguinte trecho na página 40:

Conforme constatado em auditorias realizadas por este Tribunal, concluiu-se que o estado não dispõe atualmente de mecanismos confiáveis de aferição e controle de benefícios fiscais.

É o seguinte o quadro consolidado referente ao montante pertinente à renúncia de receita no período compreendido entre 2007 e 2016:

Anos Benefícios declarados Total das exclusões Renúncia efetiva
2007-2016 218.666.877.350 161.834.464.600 56.832.412.750

Fonte: DUB-ICMS 2007 a 2016. Valores históricos.

As exclusões declaradas pela SEFAZ estão sendo objeto de questionamento nos autos do Processo TCE-RJ 106.302-6/16, onde foram detectadas diversas fragilidades e inconsistências, como a subavaliação da renúncia fiscal efetiva, metodologias inadequadas para o cálculo do montante da renúncia e a ausência de validação das informações prestadas pelos contribuintes para o cálculo da renúncia efetiva de receita a ser considerada nas estimativas que devem constar das peças orçamentárias.

Além disso, auditoria realizada na Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado – CODIN detectou irregularidades relevantes na concessão de benefícios, como a ausência de estudo de impacto orçamentário-financeiro previamente à concessão de benefícios tributários, fruição irregular de benefícios fiscais, inexistência de acompanhamento estruturado e sistemático dos requisitos e contrapartidas das empresas beneficiárias de incentivos fiscais, ilegalidade no ato de concessão de benefícios fiscais, e ausência de transparência do processo decisório de concessão de benefícios fiscais.

O Tribunal de Contas aponta falhas na aferição, controle e mesmo nos critérios de concessão desses benefícios.

O noticiário policial têm diariamente nos demostrado de que forma eram feitas as negociações do Estado com as empresas durante a gestão de Sérgio Cabral. Isso coloca em suspeita TODAS as isenções fiscais do período Cabral. Inclusive já existe condenação no caso Michelin.

Parece que ninguém mais se lembra, mas Sérgio Cabral pertence ao mesmo grupo político do atual governador. Um era vice do outro e Cabral que foi o avalista da campanha de Pezão. Ou estamos em amnésia coletiva?

A esmagadora maioria dos Secretários de Estado de Pezão são oriundos do Governo Cabral.

Nesse cenário extremamente delicado, o nosso Tribunal de Justiça autoriza esse grupo político a fazer ainda mais renúncia fiscal.

Lamentamos profundamente essa decisão do Tribunal que coloca em risco o futuro de nosso Estado em um momento em que os servidores estão sendo confiscados em seus vencimentos para cobrir o rombo dessa gestão temerária.

Do G1:

“Tribunal de Justiça cassa liminar que proibia RJ de conceder benefícios fiscais”

Para desembargadores, manutenção da decisão de primeira instância poderia causar ‘graves prejuízos’ ao estado. Liminar estava em vigor desde outubro.

FONTE:  http://anaferj.blogspot.com.br/2017/06/dois-dias-apos-relatorio-de-tce-apontar.html

(Des) governo Pezão e sua infinita disposição para prejudicar os servidores estaduais

 

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O (des) governo Pezão vai sobrevivendo aos trancos e barrancos, mas isto não impede que continua aplicando sua agenda de destruição dos direitos dos servidores. A última “novidade” é a aplicação de medidas que visam restringir o cumprimento dos planos de cargos e salários sobre os quais não possui efetivo direito de intervir, já que são todos aprovados por leis específicas que não podem ser simplesmente ignoradas sob pena de incorrência na prática de improbidade administrativa (Aqui!).

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Por isso mesmo, o (des) governo Pezão está adotando a tática “esperta” de impor restrições para o cumprimento das promoções enquadramentos.  

É importante notar que no caso das universidades estaduais que possuem estatuto especial em termos de autonomia administrativa garantido pela Constituição Federal, esta interferência em progressões e enquadramentos é ainda mais ilegal.  

Tanto que no caso da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) já estão sendo tomadas medidas judiciais para garantir o direito dos servidores. Lamentavelmente, no caso da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), a medida foi aceita de forma passiva e, pior, sem que a reitoria tenha informado formalmente a todos os servidores sobre esta decisão ilegal do (des) governo Pezão.

O que mais este ataque demonstra é que os sindicatos dos servidores não podem se dar ao luxo de tratar o (des) governo Pezão como um doente terminal e esperar letargicamente pela sua queda via meios judiciais ou policiais.  O fim prematuro desse (des) governo só se dará se os sindicatos e associações que representam os servidores pressionarem também os deputados estaduais que continuam votando medidas de arrocho contra os servidores, enquanto salários continuam atrasados e direitos são confiscados ilegalmente.

Por último, há que notar que, enquanto massacra e humilha os servidores, o (des) governo Pezão continua lutando e ganhando na justiça para poder continuar a farra fiscal que já custou mais de R$ 200 bilhões aos cofres estaduais (Aqui!). O incrível é que no caso da renovação do direito de continuar a farra fiscal, os desembargadores consideraram que a proibição dada em primeira instância “poderia causar danos irreversíveis ao estado, principalmente em um momento de grave crise financeira.”  Essa é aquele tipo de decisão que mostra que não vai ser pela judicial que o (des) governo Pezão não cairá simplesmente pela vontade da justiça, pois demonstra que sua política privatista encontra ecos dentro do Tribunal de Justiça cujos desembargadores continuam recebendo seus polpudos salários religiosamente em dia.

É como eu venho dizendo faz tempo, a crise que o Rio de Janeiro atravessa é seletiva, mas muito seletiva. É que no caso dos servidores, Pezão se comporta como “Edward mãos de tesoura”. Já para as corporações  privadas, o comportamento de uma imensa hospedaria para os mais ricos ficarem ainda mais ricos.

Com a palavra o Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais (MUSPE) e os sindicatos e associações que o formam.  

Vitória do (des) governo Pezão e o necessário balanço do papel dos sindicatos na derrota dos servidores

O moribundo (des) governo Pezão obteve uma apertada vitória no dia de ontem (24/05) impondo um confisco salarial na forma de aumento da contribuição previdenciária. O placar de 39 a 26 representa uma clara regressão do controle que o PMDB já teve na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) onde Sérgio Cabral costumava dar de goleada na oposição.

Mas apesar desse placar magro, o fato é que um (des) governo completamente agonizante conseguiu jogar sobre as costas dos servidores parte do custo de suas próprias peripécias pouco republicanas com o dinheiro público, e que já colocou na cadeia o  ex (des) governador Sérgio Cabral e vários dos seus (des) secretários, e ainda ameaça levar para lá membros da atual administração comandada pelo (des) governador Pezão.

Ainda que se possa querer culpar (com justeza é preciso frisar) parte considerável dos deputados governistas, os quais também estão ameaçados por diversas operações de investigação policial em curso no Rio de Janeiro, por seu voto anti-servidor e a Polícia Militar pelo uso excessivo da violência contra uma manifestação pacífica dos servidores, o fato é que não pode se deixar de observar que a imensa maioria dos sindicatos e associações que dizem representar os servidores não estiveram à altura da tarefa de defender seus representados.

Quero aqui pontuar o caso da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) onde em menos de 12 horas se decidiu e realizou uma paralisação de 24 horas contra o aumento previdenciário, e também se foi capaz de organizar um ato político na Rodoviária Jorge Roberto da Silveira. Uma das coisas que mais mostrou que é possível mobilizar até os que normalmente não participem de atividades de rua é o oferecimento de uma linha política clara e que eleva os servidores para além da reclamação letárgica contra males genéricos de um (des) governo que já nem deveria existir, mas que continua castigando os servidores.

A verdade é que sem método claros de ação ninguém é mobilizado ou, muito menos, se dispõe a participar de enfrentamentos com as forças de repressão. Tampouco adiante se isolar nas redes sociais existentes na internet, desconhecendo o fato objetivo que muitos servidores já perderam a capacidade até de colocar comida em suas mesas.  A noção de que apenas com propaganda no Facebook e outras redes sociais se mobiliza milhares de servidores que hoje se encontram em completo desespero financeiro não só é pífia, como se reveste de um elemento pernicioso que é o de efetivamente não estabelecer o necessário diálogo com a população.

Para completar há que se notar que muitos dirigentes sindicais tratam seus sindicatos como extensões de suas organizações políticas ou, pior, de suas famílias. O aparelhamento de sindicatos e seu alinhamento com usos e costumes que nada têm a ver com o cotidiano dos servidores soma outra camada de desmobilização que serve apenas para que o (des) governo Pezão continua em pé e, pior, realizando novos ataques .

Mudar esse cenário não será fácil, mas não há outra saída se não quisermos ver mais corrosão em direitos que foram obtidos de forma sempre dura e demorada.  Para começo de conversa, as direções sindicais vão ter que sair da posição cômoda de tratar de forma particularizada a concessão de pequenos farelos para suas categorias. Depois disso há que se vencer a apatia e a acomodação que reina na maioria dos servidores.  Mas isso só será possível, se a apatia e a acomodação for vencida primeiramente dentro dos sindicatos.  

Finalmente, uma coisa positiva a se ressaltar. Nas ruas o repúdio a Pezão e seu (des) governo está muito alto. Derrubar esse (des) governo não é tão difícil quanto parece. Basta querer mobilizar a sua derrubada como uma tarefa cotidiana.

Reitoria da Uenf lança nota de solidariedade aos servidores em luta contra o pacote de maldades do (des) governo Pezão

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A reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) acaba de lançar uma nota de solidariedade aos servidores mobilizados no dia de hoje (24/05) contra o pacote de maldades do (des) governo Pezão (Aqui!).

ar sendo tomada por todos os dirigentes de órgãos governamentais que possuam um mínimo de compromisso com a qualidade do serviço público e a condição de vida dos servidores que já estão sendo duramente penalizados por um (des) governo completamente desacreditado e acoçado por grossas denúncias de corrupção.

NOTA DE SOLIDARIEDADE

A Reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) vem solidarizar-se com os servidores mobilizados no dia de hoje, 24/05/17 contra  o pacote de medidas que penaliza os servidores públicos, sem resolver o problema do financiamento do Estado.

 Entendemos que este pacote não ataca as causas estruturais desta crise, não mexe na estrutura das receitas, nem promove a retomada do crescimento.

A defesa do serviço público é a própria defesa do papel do Estado na nossa sociedade, ainda muito carente de medidas que diminuam a desigualdade e promovam o bem estar social.

Luis Passoni
Reitor da UENF

Mesmo cambaleante, (des) governo Pezão prepara o bote nos servidores estaduais

A situação de abraço de afogados foi explicitada pelo ainda presidente “de facto” Michel Temer e o (des) governador Luiz Fernando Pezão com a assinatura presidencial da Lei de Recuperação Fiscal que engloba uma série de medidas draconianas contra o funcionalismo público dos estados em condição falimentar, a começar pelo Rio de Janeiro.

A condição de afogamento de Temer e Pezão está mais do que clara em função de revelação de situações nada republicanas envolvendo o Grupo JBS Friboi. É que  as denúncias envolvendo Michel Temer também respingam (na forma de milhões de reais) em Luiz Fernando Pezão. Diante dessas revelações, a situação dos dois políticos do PMDB está se tornando, digamos, muito complexa.

Mas para quem pensa que o (des) governador Pezão está pensando em ir para Piraí para calmamente aproveitar a vida, engane-se profundamente.  É que recebi ontem a informação de dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) dando conta que já na próxima 4a. feira (24/05), a base do (des) governo Pezão vai tentar aprovar o aumento das contribuições previdenciárias dos servidores de 11% para 14%, e também irá tentar incluir a taxa extra de 8% por um período não claramente determinado.

Se me perguntarem o do porquê da insistência de Pezão de tentar imputar mais esses ônus para servidores que já vivem num estado completo de penúria, eu diria que ele apenas tenta prolongar a sua utilidade às corporações que, de fato, controlam o executivo fluminense.  Com isto, ele tenta evitar o mesmo destino já dado ao ex (des) governador Sérgio Cabral e tanto de seus ex-colegas de (des) governo.

Entretanto, aos servidores estaduais pouco devem importar os motivos de Luiz Fernando Pezão. A verdade é que se não houver uma rápida e forte reação nas portas da Alerj, esses e outros retrocessos (como o fim dos triênios e das licenças prêmio) vão passar. É que está com medo de cair, sempre tem muita pressa, e a estas alturas, o tempo urge para o (des) governador Pezão e sua base parlamentar na Alerj.

Assim, servidores estaduais, agora é a hora de ocupar as ruas. Depois vai ser tarde demais.