Estudantes em greve levam suas reivindicações literalmente às portas da reitoria da UENF

O movimento estudantil da UENF vem mantendo um perfil de atividade alta desde que foi decretada a greve dos estudantes. Agora num gesto de cobrança explícita, os estudantes “empastelaram” a porta de entrada da reitoria com suas múltiplas demandas. Uma das delas é a exigência de abertura imediata do bandejão cuja obra foi iniciada em novembro de 2008. Além disso, os estudantes cobram maior transparência na aplicação dos recursos enviados pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC) através do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAEST).

Essa ação dos estudantes demonstra que na greve em curso na UENF, a qual abarca todos os três segmentos da comunidade universitária, o (des) governo do Rio de Janeiro, agora liderado por Luiz Fernando Pezão, não poderá repetir a ladainha de que a greve prejudica os estudantes. Agora está claro que quem prejudica os estudantes é, no plano externo, a política de asfixia financeira e salarial que foi executada pelo ex-(des) governador Sérgio Cabral. Já no plano interno, os estudantes parecem ter identificado bem onde o problema está localizado.

Agora vamos ver como se comporta a reitoria da UENF, normalmente avessa a qualquer tipo de cobrança sobre sua inação e ineficácia para resolver problemas básicas que ocorrem cotidianamente dentro da instituição criada por Darcy Ribeiro.

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Protesto contra descaso do (des) governo do Rio de Janeiro fecha acessos ao campus da UENF

Uma cena que raramente visto em qualquer universidade do mundo ocorreu hoje no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense em Campos dos Goytacazes. É que cansados do descaso e intransigência do (des) governo comandado até ontem por Sérgio Cabral, membros de todos os segmentos da comunidade universitária lacraram hoje todas as entradas, impedindo o acesso ao seu interior.

Essa situação decorre do lento, porém consistente, processo de sucateamento a que a UENF vem sofrendo ao longo dos últimos 7 anos, e que culmina numa situação de penúria salarial, inexistência de políticas para assistência estudantil e encurtamento orçamentário. Todas essas variáveis somadas é que explicam porque uma medida tão dramática foi tomada, ainda que de forma ordeira e pacífica.

O aspecto mais importante desse evento foi a retomada de uma ação unificada por todos os três segmentos, o que revela que todas as tentativas realizadas para desunir e impedir a ação unificada de professores, servidores e estudantes. A principal demonstração disso foi a reunião de todos os comandos de greve que ocorreu na sede da ADUENF logo após o encerramento do trancamento do campus.

Agora é importante que os representantes do novo/velho (des) governo estadual saibam que não haverá diálogo e retomada da normalidade dentro da UENF com a repetição das chantagens e humilhações que foram a marca do mandato do ex-(des) governador Sérgio Cabral. Assim, quanto antes aparecem negociadores com autoridade e disposição para resolver as diversas pautas existentes, menor será a sangria a que o novo (des) governador Luiz Fernando Pezão sofrerá com a manutenção da greve geral que ocorre atualmente na UENF.

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Em assembléia lotada, professores da UENF rejeitam chantagem do (des) governo Cabral e mantem greve

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Após duas semanas de greve, os professores da UENF se reuniram novamente na tarde desta 5a. feira (27/03) e rejeitaram tanto a proposta de reajuste de 35% em duas parcelas, como a exigência feita pelo (des) governo Cabral para eles suspendam o movimento para que uma proposta seja enviada à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Essa posição não foi contestado por nenhum dos professores presentes, e reflete a solidez da atual greve.  As informações prestadas pelo Comando de Greve sobre as diferentes reuniões realizadas com representantes da SECT, parlamentares na ALERJ e a excelente recepção que o movimento está tendo nas ruas de Campos dos Goytacazes serviram como razões objetivas para estas decisões.

Por outro lado, numa demonstração de que a solidariedade entre os diferentes segmentos que compõe a comunidade universitária já é um dos grandes ganhos desta greve, a assembléia aprovou a realização de reuniões para articular as atividades que serão promovidas por professores, estudantes e servidores da UENF. Além disso, foi aprovada também um convite para que o comando de greve dos servidores da FENORTE também participe das atividades conjuntas, o que representa outro saldo extremamente positivo deste movimento.

Na questão específica da FENORTE, os professores aprovaram uma moção de solidariedade aos servidores da FENORTE que estão sendo ameaçados pelo corte de ponto como forma de quebrar a justa greve que eles realizam neste momento.

Uma coisa é certa: se o (des) governo comandado por Sérgio Cabral e Pezão acreditava que iria chantagear novamente os professores da UENF a saírem de greve de mãos abanando, a assembléia de hoje mostra que isto não vai acontecer desta vez. Aliás, o que parece claro é que a paciência da maioria dos presentes com o (des) governo do Rio de Janeiro se esgotou de vez em função de tantas promessas descumpridas. Agora que está assumindo o timão de uma nau que parece desgovernada, Pezão faria muito bem para si mesmo negociando em vez de continuar o método da chantagem e da enrolação que prevaleceu até agora.

Greve segue forte na UENF e comunidade faz abraço coletivo ao bandejão

Apesar de persistir um silêncio sepulcral por parte do (des) governo de Sérgio Cabral, a greve que une todos os segmentos que formam a comunidade universitária da UENF teve um momento importante quando foi feita a inauguração simbólica da obra do bandejão universitário, uma obra que se arrasta desde 2008.  Em que pese o fato de que essa foi uma atividade convocada inicialmente pelos estudantes, todos os segmentos se fizeram presente, num sinal claro de que as pressões para finalizar esse movimento histórico vão encontrar fortes resistências em todos os segmentos que diariamente constroem a UENF.

O curioso é que até  o momento o (des) governo Cabral se mantem em silêncio sepulcral depois que sua chantagem aos professores de que só haveria negociação após o final da greve teve como resposta a deflagração de movimentos semelhantes entre estudantes e servidores.

O próximo evento em que a comunidade universitária da UENF participará será a audiência que ocorrerá nesta 4a. feira (26/03) sob os auspícios da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro. Para tanto, uma delegação sairá de Campos dos Goytacazes e deverá levar uma mensagem clara aos deputados que estarão na ALERJ: Cabral e Pezão, chega de enrolação!

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Greve na UENF com agenda divulgada

COMANDO DIVULGA ATIVIDADES DA GREVE NA UENF

UENF EM GREVE!
 
 
Participe das Atividades da Semana 24 a 28 de março
. “Abrace o Bandejão” – Atividades Culturais Distribuição de cachorro-quente – Debates sobre a situação da UENF – Bandejão da UENF – terça-feira – 16 hs.
. Ida a ALERJ (Rio de janeiro) para participar de reunião com a Comissão de Educação – Saída da UENF – quarta-feira 05 hs.
. Assembleia Geral dos Professores – Sede Cultural da ADUENF – quinta-feira às 15 hs.

Comando de Greve