Deputado briga por CPI de Eike; “em um país sério, ele estaria preso”, diz

Ainda é necessário que o presidente da Assembleia publique o requerimento com as assinaturas para que a CPI saia do papel

SÃO PAULO – Paulo Ramos, deputado estadual pelo PSOL no Rio de Janeiro, cobra a instalação de uma CPI Comissão Parlamentar de Inquérito) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) para investigar os efeitos da derrocada do grupo EBX no governo carioca. 25 assinaturas já foram coletadas para a realização da CPI – acima do necessário – mas o pedido ainda não foi acatado por Paulo Mello (PMDB), presidente da câmara. Mello é do mesmo partido que Sérgio Cabral, um dos principais aliados políticos de Eike Batista. “Todos sabemos da força política que envolve Eike Batista, e seus comprometimentos. Ou ele foi suficientemente inteligente para enganar até os governantes, ou, na hipótese que não me parece inverossímil, conseguiu a cumplicidade daqueles que não tiveram cautela com o seu grande golpe. Em um país sério, ele já estaria preso”, disse Ramos em uma audiência pública na sede da Alerj.

Ainda é necessário que o presidente da Assembleia publique o requerimento com as assinaturas para que a CPI saia do papel. Nessa segunda, Ramos convocou uma audiência para discutir os impactos econômicos e chamou Adriano Mezzomo, representante da Unax (União dos Acionistas Minoritários do Grupo EBX).

Presidente da câmara carioca, Mello é do mesmo partido que Sérgio Cabral, um dos principais aliados políticos de Eike Batista (Ricardo Moraes/Reuters)Presidente da câmara carioca, Mello é do mesmo partido que Sérgio Cabral, um dos principais aliados políticos
de Eike Batista (Ricardo Moraes/Reuters)

Foram convidados também o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), CVM (Comissão de Valores Mobiliários), ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), MPF (Ministério Público Federal) e Angra Partners, que está atuando na reestruturação do grupo. Porém, nenhum desses grupos mandou representantes à audiência.

FONTE: http://www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/3105112/deputado-briga-por-cpi-eike-pais-serio-ele-estaria-preso

Porto do Açu: de concreto mesmo só as terras tomadas dos agricultores familiares

A figura abaixo já se encontra disponibilizada em um artigo científico que saiu publicado este ano numa revista publicada nos EUA. Agora com toda as expectativas geradas pela transformação da LL(X) em “Prumo” resolvi traduzi-la para ver se fica claro o que, de fato, existe hoje no V Distrito de São João da Barra e que não é o tal Distrito Industrial que motivou a desapropriação de quase 500 propriedades pertencentes a agricultores familiares.

Açu mapa de localidades

A porção direita da figura mostra uma situação para lá de interessante, qual seja, o fato de que as áreas privadas do que seria o Complexo Industrial Portuário do Açu representam uma fração minoritária do estoque de terras que estão envolvidas nesse negócio. A imensa maioria das terras que foram passadas de graça pela CODIN para a LL(X) (e por herança para a Prumo) pertenciam a agricultores familiares que viviam na região há várias gerações.

Agora, perguntem-se, o que de concreto existe nesse imbróglio todo? Ora, quem pensou na estrutura do porto se enganou, pois essa continua sendo uma promessa cuja finalização muda de data, como mudamos de roupa nos dias calorentos.  A verdade é que de concreto mesmo só os quase 7.500 hectares que compõem a chamada retroarea do Porto do Açu.

Enquanto isso a CODIN continua, mesmo que mal das pernas, desapropriando mais propriedades para entregar para a LLX-PRUMO, sem que haja mais a justificativa do interesse social que motivou a promulgação dos decretos de desapropriação. Para piorar isso tudo, muitas famílias continuam sendo ignoradas como “réus ignorados” em processos que afrontam o estado de direito e revelam a face mais hedionda de todo esse processo de tomada de terras. E o mais interessante é que agora as terras entregues para um fundo de investimentos multinacional no que pode se transformar numa ponte para a especulação financeira. Afinal, pelo que tenho lido na imprensa corporativa, o EIG não possui experiência nem na administração de portos ou na de logística.

Finalmente, para os agricultores que ainda não perderam suas terras resta ainda o problema da salinização de recursos hídricos e solos, sem que ninguém se defina sobre quais são as responsabilidades do Fundo EIG que até este momento só herdou as benesses geradas para alimentar a gula especulativa de Eike Batista e seu hoje moribundo conglomerado de empresas pré-operacionais.

FSP: Operação atípica fez OGX, de Eike, ‘perder’ US$ 40 milhões

RAQUEL LANDIM e 

RENATA AGOSTINI, 

ENVIADAS ESPECIAIS AO RIO

Cinco meses antes de quase quebrar, a OGX, do empresário Eike Batista, pagou uma comissão de US$ 40 milhões a uma empresa desconhecida de Hong Kong para intermediar a instalação de uma plataforma de petróleo.

Depois que o dinheiro foi pago, a petroleira desistiu do serviço e a construção do equipamento foi abandonada. Ou seja, pagou-se uma comissão milionária para nada.

‘Petronas teria pago 20 vezes o que cobrei’, afirma corretor

A World Engineering Services (WES), de Hong Kong, foi contratada para atuar como uma espécie de corretora para intermediar o aluguel do navio que faria a instalação da plataforma. A comissão da corretora foi paga sem nenhum contrato entre a OGX e a empresa dona do navio, a italiana Saipem.

O valor da comissão ficou muito acima da média do mercado. No setor de petróleo, corretores de navios cobram de 1% a 4% do montante do contrato. A WES recebeu 16% dos US$ 250 milhões que a Saipem cobraria para alugar o navio se a operação fosse efetivamente concluída. A empresa de Hong Kong nem sequer aproximou OGX e Saipem, pois elas já negociavam havia meses.

Folha conversou com nove consultores e executivos de empresas de petróleo, mas nenhum deles conhece a WES. Uma pesquisa em um completo banco de dados, utilizado por bancos para fazer um raio-X de empresas, não encontrou negócios feitos pela WES ou o nome dos seus executivos, mas apenas o número de registro da companhia em Hong Kong.

Editoria de Arte/Folhapress

Folha foi ao endereço da WES que aparece no contrato com a OGX e constatou que lá funciona uma empresa chamada Trident Trust, que presta serviços financeiros para bancos, advogados e pessoas muito ricas, com sede em vários paraísos fiscais.

Por telefone, a recepcionista informou que a WES é cliente da Trident Trust e utiliza seu endereço.

“MILAGRE”

O contrato com a WES, obtido pela reportagem, foi assinado em 28 de março pelo ex-presidente da petroleira Luiz Carneiro e pelo ex-diretor de relações com mercado Roberto Monteiro.

Apenas 42 dias depois, a WES conseguiu o que executivos envolvidos no negócio consideram “milagre”: furou uma fila de nove meses e convenceu a Saipem a instalar a plataforma para a OGX em janeiro de 2014.

De acordo com o contrato, a missão da WES era “encontrar um navio-guindaste capaz de erguer 14 mil toneladas”, que estivesse disponível para vir ao Brasil no primeiro trimestre de 2014.

A gigantesca embarcação instalaria uma plataforma fixa chamada WHP-2 no campo de Tubarão Martelo, na bacia de Campos (RJ).

O problema é que só existem dois navios no mundo que levantam tanto peso: um da Saipem e o outro da holandesa Heerema.

Executivos da OGX e da OSX (empresa do grupo encarregada de contratar construção e instalação das plataformas) negociaram com as duas companhias, mas os navios estavam alugados na data pretendida. O máximo que conseguiram foi o compromisso da Saipem de fazer o serviço em outubro de 2014.

O único documento que confirma a mudança do serviço para janeiro de 2014 é um e-mail enviado em 9 de maio pelo então presidente da Saipem no Brasil, Giuseppe Surace, a quatro executivos da OGX e também a um endereço de e-mail geral da WES –o representante da empresa de Hong Kong não se identifica.

  Editoria de Arte/Folhapress

No dia anterior, 8 de maio, a OGX já havia pago US$ 10 milhões à WES, valor garantido por contrato mesmo que o corretor não conseguisse o navio. Bastou o e-mail de Surace, da Saipem, para que a OGX pagasse o restante da comissão: US$ 10 milhões no dia 10 de maio e US$ 20 milhões no dia 23 de maio.

O dinheiro saiu da conta da OGX no JPMorgan Chase e foi creditado na conta da WES no Standard Chartered Bank.

CONTRATO DE RISCO

“O contrato com a WES era de risco. Gastamos US$ 40 milhões na expectativa de ganhar US$ 300 milhões antecipando a instalação da plataforma, o que infelizmente não foi possível”, disse Carneiro à Folha.

Segundo ele, um atraso de nove meses no início da operação da plataforma significaria uma perda de US$ 300 milhões em receita.

Executivos envolvidos no negócio dizem que antecipar a instalação da plataforma era vital para vender uma fatia de Tubarão Martelo para a Petronas. A estatal malasiana chegou a anunciar a compra de 40% do campo por US$ 850 milhões, mas o negócio não se concretizou.

O JOGADOR DE CARTAS

Com 35 anos de experiência no setor de petróleo, Carneiro nunca havia feito negócios com a WES nem a conhecia. Ele diz que entrou em contato com a empresa por meio de Gabriel Chagas, conhecido por ser campeão mundial de bridge, um jogo de cartas popular no exterior.

O ex-presidente da OGX afirma que conhecia Chagas “socialmente” e que o consultor soube do problema “num almoço”. Chagas, por sua vez, diz que colocou a OGX em contato com o francês René Hagege.

Em entrevista por telefone, Hagege se apresentou como dono da WES. Ele diz que negociou com o cliente da Saipem que havia reservado o navio para janeiro de 2014, liberando a data para a OGX, mas não revela o nome da empresa. A Saipem nega o contato.

A empresa italiana diz que “a WES atuou como consultora da OGX”, mas não explica oficialmente como foi possível antecipar a data da instalação da plataforma, informando que “é prática comum acomodar pedidos”.

O “milagre” da WES nunca rendeu benefícios para a OGX. Um mês depois de a empresa de Hong Kong receber sua comissão, o grupo EBX parou de pagar à Techint, que construía a plataforma.

Segundo executivos envolvidos, um empréstimo do BNDES não foi liberado.

Nos meses seguintes, a OGX oficializou que suas reservas de petróleo eram muito menores que o divulgado, embora já tivesse estudos que indicassem isso um ano antes. As reservas de Tubarão Martelo foram reduzidas para cerca de um terço.

A plataforma –cuja instalação era tão urgente que justificava uma comissão de US$ 40 milhões a um corretor– está inacabada no litoral do Paraná. Eike tenta vendê-la para pagar dívidas do grupo.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/12/1385832-operacao-atipica-fez-ogx-de-eike-perder-us-40-milhoes.shtml

JB faz resenha de denúncias que rondam Eike Batista

novelos

A matéria abaixo publicada pelo Jornal do Brasil é, na verdade, uma resenha de várias notícias que estão sendo publicadas ou circulando no mercado de ações. E ao que tudo indica a situação de Eike Batista é daquele tipo “mais enrolado que novelo de lã”.

Os indícios que estão sendo levantados apontam para uma série de contradições, negócios obscuros e possíveis violações das regras do mercado de ações. Até a Prumo Logística (ex- LL(X)) pode ser afetada por uma herança maldita envolvendo negócios pouco claros dos tempos em que Eike Batista era o controlador. Esta situação por si só coloca em dúvida ainda mais as chances reais do Porto do Açu entrar, desculpe-me o trocadilho, no “prumo”.

Com tantas denúncias envolvendo Eike, como recuperação judicial foi concedida? 

Por Jornal do Brasil

Na mesma velocidade com que o patrimônio de Eike Batista se desintegra, as denúncias e suspeitas envolvendo suas empresas e negócios vêm à tona, mostrando que há ainda muito a ser desvendado. Com todas estas revelações, uma pergunta fica no ar: como Eike conseguiu na Justiça o direito à recuperação judicial? Com a palavra, o juiz que concedeu a recuperação.

Com apenas 6 anos, OGX tem direito à recuperação?

Na edição deste domingo (15), a Folha de S. Paulo  traz reportagem na qual revela que, cinco meses antes de quase quebrar, a OGX pagou uma comissão de US$ 40 milhões a uma empresa desconhecida de Hong Kong para intermediar a instalação de uma plataforma de petróleo. O que chama a atenção, de acordo com a reportagem, é que depois que o dinheiro foi pago, a petroleira desistiu do serviço e a construção do equipamento foi abandonada. “Ou seja, pagou-se uma comissão milionária para nada”, diz o texto.

A empresa de Hong Kong era a World Engineering Services (WES). De acordo com a reportagem, ela foi contratada para atuar como uma espécie de corretora para intermediar o aluguel do navio que faria a instalação da plataforma. A comissão da corretora foi paga sem nenhum contrato entre a OGX e a empresa dona do navio, a italiana Saipem.

Eike Batista
Eike Batista

Ainda segundo o texto, o valor da comissão ficou muito acima da média do mercado. “No setor de petróleo, corretores de navios cobram de 1% a 4% do montante do contrato. A WES recebeu 16% dos US$ 250 milhões que a Saipem cobraria para alugar o navio se a operação fosse efetivamente concluída. A empresa de Hong Kong nem sequer aproximou OGX e Saipem, pois elas já negociavam havia meses.”

De acordo com a Folha, o contrato com a WES, obtido pela reportagem, foi assinado em 28 de março pelo ex-presidente da petroleira Luiz Carneiro e pelo ex-diretor de relações com mercado Roberto Monteiro.

“Apenas 42 dias depois, a WES conseguiu o que executivos envolvidos no negócio consideram “milagre”: furou uma fila de nove meses e convenceu a Saipem a instalar a plataforma para a OGX em janeiro de 2014″, diz o texto.

Contudo, de acordo com a reportagem, o “milagre” da WES nunca rendeu benefícios para a OGX. Um mês depois de a empresa de Hong Kong receber sua comissão, o grupo EBX parou de pagar à Techint, que construía a plataforma.

Segundo executivos envolvidos, um empréstimo do BNDES não foi liberado.

O texto termina acrescentando que, nos meses seguintes, “a OGX oficializou que suas reservas de petróleo eram muito menores que o divulgado, embora já tivesse estudos que indicassem isso um ano antes. As reservas de Tubarão Martelo foram reduzidas para cerca de um terço.”

E ainda que “a plataforma – cuja instalação era tão urgente que justificava uma comissão de US$ 40 milhões a um corretor – está inacabada no litoral do Paraná. Eike tenta vendê-la para pagar dívidas do grupo.”

Estas denúncias se juntam a muitas outras envolvendo o empresário. Um grupo de acionistas minoritários da OGX decidiu entrar com ações contra a empresa, Eike Batista e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Eles acusam a política de divulgação da OGX, que anunciou informações otimistas sobre o campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos. Em julho deste ano, o bloco foi devolvido por não ser viável economicamente.

O declínio da empresa de Eike acontece há mais de um ano, com poços produzindo um montante de barris bem abaixo do prometido. No entanto, os desinvestimentos foram poucos, já que as promessas eram muitas. Os acionistas acreditavam ser apenas uma “fase ruim”. A situação só ficou clara com o anúncio de desistência do campo de Tubarão Azul, mas, nessa altura, já era tarde. “Nós (os acionistas) nos reunimos com regularidade para analisar a situação da empresa e por algumas vezes constatamos que os resultados estavam bem abaixo do prometido, mas acreditamos ser uma falha técnica nos testes de engenharia, eles acontecem”, explica Eduardo Mascarenhas, engenheiro e acionista minoritário da OGX. “Mas quando anunciaram a desistência do campo de Tubarão Azul, foi um absurdo. Como um poço que prometia ser um dos maiores do mundo passa a ser nulo? É grave demais”, completa.

Veja reportagem do ‘Jornal do Brasil’

Como se não bastasse, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu abrir processo para apurar se o empresário Eike Batista violou a Lei das S.A. (6.404/76) se utilizando das redes sociais para estimular a compra de ações da petrolífera OGX ao mesmo tempo em que vendia papéis da empresa, numa manobra para estimular o aumento de preços e se beneficiar com as vendas. Entre os diversos tweets, chamam a atenção os publicados em 29 de maio de 2013. Eike usou sua conta pessoal no Twitter para pedir paciência aos investidores que o seguiam, além de traçar um cenário positivo para a empresa ao mesmo tempo em que comercializava as ações.

A postagem foi feita no dia 29 de maio deste ano, quando o empresário vendeu cerca de 19 milhões de ações da OGX na Bovespa. A CVM já investiga Eike Batista por descumprimento da lei e as punições a ele poderão ser desde advertência, multas e a cassação do registro para operar. Quando a situação da OGX começou a ficar mais clara para o mercado, os investidores, principalmente os pequenos, se mobilizaram para acionar Eike e tentar o ressarcimento das perdas.

Veja reportagem do ‘Jornal do Brasil’

Como se não bastasse, há informação no mercado envolvendo empresa de logística, de transporte e a mineradora de Eike Batista. Um contrato teria sido realizado para transporte da produção de minério. Contudo, o montante a ser transportado era, na realidade, muito menor do que o previsto. A intenção era fazer com que o mercado acreditasse que a produção era bem maior do que o que acontecia na realidade. Mesmo pagando cifras milionárias para o transporte que não aconteceria, o prejuízo seria menor do que se o mercado descobrisse que as empresas não estavam produzindo tanto quanto anunciavam.

FONTE: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/12/15/com-tantas-denuncias-envolvendo-eike-como-recuperacao-judicial-foi-concedida/

Eike Batista é o pior empresário do mundo, diz estudo

Empresas de Eike Batista enfrentam crise financeira Foto: Fred Prouser / Reuters
Empresas de Eike Batista enfrentam crise financeira
Foto: Fred Prouser / Reuters

Uma lista da Escola de Administração Tuck da Faculdade de Dartmouth, nos Estados Unidos, aponta o empresário brasileiro Eike Batista como o pior presidente-executivo de 2013, segundo informações publicadas nesta quinta-feira pelo jornal Folha de S.Paulo. O levantamento leva em conta critérios financeiros como preços de ações e valor de mercado da empresa.

 O ranking foi elaborado pelo professor de estratégia e liderança Sydney Finkelstein, autor do livro Por que Executivos Inteligentes Falham. Além de observar a situação da empresa, Finkelstein avalia se o executivo teve responsabilidade sobre a mudança de cenário.  Entre os nomes presentes no ranking, estão também Thorsten Heins, da BlackBerry, e Steve Ballmer, da Microsoft.

 Crise

A endividada petroleira OGX, do empresário Eike Batista, pediu recuperação judicial na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro no fim de outubro. O pedido foi aceito pela Justiça.

 A empresa declarou passivo consolidado de R$ 11,2 bilhões no pedido de recuperação judicial. O pedido de recuperação da empresa já era amplamente esperado, depois que fracassaram as negociações com detentores de US$ 3,6 bilhões em bônus da OGX no exterior para uma reestruturação da dívida.

 De acordo com o advogado Leonardo Theon de Moraes, caso a recuperação não seja eficaz os acionistas estarão na última linha de prioridades de pagamentos, e receberão o seu saldo na liquidação dos ativos apenas após o pagamento de todos os credores. “É improvável que reste alguma quantia, o que é muito pouco provável já que hoje – antes mesmo de um possível processo de recuperação, eles possuem um ativo já de pouco valor”.

FONTE: http://economia.terra.com.br/,51a1f3bd956e2410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html

MP investiga falhas de fiscalização da CVM e ANP sobre OGX

Segundo MP, petroleira divulgou informações otimistas que não se confirmaram

Jornal do Brasil

Um inquérito civil público, instaurado no dia 6 de dezembro, do Ministério Público Federal (MPF) do Rio  de Janeiro vai analisar possíveis falhas de fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Agência Nacional de Petróleo (ANP) sobre a atuação da petroleira OGX, de Eike Batista, no mercado.

Segundo o MPF, o processo ocorre porque a empresa de Eike divulgou diversas informações otimistas sobre o avanço na exploração de petróleo em seus blocos. No entanto, as expectativas não se confirmaram. O Campo de Tubarão foi apresentado pela empresa como um ativo que chegaria a produzir 40 mil barris de petróleo por dia. Porém, em julho, foi constatado que o campo não era economicamente viável.

Em outubro, o JB já havia informado que os acionistas minoritários da OGX processariam a petroleira, a CVM, Eike Batista  exatamente pelos mesmos motivos. Segundo eles, “a desistência do Campo de Tubarão foi um grande absurdo”, como disse Eduardo Mascarenhas, engenheiro e sócio minoritário.

A OGX está em processo de recuperação judicial desde outubro. Em seu plano de recuperação, a petroleira declarou dever R$ 11,2 bilhões, descritos como “passivos consolidados”.

FONTE: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/12/12/mp-investiga-falhas-de-fiscalizacao-da-cvm-e-anp-sobre-ogx/

A cobertura de Gabeira no Açu foi uma lição salgada

Assisti com atenção, e até gravei direto da TV, o programa do jornalista Fernando Gabeira que foi ao ar hoje na Globo News. Por mais que tentasse parecer neutro ao oferecer a defesa do empreendimento da Prefeitura Municipal de São João da Barra, o ângulo adotado por Gabeira foi de porrete puro nos efeitos colaterais que o empreendimento teve e continua tendo no V Distrito de São João da Barra, quando deu a palavra por mais tempo a agricultores simples que raramente são ouvidos pela imprensa corporativa.

E as falas de agricultores como Pinduca e Durval Alvarenga destroçaram de vez o mito de que a salinização causada pela construção do Porto do Açu foi pontual e restrita ao Canal de Quitingute. Aliás, os dados que confirmam a salinização da Lagoa de Iquipari são robustos e dificilmente poderão ser desmentidos apenas com afirmações radiofônicas em rádios chapa branca.

Mas o destino da matéria já está estava selado quando escolheram quem atuaria como porta-voz da Prefeitura e, por extensão, da LLX: o secretário de planejamento Sidney Salgado. Afinal, apesar de considerá-lo uma boa praça, ele já carrega no sobrenome como efetivamente Eike Batista deixou o V Distrito de São João da Barra: salgado. Simples assim.

G1: Eike Batista está com nome ‘sujo’ por calote de R$ 840

Mas loja de móveis, que protestou o empresário, diz que dívida foi paga.

Também há protestos de títulos de empresas em 7 cartórios de 3 estados.

Simone Cunha e Lilian Quaino, Do G1, em São Paulo e no Rio

Eike Batista, que já teve a sétima maior fortuna do mundo, está com nome “sujo” por conta de uma dívida de R$ 840 com uma loja de móveis planejados, segundo título protestado no Tabelionato do 1º Ofício do Rio de Janeiro obtido pelo G1. O pagamento deveria ter sido feito em 17 de fevereiro deste ano e foi protestado em março.

A função de um protesto é apontar que houve um calote de dívidas em títulos como cheque, fatura de compra ou serviço (duplicata) ou outros documentos de dívida. Ele torna difícil fazer operações como empréstimos, financiamentos e liberação de cartões de crédito. Segundo a lei de protestos de títulos (9.492 de 1997), é o “ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos e outros documentos de dívida”.

Funcionários da Treselle, loja de móveis planejados que protestou o título em nome de Eike disseram que a conta já foi paga. Até a publicação desta reportagem, no entanto, o título em nome do empresário continuava sob protesto. Cabe a quem teve o título protestado informar o cartório de que a dívida foi quitada.

Por meio da assessoria de imprensa, Eike Batista disse que não iria comentar o assunto.

Gerentes e vendedores da loja contaram, em anonimato, que o filho mais velho do empresário,Thor Batista, fez a compra que resultou no nome sujo. Há cerca de um ano, um casal jovem encomendou móveis planejados da loja que fica na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, para equipar cozinha e área de serviço de uma casa no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. A conta, em valor não mencionado, foi paga à vista com uma fatura em nome de Eike Fuhrken Batista.

Loja de móveis planejados do Rio protestou Eike por não pagar conta de R$ 840. (Foto: Lilian Quaino/G1)Loja de móveis planejados do Rio protestou Eike por não pagar conta de R$ 840. (Foto: Lilian Quaino/G1)

A cozinha foi montada, mas os trilhos das gavetas ficaram danificados e Thor voltou à loja para comprar novos, que custaram R$ 840. Funcionários da loja levaram o material e a fatura à casa do Jardim Botânico, que estava em obras, e deixaram aos cuidados de operários.

Além de Eike, as empresas OGX e OSX, que pertencem a ele, têm, cada uma, oito títulos protestados no mesmo cartório do Rio de Janeiro. A OGX tem R$ 1,67 milhão em títulos protestados e a OSX tem R$ 280,8 mil protestados. Juntas, as duas empresas do grupo EBX que pediram recuperação judicial têm R$ 1,95 milhão protestados só neste cartório do  Rio.

Além do Tabelionato do 1º Ofício do Rio de Janeiro, o G1 levantou a existência de protestos contra quatro empresas do grupo de Eike Batista em outros seis cartórios no Rio, em São Paulo e no Espírito Santo: OGX, OSX, MMX e LLX.

No cartório do Rio, a maior dívida protestada é da OGX, a petrolífera do grupo, que deixou de pagar, em julho, uma duplicata de R$ 1,040 bilhão à CP+, empresa de levantamento de dados marítimos e fornecimento de soluções em meio ambiente, do grupo Suzano.

Entre os protestos da OSX, o maior é uma dívida de R$ 255,9 mil a Megawork Consultoria e Sistemas, voltada a soluções em tecnologia. A empresa de impressão corporativa Simpress protestou quatro vezes as companhias de Eike que entraram com pedido de recuperação judicial num total de R$ 9,8 mil, no cartório carioca.

FONTE: http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/12/eike-batista-esta-com-nome-sujo-por-calote-de-r-840.html

CODIN e as desapropriações no Açu: acabou o milho, acabou a pipoca?

Tive informações de fontes confiáveis de que a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) está enfrentando graves dificuldades para executar as imissões de posse que ainda conseguiu obter na justiça sanjoanense. As razões são as mais pueris, incluindo a falta de combustível para alimentar os veículos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que normalmente dão cobertura às expropriações de terras promovidas pelo (des) governo de Sérgio Cabral.

A situação beira o grotesco, mas é explicável. A explicação pode ser encontrada num balanço financeiro publicado pela Grussai Siderúrgica do Açu (GSA) onde está afirmado com todas as letras que era essa empresa (na prática uma subsidiária da LL(X)) que autorizava e fornecia os recursos para as desapropriações serem viabilizadas. Até ai nada de filantrópico, pois as terras desapropriadas eram rapidamente transferidas para o seu controle. Enquanto isso, um número incalculável de proprietários continua sem as indenizações devidas.

Agora com a crise financeira corroendo o poder da LL(X) e, por extensão, da GSA, a CODIN está com mandados de imissão de posse nas mãos e não consegue cumpri-los porque o (des) governo de Sérgio Cabral tampouco está bancando as operações.  Seria cômico, se não fosse trágico.

Da coluna do Ancelmo Gois: problemas de Eike Batista chegaram na esfera criminal

A coluna de hoje do jornalista Ancelmo Góis traz uma péssima sinalização para a vida futura de Eike Batista. É que Ancelmo, que nos tempos áureos era uma espécie de oráculo das boas novas de Eike Batista, informou que os problemas do ex-bilionário agoram chegaram à esfera criminal. Tudo isso por causa de postagens que Eike teria feito no seu perfil do Twitter.

Pensando bem, talvez o Twitter seja o menor dos problemas que esperam Eike Batista num futuro não muito distante.

 

Nova frente de problemas

Gente do ramo diz que desde ontem os problemas de Eike Sempre Ele Batista passam também para a esfera criminal, sujeito ao Código Penal, por estelionato (“obter, para si ou para outro, vantagem ilícita, em prejuízo alheio”).

Tudo por causa das mensagens de Twitter, reveladas pelo GLOBO. Nelas, ele indica compra de ações da OGX, no mesmo dia em que se desfez de 19 milhões de ações da petroleira.

FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2013/12/06/a-coluna-de-hoje-517380.asp