MP-RJ faz busca e apreensão em endereços de Queiroz e parentes de Bolsonaro

Apura esquema de rachadinha. Ex-mulher do presidente é alvo

flavio-bolsonaro-e-amigo-Queiroz-1O ex-assessor Fabrício Queiroz (dir.) com o senador e Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ): Queiroz movimentou mais de R$ 1,2 mi de 2016 a 2017, enquanto estava lotado no gabinete de Flávio

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O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) cumpre na manhã desta 4ª feira (18.dez.2019) diversos mandados de busca e apreensão em endereços de ex-assessores do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) tanto na capital como em Resende, no Sul do Estado do Rio. Segundo o portal G1, são alvo das medidas cautelares os endereços de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, e parentes de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro.

A operação é 1 desdobramento da investigação sobre lavagem de dinheiro e peculato (desvio de dinheiro público) no âmbito do antigo gabinete de Flávio, quando era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio (2003 a 2019).

Queiroz é investigado após constatação de movimentações bancárias atípicas em suas contas. Relatório do antigo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras, hoje Unidade de Inteligência Financeira) apresentou a movimentação de R$ 1,2 milhão de 2016 a 2017. Os pagamentos recebidos por Queiroz eram em datas próximas da folha de pagamento dos funcionários do gabinete, o que leva a suspeita de devolução de parte do salário, a chamada rachadinha.

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Esta notícia foi originalmente publicada pelo site PODER360 [Aqui!].

Bolsogate: quando até Rachel Sheherazade bate, a coisa está mesmo feia

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O imbróglio envolvendo o senador eleito pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, e seu dublê de motorista Fabrício Queiróz está provocando um forte desgaste na imagem não apenas do presidente Jair Bolsonaro, mas também do “superministro da Justiça”, o ex-juiz federal Sérgio Moro.

Uma prova disso foi a contribuição da jornalista Rachel Sheherazade que desde a Austrália adicionou um comentário no “tread” do quase ex-senador Christovam Buarque quando este afirmou que “o mito Bolsonaro está destruindo o mito Moro” (ver imagem abaixo).

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Sheherazade, que é conhecida por suas posições ultra conservadoras, foi implacável ao afirmar que os mitos políticos nem precisam de ciência para desmitificá-los, pois o “encanto se desfaz quando confortados (acho que ela quis dizer “confrontados) com os fatos.

Como Rachel Sheherazade possui cerca de 14 milhões de seguidores apenas na rede social Twitter, não é preciso nem ser um Einstein para saber que o inferno astral da família Bolsonaro ainda nem começou e o que estamos assistindo nos primeiros dias de 2019 são apenas os primeiros salvos na direção de um presidente que foi eleito com a expectativa de que acabaria com a corrupção no Brasil. 

E o Bolsogate está apenas esquentando!

Reinações de Flávio e Fabrício criam cenário de terra arrasada para Jair Bolsonaro

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A situação do filho primogênito de Jair Bolsonaro, o senador eleito pelo Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro, que já andava complicada saiu da CTI para a UTI com a revelação de que ele teria feito um pagamento de um título de mais de R$ 1 milhão para um beneficiário ainda não identificado [1].

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Além disso, agora se sabe que o ex-motorista (e guarda-costas) de Flávio Bolsonaro gificativ não “meros” R$ 1,2 milhão em sua conta bancária, mas mais significativos, assim por dizer, R$ 7 milhões entre 2014 e 2017 [2].  Nas palavras do jornalista Lauro Jardim, “haja rolo” para explicar tanto dinheiro nas contas bancárias de quem seria um mero assessor parlamentar cuja residência oficial numa viela no bairro da Taquara , no mínimo, relativamente modesta .

Como disse ontem, a situação de Flávio Bolsonaro fica pior na medida em que ele e sua família utilizaram o combate à corrupção como sua principal bandeira, tendo se destacado e alcançado os cargos que ocupam ou ocuparão justamente por causa disso Assim, ao ser pego em uma situação que fica cada vez mais complicado, Flávio Bolsonaro coloca em risco também  a estabilidade do governo federal, na medida que Fabrício Queiróz também foi assessor de Jair Bolsonaro, além de ser amigo de pescarias e ter feito um depositado polpudo na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Com isso tudo, os setores mais pragmáticos que cercam Jair Bolsonaro em seu ministério devem estar totalmente arrependidos de terem permitido o ataque furioso que realizou contra a mídia corporativa brasileira em seus primeiros dias de governo (e em especial às Organizações Globo). É que após meros 20 dias de duração, o cenário criado com a apuração de apenas um de seus filhos já criou um cenário de terra arrasada. 

Imginemos o que acontecerá quando o governo realmente começar a tentar se consolidar no terreno após o Carnaval. Bom, parece que até as cinzas esfriarem ainda teremos muitas emoções. Enquanto isso, as panelas da classe média continuam silenciosas. Vamos ver por quanto tempo.