Quem se habilita? FAPERJ prorroga edital que tem parceria da Vale

Em meio a uma grave crise financeira por causa da situação do tesouro estadual, a Fundação  Carlos Chagas Filho de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) publicou ontem (26/11) em seu sítio da internet, a seguinte nota:

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Sim, isso mesmo! A nota informa que “devido ao acidente na cidade de Mariana, em Minas Gerais, que mobilizou toda a comunidade de pesquisadores do Espírito Santo, as diretorias da FAPERJ, Fapes e Vale decidiram estender, para dia 21 de dezembro de 2015, o prazo de apresentação das propostas do edital FAPERJ nº 11/2015 Cooperação Vale/Fapes/FAPERJ para Apoio à Pesquisa em Logística, Meio Ambiente e Pelotização“.

Agora eu pergunto: qual pesquisador que preze minimamente sua reputação na comunidade científica vai querer estar associado a um financiamento cuja natureza é servir aos interesses da Vale? Ainda que eu saiba que sempre existe quem se interesse, penso que a razão para este prorrogação é de outra natureza.

Finalmente, será que sou o único a ver nesse tipo de “parceria” uma inaceitável subordinação da pesquisa cientifica a uma corporação que se notabiliza, como bem demonstra o caso de Mariana e da hecatombe criada ambiental criada no Rio Doce, por desprezar a necessidade de proteger o meio ambiente?

Ciência fluminense sente efeitos da crise financeira: FAPERJ posterga data do pagamento de suas bolsas

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Em que pesem as declarações otimistas do (des) governador de plantão Luis Fernando, o Pezão, a maioria do povo fluminense sabe que a situação financeira do estado do Rio de Janeiro é periclitante. Agora, o que não se sabe é quais são os efeitos objetivos que essa crise tem e de como os custos e benefícios são distribuídos num momento de “pouca farinha”. 

Mas entre os perdedores já se pode incluir a comunidade científica que depende do aporte continuado de recursos via a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). É que como mostra a mensagem eletrônica que está sendo enviada a todos os bolsistas da fundação, a data do pagamento das diferentes modalidades concedidas pela FAPERJ acaba de ser postergada para o dia 20 do mês seguinte ao mês de referência. 

Em alguns casos, como as bolsas de “Cientista do Nosso Estado” e de “Jovem Cientista do Nosso Estado”, a demora é só um incomodo, pois os seus detentores fazem parte dos estratos superiores das comunidade científica fluminense. Entretanto, quando as bolsas são daquelas modalidades destinadas aos segmentos mais jovens e em início de formação, a coisa fica dramática. É que para muitos desses jovens cientistas, a bolsa da FAPERJ é a única forma de sustento financeiro. Em outras palavras, com essa postergação se abre um claro risco de que muitos pesquisadores em início de sua formação acadêmica tenham que abandonar os seus trabalhos ou, em casos extremos, as próprias universidades.

O arrocho financeiro na FAPERJ, entretanto, tem um outra faceta.  Uma delas foi o generoso contrato de 760 milhões “de apoio financeiro” à AMBEV. Para a AMBEV, Pezão tirou R$ 760 milhões do Fundo de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio para dar “apoio financeiro”, por meio de um financiamento que deverá ser pago em 30 anos! No caso da AMBEV, dinheiro não falta,  para alegria total de Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil, o 26º do mundo, segundo a revista Forbes. 

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Finalmente, o temor que muitos servidores têm neste momento é que a postergação do pagamento das bolsas na Faperj seja apenas um teste para se fazer o mesmo com os salários. Se isso acontecer, teremos muita gente com uma severa crise de nervos, pois a maioria vive hoje contando os dias para receber e honrar suas dívidas no cheque especial.

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Data: Thu, 11 Jun 2015 
      De: FAPERJ <ndct@faperj.br>
Reponder para: FAPERJ <ndct@faperj.br>

 Assunto: FAPERJ – Mensagem aos bolsistas.
Prezado bolsista XXXX

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, assim como o Governo Federal e os demais estados da federação, vem realizando adequações orçamentárias ao longo do ano, o que tem alterado a liberação de repasses pela Secretaria Estadual de Fazenda. Em função disto, o pagamento de bolsas a partir deste mês passará a ser feito no dia 20.

A FAPERJ reafirma o seu compromisso com o pagamento de todas as verbas de custeio e auxílios.

Do Blog do Mário Magalhães: Governo do RJ atrasa pagamento de bolsas a cientistas e pesquisadores

Por Mário Magalhães

A cara de Pezão ao ouvir em 2014 pergunta sobre o desaparecido Amarildo – Reprodução TV Globo

O governador Pezão ao ouvir em 2014 pergunta sobre o pedreiro Amarildo – Reprodução TV Globo

 “A FAPERJ informa que, em razão de dificuldades do fluxo orçamentário do Tesouro Estadual, o pagamento de bolsas referentes ao mês de janeiro será realizado no próximo dia 24 de fevereiro.

A FAPERJ tem zelado para manter a pontualidade e regularidade no pagamento de seus bolsistas. Lamentamos o transtorno causado por esse atraso.”

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Os dois parágrafos acima constituem o comunicado enviado a bolsistas pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a Faperj.

Como informa o site da fundação, a Faperj “é a agência de fomento à ciência, à tecnologia e à inovação do Estado do Rio de Janeiro. Vinculada à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, a agência visa estimular atividades nas áreas científica e tecnológica e apoiar de maneira ampla projetos e programas de instituições acadêmicas e de pesquisa sediadas no Estado do Rio de Janeiro”.

As bolsas aos cientistas e pesquisadores, relativas a janeiro, deveriam ter sido pagas em 10 de fevereiro. Ficaram, como se lê, para o dia 24.

São prejudicados estudantes universitários, professores visitantes, professores pesquisadores, professores pós-doutorandos. Há bolsistas de pesquisa e docência, de iniciação científica. E mais.

Como muita gente sabe, costuma ser dura a vida dos pesquisadores acadêmicos no Brasil. Paixão muita pela transmissão e produção de conhecimento, dinheiro pouco no bolso.

Muitos cientistas tiveram que atrasar o pagamento de contas e outros compromissos. Pagarão multas e juros.

A atitude do governo Luiz Fernando Pezão, sufocando a Faperj, expressa prioridades: pelo visto, ensino e pesquisa não estão entre elas.

FONTE: http://blogdomariomagalhaes.blogosfera.uol.com.br/2015/02/12/governo-do-rj-atrasa-pagamento-de-bolsas-a-cientistas-e-pesquisadores/

Reitor da UERJ envia carta pedindo retirada de projeto legislativo que mutila a FAPERJ

Deputado Edson Albertassi (PMDB), autor da emenda que ameaça a autonomia da produção científica no Rio de Janeiro

O reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Ricardo Vieiralves de Castro, enviou ontem uma carta ao deputado Edson Albertassi (PMDB) pedindo a retirada do Projeto de Lei  Nº 3282/2014 que sob a desculpa de estabelecer critérios  para a concessão de bolsas pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro (FAPERJ), acaba por objetivamente quebrar a autonomia da produção cientifica fluminense.

Abaixo segue a correspondência assinada pelo reitor da UERJ. Estranhamente outros reitores, a começar pelo da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), ainda continua calados sobre esse novo ataque à FAPERJ e, por extensão, à ciência do Rio de Janeiro.

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Bolsistas de pós-graduação da UENF sofrem prejuízos com atraso de pagamentos, e reitoria anuncia que novos projetos estão suspensos de forma indefinida

Hoje me foi chamada a atenção para o atraso no pagamento também das bolsas de pós graduação que são fornecidas pela FAPERJ a um parcela significativa dos pós-graduandos da UENF (seja por descentralização orçamentária ou pagamento, problema que em alguns casos já ocorre desde dezembro de 2014.

Ao entrar em contato com a FAPERJ, alguns pós-graduandos foram informados “que não há previsão de pagamento das bolsas atrasadas, e que novos atrasos poderão ser recorrentes ao longo de 2015“.

Um fato que deixou os bolsistas muito constrangidos foi que não foram dadas maiores explicações, o que agrava o clima de tensão já que as consequências dos atrasos são graves, visto que as bolsas são a fonte de renda única, e que muitos dependem do pagamento regular para permanecerem nas cidades de Campos dos Goytacazes e Macaé, onde os programas de pós-graduação strictu sensu da UENF são oferecidos.  

Em alguns programas, os pós-graduandos estão se mobilizando para cobrar posicionamento das coordenações de curso e de outras instâncias da UENF que possam participar da resolução deste problema gravíssimo. 

Ao que tudo indica, as mobilizações que já vinham ocorrendo entre os discentes da graduação também vão atingir os estudantes de pós-graduação, com resultados imprevisíveis no andamento das pesquisas em andamento na UENF. 

Aliás, nesse sentido o G1 Norte Fluminense trouxe hoje uma matéria com uma declaração do vice-reitor que os cortes feitos pelo (des) governo Pezão vão comprometer o funcionamento da UENF de forma substancial, impedindo, inclusive, o início de novas pesquisas por tempo indefinido (Aqui!).

O interessante é notar que o orçamento da UENF que já vinha encolhendo ao longo dos dois mandatos dos dois mandatos do ex(des) governador Sérgio Cabral, agora chegou a uma situação de precariedade financeira nunca vista em seus 21 anos de existência.

Finalmente, espero que isto sirva para  a comunidade universitária da UENF reagir de forma unificada para combater os efeitos nefastos da hecatombe financeira que está sendo imposta pelo (des) governador Luiz Fernando, o Pezão.

 

Autonomia da ciência fluminense em grave risco por causa de projeto na ALERJ

Em carta, SBPC repudia Projeto que muda norma para concessão de bolsas de estudos pela FAPERJ

FAPERJ

Projeto de Lei nº 3282/2014, do deputado Edson Albertassi, restringe financiamento de bolsas para fins exclusivos do interesse da administração pública do RJ

A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, assinou e encaminhou ontem (4) carta ao governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, alertando sobre os riscos do Projeto de Lei nº 3282/2014 que propõe parâmetros extra científicos para concessão de bolsas de estudos pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ).

A carta foi encaminhada também ao autor do PL, o deputado Edson Albertassi, ao secretário de Ciência e Tecnologia e a deputados estaduais do Rio de Janeiro.

Na carta, a SBPC alerta que restringir a concessão de bolsas “exclusivamente” a “projetos de pesquisa com foco de intervenção na realidade das atividades relacionadas ao desenvolvimento e aperfeiçoamento das políticas públicas e da administração do Estado do Rio de Janeiro” engessa as atribuições e limita a atuação da FAPERJ. Com isso, diz a SBPC, exclui o principal objetivo de uma fundação de amparo à pesquisa, qual seja fomentar o progresso científico e tecnológico em todas as áreas do saber – incluindo demandas espontâneas de pesquisadores –, que é a base do desenvolvimento sustentando nas vertentes econômica, social e ambiental.

A SBPC alerta também que o financiamento para fins exclusivos do interesse da administração pública (como proposto no PL 3282/2014) limitará o desenvolvimento de projetos de pesquisa básica que servem de sustentáculo para o real desenvolvimento tecnológico. Além disso, a contribuição científica do Estado do Rio de Janeiro não se limita a questões regionais, mas sim resulta em benefícios importantes para todo o País e para o mundo.

“A SBPC se manifesta totalmente contrária à aprovação do Projeto de Lei 3282/2014. Temos certo que, quanto mais aberta estiver para a ciência mundial, mais qualificada a FAPERJ estará para contribuir com as políticas públicas e com a administração do Estado do Rio de Janeiro ”, destaca Helena Nader na carta.

Leia as cartas na íntegra: ao governador e ao deputado.

FONTE: http://www.jornaldaciencia.org.br/em-carta-sbpc-repudia-projeto-que-muda-norma-para-concessao-de-bolsas-de-estudos-pela-faperj/

A crise da C&T fluminense não é só financeira, mas de falta de projeto

 Os apoiadores do (des) governo Cabral/Pezão vivem alardeando que nunca se investiu tanto em ciência e tecnologia no Rio de Janeiro. Além disso não ser verdade, há que se convir que nada explica o fato de que todo o investimento feito em Ciência e Tecnologia no Rio de Janeiro seja apenas um quarto do que disponível em São Paulo, por exemplo. Afinal, apesar de não sermos tão ricos quanto nossos vizinhos, o Rio de Janeiro é a segunda economia da federação, e não se explica apenas pelo aspecto financeiro tamanha desproporção de investimentos.

Além disso, como alguém que acompanha a situação global do desempenho da C&T, vejo que parte do crescimento do orçamento da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) se deu à custa do encurtamento do orçamento das universidades, o que prejudicou a situação tanto das universidades como da própria fundação. É que nessa política de cobertor curto, ficamos com uma perda de autonomia financeira nas universidades e um desvirtuamento do papel da fundação. Basta notar quanto do montante investido pela FAPERJ se deu na forma de verba descentralizada para as universidades. Assim, vejo que o aparente crescimento do investimento não ocorreu de fato, pois o montante final acabou sendo basicamente o mesmo. Aliás, algo que é preciso ser ressaltado é que não temos nenhuma forma de controle sobre onde é gasto aquilo que se diz ter sido gasto em C&T. De quebra, a capacidade das Instituições de Ensino Superior estaduais de decidir de forma autônoma os seus eixos de pesquisa também se tornou praticamente nula. Além disso, tenho informações seguras de que a UENF está perdendo espaço em determinadas ações de descentralização financeira dentro da FAPERJ, dada a capacidade maior de pressão que o reitor da UERJ possui.

Por outro lado, a profusão de editais lançados pela FAPERJ à guisa de diversificar seu portfólio de áreas gerou uma prática nefasta para os pesquisadores que é de se cortar quase sempre 50% do que é solicitado, o que compromete a qualidade das pesquisas que, porventura, sejam agraciadas com financiamentos. 

Outro aspecto pouco abordado é o uso da FAPERJ para apoiar instituições privadas de ensino que, a grosso modo, não possuem nenhuma tradição de pesquisa, fato que não tem impedido que recursos escassos nas instituições públicas sejam repassados para estas entes privados com um retorno para lá de duvidoso.

Quero lembrar também que nos anos de 1999-2002 (no governo de Anthony Garotinho) tivemos um afluxo impressionante de recursos na UENF via FAPERJ, o que não se repetiu em nenhum outro governo depois, ao menos no que tange nas atividades precípuas da FAPERJ, e não no que se transformou a fundação nos últimos 7 anos e cinco meses. E o interessante é que não vejo esse balanço sendo feito dentro da UENF, provavelmente porque teríamos de fazer uma auto-crítica de como todo aquele dinheiro foi empregado e quais foram resultados objetivos, tanto do ponto de vista de ciência básica como aplicada.

Voltando à minha análise sobre a falta de uma direção capaz à frente da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Aqui!), não me prendi ao elemento financeiro, justamente por todos os itens listados acima. Para mim, o elemento econômico não sobrepõe ou resolve a inexistência de uma verdadeiro política de desenvolvimento científico e tecnológico. E esses três secretários que eu abordei jamais se posicionaram pela formulação de uma política fluminense de C&T. Em minha modesta opinião, e principalmente no primeiro mandato de Sérgio Cabral, o que ocorreu foi a troca dessa formulação por desembolsos financeiros que aliviam mas não resolvem as lacunas existentes no fortalecimento de um sistema fluminense de C&T. E não haveria como com o quilate dos secretários que foram se sucedendo cujo conhecimento da pasta era próximo do nulo. Aliás, o enfraquecimento da SECT está na raiz das dificuldades estruturais que todas as universidades estaduais sofrem neste momento.

A reinauguração da unidade de experimentação animal da UENF: caso de déjà vu ou simples requentamento de boas novas?

Em meio a essa feriado prolongado me lembrei de uma notícia lançada pela Assessoria de Comunicação da Universidade Estadual do Nrte Fluminense (UENF) sobre a inauguração de uma unidade de experimentação animal com a presença do Prof. Ruy Garcia Marques, presidente da FAPERJ (Aqui!) no dia 15/04/2014, e comecei a ter uma sensação de déjá vu (que em francês significa “já visto”). Fazendo uma busca no Google, eis que rapidamente achei uma matéria publicada pelo site Ururau onde a notícia é também a inauguração da referida unidade de experimentação animal em 28/06/2011 (Aqui!). 

Como a reitoria da UENF é composta basicamente pelos mesmos membros, o problema aqui não deve ser de esquecimento, mas de uma necessidade total de passar a sensação de que tudo está normal na instituição. Se não fosse pela internet e pelo Google, talvez até conseguissem passar ilesos….

Vejam fotos da inauguração de 2011 e de 2014 apenas para deixar claro que essa situação é mesmo um déjà vu que nada tem de acidental. Afinal, a única coisa que parece ter mudado é que a estrutura que abriga a “Unidade de Experimentação Animal” ganhou um andar extra. Assim, poderia até se falar em reinauguração e nunca de “inauguração”. Mas dai o efeito seria menor, e o presidente da FAPERJ talvez não se sentisse tão lisonjeado.

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Foto da inauguração de 2011

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Foto da “inauguração” de 2014

Mas para quem não se lembra mais, é na “Unidade de Experimentação Animal” que fica localizado o tomógrafo que já mereceu uma matéria bastante controvertida na Revista Somos Assim que mostrou problemas sérios no processo de importação deste equipamento  numa matéria intitulada “Estranha compra de Tomógrafo de empresa de Miami Beach embaça imagem da Uenf” (Aqui!). Aliás, a coincidência maior neste caso é que  tal tomógrafo foi importado com recursos da FAPERJ. Será que nessa visita o presidente da FAPERJ viu o tomógrafo em funcionamentoo ou se ficou apenas nos discursos?

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Sérgio Cabral transforma cerimônia da FAPERJ em palanque para Pezão e expõe a miséria da ciência fluminense

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No dia de hoje (01/04), o (des) governador Sérgio Cabral usou de forma descarada uma cerimônia de entrega de termos de outorga de projetos de pesquisa da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) (que reuniu pouco mais de 500 pesquisadores fluminenses) para fazer palanque eleitoral para o vice (des) governador Luiz Fernando Pezão.  Sem maiores cerimônias, Cabral apresentou os números dos investimentos feitos em ciência e tecnologia ao longo de seus 7 anos de governo, e que deveriam deixá-lo rubro de vergonha. Segundo Cabral, em seu (des) governo foram investidos cerca de R$ 2,1 bilhões de reais na FAPERJ, o que daria cerca de 300 milhões anuais e míseros R$ 25 milhões mensais.

Apenas para vias de comparação, a Fundação de Amparo à Pesquisa do estado de São Paulo (FAPESP) teve um resto de caixa apenas em 2012 de R$ 1,02 bilhão. Já a Universidade de São Paulo (USP) teve apenas em 2013 um orçamento alocado de R$ 4,03 bilhões (Aqui!). Por comparação,  a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) precisaria de mais de 20 anos para chegar ao mesmo montante do que a USP recebeu apenas em um.

Quanto a Pezão, o que ele já deve saber é que vai precisar dar uma pronta resposta às demandas dos três segmentos da comunidade universitária da UENF que estão hoje em greve justamente pela situação calamitosa que o (des) governo de Sérgio Cabral causou nas três universidades fluminenses.

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Mas a cerimônia que já beirava o constrangedor teve um ápice surpreendente quando uma mãe invadiu o recinto da cerimônia para cobrar respostas de Sérgio Cabral sobre o ocorrido com o seu filho.  Um novo Amarildo era a última coisa que Cabral deveria querer no palanque de Pezão. Mas as coisas nem sempre saem como os (des) governantes planejam. Felizmente!

Eu fico imaginando onde andam o Ministério Público Eleitoral e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro que ainda não tomaram nenhuma medida crível para parar esses eventos de campanha eleitoral fora de época que Sérgio Cabral para tentar alavancar a patinante candidatura de Pezão. Ou será que eles só se preocupem com os brindes de Anthony Garotinho e as propagandas de Lindbergh Farias?

Finalmente, pensando bem, como hoje é Primeiro de Abril, vai ver que Sérgio Cabral quis apenas pregar uma mentira a mais.