Tentativa de manipulação da informação vira piada nas redes sociais

Por Luka Franca

Manchete original do G1 (portal das organizações Globo)

A tentativa de criminalizar o PSOL e sua militância por parte da grande mídia virou piada nas redes sociais. Desde o domingo (9/2) matérias tentando criminalizar e envolver o partido tem sido veiculadas pelos veículos ligados as Organizações Globo. A primeira matéria a ser alvo de piada foi uma nota publicada pelo G1 com a manchete “Estagiário de advogado diz que ativista afirmou que homem que acendeu rojão era ligado ao deputado Marcelo Freixo” que virou meme nas redes sociais já na segunda-feira (10/2).

Além dos memes gerados por conta da matéria publicada pelo G1 na terça-feira (11/2) também aconteceu um tuitaço #LigaçãoComFreixo em que as pessoas criticavam a grande mídia e também tiravam sarro sobre a suposta ligação com Freixo, a hashtag chegou a ficar entre os assuntos mais comentados do TrendTopics Brasil (lista de assuntos que mais são falados no twitter).

Um dos memes da página "Eu tenho ligação com Marcelo Freixo"

Além dos memes com a matéria e o tuitaço pelo menos duas páginas dedicadas a criar memes e divulgar apoio contra a tentativa de criminalização tentada pela grande mídia foram criadas no Facebook. As páginas “Eu tenho ligação com Marcelo Freixo” e “Estagiário disse” já somam juntas mais de 42 mil seguidores e divulgam postagens bem humoradas sobre o caso.

Na “Eu tenho ligação com Marcelo Freixo” memes baseados em filmes como “Sexto Sentido”, “ET” e “Matrix”, além de aparecer um meme do deputado estadual com a frase “me liga, me manda um telegrama, uma carta de amor”.

“Tem coisas que só o humor resolve”, disse Caio Almendra, um dos administradores da página “Eu tenho ligação com Marcelo Freixo”. “Quando a notícia começa de forma tão idiota, simplesmente apontar a idiotice dela é se rebaixar”, conclui.

A mesma toada segue a página “Estagiário disse”. Com memes simulando o layout do site G1 fazendo piada em cima da reportagem publicada no começo da semana, além de publicar vários prints das pessoas fazendo piada com #LigaçãoComFreixo pelo twitter.

FONTE: http://www.virusplanetario.net/tentativa-manipulacao-informacao/#ixzz2tHUFOKwL

Nem precisa torturar que eu confesso: tenho ligações com Marcelo Freixo!

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As organizações Globo estão tentando utilizar o episódio ainda mal explicado da morte do cinegrafista Santiago da Band TV para atacar sem nenhum pudor o deputado estadual Marcelo Freixo do PSOL/RJ.  Como conheço o Freixo desde antes de que ele assumisse o cargo de deputado, sei que ele não apoia ou tolera o uso de métodos violentos para fazer política. Assim, se alguém mais precisa ser ligado a ele pelo respeito que ele adquiriu na prática política, na defesa dos interesses trabalhadores e dos direitos dos que ninguém defende, por favor, me coloquem na fila.

E como eu disse, nem é preciso prender e arrebentar. Eu entro na fila de forma voluntária!

Diretório do PSOL de Itaocara responde à matéria da Revista Veja

Neste domingo 12 de janeiro, o site da revista Veja publicou uma extensa nota sobre a administração popular do PSOL no município de Itaocara/RJ. Da longa entrevista efetuada ao Prefeito, companheiro Gelsimar Gonzaga, praticamente não reproduz nada. Se utilizando de inverdades e deturpando os fatos, o jornalista aproveita o espaço para deflagrar um virulento ataque ao partido e especialmente à esquerda que não aceita ser domesticada.

Não poderia ser diferente. A linha editorial da Veja representa o que há de mais atrasado no espectro ideológico e político do Brasil. Acostumados a ser governo, estão em decadência, pois a velha direita – da qual Veja faz parte -, foi substituída por uma nova direita muito mais hábil e com verniz vermelhinho e popular (os governos do PT). Pior do que ser de direita, é ter seu lugar roubado pelos antigos inimigos de esquerda e depender deles para ter contratos milionários assinados com o Estado brasileiro.

Daí que os ataques da Veja são verdadeiros elogios, pois nos indicam que estamos no caminho certo. Não que vamos resolver todos os problemas, pois o PSOL não governa o país, nem o estado do Rio de Janeiro e ninguém pode acreditar que é possível fazer a Revolução ou construir o socialismo a partir de um pequeno município. Mas o ataque desproporcional desta matéria contra a administração de Itaocara demonstra um ódio de classe e o desconforto que nosso governo traz para os interesses da velha prática política. Para nós foi a “prova dos nove”, a prova de que o Governo do Povo de Itaocara está indo muito bem!

Sucupira?

Destilando ódio na tentativa de ridicularizar nossa administração, a Veja compara Itaocara à Sucupira, a cidade do carismático e corrupto Prefeito Odorico Paraguaçu. Nela se passam as histórias onde o genial Dias Gomes fez uma caricatura perfeita do que é a política em nosso país. Criticando e ironizando as obras superfaturadas, as negociatas, a política de troca-troca, e, porque não (?), o recebimento de verbas públicas por grandes jornais e REVISTAS, esses tipos de coisas que nossos detratores conhecem muito melhor que nós.

Gelsimar não é Odorico e Itaocara não é Sucupira. Longe disso. Gelsimar Gonzaga é um trabalhador, um sindicalista, um lutador do povo, e nos orgulha que tenha chegado à Prefeitura depois de muitos anos de batalhas políticas e eleitorais sem mudar de lado. Odorico Paraguaçu representa a atual classe dominante, inescrupulosa e corrupta, e nesse sentido pode ser assemelhado a muitos dos ex-presidentes ou governadores de Estado pelos quais Veja nutriu paixão servil. A História não pode ser apagada.

Itaocara é a anti Sucupira brasileira e este talvez seja o maior legado até aqui: demonstrar que a velha política pode e deve ser superada! O que destaca Itaocara não é o caos como tenta passar a Veja. É a participação popular nas decisões do governo. É o ineditismo das assembleias populares escolhendo secretários, ou recebendo prestação de contas do governo. O que para nós é um dever, governar junto à população, para a Veja é um “caos”.

Sucupira hoje é o Brasil do Mensalão, tanto o do PT que Veja se escala para ser denunciante número 1, quanto o do DEM de Brasília e o Tucanato Mineiro, que Veja faz questão de não comentar. Sucupira é a entrega do patrimônio público como o Pré-Sal, os portos e aeroportos em troca de financiamento de campanha ou de polpudas comissões; é o financiamento da Copa com dinheiro público em detrimento da saúde e da educação. Sucupira é o Estado do Rio de Janeiro, que apesar dos demagógicos discursos, depois de três ou quatro anos, tem a construção de casas para as tragédias de Niterói e da Região Serrana avançando a passos de cágado. Sucupira é o Maranhão, onde impera a barbárie e o crime enquanto os Sarney compartilham com Lula e o PT a farta mesa de lagostas, caviar e champanhe.

Nada disso acontece em Itaocara. O passe-livre para os estudantes do município que parece incomodar a Veja é bancado com o que nossa administração conseguiu poupar acabando com licitações duvidosas e terceirizações desnecessárias, na prática, pagamos o passe livre porque acabamos com a corrupção. Diferente do que publica a revista, Itaocara tem avançado muito na área de saúde. Bem que o jornalista Daniel Haidar tentou insistir no hospital para escrever que não tinham médicos, mas infelizmente para Veja o número de médicos do município dobrou. Tivessem pesquisado os medicamentos, teriam percebido também que em um ano de governo, dobramos o número de pacientes atendidos com medicação gratuita fornecida pela Prefeitura; Veja também não quis registrar, embora tenhamos mandado por escrito e falado pessoalmente, a compra de novos veículos para o transporte de pacientes para outros municípios. O aparelho de ultrassonografia, comprado com muito esforço e que chegara uma semana antes, é apresentado por Veja de nariz torcido mas, por sorte, será de grande utilidade para a população e nada do que Veja escrever irá mudar este fato; e a cartada final de Veja na saúde foi tentar colocar em nossa conta o fato do Hospital estar numa área de risco, ao invés de ressaltar que desde o início do mandato essa tem sido a principal luta da administração em construir um novo hospital em um local seguro.

Também em obras públicas avançamos e muito. A Veja se regozija informando que o Programa “Somando Forças” do governo Sérgio Cabral, seguindo a velha prática de beneficiar só aliados, não destinou recursos para Itaocara, mas apesar disso asfaltamos diversas ruas com recursos próprios, compramos um caminhão compactador de lixo e conseguimos recuperar cerca de 07 máquinas pesadas que estavam virando sucata nas administrações anteriores, tudo isso no bojo de ir rejeitando a sanha e as cantadas privatistas, que também se enraízam nas pequenas cidades brasileiras.

Marcelo Freixo, Chico Alencar, Jean Wyllys…

A administração do PSOL em Itaocara tem muito orgulho de contar com o apoio efetivo e concreto dos destacados parlamentares psolistas. Apoio técnico, político, com emendas parlamentares e interlocução. O PSOL no Estado do Rio é a força política que mais cresce, em cada manifestação, nas lutas, greves e também nas eleições. Esse é um dos motivos pelos quais somos atacados pela revista Veja.

Como não tem nada a dizer contra nossos parlamentares e da relação destes com a prefeitura de Itaocara a Veja “denuncia” que Chico e Jean Wyllys apresentaram emendas no valor de 3 milhões de reais cada um “para tirar o poder público da imobilidade”. Perguntamos: qual é o problema dos parlamentares do PSOL ao exercer seu direito de destinar recursos públicos para obras públicas num município de seu estado? Mas o que é uma mentira deslavada é que a Prefeitura esteja imobilizada. Nem a difícil relação com a Câmara de Vereadores, nem a falta de apoio do governo estadual e federal, conseguiram impedir avanços para a população de Itaocara, que como reflexo das jornadas de junho tem se manifestado nas ruas contra a velha política.

Mas o “relato” da Veja não para por aí. Querendo, sem conseguir, dar uma de Dias Gomes, o jornalista escreve sua própria novela: para “evitar o vexame”, salvar o Gelsimar e ter os votos do PR em favor da deputada Janira Rocha, o deputado Marcelo Freixo teria feito uma “composição” com Antony Garotinho! Quanto delírio! É certo que Marcelo Freixo chamou Garotinho, mas não para fazer composição política e sim para exigir que os vereadores de sua base parassem na sua intenção de dar um golpe no Prefeito eleito democraticamente. O mesmo que foi discutido na reunião posterior com os vereadores e o deputado do PR. Essa é a verdade das coisas.

 Salários atrasados, greve dos médicos e CPI

O ano não terminou com salários atrasados. Aliás, em um ano de mandato, só houve atraso de pagamento de uma categoria que foi a dos médicos, por cerca de 10 dias, em novembro, não por culpa da prefeitura, mas pela demora na aprovação da suplementação de verbas por parte da Câmara de Vereadores, o que motivou a ida do Prefeito Gelsimar até o Calçadão, fato este que está registrado no vídeo que Veja colocou em seu site. Ainda assim, esta greve por um pequeno atraso de salários, foi apoiada pelo Prefeito e pela Prefeitura. Além disso, não houve sequer um dia de atraso no pagamento dos servidores durante o ano inteiro. Será que Veja está se referindo ao fato de o pagamento de dezembro ter saído no dia 24/12? Se for, nos cabe informar que o salário saiu cerca de 15 dias antes do seu prazo legal, que é sempre o 5º dia útil do mês seguinte ao que foi trabalhado. Infelizmente, quem lê a matéria da Veja e não ler nossa nota vai ficar pensando que em dezembro ninguém recebeu salário por aqui… Lamentável, Veja.

Sobre a CPI, Veja curiosamente esqueceu-se de informar qual o motivo e a justificativa da mesma. Talvez porque nem Veja pudesse defender o absurdo que é ter uma CPI aberta por supostos ofícios não respondidos. Não informou também que a CPI foi derrubada na justiça comum por iniciativa do único vereador do PSOL na cidade – Fernando Arcênio – e que agora há uma Comissão Processante, sob o mesmo tema, com os mesmos argumentos, mesmo com todos os ofícios respondidos. É um absurdo tentar passar a imagem para o país que Gelsimar esteja sendo acusado de algum ilícito ou falta moral, coisa que nem a oposição de direita da cidade ousa fazer.

Uma nova forma de governar

Na sua intenção de demonstrar o caos, a Veja diz que “a falta de disposição para negociar” é a que causa “paralisia” na cidade e teria produzido o rompimento do Vice Juninho com Gelsimar. Mais uma mentira. Como já demonstramos anteriormente, a Prefeitura não está paralisada, pelo contrário, convocou importantes mobilizações para incorporar a população no debate aberto da cidade, avança na saúde, avança na educação, onde em 2014 teremos diminuído a média inaceitável de 40 alunos por sala de aula para 25, nos serviços básicos da cidade, nos direitos dos servidores concursados que neste mês de janeiro irão estrear o vale alimentação no valor de R$107,00. A concepção de crise e caos da Veja é muito peculiar mesmo. Também não é verdade que não queremos negociar. Mas negociar o que, e como? O Prefeito aceita negociar, mas sob a condição que já transmitimos publicamente: de forma pública e transparente. Veja confunde negociação com negociata. Infelizmente, o que a oposição de direita quer é partilhar as verbas do município em beneficio próprio e isso não vamos aceitar. Querem perpetuar as velhas práticas e manter fatias da administração sob seu comando para utilizar eleitoralmente.

O diferencial de nossa administração que tanto horroriza a Veja é a total honestidade, transparência e participação popular. Por isso instalamos o Portal da Transparência, por isso nosso Prefeito continua se comunicando com a população de forma direta através dos alto falantes montados no seu fusca, por isso iremos fortalecer as assembleias por bairros, por setores, por categorias como já vínhamos fazendo durante 2013.

Finalmente

As críticas da Veja são músicas para nossos ouvidos. Para quem está governando para o povo pobre e trabalhador, respeitando os compromissos de campanha e enfrentando os métodos de “toma-lá-dá-cá” da velha política, as calúnias de quem foi cúmplice e colaborador da ditadura militar, como ela teima em não reconhecer, são elogios. Depois de rifarem Mino Carta, seu idealizador e Editor Chefe, escancarou-se a linha pró-militares sob o comando geral de Roberto Civita. Veja vive nessa época, desses tempos até 2002, sentindo saudades de FHC e outros. Dos tempos atuais, a editora Abril gosta apenas dos contratos milionários, como o que acaba de assinar com o Ministério da Educação. Definitivamente, o que Veja mais odeia desses tempos são as milhões de pessoas nas ruas, como estamos fazendo agora. Nosso caminho continuará a ser do lado da população que quer mudanças e longe, bem longe dos velhos métodos e das historias dos políticos da ordem e de publicações como a Revista Veja.

Itaocara, 14 de janeiro de 2014

Diretório Municipal PSOL

Consciência negra e cidadã: Comunidade Quilombola de Barrinha/SFI/RJ vai à ALERJ

 

Representantes da Comunidade Quilombola de Barrinha compareceram à ALERJ em apoio aos camponeses e pescadores do Açu. Participaram da Audiência Pública que a Comissão de Direitos Humanos da Alerj, presidida pelo Deputado Marcelo Freixo (PSOL), organizou a fim de buscar respostas e alternativas para os danos sociais, ambientais que os atingidos do Porto do Açu vêm sofrendo ao longo dos anos.

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 Após a Audiência os representantes entregaram um documento ao Deputado Marcelo Freixo solicitando investigação da licença que o INEA estaria analisando sobre a construção do Porto Canaã, vizinho à comunidade de Barrinha. Relataram que o Estudo de Impacto Ambiental do empreendimento ignora a existência da comunidade e a pluralidade de fauna e flora marinha existente em sua praia, local onde o Porto pretende se instalar.

 Os agricultores atingidos pelo Porto do Açu, apoiados por vários movimentos sociais e organizações, entregaram alimentos aos cariocas. Se o campo não planta a cidade não janta!

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Os jovens Quilombolas de Barrinha/SFI exercendo a cidadania! Aprenderam: sem luta não há conquista!

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 Após analisar documento Deputado assume que vai encaminhar as medidas cabíveis. No mesmo dia os Quilombolas protocolaram carta provocando o Ministério Público Estadual através do CATE/GAEMA, na pessoa do promotor de justiça Vinícius Lameira. Agora cabe continuar a resistência histórica que a comunidade aprendeu sobrevivendo às adversidades e à discriminação racial.

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 São Francisco de Itabapoana, novembro de 2013.

JB: Porto do Açu: Alerj pede termo de ajustamento de conduta

Empreendimento de Eike Batista enfrenta denúncias sobre violação de direitos

cláudia Freitas

A Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (CDHU/Alerj) realizou nesta segunda-feira (11) audiência pública para tratar das denúncias relacionadas às violações dos direitos humanos e violência praticada contra os moradores do V Distrito de São João da Barra, no Norte Fluminense, que teriam sido cometidas por órgão do governo do Estado e empresas do grupo de Eike Batista. As denúncias são referentes ao processo de implantação do Complexo Portuário  do Açu na região.

Moradores desapropriados pelo governo no Porto do Açu denunciam Cabral e Eike

Ministério Público Federal pede paralisação de obras do Porto do Açu

Na audiência, ficou acertado que o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol), que preside a CDHU, vai se reunir com o procurador-geral de Justiça do Rio, Marfan Vieira, e solicitar a apresentação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre o grupo produtor de aço Ternium e o Ministério Público Estadual (MPE), para que seja avaliado pela Alerj. O procurador Leandro Manhães, do  MPE em Campos dos Goytacazes, já havia solicitado o TAC, que foi assinado no início do mês de agosto de 2013. O termo foi motivo de polêmicas entre os moradores desapropriados da região e a produtora de aço, por eles desconhecerem as  razões da adoção do documento, assim como também tiveram o acesso ao seu conteúdo vedado.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, Marcelo Freixo, na audiência do Portuário do Açu
Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, Marcelo Freixo, na audiência do Portuário do Açu

No encontro desta segunda-feira também foi analisada uma agenda de reuniões específicas da CDHU com as secretarias envolvidas na implantação do Porto do Açu e seus órgãos correlatos. Essas reuniões teriam o objetivo de  apurar as responsabilidades sobre as violações dos direitos humanos que teriam ocorrido no processo de desapropriação, além das causas dos distúrbios ambientais que teriam ocorrido no distrito com a chegada do empreendimento. As duas secretarias relacionadas com a implantação do porto são de  Desenvolvimento Econômico e Social, do secretário  Júlio Bueno, e a de Ambiente, atendida por Carlos Minc. Já os órgãos do governo do Estado que deverão prestar esclarecimentos são o Inea e a Codin.

Segundo o presidente da associação de Pequenos Produtores Rurais do Açu (Asprim), Rodrigo Santos, deve ser encaminhado ao MPE de Campos um pedido elaborado pela  entidade representativa de novas investigações sobre as ações de desocupação da área pela Codin, que na opinião dos agricultores e proprietários viola os direitos humanos e, por ser executada por grupos de empresas em parceria com o governo estadual, deve ser observada como “formação de quadrilha”. A Asprim pede ainda investigações das questões ambientais, como é o caso específico da salinização causada pelo aterro hidráulico construído pela LLX e pela OSX.

Porto do Açu: empresa de Eike pode ter causado grande desastre ambiental

Rodrigo disse que uma comunicação será enviada ao deputado Roberto Henriques, que preside atualmente a “Comissão especial do Porto do Açu” , cujo objetivo  é apurar as consequências econômicas do colapso do Grupo EBX sobre o projeto do Porto do Açu, sobre as questões elencadas na audiência da CDDHU. Além disso, o deputado Marcelo Freixo deverá enviar solicitação a Henriques para que a comissão especial também inclua as organizações da sociedade civil no processo de discussão, de modo a ampliar o escopo das apurações para apurar as questões sociais e ambientais que foram geradas pela implantação do Porto do Açu.

FONTE: http://www.jb.com.br/rio/noticias/2013/11/12/porto-do-acu-alerj-pede-termo-de-ajustamento-de-conduta/

Audiência da CDHU da ALERJ sobre o Porto do Açu aprova pacote de medidas para apurar responsabilidades sobre violações

Cartaz da Audiência Pública DH Alerj 11-11-2013

Acabo de conversar via telefone com o Rodrigo Santos, vice-presidente da ASPRIM , sobre o que ocorreu na audiência da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania (CDHU)  da ALERJ  sobre “As Violações de Direitos Humanos na Implantação do Complexo Portuário – Industrial do Açu ” que ocorreu na parte da manhã desta segunda-feira (11/11). Segundo o que me informou o Rodrigo Santos, a audiência teria sido bastante animada, produzindo uma série de decisões importantes para a continuidade da luta dos agricultores e pescadores artesanais do V Distrito de São João da Barra. As principais decisões seriam as seguintes:

 1) Pedido de informações ao procurador Leandro Manhães do MPE em Campos dos Goytacazes sobre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que foi assinado no início do mês de Agosto de 2013. O TAC foi feito entre o Ministério Público (MP), a Ternium e a Siderúrgica do Norte Fluminense (SNF), sem a presença de entidades que na Justiça questionam o licenciamento e o uso da área. Além disso, o MPE de Campos não teria comunicado as razões da adoção desse TAC tanto ao GAEMA como ao GATE do MPRJ, tornando então necessário este pedido de informações pela CDHU sobre o conteúdo deste TAC.

2) Realização de reuniões específicas da CDHU com as secretarias diretamente envolvidas na implantação do Porto do Açu e seus órgãos correlatos para se apurar as responsabilidades sobre as violações dos direitos humanos que ocorreram neste processo, bem como os problemas ambientais que foram identificados.  No caso as duas secretarias são as Desenvolvimento Econômico e Social, comandado por Júlio Bueno, e a de Ambiente, comandada por Carlos Minc. Os órgãos que deverão prestar esclarecimentos são o INEA e a CODIN.

3) Também serão enviados pedidos ao MPE e ao MPF de Campos para que sejam investigadas a fundo todas as denúncias de violações de direitos humanos, inclusive a questão da possível formação de quadrilha. Além disso, também será solicitado que o MPE e o MPF apurem os problemas de natureza ambiental, como é o caso específico da salinização causada pelo aterro hidráulico construído pela LLX e pela OSX.

4) Uma comunicação será enviada ao deputado Roberto Henriques, que preside atualmente a “Comissão especial do Porto do Açu” (cujo objetivo declarado é apurar as consequências econômicas do colapso do Grupo EBX sobre o projeto do Porto do Açu) sobre as questões elencadas na audiência da CDDHU. Além disso, o presidente da CDDHU, deputado Marcelo Freixo, deverá enviar solicitação ao Roberto Henriques para que a comissão especial também inclua as organizações da sociedade civil no processo de discussão, de modo a ampliar o escopo das apurações para apurar as questões sociais e ambientais que foram geradas pela implantação do Porto do Açu.

ASPRIM prepara pauta de demandas para a audiência da CDDH da ALERJ

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Como já anteriormente informado aqui neste blog, nesta próxima segunda-feira (11/11) a Comissão de Direitos Humanos (CDDH) da ALERJ, sob a presidência do deputado Marcelo Freixo (PSOL) deverá realizar uma importante audiência para discutir as múltiplas violações dos direitos humanos que foram cometidas durante a implantação do Porto do Açu.

Coerente com a sua trajetória de defesa intransigente dos direitos dos agricultores familiares do V Distrito, a ASPRIM, única organização com legitimidade para pleitear tal representação, preparou uma pauta de demandas que colocam o dedo na ferida, e exigem uma resposta por parte do (des) governo de Sérgio Cabral e dos novos donos do Porto do Açu, a multinacional estadunidense EIG.

Eis a pauta preparada pela ASPRIM para ser apresentada na audiência da CDDH no dia 11/11:

  • 1° Extinção de todos os processos de desapropriação em curso no tribunal estadual;
  • 2° Elaboração de um plano de dessalinização e de indenização aos afetados por tal, bem como recolocação da areia que soterrou áreas produtivas de volta para alto mar;
  • 3° Criação de um programa extensivo de auxílio sócio-econômico, ha todas as famílias afetadas por falta da cadeia produtiva, que deixou de existir nestes 5 anos ou que ainda virão a ser afetadas;
  •  4° Realização de um grupo de trabalho, para opinar em todo e qualquer plano de avanço (projeto) em áreas produtivas e ou áreas ambientais, em âmbito estadual (formados pela sociedade civil e organizações sociais e de defesa do meio ambiente) evitando catástrofes como a do projeto do Porto do Açu, da Baía de Sepetiba e do Comperj.

Agora vamos esperar que essa audiência represente efetivamente um passo na punição dos responsáveis pelas inúmeras violações cometidas, e que continuam a ser documentadas pela ASPRIM.