Servidores fecham entradas da UENF para protestar contra Pezão

O campus da UENF em Campos dos Goytacazes amanheceu fechado por servidores ligados ao SINTUPERJ numa forma de protesto contra o que eles consideram ter sido um processo de discriminação cometido pelo (des) governador Luiz Fernando Pezão no envio do projeto de lei 3050/2014 que reajustou (precariamente devo dizer) os salários de professores e servidores da instituição.

Esse fechamento ocorre num momento bastante delicado, visto que a direção executiva do SINTUPERJ, que está localizada no campus Maracanã da UERJ, enviou correspondência desautorizando a greve dos servidores técnico-administrativos da UENF.

De toda forma, esse protesto demonstra que a fórmula adotada pelo Secretaria de Planejamento e Gestão (SEPLAG) e pela própria reitoria da UENF não acalmou os ânimos, o que promete causar ainda outros protestos ao longo de 2014, coincidindo com um processo eleitoral que já se avizinha bastante problemático para Luiz Fernando Pezão, que agora se tornou o alvo da ira dos servidores da UENF.

Abaixo imagens do protesto.

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Com um sindicato como esse, quem precisa de patrão?

Os servidores técnicos-administrativos da UENF se reuniram ontem em assembleia e decidiram retornar ao processo de greve que tinham suspenso para viabilizar a negociação salarial com o (des) governo do Rio de Janeiro. Ainda que eu tenha uma posição crítica sobre essa decisão por achá-la pouco eficiente neste momento de lei eleitoral se sobrepondo aos direitos dos servidores públicos, não posso deixar de mostrar uma curiosa correspondência enviada pela direção executiva do SINTUPERJ, sindicato ao qual os servidores da UENF estão ligados por meio de uma delegacia sindical. 

Vejamos o que diz a correspondência assinada pelo Sr Antonio V. Fernandes da direção executiva do SINTUPERJ:

 

Ofício nº102lSINTUPERJl2014 30 DE JUNHO 2014O problema é que além de anular, baseada supostamente no Estatuto, a direção executiva do SINTUPERJ não informa apenas aos seus delegados sindicais da UENF esta decisão, mas também à reitoria e a três secretarias de governo! Se isso não for entregar seus próprios membros ao carrasco, eu não sei o que é.

Por isso eu só posso lamentar a atuação da direção do SINTUPERJ.  E cabe ainda a pergunta: com um sindicato como esse, quem precisa de patrão?

 

Acciona emite nota sobre última paralisação de trabalhadores do Porto do Açu

Recebi e publicizo nota recebida da Assessoria de Comunicação da Acciona sobre a última paralisação dos trabalhadores do Porto do Açu que resultou de reclamações dos trabalhadores sobre o não-pagamento de salários e outras irregularidades trabalhistas que estariam sendo cometidas na construção do complexo portuário idealizado pelo ex-bilionário Eike Batista.

Nota da  nota da Acciona sobre a notícia das manifestações no Porto do Açu

Devido a citação da Acciona nas matéria publicadas recentemente por conta da greve que aconteceu na localidade de São João da Barra no dia 27/06/2014, a empresa esclarece que seus funcionários trabalharam com normalidade e portanto, não integraram as manifestações que ocorreram no Porto do Açu.

Porto do Açu: um padrão de desrespeito aos direitos dos trabalhadores

O material abaixo foi publicado pelo site jornalístico URURAU e representa uma tentativa de esclarecimento público da FCC-Tarrio sobre os problemas trabalhistas que resultaram num protesto que fechou as entradas das obras do Porto do Açu no dia de ontem (28/06). Eu só tenho um comentário a fazer sobre esta nota: o uso da desculpa de que o culpado é o mordomo (no caso a empresa terceirizada pela FCC-Tarrio) é tão velha quanto o costume de violar direitos trabalhistas.

Como essa é uma multinacional espanhola, eu lembro ainda que outra firme desse país, a Acciona, recebeu acusações semelhantes e, na época, jogou a responsabilidade também sobre uma firma terceirizada, no caso a Hispabrás (Aqui!). Como se vê, nem a saída de Eike Batista e da LL(X) e a entrada da EIG Global Partners e da Prumo serviu para queo respeito aos direitos trabalhistas garantidos pela legislação brasileira sejam respeitados.

E nisso tudo eu fico me perguntando onde andam o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o sindicato que representa a categoria, Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Mobiliários (STICONCIMO).

 

Esclarecimento da FCC-Tarrio TX-1 Construções Ltda.

Empresa foi acusada de ter deixado de honrar com o pagamento de salários e fornecedores

 Divulgação

Empresa foi acusada de ter deixado de honrar com o pagamento de salários e fornecedores

Informe Publicitário

A FCC-Tarrio TX-1 Construções Ltda. torna público esclarecimentos sobre o envolvimento do nome da empresa com questão trabalhista de funcionários de uma das suas terceirizadas, amplamente divulgada pela imprensa local nos meses de maio e junho deste ano.

NOTA NA ÍNTEGRA


Recentemente, a FCC TARRIO TX-1 CONSTRUÇÃO LTDA., empresa do grupo espanhol FCC Construcción, que opera no segmento de obras de infraestrutura em todos os continentes, e que hoje é a responsável pela construção do quebra-mar no terminal 1 do Porto do Açu, teve o seu nome relacionado com uma questão trabalhista, na qual foi acusada de ter deixado de honrar com o pagamento de salários e fornecedores.

O fato é que a FCC-Tarrio foi envolvida neste cenário por uma de suas terceirizadas, não sendo, assim, responsável de forma direta pelos problemas criados por esta empresa, que por sua vez, para cumprimento do escopo contratual de montagem de estruturas metálicas, teve autonomia total na administração das suas atividades, incluindo-se a contratação de pessoal e fornecedores.

Prejudicados, já que não receberam pagamentos de salários, direitos trabalhistas e multas rescisórias desta empresa, dezenas de trabalhadores realizaram manifestações e acionaram o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Mobiliários (STICONCIMO).

Além do transtorno causado aos funcionários, diversos fornecedores do ramo de hotelaria e restaurantes também não receberam da empresa os pagamentos pelos serviços prestados e sentiram-se no direito de também manifestarem pelo recebimento de seus débitos.

Apesar de a FCC-Tarrio juridicamente não ser obrigada a arcar com os danos causados por esta empresa, uma vez que a responsabilidade pelos compromissos assumidos ser somente da terceirizada, decidiu, em prol do bem estar da população de São João da Barra e região, honrar com todos os pagamentos atrasados e devidos aos trabalhadores, assim como saldar débitos de grande parte dos fornecedores.

“Embora a responsabilidade dos pagamentos pertencerem a esta empresa terceirizada, nós, da FCC-Tarrio, muito mais preocupados com o bem-estar dos trabalhadores e fornecedores, resolvemos arcar com as despesas, que acumulou custos consideráveis. A nossa prioridade naquele momento foi realizar o pagamento dos funcionários e, posteriormente, baseados em lista gerada pela empresa terceirizada, acertar os débitos com os fornecedores”, explicou o gerente de Recursos Humanos da FCC-Tarrio Francisco Gandra.

Em coerência com o discurso de Gandra, Weliton da Fonseca, dono do restaurante Boi Grill, em São João da Barra, ratifica ter recebido suas pendências financeiras geradas pelo não pagamento da terceirizada: “A terceirizada, cujo nome prefiro não citar, nos contratou para fornecermos alimentação aos seus funcionários. Mas, após semanas de fornecimento, esta empresa não honrou com os compromissos. Fomos procurados por alguns representantes da FCC-Tarrio e conseguimos receber tudo aquilo que era nosso por direito. Eu só tenho elogios a fazer, pela transparência e respeito que fomos tratados. Nossas portas sempre estarão abertas para a FCC-Tarrio”, afirma Weliton.

Sobre a FCC-Tarrio


A FCC-Tarrio iniciou suas atividades no Porto do Açu terminal 1 em janeiro de 2013 com o objetivo principal de construir a estrutura de quebra-mar que possibilitará a atracação de navios de grande porte, os quais facilitarão as importações e exportações de comodities (especialmente minério de ferro e petróleo), produtos estes tão importantes para o desenvolvimento da região, do Estado e até mesmo do País.

Hoje, no Porto do Açu, a empresa conta com 650 colaboradores na sua folha de pagamento e 780 funcionários contratados pelas suas 24 terceirizadas, totalizando, assim, 1430 trabalhadores envolvidos diretamente no projeto.

“O foco principal da empresa é primeiramente honrar com todos os seus compromissos assumidos com seus colaboradores, fornecedores e cliente, priorizando a segurança no trabalho, a qualidade e o prazo de execução dos serviços. Nos sentimos honrados em poder participar de tão importante empreendimento, o qual trará inúmeros benefícios a toda região”, afirma o diretor do projeto, Antonio Piqueras.

A FCC-Tarrio está à disposição da população para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários.

FONTE: http://ururau.com.br/cidades46168_Esclarecimento-da-FCC-Tarrio-TX-1-Constru%C3%A7%C3%B5es-Ltda.

Acessos ao Porto do Açu amanhecem novamente fechados pelos trabalhadores

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Acabo de receber informações vindas do V Distrito de São João da Barra que está em curso um novo trancamento das vias de acesso ao Porto do Açu. Se isto se confirmar, restará saber qual foi a razão para mais essa manifestação dos trabalhadores. Uma coisa é certa: nem tudo anda tão calmo nas obras do porto que o ex-bilionário Eike Batista seria a “Roterdã dos trópicos”. 

Por outro lado, eu não ficaria surpreso se mais esse fechamento dos acessos aos Porto do Açu envolvesse não apenas questões salariais, mas também problemas relacionados às condições em que os trabalhadores estão vivendo. 

Agora vamos esperar que as informações comecem a fluir para sabermos o que de fato causou mais este lacramento do Porto do Açu. Uma coisa é certa: a Prumo vai ter que trabalhar duro, me perdoem o trocadilho, para as coisas não saírem de vez do prumo.

Na reunião do Colégio de Líderes da ALERJ, reitor da UENF é apontado como “apequenador” da instituição

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Na reunião do Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ), o reitor da UENF, Silvério Freitas, teve acesso ao uso da palavra na reunião que discutia um total de 39 emendas ao Projeto de Lei 3050/2014 que corrige os salários de servidores e professores da instituição criada por Darcy Ribeiro.

Pois bem, ao tomar a palavra, o deputado Comte Bittencourt (PPS) começou sua participação afirmando ao reitor, na presença do próprio, que ele apequenava a instituição para o qual foi eleito para liderar.

Esse fato é conhecido de todos aqueles que tem que trabalhar na UENF e amargar a incompetência da atual administração. Mas ver a figura máxima da instituição tomar tal descompostura dentro de um órgão que reúne todos os líderes partidárias na ALERJ não é bom para ninguém, pois revela que a instituição está realmente muito fragilizada em sua representação institucional,  justamente em uma conjuntura histórica em que precisaria que o oposto estivesse ocorrendo.

Felizmente, os sindicatos, especialmente a ADUENF, fizeram o trabalho que a reitoria deveria ter feito que é o de defender os interesses dos servidores, e lutar para que a UENF seja devidamente respeitada.

Braullio Fontes do DCE/UENF faz balanço da greve e convoca assembleia estudantil

No retorno às aulas na UENF na manhã desta segunda-feira, estive com o diretor geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Apolônio de Carvalho que representa os estudantes da UENF. Ele aproveitou para fazer uma avaliação do movimento de greve dos estudantes, as questões que foram pautadas e as respostas que foram dadas pela reitoria da UENF e pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.  Braullio também aproveitou para convocar uma assembléia estudantil para a próxima 4a. feira (25/06).

Abaixo vai o depoimento dado pelo diretor geral do DCE/UENF

O DIÁRIO: Pezão envia reajuste dos professores para a Alerj

Isaías Fernandes
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Professores da Uenf, embora não tenham concordado com projeto enviado à Alerj, vão retornar às atividades na segunda

O projeto de lei nº 3050/2014, enviado pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no último dia 18, que trata da reposição salarial dos professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), não agradou a Associação de Docentes da universidade (Aduenf). Segundo o conselheiro da Aduenf, professor Marcos Pedlowski, os valores apresentados no projeto são os mesmos propostos pela Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag) em julho de 2013. 

Ele disse que os índices de reposição variam entre 35% e 39% e serão pagos em duas parcelas, a primeira em julho de 2014 e a segunda em julho de 2015. “A Uenf vai continuar com os piores salários do país”, disse o professor, destacando que a Aduenf propôs emendas ao projeto de lei. “Estamos pedindo que a majoração dos vencimentos básicos seja realizada em uma única parcela em julho deste ano”. 

De acordo com Pedlowski, em reunião com os professores no último dia 06, o governador Luiz Fernando Pezão se comprometeu a estudar formas de melhorar a proposta. “Passados 12 dias daquele encontro, o que se vê é que o voto de confiança pedido por Pezão era mesmo para empurrar valores defasados goela abaixo dos servidores da Uenf”, afirmou. 

Diante da promessa do governo de enviar o projeto à Alerj, os professores decidiram, em assembleia no dia 9 de junho, suspender a greve, iniciada no dia 12 de março. A retomada das aulas está prevista para a próxima segunda-feira (23). Pedlowski acredita que o projeto seja votado na quarta-feira (24), pois havia a expectativa de ele começar a ser apreciado ontem.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/pezao-envia-reajuste-dos-professores-para-a-alerj-12576.html

Greve por uma escola que merecemos – Relato de um professor em processo de demissão

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Foto: Linhas de Fuga

 Por Pedro Guilherme Freire (professor da rede Estadual do Rio de Janeiro)

Hoje é um dia muito triste.

Depois de saber pela companheira e minha colega de colégio Ana Noguerol que já haviam mexido no quadro de horários da escola, fui ver se a direção do Julia Kubitschek e a secretaria de educação também haviam me expulsado das minhas turmas, como fez com a Ana. E não tive surpresas: foi assim que fizeram. Para elas, não trabalhamos mais nessa escola e nem trabalharemos mais.

Estamos revoltados! Como muitos colegas, peregrinei em várias unidades desde que tive uma escola onde trabalhava fechada. Mexeram na minha grade horária dezenas de vezes, me jogaram em diversas escolas e após muito desgaste fiquei em 4 escolas com 19 turmas. Nestas, não apenas trabalhamos como se fôssemos martelos. Criamos laços com os estudantes, fazemos amizades, participamos das suas vidas e histórias, como também participam das nossas. Entramos numa luta dura para melhorar a educação e nossas vidas e o que recebemos é isso: corte de ponto, corte de salário, prisões, bombas, expulsão das turmas e processo de demissão.

Nos expulsar das nossas turmas é como roubar a nossa vida de professor! Nos demitir é tirar nossa forma de sobreviver!
Nossa indignação hoje é imensa e nossa força pra derrubar estas injustiças também. Faremos de tudo, no município e no Estado, pra derrubar essas cassações políticas, esse terror, estas demissões.

Aos meus alunos, talvez, vocês já tenham outro professor no nosso lugar. Mas espero que vocês não esqueçam que enquanto estas e estes estavam viajando e vendo futebol na televisão, a gente estava acordando cedo e dormindo tarde, enfrentando a polícia de peito aberto, por uma escola que vocês e nós merecemos.

Para meus alunos: Andre Sousa Ana Paula Mendonça Lorena Costa MartinsTamiris Pattinson Eline Borges Laissa Braga Arthur Sany Lais Padua Maic Pimentel Dayane Pamela Julia Avelino Jhunior Cardoso Julliana OlimpioManu Pifani Mauro Esteves

que vocês saibam que eu não abandonei a turmas de vocês. Eu fui expulso.

FONTE: http://daslutas.wordpress.com/2014/06/19/greve-por-uma-escola-que-voces-e-nos-merecemos/

O dia 18 de Junho chegou e mostrou o valor da carta do (des) secretário de C&T do RJ aos professores da UENF

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No dia de 03 de junho de 2014 os professores foram atingidos pelo desrespeitoso ofício SECT/GAB/62/2014 onde o (des) secretário Alexandre Vieira (mostrado acima), entre ameaças e desrespeitos, informou que entre os dias 11 e 18 de junho seriam enviadas mensagens para a ALERJ, condicionando o envio da nossa à saída de greve até o dia 06; de junho.

Pois bem, veio a assembleia dos professores do dia 09 de junho e já sabemos o que aconteceu nela. Pois bem, o dia 18 de junho chegou, e ficou claro que a palavra e a assinatura do secretário Alexandre Vieira tem o mesmo valor, qual seja, ZERO!

E aí fico imaginando como ficam aqueles que dentro da UENF, incluindo o reitor Silvério Freitas, se colocaram em marcha para acabar com a greve dos professores, sem que houvesse qualquer garantia fosse dada por parte do (des) governo comandado por Luiz Fernando Pezão que as demandas que originaram um movimento justo e legítimo seriam finalmente atendidas?

Mas ainda bem que a ADUENF possui uma direção autônoma e que não se curva à primeira cartinha ameaçadora de algum (des) secretário de terceiro escalão de um (des) governo em fim de festa.

E a luta continua! Viva a ADUENF!