O nome é Odebrecht, mas pode me chamar de “tempestade perfeita”

storm

Ontem publiquei aqui neste blog, uma postagem intitulada “Os longos braços da Odebrecht” (Aqui!) onde eu fiz uma inferência óbvia sobre o caos político reinante no Brasil: dada a capilaridade das atividades do conglomerado Odebrecht, cedo ou tarde a questão das entregas paralelas de recursos financeiros a políticos chegaria a todas as esferas de governo.

Pois não é que eu precisei esperar pouco mais de 24 horas para ver a minha previsão se confirmar a partir de mais um dos vazamentos feitos por sabe-se-lá-quem de documentos apreendidos dentro da Odebrecht que mostram que políticos ligados a 18 (eu disse DEZOITO!) partidos receberam recursos da empresa.

Para quem quiser ter acesso a todos os nomes dos políticos arrolados nos controles financeiros da Odebrecht, basta visitar o blog do jornalista Fernando Rodrigues no site UOL (Aqui!).

Abaixo segue um aperitivo (na forma de uma matéria do jornal O DIA) do que esta lista ensejará nos próximos dias, já que muitos peixes graúdo da situação e também da oposição aparecem listados como recebedores e com seus nomes acompanhados de valores igualmente graúdos. Um detalhe curioso nesta matéria do O DIA. É que no material divulgado pelo jornalista Fernando Rodrigues aparecem os nomes de pelos três prefeitos da região Norte Fluminense, mas que estranhamente não são citados pelo jornal carioca.

Finalmente, uma pergunta que não quer calar: num momento em que estava tudo arrumado para fazer um impeachment a frio de Dilma Rousseff, a quem interessa a divulgação de uma lista que acerta em cheio os principais líderes do congresso nacional? 

Como diria Shakespeare… .and the plot thickens!

Políticos do Rio aparecem em planilhas da Odebrecht apreendidas pela PF

Altos valores são atribuídos a políticos fluminenses em planilhas que seriam do presidente da empreiteira

O DIA
Em lista, Paes é apelidado de Nervosinho. Um valor de R$ 5 milhões é atribuído ao prefeito

Foto: Levy Ribeiro / Parceiro / Agência O Dia

Rio – A Polícia Federal apreendeu documentos que mostram possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. Eles podem integrar o mais completo acervo da contabilidade palela da empreiteira, que foi descoberta nesta terça-feira, pela Operação Lava Jato. Políticos do Rio, como o prefeito Eduardo Paes; o ex-governador Sérgio Cabral; o deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha; o vereador Jorge Felippe, que preside a Câmara Municipal; o vereador Luiz Antonio Guaraná; e Jorge Picciani, que preside a Assembleia Legislativa (Alerj); aparecem na lista.

Segundo o portal UOL, que divulgou os documentos, as planilhas estavam em dois endereços ligados ao atual presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Silva Júnior, nos bairros do Leblon e de Copacabana, na Zona Sul. Elas foram apreendidas na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, e que foi realizada no dia 22 de fevereiro deste ano, mas só foram divulgadas ontem pelo juiz federal Sérgio Moro.

Ainda que sejam riquíssimos em detalhes e tragam nomes de políticos, bem como valores que cada um deles teria repassado à empreiteira, os documentos não podem ser considerados como prova de que houve dinheiro de Caixa 2 da empreiteira para os citado, uma vez que tratam-se de indícios, que somente serão esclarecidos no curso das investigações.

Além dos políticos do Rio, outros nomes aparecem na lista, como Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), que faleceu em 2014. Nas tabelas, menções a políticos e a partidos podem ser vistas. Elas são organizadas e trazem os valores, os cargos, partidos e até apelidos atribuídos aos políticos. Algumas tabelas indicam doações de campanha registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e trazem CNPJs e números de contas que os patidos usaram nas eleições de 2010, por exemplo.

Ainda segundo o UOL, a parte mais significativa das tabelas refere-se à campanha eleitoral de 2012, que elegeu prefeitos e vereadores, no entanto, as informações declaradas no Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE), do TSE, deste ano não correspondem com as que aparecem nas planilhas.

Ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, uma das tabelas apreendidas pela Polícia Federal atribuiu o valor de R$ 5.000.000. Já a Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, Jorge Picciani, o valor atribuído é de R$ 500 mil. Ao vereador Jorge Felippe, R$ 100 mil são atribuídos. E a Luiz Antonio Guaraná, R$300 mil. Os nomes dos políticos aparecem ao lado de apelidos. Eduardo Paes, por exemplo, é designado como “Nervosinho”. Já Sérgio Cabral, “Proximus”. A lista, que contempla políticos de diversos partidos, também conta com os deputados federais Otávio Leite (PSDB) e Rodrigo Maia (DEM), que representam o Rio na Câmara. As informações são do UOL.

FONTE: http://odia.ig.com.br/brasil/2016-03-23/politicos-do-rio-aparecem-em-planilhas-da-odebrecht-apreendidas-pela-pf.html

BH: peça inspirada em Chico Buarque é suspensa após ator e co-diretor defender impeachment no palco

claudio

Uma mostra que o impeachment de Dilma Rousseff não vai passar tão liso quanto alguns desejariam e a Rede Globo está anunciando está no vídeo abaixo.  As cenas caóticas que são mostradas resultaram na suspensão na encenação de uma peça musical inspirada na obra de Chico Buarque que ocorria ontem (19/03) no SESC de Belo Horizonte.

O responsável pelo tumulto que terminou no encerramento precoce da apresentação foi o ator e co-diretor, Cláudio Botelho, que quis aproveitar a estréia em Belo Horizonte para fazer uma declaração apaixonada em defesa do impeachment de Dilma Rousseff e da condenação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Além de mostrar que Cláudio Botelho não é uma pessoa muto antenada com o que está acontecendo no Brasil neste momento, essas cenas também indicam que ele cometeu um grave erro ao comprometer a atuação de seus pares que foram prejudicados pelo fato da maioria da platéia se retirar e ir nos guichês do teatro pedir o dinheiro da entrada de volta.

Após as manifestações de 18/03 uma certeza: aqui o golpe paraguaio não vai ser tão fácil

fernando-lugo-_764_573_1292190

Dias atrás, o senador paraguaio Fernando Lugo, derrubado do cargo de presidente em 2012 por um impeachment tão fajuto quanto o que está se armando contra Dilma Rousseff, alertou que a direita brasileira estava querendo repetir o mesmo esquema golpista que o vitimou.

A primeira observação é que poucos sabem, eu não sabia, que  Fernando Lugo não sumiu de cena após ser derrubado e ocupa um papel relevante no congresso paraguaio. De lá é que ele avisa aos brasileiros da natureza do processo que está sendo engendrado no congresso nacional, sob a batuta de Eduardo Cunha (aquele mesmo político com incontáveis contas secretas na Suiça que continua livre, leve e solto para levar a galope o processo de impeachment de Dilma Rousseff).

Mas mesmo o mais renhido dos defensores do impeachment dentro do congresso sabem que a partida está longe do seu capítulo final. É que foi fácil cassar Fernando Collor porque não havia oposição popular ao seu impeachment. Esse não é o caso de Dilma Rousseff, e as manifestações da última sexta-feira mostram isso. 

E é preciso que se note que a oposição ao impeachment tem a força que tem porque setores que não apoiam o governo de Dilma Rousseff decidiram ir às ruas para denunciar o que consideram ser um golpe contra a frágil democracia brasileira.  Essa presença de críticos de governo, mas que se opõe ao impeachment de Dilma, é um elemento que torna a situação bem mais complexa do que aquela que ocorreu no Paraguai quando Fernando Lugo foi removido do poder.

A ironia final no caso de Fernando Lugo é que ele agora é um forte candidato à presidência do Paraguai nas eleições de 2018.  

Sérgio Moro: o que aconteceria com ele nos EUA?

moro

Os ânimos estão bastante exaltados entre os que querem a saída e os que querem a permanência da presidente Dilma Rousseff no cargo de presidente do Brasil. Como já explicitei aqui várias vezes, não apoio o governo de coalizão que ela comanda há quase 6 anos. Acho-o tecnicamente fraco e antipopular.

Esse preâmbulo, desnecessário para quem me conhece melhor e se dá o trabalho de ouvir o  que venha dizendo e escrevendo nos últimos 14 anos, é necessário neste momento em que a manipulação da mídia corporativa tende a obscurecer o fato de que a realidade não é tão preto e branca como se pinta.

Agora, vamos ao que interessa. Toda a celeuma que corre o Brasil neste momento decorre da liberação “via expressa” de conversas grampeadas, algumas ilegalmente, entre o ex-presidente Lula (e hoje ministro da Casa Civil) e várias autoridades, inclusive a presidente Dilma. Esse vazamento é inconstitucional, tal como a realização da própria gravação que ocorreu sem amparo de mandado judicial.

Não fosse isso grave o suficiente, o juiz Sérgio Moro e seus aliados na Polícia Federal disponibilizaram, ao contrário do que determinam as leis vigentes, a gravação dessas conversas para a mídia corporativa (a começar pelas Organizações Globo).

Bom, como muitos os que querem tirar Dilma Rousseff do poder vêem os Estados Unidos da América (EUA) como seu Nirvana existencial, é preciso ver o que ocorreria ao juiz Sérgio Moro se o gravado ilegalmente fosse o presidente Barack Obama. Eu que conheço minimamente os EUA, onde vivi quase 7 anos, e quando pude frequentar alguns corredores do poder em Washington, D.C., não hesito em dizer que Sérgio Moro, se fosse um juiz de primeira instância e fizesse lá o que fez aqui, estaria preso e incomunicável em alguma prisão federal.

É que, independente de quem seja o presidente, os estadunidenses tratam o cargo de presidente como algo que precisa ser protegido e não vilipendiado como está sendo no Brasil neste momento.  O risco de se enfraquecerem as garantias institucionais que cercam  o cargo de presidente é muito alto para se deixar nas mãos de qualquer um a possibilidade de partir para o tudo ou nada, sejam quais forem os motivos.

Agora, vamos ver quais serão as respostas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) que foram igualmente jogados na sarjeta pela ação de Sérgio Moro. E sim, há que se ver como se comportará o novo ministro da Justiça em relação à própria Polícia Federal que está envolvida até o pescoço nesse rolo todo. Deixar de tomar alguma ação contra os agentes envolvidos nessa ação desastrada seria péssimo para a nossa frágil democracia.

Eu, o oráculo? Por que a direita sonha com Donald Trump?

Falei aqui recentemente na relação direta entre o que está se passando nas primárias estadunidenses por meio da candidatura do bilionário Donald Trump e a tentativa no Brasil de encerrar precocemente o mandato de Dilma Rousseff (Aqui!). Também ontem postei um comentário acerca da direta semelhança entre uma imagem do protesto em Copacabana (onde um banqueiro levou a babá vestida de branco para diferenciá-la da turma do verde-amarelo) e uma charge que circula há tempos  na internet para mostrar que o chargista era uma espécie de pitonisa de Delfos (Aqui!).

Pois bem, ao ver a imagem abaixo fiquei imaginando se também não estou possuído pela mesma capacidade premonitória do chargista mencionado ontem.

trump win

O pior desta faixa é que, além da óbvia e precoce submissão a um potencial candidato a presidente dos EUA,  a mesma mostra uma completa ignorância em relação ao que Donald Trump pensa sobre o que deve ser feito em relação ao Brasil , caso ele vença. 

É que a despeito da vontade de construir mega edifícios na Avenida Presidente Vargas, Donald Trump já declarou que o Brasil rouba empregos dos EUA (Aqui!), empregos esses que ele promete levar de volta para os EUA. Em outras palavras, uma vitória de Trump dificilmente representará ajuda ao nosso país.  Mas vá explicar isso a quem levou esta faixa para a Avenida Paulista!

 

O impeachment de Dilma Rousseff e a falência do parlamento

mbl

No ano passado quando fui entrevistado pelo Instituto Humanitas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) tracei um prognóstico sombrio do segundo mandato de Dilma Rousseff e da eleição de Luiz Fernando Pezão para governar o Rio de Janeiro (Aqui!). Mais de um ano depois daquela entrevista, vejo que subestimei o tamanho da crise do modelo Neodesenvolvimentista (Neoxtrativista para outros) implantado por Luis Inácio Lula da Silva e dos efeitos que isto teria na esfera política.

Mas tenho assistido todo o desenrolar da ópera bufa em que se tornou o debate em torno do impeachment de Dilma Rousseff, o que eu vejo é que estamos numa situação em que as forças partidárias brasileiras estão derretendo na velocidade das geleiras, e o que nos espera em 2016 é uma crise ainda mais profunda, pois teremos a mistura explosiva entre a piora da situação econômica com a perda ainda maior de legitimidade do parlamento brasileiro. É que o que se vê é um cidadão com acusações comprovadas de possuir contas secretas na Suíça e que teriam sido abastecidas com propinas de diversas origens tendo o apoio de lideranças expressivas da oposição se valendo do seu cargo para chantagear o executivo e o parlamento como um todo.

Entretanto, há que se ressaltar dois aspectos na aceitação do pedido de impeachment pelo ainda presidente da Câmara Federal, o deputado Eduardo Cunha do PMDB/RJ, e que me parecem lapidares da degeneração política que toma conta do parlamento. A primeira coisa é que Cunha aceitou o pedido após ver que os membros do PT na Comissão de Ética da Câmara Federal votariam pelo prosseguimento do seu processo de cassação. Assim, reagindo explicitamente pelo desejo da vingança e também para garantir sua autopreservação, Eduardo Cunha manobra para se manter no cargo. A segunda coisa que me parece inexplicável é que Eduardo Cunha ainda continue solto, enquanto, por exemplo, o senador Delcídio Amaral (PT/MS) está preso, o que mostra que o sistema de justiça também é vítima das mesmíssimas contradições que assolam o parlamento.

E qual é o moral dessa novela macabra? É que precisamos recusar o falso dilema de apoiar ou não o impeachment de Dilma Rousseff. A juventude de São Paulo, como já o fizeram os professores paranaenses, mostram que o PSDB é um partido ainda mais atrasado e truculento do que o PT se mostrou ser.  Além disso, o PMDB onde tem o controle dos governos estaduais tem se mostrado igualmente inimigo da classe trabalhadora e da juventude. Esses partidos majoritários não apontam caminhos positivos para a resolução da crise econômica, pois eles e seus satélites são os causadores da crise.

Mas, felizmente, o que se tem visto é que há uma retomada vigorosa de mobilizações em diferentes partes do Brasil contra o modelo econômico e contra os partidos que o sustentam. Nesse sentido, o importante é apoiar o fortalecimento das ações diretas que estamos assistindo em diferentes regiões brasileiros. Assim, destes confrontos, é que poderemos ter uma saída positiva para o Brasil.

O que o último feriadão me ensinou sobre a crise brasileira

bancos-890x395

O feriadão que se encerrou ontem (12/10) me fez voltar da aprazível praia de Meaípe no município capixaba de Guarapari com alguns ensinamentos sobre a natureza da atual crise política que o Brasil atravessa neste momento. A primeira coisa que eu verifiquei foi que a praia estava lotada, chegando a ser difícil até de se caminhar pela avenida Beira Mar. Além disso, havia gente não só do Espírito Santo, mas como eu de regiões próximas do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. 

As conversas que pude ouvir raramente tocavam na situação política ou sequer na crise econômica e muito menos no tão noticiado impeachment de Dilma Rousseff. E olha que notei que a mistura social, fosse na areia ou nos restaurantes, era a mais diversa possível, mas com uma forte tonalidade de classe média, inclusive dos segmentos menos abastados.  

Nas conversas que pude ouvir, a primeira constatação é de que as pessoas não estavam nem um pouco ligadas na crise política que rola em Brasília, e que agora acaba de ter uma capítulo contundente com a decisão do Supremo Tribunal Federal de barrar manobras pouco republicanas do ainda menos republicano Eduardo Cunha, as quais visavam puxar o tapete da presidente Dilma Rousseff (Aqui!).  Aliás, se meu final de semana me ensinou algo é que a principal demanda das pessoas é que tenham como viver suas vidas com alguma dignidade e tranquilidade.

Dito tudo isso, o que mais me parece evidente é que toda essa confusão que os partidos da direita estão fazendo em Brasília só é possível porque o governo Dilma não está disposto a ouvir o que maioria da população que lhe entregou o segundo mandato realmente quer para o Brasil.  Agora, a covardia politica de Dilma associada aos seus compromissos com a banca financeira é que acabam dando espaço para os golpistas.  Mais simples do que isso, impossível!

Garotinho, a agenda dos atos contra Dilma, e os riscos do ressentimento

rosinha-dilma-garotinho

O ex-deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho parece estar um poço de mágoas com a presidente Dilma Rousseff. É que sob a desculpa singela de atender pedidos dos leitores de seu blog, Garotinho postou a lista de atos que deverão ocorrer neste domingo (12/04) para exigir o impeachment de Dilma Rousseff (Aqui!).

Apesar de não ter literalmente nada com isso, já que a direita coxinha pode fazer quantos atos bem desejar, o fato é que este tipo de movimentação não trará qualquer benefício com a sua “amiga”, a presidente Dilma Rousseff. É que num momento complicado como anda o das finanças municipais num governo comandado por sua esposa, Rosinha Garotinho, disseminar a ocorrência de atos pelo impeachment da presidente não é certamente um bom cartão de visitas de quem precisa mais da boa vontade da presidente do que o inverso.

De quebra, pelo menos em Campos dos Goytacazes, esse ato anti-Dilma tem o potencial de internalizar o ódio que muitos coxinhas também dispensam a Garotinho e seu grupo político.

Em sua suma, eu que normalmente acho que os movimentos de Garotinho são inteligentes (concordando com eles ou não), desta vez tendo a achar que o primeiro-marido de Campos dos Goytacazes cometeu um erro grave movido por algo que uma pessoa cristã como ele deveria evitar, o ressentimento.

Panelaço gourmet “Made in the USA”

Os panelaços gourmet que as elites brasileiras pretendem promover no próximo domingo (convenhamos é um ótimo dia para coxinha fazer protesto!) acaba de ganhar pelo menos uma edição internacional, como mostra o cartaz de convocação abaixo.

miami

 

Várias perguntas surgem na minha cabeça:

1. Será que nesse dia eles deixarão na Disneylândia?

2. Será que irão carregando sacolas de compras que depois empurram para dentro de suas malas imensas?

3. Será que defenderão a repatriação de dinheiro público roubado e que se encontra depositado por ali em bancos ou na forma de mansões nababescas?

Por essas e outras é que esse protesto de domingo cheira mesmo a pedido de golpe. Aliás, não seria surpreendente se os organizadores do protesto em Miami pedissem logo o envio de tropas estadunidenses para invadir o Brasil e, de quebra, a Venezuela e a Argentina!