Versos íntimos de Augusto dos Anjos para Eike Batista

VERSOS ÍNTIMOS

Augusto dos Anjos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

O poema acima foi escrito por Augusto dos Anjos e publicado em seu único livro no ano de 1912 me parece perfeito para descrever o momento por que passa o ex-bilionário Eike Batista e , por ora, fugitivo internacional.  

É que agora ele certamente sentirá o outro lado da moeda a que se referia Augusto dos Anjos em relação à dualidade que nos cerca na vida em termos de relações humanas, especialmente quando se trata de figuras que apenas se aproximam pela possibilidade da obtenção de vantagens. Nessas horas a bajulação é uma das ferramentas pelas quais vantagens são obtidas e concedidas, muitas vezes por cima das leis vigentes.

Mas abaixo seguem imagens que mostram que Eike Batista teve um trânsito largo com políticos no momento em que estava por cima da carne seca, e que ultrapassou os limites partidários. Eike Batista foi, por exemplo, um doador multipartidário de campanhas eleitorais, e agora parece ficar claro o porquê disso. 

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Mas que ninguém se engane, Eike Batista não virou o maior vendedor de ventos do planeta sem que tivesse ajuda generosa das elites políticas e econômicas do Brasil.

E que Eike não se engane, ele será negado mais que as 3 vezes que Pedro negou Jesus Cristo. É que na hora da desgraça, os bajuladores e amigos de ocasião são sempre os primeiros a desaparecer.

Finalmente, uma palavra para a mídia corporativa que agora espezinha Eike Batista: sem a ajuda dos barões da mídia, o fenômeno “X” nunca teria chegado onde chegou. Assim, principalmente graças à internet, será sempre possível acessar as capas e matérias grandiloquentes sobre as propaladas habilidades de Eike Batista que agora se sabe nunca passaram de uma excelente capacidade de jogar conversa fora.

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Mubadala, o investidor que engoliu o que sobrou do Império X

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A recente declaração de amor de Eike Batista aos fundos de investimento acaba de receber um pouco mais de luz após uma reportagem produzida pelo jornal O ESTADO DE SÃO PAULO e repercutida, como mostrado abaixo, pela Revista Exame.  Na verdade o que a matéria mostra é que esse acabou sendo um amor bandido, pois grande parte do que sobrou do Império X (e olha que não foi muito!), agora é diretamente controlado pelo fundo soberano Mubadala, um dos três mantidos pelo governo de Abu Dabi.

O mais interessante nesta matéria foi a citação de dois dos “investidores” do Mubadala, a General Eletric e a gestora americana Carlyle, o que na prática evidencia uma evidente desnacionalização de ativos que foram vitaminados com quantias significativas de dinheiro público, como no caso dos portos Sudeste e do Açu.

Aos adoradores de Eike Batista, felizmente em número bem mais minguado do que nos tempos áureos em que ele era um dos campeões nacionais do Neodesenvolvimentismo lulopetista, a pergunta que fica é a seguinte: é esse o tipo de “campeão” que o Brasil precisa? 

O fundo que controla o que restou do império X

Emirados Árabes: em março de 2012, estava assinado o cheque de US$ 2 bilhões

Mariana Sallowicz e Naiana Oscar, do Estadão Conteúdo

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Emirados Árabes: em março de 2012, estava assinado o cheque de US$ 2 bilhões

Rio e São Paulo – Desde que foi criado, em 2002, o mais novato dos três fundos soberanos do governo de Abu Dabi – o Mubadala – nunca teve um escritório fora do território árabe, embora esteja presente em 20 países, com US$ 48 bilhões em ativos.

O príncipe herdeiro Mohammed bin Zayed Al Nahyan, filho do fundador de Abu Dabi e presidente do conselho de administração do fundo, decidiu que os negócios seriam todos tocados de lá.

Até que um brasileiro cruzou seu caminho e o obrigou a mudar de planos.

Antes da derrocada, Eike Batista conseguiu convencer o Mubadala a investir em suas empresas.

As conversas começaram em 2011, duraram quase um ano, exigiram muitas idas do empresário e de representantes do governo brasileiro ao país mais rico dos Emirados Árabes e culminaram com uma visita do príncipe ao carnaval do Rio.

Em março de 2012, estava assinado o cheque de US$ 2 bilhões.

Não era pouco dinheiro, considerando que o fundo já registrou alguns prejuízos e, no ano passado, por exemplo, lucrou US$ 282 milhões – uma queda de 28% na comparação com 2013.

“O time do Mubadala ficou impressionado com a capacidade de Eike de gerar negócios, num momento em que o Brasil estava muito bem lá fora, e se interessou muito pelos ativos”, diz uma fonte que acompanhou a aproximação dos árabes com o empresário brasileiro.

“Eles chegaram a fazer uma avaliação gigantesca no grupo, que durou quase um ano.” Mas os números traíram os árabes. A começar pela petroleira OGX, os projetos de Eike Batista não deram os resultados prometidos e foram caindo um a um.

Renegociação

Com o risco cada vez mais real de perder o dinheiro investido, o Mubadala, que tem participações em empresas como a General Eletric e a gestora americana Carlyle, se apressou em mudar o acordo inicial, segundo o qual o fundo converteria o aporte em ações à medida que as empresas X começassem a entrar em operação e dar resultado.

Pelo que foi divulgado à época, os árabes teriam 5,6% das ações da holding de Eike. Como acionistas, numa situação de falência, seriam os últimos a recuperar o dinheiro – se recuperassem.

Por isso, em 2013, o príncipe sentou novamente à mesa com Eike Batista e o pressionou a mudar o contrato por meio de uma operação complexa, em que o investimento foi convertido em dívida e o Mubadala virou um dos principais credores do grupo X, com direito de ficar com alguns de seus principais ativos.

Hoje, o Mubadala controla a mineradora de ouro AUX, a empresa de entretenimento IMX, dona da marca Rock in Rio, e tem participação na Prumo Logística (antiga LLX). Mas é na Ilha da Madeira, no município fluminense de Itaguaí, que está seu ativo mais valioso no Brasil: o Porto Sudeste.

Ao lado da trading de origem holandesa Trafigura, o Mubadala detém 65% do terminal portuário privado, que já está pronto, à espera de licença para iniciar operação.

Para acompanhar de perto os negócios e recuperar o quanto for possível do investimento, Al Nahyan fez alguns de seus executivos trocarem o clima árido de Abu Dabi pelo calor úmido do Rio de Janeiro.

Desde o fim do ano passado, cerca de 20 executivos do Mubadala ocupam uma sala no segundo andar do Centro Empresarial Mourisco, em Botafogo, na zona sul do Rio.

É um escritório improvisado, alugado pelo sistema de coworking – em que o espaço é compartilhado com outras empresas.

Em nota, o fundo confirmou a informação e, sem dar detalhes, disse que “tem uma pequena equipe no Brasil gerindo ativamente o portfólio e interesses no País, tendo em vista a criação de valor a longo prazo”.

À frente da operação está o sueco Oscar Fahlgren, de 35 anos. Ex-executivo do JP Morgan em Londres, ele trabalha há cinco anos no Mubadala e é o braço direito de Hani Barhoush, responsável pela área de investimentos globais do fundo soberano.

De acordo com o fundo, uma “parte substancial do investimento inicial na EBX foi recuperada”.

Uma fonte próxima aos árabes disse que, por enquanto, novos investimentos na área de infraestrutura no País estão descartados.

Ainda que esse seja um bom momento para comprar ativos baratos no Brasil, o Mubadala está “fechando a torneira” em meio à queda do preço do barril de petróleo.

O fundo é um dos instrumentos do governo de Abu Dabi para investir a riqueza oriunda da atividade petroleira e diversificar a economia local.

“Se o Porto Sudeste funcionar bem, quem sabe eles tenham vontade de colocar mais dinheiro no Brasil”, diz Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). “Por enquanto, eles têm de se livrar dos problemas que herdaram do Eike.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/o-fundo-que-controla-o-que-restou-do-imperio-x

Eike Batista: Novas estruturas desabam no Império X

Empresário entrega OGX a credores e MMX entra com pedido de recuperação judicial

Jornal do Brasil

De acordo com Gilberto Braga, professor de Finanças do Ibmec/RJ, a recuperação judicial não resolve o problema. “É mais uma grande derrota esse pedido de recuperação, vem em uma hora duplamente ruim, porque é mais uma catástrofe dentro do desmoronamento do Grupo X, e porque o momento do mercado de minério de ferro está ruim no cenário internacional, em termos de preço. Isso torna o futuro dessa empresa totalmente incerto, mesmo em um ambiente de recuperação, porque a saída passaria pela atratividade do negócio”, explica.

O professor lembra que o próprio Eike levava em consideração determinado cenário de mercado que neste momento não se confirma. Se por um lado a recuperação judicial dá uma garantia de que as dívidas não serão executadas no momento, o que dá um fôlego para que a empresa se organize com a supervisão da justiça, por outro ela também não é uma solução, que seria uma retomada da produção internacional, o que neste momento não se mostra possível. 

Se fosse apenas o problema de mercado, em condições normais, a empresa poderia pedir empréstimos, recorrer a linhas de financiamento para se manter a espera de dias melhoras. O problema de mercado aliado a falta de credibilidade do grupo, no entanto, se tornaram mortais, acredita o professor.

“Não obstante os esforços da administração na negociação com credores e na busca por potenciais investidores, o pedido de recuperação judicial configurou-se como a alternativa mais adequada diante da situação econômico-financeira da Companhia”, informou a mineradora. 

No final de agosto, a MMX já tinha anunciado a revisão do plano de negócios para “priorizar as iniciativas geradoras de caixa”. Disse ainda que iria paralisar temporariamente a produção da unidade de Serra Azul, com férias coletivas de 30 dias para os funcionários envolvidos diretamente, em decorrência dos baixos preços do minério de ferro no mercado internacional. No início desta semana, contudo, a empresa informou que as atividades continuarão suspensas após esse período.

A OGPar, ex-OGX, por sua vez, teve a conversão dos R$ 13,8 bilhões de suas dívidas em ações, e deixa de ter Eike como principal acionista. Os credores passam a ter 71,43% da empresa e o restante fica dividido entre o empresário e os minoritários. A ação já estava prevista no plano de recuperação judicial. As ações da empresa também voltarão a ser negociadas na Bovespa, com o código “OGSA3”, mas ainda não há previsão para início. 

Além dos desafios que precisa enfrentar para tentar salvar suas empresas, Eike ainda tem que lidar com diversos processos judiciais, por uso de informação privilegiada para lucrar no mercado financeiro irregularmente, com a OSX e a OGX. Há ainda denúncias de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha, além de processos administrativos na CVM. No mês passado, a Justiça Federal do Rio de Janeiro informou que havia bloqueado R$ 117,3 milhões das contas do empresário no Brasil. A Justiça tinha decretado o bloqueio de bens e ativos financeiros do empresário até o limite de R$ 1,5 bilhão, para garantir recursos para ressarcir danos que tenham sido causados aos acionistas. 

Segundo o MPF, o grupo manipulou o preço das ações da OGX com dados falsos sobre a perspectiva da empresa, causando um prejuízo estimado de R$ 14,4 bilhões aos investidores. A diretoria da empresa prometeu a realização de negócios bilionários em operações de extração de petróleo nas bacias de Campos e Santos. Contudo, a projeção teria sido baseada em informações inverídicas sobre a capacidade de exploração das reservas. Entre 2009 e 2013, foram 55 informes no mercado, com estimativas de grande volume de gás e petróleo a ser extraído em poços controlados pela empresa. Estudos internos realizados pela empresa desde 2011, no entanto, apontavam a inviabilidade econômica das áreas em função dos custos e da operação. Em alguns casos, também era mencionada a inexistência de tecnologia para explorar as áreas.

Em um dos processos judiciais enfrentados por Eike, o da justiça fluminense, a audiência na tem data marcada, 18 de novembro. No mesmo dia, após pronunciamento das testemunhas de defesa e acusação, pode ser realizado o julgamento da ação. A decisão do juiz Flávio Roberto de Souza, da 3ª Vara Criminar da Justiça Federal, informa que o empresário teria utilizado “por duas vezes de informações relevantes, ainda não divulgadas ao mercado, que tinha conhecimento, propiciando para si vantagem indevida mediante a negociação, em nome próprio, com valores mobiliários”. O juiz negou o pedido de anulação da defesa.

O empresário teria arrecadado R$ 197 milhões na primeira negociação irregular de ações da empresa, entre maio e junho de 2013, com lucro indevido entre R$ 123 milhões e R$ 126 milhões. Depois, entre agosto e setembro do mesmo ano, obteve R$ 111 milhões com os negócios irregulares. 

A situação das empresas de Eike Batista, que em 2012 começaram a ficar mal das pernas, desceram a ladeira embaladas por 2013. De sétimo homem mais rico do mundo, Eike pulou para a centésima posição da revista Forbes já no início do ano passado. De acordo com informações do mercado, pelo menos dez executivos saíram das empresas do grupo com mais de R$ 100 milhões, e alguns com mais de R$ 200 milhões. Em resumo, Eike blefou sobre suas empresas, se endividou, inclusive com dinheiro público do BNDES, e conseguiu a recuperação judicial.

O império construído em diversos segmentos da economia, como petróleo, energia e portos, ruiu. No mês passado, Eike informou, em entrevista ao jornal O Globo, que o saldo de sua conta estava em US$ 1 bilhão negativo. 

Entre as muitas empresas do grupo, a MPX, agora Eneva, do setor de energia, foi vendida a um grupo alemão. Do setor naval, a LLX passou para o controle do grupo EIG e negociava suas dívidas, e a OSX demitia funcionários. A CCX, de mineração, havia colocado seus projetos na Colômbia à venda.

FONTE: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/06/13/eike-batista-o-imperio-em-decadencia/

A crise interminável do que restou do Império “X”: Eliezer Batista sai do Conselho de Administração da MMX

Ricardo Furquim Guimarães assume como CEO da MMX

Executivo assume após a renúncia de Carlos Roberto de Castro Gonzalez

Rich Press/Bloomberg

Caminhão na mina de ferro Serra Azul da MMX, em Minas Gerais

Caminhão na mina de ferro Serra Azul da MMX, em Minas Gerais

Rio de Janeiro – O principal executivo da MMX renunciou ao cargo, em meio à paralisação temporária de sua produção e queda nos preços do minério de ferro.

A mineradora informou nesta quinta-feira que o executivo Ricardo Furquim Werneck Guimarães foi eleito diretor-presidente e de Relações com Investidores, após a renúncia de Carlos Roberto de Castro Gonzalez aos cargos.

Além disso, dois membros do Conselho de Administração também deixaram seus cargos, Luiz do Amaral de França Pereira e Eliezer Batista da Silva.

Será convocada assembleia para a recomposição do Conselho. O executivo Renato Gonzaga foi indicado como gerente de relações com investidores, em substituição a Adriana Teixeira Marques, adicionou a empresa.

Não foram informadas as razões para as mudanças. Há uma semana, a MMX informou que vai paralisar de forma temporária a sua produção de minério de ferro, em meio a uma queda nos preços da commodity que agravam sua situação financeira.

A empresa vem enfrentando dificuldades financeiras similiares às de outras companhias do grupo EBX.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/ricardo-furquim-guimaraes-assume-como-ceo-da-mmx-apos-renuncia-de-executivo

Exame: O saldo do ex-bilionário Eike Batista? No vermelho

No auge, Eike chegou a ter uma fortuna de 34 bilhões de dólares, mas uma maré de prejuízos fez seu império X desmanchar como se fosse feito de areia

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Diogo Max, de  

REGINALDO TEIXEIRA

Eike Batista inaugurando o seu navio Pink Fleet, da empresa EBX, na Marina da Glória

Eike e seu antigo navio: esta imagem faz parte do passado

São Paulo – Eike Batista, o homem que já foi o mais rico do Brasil, está com o saldo negativo. É o que diz uma reportagem publicada neste sábado pela revista VEJA, após avaliar os bens do ex-bilionário no desmanche do império X.

Segundo a publicação, ao transferir 10,44% das ações da Prumo Logística, antiga LLX, ao fundo Mubadala, de Abu Dhabi, restaram “apenas” 800 milhões de dólares ao brasileiro.

No entanto, como Eike ainda possui uma dívida de 1,8 bilhão com bancos, o seu saldo é negativo: menos 1 bilhão de dólares.

No auge, Eike chegou a ter uma fortuna de 34 bilhões de dólares, mas uma maré de prejuízos, relacionados principalmente a sua antiga petroleira OGX, fez o seu império X desmanchar como se fosse feito de areia.

Na última semana, o ex-bilionário vendeu uma Lamborghini, seu brinquedinho que enfeitava a sua sala de estar, por 2,5 milhões de reais. O dinheiro foi usado para pagar as dívidas.

O carro foi apenas mais um objeto entre a lista de coisas que Eike precisou vender. Ele já se desfez de sua frota de aviões e helicópteros, e até do seu luxuoso iate, o Pink Flee, que acabou virando sucata.

Ainda segundo a reportagem da revista, os bancos não têm interesse em pressionar Eike a pagar todas as dívidas agora, pois perderiam mais ao registrar a baixa contábil em seus balanços. 

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/o-saldo-do-ex-bilionario-eike-batista-no-vermelho

E Eike vendeu mais um anel: agora foi a CCX

Pode parecer até notícia velha, mas como a empresa ´”X” é outra, a verdade é que o “saldão” de Eike Batista continua firme e forte, e por preços cada vez mais camaradas. É que a venda da CC(X) por 125 milhões de dólares é uma verdadeira pechincha.  E em vez de franceses ou norte-americanos, os compradores são turcos, o que reforça ainda a tese de que o colapso do império “X” representa uma forte golpe contra a economia nacional, ainda que os bens em questão estejam na Colômbia.

Agora, um detalhe que me chama a atenção é que já não faltam muitas empresas “X” para serem vendidas. E do jeito que vai a coisa, Eike Batista ainda vai ter que incluir no seu “saldão” as participações minoritárias que ainda detém em empresas como a Prumo (ex-LL(X)) e ENEVA (ex-MP(X)). Mesmo porque para a OS(X) e a OG(X) está difícil encontrar interessado.

Grupo X anuncia venda da CCX na Colômbia para Yildirim

Grupo vendeu ativos da empresa de carvão para a turca Yildirim por US$ 125 milhões

Mônica Ciarelli, do 

Divulgação

CCX explora carvão na Colômbia

CCX explora carvão na Colômbia: valor é 72% abaixo do previsto em um memorando assinado entre as duas companhias no final de outubro, de US$ 450 milhões

Rio – Em crise, o grupo X anunciou nesta segunda-feira, 03, um acordo para vender ativos da empresa de carvão CCX na Colômbia para a turca Yildirim por US$ 125 milhões. O valor é 72% abaixo do previsto em um memorando assinado entre as duas companhias no final de outubro, de US$ 450 milhões.

Os novos termos da negociação não agradaram os investidores e repercutiram negativamente nas ações da companhia. Os papéis terminaram o pregão desta segunda com perda de 23,21%.

O acordo inclui os projetos de mineração a céu aberto Cañaverales e Papayal e o projeto de mineração subterrânea de San Juan. Além disso, também fazem parte da negociação uma ferrovia e um porto. A CCX informou que também faz parte do novo valor acertado em US$ 125 milhões, os US$ 5 milhões pagos anteriormente pela companhia para garantir exclusividade nas negociações.

No memorando de entendimento firmado em 29 de outubro, o grupo turco se comprometia a pagar US$ 50 milhões pelos ativos de mineração e um valor potencial de US$ 400 milhões pelo projeto de infraestrutura logística.

Em comunicado divulgado pela CCX, a mineradora explica que o acordo anterior era sujeito à análise operacional, financeira, tributária e ambiental. Além disso, ainda considerava parte significativa do pagamento baseado na obtenção das licenças que faltavam para Papayal, San Juan, porto e ferrovia.

“o valor atual considera todos os pagamentos upfront no fechamento da transação, apenas sujeito à assinatura dos contratos definitivos e à transferência dos títulos mineiros” à Yildirim.

A conclusão da transação está prevista para o segundo trimestre de 2014. A CCX ainda irá submeter o assunto a aprovação dos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária. O Morgan Stanley foi o assessor financeiro da CCX na negociação.

FONTE: http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/grupo-x-anuncia-venda-da-ccx-na-colombia-para-yildirim-2