MBL reage a banimento do Facebook e decide criar sua própria rede social

O auto intitulado Movimento Brasil Livre (MBL) realizou hoje um micro comício na frenre da sede do Facebook para protestar contra de desativar 196 páginas e 87 contas que estariam sendo utilizadas para disseminar fake news e mensagens propugnando conteúdos que estimulam ódio e violência.

Diante do “sucesso” do micro ato, os líderes nacionais do MBL decidiram iniciar a criação de uma nova rede social para disseminar as suas ideias e valores, o Fakebook.

Abaixo o anúncio oficial do lançamento do Fakebook!

fakebook

MBL: neoliberais até quando não dói o calo

FAKE NEWS 1

O autodenominado “Movimento Brasil Livre” (MBL) está desde ontem gritando ao mundo e acionando os seus aliados no aparelho de Estado contra a decisão da rede social Facebook de desativar 196 páginas e 87 contas que estariam sendo utilizadas para disseminar fake news e mensagens propugnando conteúdos que estimulam ódio e violência [1, 2].

Nesse esforço de denúncia do que seria a ação de uma empresa socialista (na verdade uma corporação estadunidense que obtém seus lucros bilionários de forma bem capitalista), o pessoal do MBL está utilizando suas redes de apoio no legislativo e no judiciário para tentar reverter ou, pelo menos, criminalizar a decisão da Facebook [3].

Como se vê, a defesa dos princípios do ultraneoliberalismo de Kim Kataguiri et caterva só servem para quando se trata de cassar direitos sociais e para perseguir partidos e programas alinhados com a esquerda. Quando a coisa é defender seus próprios interesses, o pessoal do MBL gosta mesmo é da proteção do Estado.

Uma pergunta que já foi feita e que carece de resposta: quem financiou a construção de uma rede tão complexa de desinformação? É que construção de páginas não é coisa para amadores e mais ainda a atualização diárias das mesmas.  Tudo indica que se seguirmos a trilha dos financiadores, entenderemos ainda mais a quais interesses realmente serve o MBL.


 

[1] https://brasil.elpais.com/brasil/2018/07/25/politica/1532531670_089900.html

[2] https://g1.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2018/07/25/facebook-retira-do-ar-rede-de-fake-news-ligada-ao-mbl-antes-das-eleicoes-dizem-fontes.ghtml

[3] https://www.tecmundo.com.br/redes-sociais/132586-deputado-quer-criar-cpi-facebook-exclusao-rede-fake-news.htm

 

Sinal dos tempos? MP/RJ realizará evento sobre segurança pública que terá Kim Kataguiri como “debatedor”

kim

Como se pode ver pelo flyer abaixo que me chegou via o Facebook, o Ministério Público do Rio de Janeiro marcou, para o dia 15/09, o evento “Segurança Pública como direito fundamental”, que contará com palestras e mesas de debate.

mp rj

Um detalhe que chama a atenção logo de cara é o fato de que,  entre os convidados para palestrar, constam os nomes do diretor do “Instituto Liberal”, Alexandre Borges e de Kim Kataguiri, líder do Movimento Brasil Livre (MBL), que recentemente foi flagrado apresentando dados incorretos sobre a reincidência de apenados que foram libertados do grotesco sistema prisional brasileiro.

 O evento contará ainda com uma curiosa mesa sobre “Bandidolatria e democídio” que ficamos sabendo ao ler o folder que se trata de uma discussão sobre “garantismo penal e criminalidade no Brasil”. Mas é isso mesmo? Confesso que fiquei meio sem entender!

Ah, sim, Kim Kataguiri está escalado para “debater” numa mesa sobre “Segurança pública e justiça”.  Outro participante da mesa é o empresário Roberto Motta (que chegar a ser o presidente da seção fluminense do Partido Novo) que pode ser visto  [Aqui!]. De quebra, os participantes ainda poderão ser brindados com as ideias de Alexandre Borges do Instituto Liberal, outro expoente do pensamento de direita que liderou a luta pelo impeachment de Dilma Rousseff.

Com esse tipo de debatedor e programação, o que será que poderemos esperar do MP/RJ na área da segurança pública? Eu particularmente não me sinto muito otimista. Será que sou o único que sente assim depois de ler o folder deste evento?

 

 

 

Eduardo Cunha fisgado na Suiça deixa a oposição de direita com cara de bunda. Enquanto isso, Dilma lhe entrega ministérios

mbl

 

A imagem acima é tão carregada de informações que eu não sei nem por onde começar. Mas vamos começar pelo homem sentado no centro da fotografia: o Sr. Eduardo Cunha, deputado pelo PMDB/RJ que atualmente preside o circo de horrores conhecido como Câmara de Deputados. Depois de se dizer perseguido por acusações de corrupção no caso do escândalo da Lava Jato, o Sr. Cunha acaba de ser denunciado pela justiça da Suíça como possuidor de contas secretas que armazenam US$ 5 milhões de dólares (algo em torno de 20 e pouco milhões de reais) que teriam chegado lá por vias, digamos, pouco republicanas.

Ao lado direita dele estão marcados o deputado Jair Bolsonaro, pseudo defensor da democracia e combatente anti-corrupção, e o jovem sabe-se-lá-o-quê Kim Kataguiri que lidera um tal “Movimento Brasil Livre” que também se proclama combatente anti-corrupção. Para terminar, temos ao lado esquerdo, o deputado paulista Carlos Sampaio do PSDB, que, apesar de flagrado por ter contribuído com malas de dinheiro em seu fundo de campanha, também se se diz anti-corrupção.

Para sintetizar o despautério da imagem acima está uma faixa supostamente assinada pelo PSDB para saudar a marcha que Kim Kataguiri realizou desde São Paulo até Brasília, sim, também para protestar contra a corrupção!

Juntando tudo isso, o que temos é que, a essas alturas do campeonato, até o mais inocente dos brasileiros já sabe que toda a gritaria realizada nos primeiros nove meses contra a corrupção do PT está mais para ser um ato de inveja do que de compromisso com a transformação dos usos e costumes que imperam na política brasileira. Em outras palavras, a oposição de direita está tão de bunda descoberta quanto Kim Kitaguiri quando enviou uma negativa de entrevista a um blogueiro simpático ao governo Dilma Rousseff.

Mas não pensem que estou escrevendo esta postagem para defender Dilma Rousseff, muito longe disso. É que no exato momento em que Eduardo Cunha está sendo denunciado pela Suíça e tendo seus milhões apreendidos por lá, o que faz Dilma Rousseff? Está para entregar os ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia para dois aliados de Cunha! E eu diria que isso explica muito didaticamente a natureza desse (des) governo. É que em Brasília não faltam bons agentes de inteligência,  e assim a presidente Dilma Rousseff e o neoPT sabem muito bem com quem estão lidando, bem como os estragos que os indicados de Eduardo Cunha irão fazer em dois ministérios vitais.