Finlândia rejeita 104.000 kg de laranjas de Israel após encontrar agrotóxico proibido na União Europeia

laranjas israel

Laranjas são vistas em uma banca de frutas em 1 de abril de 2020 [Mahmoud Ajjour / ApaImages]

Oficiais da alfândega finlandesa rejeitaram 104.000 kg de laranjas de Israel depois de descobrir vestígios de bromopropilato, um agrotóxico proibido pela União Europeia (UE).

As autoridades dizem que rejeitaram oito das 16 remessas de laranjas recebidas de Israel entre fevereiro e meados de abril devido à presença do bromopropilato.  O bromopropilato é usado para repelir carrapatos e ácaros em frutas cítricas e outras culturas e é proibido na UE desde 2011, porque não se pode provar que é seguro para ingestão por seres humanos.

Segundo o chefe da Divisão Aduaneira de Pesquisa Química em Alimentos, Suvi Ojanpera, esta é a primeira vez em “vários anos” que o bromopropilato foi encontrado em produtos examinados. “Sua presença nas laranjas israelenses este ano foi uma surpresa”, disse ela.

O primeiro lote de produtos entregues à Finlândia no início da nova safra é sempre cuidadosamente examinado, disse Jonna Neffing, chefe de segurança de produtos da alfândega finlandesa, em comunicado à imprensa na semana passada.

Agora, porque vestígios de agrotóxicos proibidos foram encontrados nas remessas iniciais, “nós … [continuamos] com os controles até o final da safra de laranja em Israel. Muito provavelmente também conduziremos controles intensificados durante a próxima safra”, acrescentou Neffing.

As autoridades finlandesas disseram que laranjas que estão aquém das normas da UE entram no mercado, com testes sendo realizados enquanto o produto é armazenado em armazéns importadores.

latuff boicoteBoicote a Israel – Cartum [Latuff / Flickr]

Finlândia e Israel historicamente mantêm relações econômicas estreitas, com os dois estados recebendo exportações do outro. Israel importa máquinas finlandesas, produtos de madeira e papel, enquanto a Finlândia recebe frutas, legumes e equipamentos de telecomunicações.

Nos últimos anos, no entanto, sentimentos anti-Israel aumentaram na Finlândia, com uma série de 15 ataques de vandalismo na embaixada de Israel em Helsinque entre janeiro de 2018 e julho de 2019.

Em fevereiro de 2019, um grupo de extrema-direita finlandês se manifestou do lado de fora da embaixada de Israel, enquanto em julho de 2019 a porta de vidro do prédio foi quebrada e imagens de Adolf Hitler e da suástica estavam penduradas na entrada da frente.  As autoridades israelenses exigiram ações, mas as autoridades finlandesas fizeram pouco, mas expressaram preocupação com os ataques.

Além disso, em janeiro deste ano, as forças israelenses detiveram a parlamentar finlandesa Anna Kontula por tentar atravessar a cerca que separa Israel da bloqueada Faixa de Gaza. O Ministério das Relações Exteriores de Israel emitiu uma declaração condenando fortemente a tentativa de travessia, mas a embaixada finlandesa em Tel Aviv se recusou a comentar.

Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores da Finlândia, Pekka Haavisto, que assumiu o cargo após as eleições nacionais em 2019, manifestou abertamente preocupação com a posição dos EUA com Israel.

Em uma entrevista à imprensa, Haavisto defendeu a diplomacia ambiental em Gaza e disse: “O primeiro princípio, é claro, é que não podemos aceitar a ampliação de assentamentos ilegais no território palestino”.

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Este artigo foi originalmente publicado em inglês pelo “Middle East Monitor” [Aqui!].

Ministro do Turismo do Turismo, flagrado usando laranjas para desviar de dinheiro de fundo partidário, é mais um marcado para cair no governo Bolsonaro

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O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, flagrado em esquema de desvio de verbas de fundo partidário do PSL em Minas Gerais, é mais um marcado para cair.

Após pouco mais de 35 dias de governo Bolsonario, o número de ministros citados em situações escabrosas é incrivelmente alto. Ao longo do mês de janeiro se destacaram por suas declarações bizarras e contraproducentes para o Brasil, os ministros das Relações Exteriores (Ernesto Araújo), da Educação (Rafael Vélez Rodriguez), da Agricultura (Tereza Cristina) e a da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (Damares Alves).  Até aqui esses ministros e ministras compunham o grupo que eu considerava marcados para cair, tamanho era o número de situações estapafúrdias em que haviam se metido em tão pouco tempo de governo.

Pois bem, agora se soma a este nada lustroso grupo o ministro do Turismo, Marcelo  Álvaro Antonio,  que, segundo ampla reporagem do jornal Folha de São de Paulo, teria usado candidaturas laranja para desviar recursos do fundo partidário nas eleições de 2018.  A citada reportagem do jornal Folha de S. Paulo revelou que o diretório do Partido Social Liberal (PSL) em Minas Gerais, o mesmo do presidente Jair Bolsonaro, então presidido por Marcelo Álvaro Antonio,  teria empregado dinheiro de candidaturas da cota feminina para empresas ligadas ao agora ministro do Turismo.

Como a reportagem é repleta de dados e documentos, a situação do ministro do Turismo é particularmente grave, na medida em que a denúncia atinge o partido político a que está filiado o presidente Jair Bolsonaro e seus três filhos que possuem mandato parlamentar.  E isto agrava ainda mais a situação de desgaste de um presidente que foi eleito sob a égide de promessas de combate à corrupção no Brasil. 

Assim, vamos ver quanto tempo durará no cargo o senhor Marcelo Álvaro Antonio. De minha parte, estou aguardando o soar das panelas dos eleitores de Jair Bolsonaro. Por via das dúvidas, aguardarei sentado.