Livraria Leonardo da Vinci manda livro de Kafka para Weintraub cortado em 25%

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O ainda ministro da Educação e Cultura, Abraham Weintraub, recentemente confundiu o escritor tcheco Franz Kafka com o prato árabe Kafta.  Eis que após as manifestações de ontem contra os cortes promovidos por ele no orçamento da educação pública, Weintraub acaba de ganhar um presente muito simpático dos livreiros da Livraria da Vinci: uma cópia da obra “A Metamorfose”. 

Um singelo detalhe nesse presente entrega a verdadeira intenção do pessoal da livraria da Vinci: a cópia em questão foi cortada em 25%. 

Veja abaixo a carta encaminhada a cópia serrada e a carta que a encaminhou a Abraham Weintraub.

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Deputado desmente desmentido e expõe descontrole político do governo Bolsonaro

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O deputado federal Capitão Wagner (PROS-CE) e o presidente Jair Bolsonaro em um tempo em que não existiam ainda os desmentidos dos desmentidos.

A greve nacional da educação que deverá ocorrer ao longo do dia de hoje é um primeiro teste para a disposição de enfrentamento de segmentos críticos às políticas ultraneoliberais e de caráter regressivo que estão sendo aplicadas pelo governo Bolsonaro.  

Antes de que se saiba o alcance e a amplitude do movimento, uma coisa que já ficou evidente é que há um grave problema de coordenação política entre os que hoje comandam o executivo federal e sua própria base partidária dentro do congresso nacional.

Uma prova disso é o depoimento mostrado no vídeo abaixo com o depoimento do deputado federal Capitão Wagner (PROS-CE), um apoiador declarado do presidente Jair Bolsonaro, sobre a reunião convocada com líderes partidários para agilizar a votação de interesse do governo federal e onde teria sido comunicado um recuo, imediatamente negado, de que os cortes nas universidades e institutos federais  teria sido suspenso.

Como não há razão para duvidar das palavras de um membro da base do próprio governo, o que esse depoimento mostra é um descontrole político dentro dos altos escalões do governo federal, na medida em que fica evidente que o presidente Jair Bolsonaro pode não ser quem efetivamente tem o controle final das decisões que estão sendo aplicadas pelos seus próprios ministros.

Há quem veja nesse movimento de anunciar a suspensão dos cortes orçamentários no MEC para depois desmenti-los como uma tática de gerar confusão e diminuir o tamanho da mobilização que deverá ocorrer. Eu já acho que se trata de um descontrole dentro dos agentes tomadores de decisão.

E se o motivo do anúncio era desmobilizar, o desmentido do desmentido que aparece no vídeo deverá gerar ainda mais instabilidade político dentro do congresso nacional e aprofundar as dificuldades já notadas na aprovação de medidas de interesse do governo Bolsonaro. Em outras palavras, tentaram apagar o incêndio com gasolina e podem acabar aumentando o seu alcance.

Abraham Weintraub dá mais uma mostra pública de incapacidade matemática

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No dia 05 de Maio mostrei aqui um equívoco grave do ministro da Educação, Abraham Weintraub, que festejou um custo fictício de R$ 500 mil para um exame nacional que, na realidade, custará R$ 500 milhões. Disse naquela ocasião que se não estivéssemos tempos, digamos, tão bagunçados, Weintraub seria sumariamente demitido.

Mas se houvesse quem pudesse pensar que Abraham Weintraub se tornaria mais cuidadoso com seus manuseios públicos de cálculos matemáticos triviais, a pessoa que operou um ajuste draconiano no orçamento de universidades e institutos federais, hoje ele provou o contrário e de forma igualmente bisonha. É que ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou bombons para explicar o congelamento  médio de 28,46% do orçamento das universidades públicas do país (ver vídeo abaixo).  

 

E qual é o problema aqui? É que o corte feito equivale a 28,5 e não 3,5 bombons! Ainda que em comparação com o erro anterior, a ordem de grandeza do erro tenha caído duas vezes, há que lembrar que Weintraub possui um curso de graduação em Ciências Econômicas pela Universidade de São Paulo (USP), o que torna esse tipo de erro algo inexplicável, para não dizer surreal.

A única explicação que não seja a de pura falta de letramento matemático por parte de Weintraub é que ele estava de gozação com a cara de quem assiste as transmissões que o presidente Jair Bolsonaro faz pelas redes sociais.

Em qualquer uma das opções acima, o caso é grave e torna ainda mais inexplicável a indicação e agora a permanência num dos cargos mais estratégicos da república brasileira.

O MEC está nas mãos de um economista não sabe a diferença entre 500 mil e 500 milhões

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Um dos maiores problemas que vejo no atual governo não tem nada a ver com a linha ideológica adotada, pois essa estava explícita no momento em que milhões de brasileiros (57,8 milhões para ser mais correto) escolheram Jair Bolsonaro para presidir o Brasil. O problema com o atual presidente e seus ministros mais falantes é o descompromisso mais escancarado possível com dados reais para formular o quer que seja em termos de suas políticas.

O vídeo abaixo seria motivo de um pedido imediato de demissão ou de demissão imediata estivéssemos em tempos menos bagunçados na república brasileira.  E o que ele mostra? Mostra o momento em que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, divulga um custo errado em 3 ordens de grandeza (um erro na ordem de mil vezes) para a avaliação do nível de alfabetização, durante anúncio oficial na última quinta-feira (02/05) em Brasília.

Como se vê no vídeo, Weintraub festejou inicialmente um gasto contratado de apenas 500 mil reais para a avaliação, que deve atingir cerca de 7 milhões de estudantes. Além disso, ele ressaltou o valor várias vezes, dizendo que “cada real do contribuinte” era importante. “Vamos avaliar não só o desempenho das crianças como o sistema de ensino como um todo. Nós vamos fazer um exame para 7 milhões de crianças a um custo de 500 mil reais.  A postura nossa é sempre de dizer ao pagador de imposto e à sociedade onde está sendo alocado o imposto. Então, uma avaliação que vai ser feita a 7 milhões de crianças a um custo total de 500 mil reais, para saber se as coisas estão andando bem”, comemorou o ministro.

O problema é que, minutos depois, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame, informou que o valor estimado para a sua realização, na verdade, de cerca de 500 milhões de reais. “O presidente do Inep [Elmer Vicenzi] (o mesmo que no vídeo diz “Missão Dada”, supostamente cumprida) informa que o valor estimado para a aplicação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2019 é de aproximadamente 500 milhões de reais. O valor de 500 mil reais foi incorretamente apresentado ao ministro na coletiva de imprensa realizada nesta data, em função de uma inconsistência material na planilha de custos elaborada pelo Inep”, informou a nota oficial do Instituto.

Depois da correção, o que disse Weintraub sobre o assunto? Absolutamente nada, pois estava ocupado demais cortando em quase 40% o orçamento das universidades e institutos federais. Aliás, Weintraub também estava ocupado dando explicações sobre suas notas baixas em diversas disciplinas no curso de graduação em Ciências Econômicas da Universidade de São Paulo (USP), uma delas sendo justamente Complementos de Matemática I, onde tirou zero na primeira vez que a cursou.

Mas o trágico aqui é que está demonstrado pelo próprio ministro Weintraub que ele não faz a menor ideia da diferença entre 500 mil e 500 milhões, apesar de seus longos anos de atividade no setor financeiro. Afinal, a diferença entre o que ele anunciou e o que realmente custará é de “meros” R$ 499,5 milhões.E isto, meus caros leitores, mostra apenas a ponta do grande iceberg de despreparo que Weintraub é. E salve-se quem puder.

A lição dada pelo Ministro da Educação: cobrar excelência só se for a dos outros

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Pego pelo pé com a divulgação de suas notas raquíticas no curso de graduação de Economia da Universidade de São Paulo (USP), o sempre tão loquaz ministro da Educação, Abraham Weintraub, propiciou ao Brasil via redes sociais mais um daquelas imagens que vem se difundindo no governo Bolsonaro sempre que a coisa fica difícil de ser explicado: um close de uma cicatriz que pouco ou nada corrobora a explicação dada (ver imagem abaixo).

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Para começo de conversa, quem sou eu para atirar pedras em notas baixas na graduação, já que eu também tive momentos de baixíssima performance em termos de notas nos meus primeiros anos de UFRJ, ainda que por motivos distintos de Weintraub.  Na verdade, achei até peculiar que o histórico escolar do ministro da Educação tenha ido parar nas redes, tendo sido obtido sabe-se lá como.

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Histórico escolar de Abraham Weintraub mostrando notas e coeficiente de rendimentos no curso de Ciências Econômicas da USP.

A questão é que Weintraub tem coisas muito mais importantes para se explicar ao povo brasileiro, a começar pelo corte drástico no orçamento das principais instituições de ensino do Brasil, o que coloca em risco a capacidade do país de continuar pesquisas estratégicas nas mais variadas áreas do conhecimento.  Ir às redes se fazer de vítima deveria ser a última coisa que deveria ser permitido a Abraham Weintraub neste exato momento.  Aliás, em vez de ir às redes postar vídeos com o ombro de fora para explicar notas baixas em seu curso de graduação, o ministro da Educação já deveria ter sido convocado para estar no congresso nacional dando explicações sobre sua decisão tresloucada de cortar em torno de 40% do orçamento de universidades e institutos federais, fato que ameaça fechar as melhores instituições de ensino brasileiras a partir de agosto.

Aliás, quem deveria ter que oferecer algum tipo de explicação ao Brasil são os membros da banca do concurso que aprovou Abraham Weintraub para ser professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ainda que com a nota mínima. É que diante de um currículo acadêmico tão raquítico como o depositado por Weintraub na Base Lattes do CNPq, fica sempre a pergunta como ele pode ser aprovado com meros 4 artigos científicos publicados (um deles fruto de suposto autoplágio), já que nas instituições federais de ensino,  o desempenho em termos de publicações acadêmicas é rotineiramente o quesito de maior peso nos certames seletivos.

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Extrato do Diário Oficial da União apresentando o resultado do concurso de professor da Unifesp de Abraham Weintraub, com aprovação com a mínima (7,0).

Mas uma coisa que sobressai no atual governo federal é que quando se olha de perto a trajetória de personagens como Weintraub, fica explícito que todos os ataques feitos contra as melhores instituições de ensino brasileiras não passam de meras querelas daqueles que não estão à altura da crítica que fazem. E em relação a isso, Abraham Weintraub não tem como dar explicações que sobrevivem ao exame da sua coerência interna.

Finalmente, aprendi uma coisa útil com o ministro Abraham Weintraub e suas explicações sobre suas notas baixas na graduação: quando pego em contradição com seu discurso de excelência, alegue depressão.   Assim, na próxima vez que minhas insuficiências e limitações forem expostas publicamente, irei prontamente alegar  que eu estava deprimido quando os fatos ocorreram. Vai que cola e eu viro ministro de alguma coisa.

Cai Vélez, entra Weintraub no MEC: os donos de corporações de ensino privado têm milhões de razões para celebrar

Sergio Zacchi / Valor

Novo ministro da Educação, Abraham Weintraub, é um dos autores da proposta da reforma da Previdência e já ocupava o cargo de secretário-executivo da Casa Civil.

A queda antecipada do ministro da Educação Ricardo Vélez Rodriguez finalmente ocorreu nesta segunda-feira (08/04) colocando fim a uma gestão desastrosa que durou menos de 100 dias. Para o seu lugar, o presidente Jair Bolsonaro indicou o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Abraham Weintraub (ver imagem do tweet abaixo).

weintraub

Um primeiro detalhe sobre o professor Abraham Weintraub é que, ao contrário do informado pelo presidente Bolsonaro, a titulação máxima alcançada por ele, segundo a última atualização realizada em 07/03/2017, foi a de Mestre e, Administração  pela  Fundação Getúlio Vargas, sob o sugestivo título de “The Performance of Open -end Brazilian Fixed Income Mutual Funds for Retail Clients“, que parece estar mais relacionada à operações no sistema de fundos mútuos do que com os bancos de escola. Aliás, há que se notar que os 4 artigos científicos do constam do CV Lattes estão na área previdenciária.

 

Segundo o que já apurei no blog do Esmael, Abraham Weintraub atuou no mercado financeiro por mais de 20 anos, e na iniciativa privada trabalhou no Banco Votorantim por 18 anos, onde foi economista-chefe e diretor,  tendo ainda sido sócio na Quest Investimentos.

Ao que parece, da alegada refrega entre seguidores de Olavo de Carvalho e a ala militar, Jair Bolsonaro optou por uma decisão Salomônica que deverá desagradar a ambos os lados, nomeando um especialista ligado mais ao rentismo do que à Educação. Com isso, os donos das corporações de ensino como a Estácio de Sá, Kroton e Unip devem estar radiantes. Já os professores e estudantes da rede pública, estes terão certamente muito pouco a celebrar.

Há ainda que se mencionar que Abraham Weintraub já estava no governo, Bolsonaro, ocupando o cargo de secretário-executivo da Casa Civil.  Ele e o irmão, Arthur, fizeram parte da equipe de transição, e são autores de uma proposta de reforma da Previdência que prevê o regime de capitalização. 

Mais informações sobre o agora ministro Abraham Wintraub no elucidativo vídeo que segue logo abaixo, e foi produzido pelo filósofo Paulo Ghiraldelli Júnior, professor aposentado da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e atualmente  pesquisador do Centro de Estudos em Filosofia Americana (CEFA).


P.S.- Verifiquei posteriormente à postagem inicial que o ministro Abraham Weintraub é ligado ao menos em tese ao ideário de Olavo de Carvalho. Isso deverá deixar apenas a ala militar mais em desagrado com a condição reinante do Ministério da Educação (MEC). Vale conferir o que virá pela frente, pois o MEC já se tornou o pomo da discórdia dentro e fora do governo Bolsonaro. Fato esse, aliás, mais do que previsível.

Até quando durará o ministro da Educação que acha que o brasileiro é “canibal” ?

velez rodriguez veja

No ministério nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro há um grupo de ministros que em tempos recentes não passariam nem pela porta dos ministérios e, consequentemente, sequer teriam a aspiração de ocupar o cargo que hoje ocupam.

Entre estes ministros um dos que saiu da completa obscuridade para rapidamente se tornar notável por suas bizarrices é o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez. Em apenas um mês de governo, Vélez Rodriguez já se envolveu em vários polêmicas, sendo a última a acusação de que o jornalista Ancelmo Góis utilizaria táticas da extinta agência de inteligência soviética, a KGB, por haver denunciado em sua coluna o desaparecimento  de vídeos educativos do site do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) que apresentavam as ideias de Karl Marx, Friedrich Engels e Friedrich Nietzche.

Mas uma entrevista concedida à revista Veja que as publica nas antes prestigiosas páginas amarelas, Ricardo Vélez Rodriguez se ocupa de apresentar uma série de suas propostas para lá de regressivas para a educação brasileira, especialmente as universidades brasileiras, incluindo o fim da política de cotas e o início da cobrança de mensalidades. 

Essas ideias de restrição ao acesso às universidades públicas não são nenhuma novidade, pois Vélez-Rodriguez já se declarou a favor de um modelo elitista de universidade, onde o acesso universal que consta na Constituição Federal de 1988. Mas como se diz popularmente, até aí morreu o Neves.

A entrevista de Vélez Rodriguez descamba para algo mais estranho (para se dizer o mínimo) quando o ministro da Educação sugere que os brasileiros se comportam como verdadeiros canibais quando se encontram fora das fronteiras nacionais, roubando até assentos salva-vidas de aviões ( ver imagem abaixo).  

brasileiro ladrão

Essa sugestão, ressalte-se, serve ao propósito de justificar o retorno da tenebrosa disciplina de “Educação, Moral e Cívica” com que muitos de nós fomos doutrinados no período da Ditadura Militar de 1964.  Assim, além de considerar que os brasileiros são cleptomaníacos, Vélez Rodriguez parece acreditar que as receitas que causaram décadas de atraso na educação brasileira merecem ressuscitadas para criar um novo comportamento dos viajantes brasileiros.

Outro detalhe que me chamou particularmente a atenção foi de que nunca conseguiu bolsas de doutorado ou pós-doutorado por causa de perseguição ideológica de membros do PT que teriam aparelhado o MEC. É quem conseguir acessar o currículo que o ministro Vélez Rodriguez possui na Base Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (que, aliás, não é atualizado desde 14/09/2018) notará que nada ali transparece como atendendo os rígidos critérios que são aplicados para a concessão de bolsas, principalmente as de pós-doutorado. Em outras palavras, o agora ministro Vélez Rodriguez parece sofrer de um elemento fundamental para qualquer um que se pretenda intelectual, qual seja, a capacidade da auto-crítica.

Por fim, a minha curiosidade maior é sobre quanto tempo Ricardo Vélez Rodriguez ainda permancerá minstra após caracterizar os brasileiros como ladrões inveterados. Em governos comuns, ele já teria perdido o cargo. Mas, como sabemos, o governo Bolsonaro não tem nada de comum.

Quem desejar ler a íntegra da entrevista do ministro da Educação do governo Bolsonaro, basta clicar [Aqui!]