COVID-19: Sleeping Giants Brasil questiona Globo e Folha SP por publicação de anúncio negacionista

O pessoal do “Sleeping Giants Brasil” usou hoje a página do movimento na rede social Twitter para questionar a incrível publicação de um anúncio por uma associação de médicos que propugna o uso do protocolo de drogas não reconhecidas como eficazes contra a COVID-19, o chamado “tratamento precoce” (ver imagens das postagens abaixo).

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Apesar de concordar inteiramente com as cobranças feitas pelo “Sleeping Giants Brasil” em relação à publicação desse anúncio, eu vejo essa ação comercial como uma rara explicitação da efetiva linha editorial desses dois grupos que controlam boa parte da informação que circula no Brasil.  Vivêssemos ainda sob os auspícios de um governo controlado pelo PT, eu não tenho dúvidas que o tratamento praticamente adocicado que a pandemia da COVID-19 vem recebendo por parte da mídia corporativa brasileira seria bem muito diferente do que está sendo.

A verdade é que apesar de publicamente discordarem dos supostos excessos discursivos do presidente Jair Bolsonaro, os donos dos veículos de mídia controlados pelas organizações Globo e pela Folha de São Paulo estão completamente alinhados com o seu projeto de desmantelamento do Estado brasileiro. 

Assim, é bastante coerente que publiquem um anúncio negacionista, em que pesem os mais de 248 mil mortos pela COVID-19 no Brasil. Afinal de contas, business is always business…..

O massacre do casal Garotinho, por Luis Nassif

Por Luís Nassif

Pouco sei da carreira política do casal Garotinho. Cada vez que escrevo sobre eles, amigos correm para sugerir cautela. Mas a perseguição que lhes é movida pelo sistema do Rio de Janeiro – Tribunal de Justiça, procuradores e Globo –, sob silêncio geral, é um massacre.

Garotinho é um político local que tentou um voo mais alto. Não conseguiu se transformar em um líder nacional, capaz de mntar alianças com os sistemas de poder – Judiciário, Congresso, mídia -, mas ficou grande demais para se abrigar nas asas de algum padrinho político, em partidos ou nos tribunais superiores. Não tem vinculação nem com esquerda, nem com direita, nem com intelectuais, nem com juristas. Não tem aliados nos partidos maiores, menos ainda na mídia.

Mesmo assim, é politicamente atrevido nos desafios que faz e fez. Já desafiou o Tribunal de Justiça do Rio, a Globo.

Com esse atrevimento – e essas vulnerabilidades – tornou-se um prato para esse pessoal. Podem aprontar o que quiser com seus direitos que não haverá gritos de revolta, manifestações dos órgãos de defesa dos direitos humanos, clamor dos juristas mais conhecidos ou a defesa do Gilmar Mendes. Não haverá manifestações internas, menos ainda as internacionais.

Leio, agora, que o bravo TJ-RJ tirou os direitos políticos de Rosinha Garotinho por 2 a 5 anos, pela acusação de ter usado recursos públicos para um anúncio no qual respondia a ataques a uma política que implementou em Campos. Seu advogado diz que é armação.

A prisão do casal Garotinho, a humilhação a que foram expostos por procuradores – que permitiram cenas da prisão no Fantástico -, a perseguição implacável da mídia, cobrando até a submissão de Rosinha às faxinas do presídio, mostram o Rio de Janeiro definitivamente como uma terra de ninguém.

É covardia dos eminentes magistrados, é covardia da Globo, é covardia de todos os que se calam, porque as vítimas não se enquadram a nenhum dos escaninhos do poder ou da oposição.

Defender Garotinho não enriquece currículos.

Por isso, mais do que os prisioneiros políticos da Lava Jato, a prisão do casal Garotinho é o maior desafio que os direitos individuais enfrentam nesse país sem leis.

FONTE: https://jornalggn.com.br/noticia/o-massacre-do-casal-garotinho-por-luis-nassif