Minhas posses são poucas, mas isso não quer dizer que não sejam valiosas

Ao contrário de muitos que vêem na acumulação de posses um caminho de afirmação, faço questão de não acumular propriedades. É que existem muitas coisas nesse mundo que eu prefiro ver e presenciar, em vez de me preocupar com as contas que imóveis nababescos com que sonha a classe média sempre acarretam. Essa é uma decisão que muitos estranham, mas que me mantem relativamente saudável dos pontos de vistas mental e financeiro.

A única propriedade que eu possuo, e graças a uma herança, é um pedaço de floresta de Mata Atlântica no município paranaense de Ortigueira que nós alcunhamos de “Sítio Esperança”. Lá pretendo viver um dia para passar meus melhores dias com o som da natureza como meu background cotidiano.

E como não sou mesquinho, compartilho abaixo a visão e o som que emerge de um dos vários riachos que cortam a área de 15,0 hectares cuja propriedade divido em condomínio com meus 3 irmãos e minha irmã. E, um conselho aumentem o volume da caixa de som!

IMG-20150802-WA0053 IMG-20150802-WA0054

Paraná: Seminário discute consequências da monocultura do eucalipto

Por Pedro Calvi, Do EcoDebate e Instituto Federal do Paraná

Recente pesquisa do Instituto Federal do Paraná (IFPR), coordenada pelo professor Roberto Martins, aponta que mais de 300 mil hectares no Paraná são propriedade de apenas uma fábrica de celulose e papel. O município de Imbaú é um dos mais afetados pela monocultura. Cerca de 40% do território estão cobertos pela produção industrial de árvores, em grande parte por eucalipto e pinus. Também enfrentam problemas com esse tipo de produção, os municípios de Telêmaco Borba e Ortigueira.

Para debater essa situação, a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados promove, dia 24 de novembro (segunda-feira), no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná, a partir das 9h, o seminário “Impacto socioambental, econômico e na saúde trabalhador advindo da monocultura do eucalipto”. O encontro é uma solicitação dos deputados Dr. Rosinha (PT-PR) e Amauri Teixeira (PT-BA), presidente da Comissão.

Deserto verde

A produção industrial de árvores segue o modelo do agronegócio, Como plantio em larga escala, flexibilização das leis trabalhistas, com situações de trabalho análogo à escravidão, e desrespeito à natureza. Uma das consequências mais graves do chamado “deserto verde” é a destruição de nascentes. A pesquisa realizada por Roberto Martins, que contou com a participação direta de 30 camponeses atingidos, identificou mais de 40 nascentes secas como resultado do intenso plantio de pinus e eucalipto.

Devem participar do debate, representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná, do  Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Telêmaco Borba , o Movimento dos Atingidos pela Monocultura de Pinus e Eucalipto do Imbaú, da Associação Brasileira de Florestas Plantadas (ABFP), da  Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente do Município de Joaquim Távora, do Departamento de Economia Rural (DERAL), e do Instituto Federal do Paraná.

6,7 milhões de hectares

A monocultura do eucalipto também prejudica a produção de alimentos, com a substituição de áreas que eram utilizadas para a produção de alimentos e agora só são usadas para o plantio de madeira.

As áreas de monocultura levam o país a um triste recorde, o de maior consumidor mundial de agrotóxicos. Em 2013 atingiu a marca de um bilhão de litros. 

O setor florestal madeireiro do Brasil é um dos mais desenvolvidos e competitivos do mundo. Segundo a Embrapa Floresta, o Brasil conta com aproximadamente 523,7 milhões de hectares de florestas. Desse total 6,7 milhões de hectares são áreas plantadas do agronegócio florestal. Um terço dessa área, cerca de 2,1 milhões de hectares, é de monocultura do eucalipto. De 2003 a 2007 foram aplicados 4,4 bilhões de reais no setor.

FONTE: http://www.mst.org.br/node/16767