Evento discute os rumos da ciência no Brasil pós corte

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“É o fim? Um debate sobre os rumos da ciência no Brasil. E inspirações de Berlim” é o tema do debate que acontece no dia 1º de fevereiro, às 18h30, no espaço de eventos da livraria Fnac Paulista. Depois do ano tumultuado no Brasil – ainda sem uma perspectiva de alívio –, convidados de peso discutem por que é importante para o país investir em ciência.

Para [a membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) ] Helena Nader , que esteve por 10 anos à frente da SBPC (Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência) e participa do debate, esse investimento não é despesa. Pesquisadora da Unifesp, ela fala em impactos negativos da redução de recursos para pesquisa, que abalam a prosperidade econômica e social do Brasil.

Não falta só dinheiro. Falta estratégia. Essa é a crítica feita por Paulo Artaxo , pesquisador da USP, Universidade de São Paulo [ e Acadêmico da ABC]. Um dos cientistas brasileiros de maior prestigio internacional, Artaxo vê a diminuição da importância do Brasil no cenário mundial como uma das sequelas da perda de recursos.

Para que tenha defensores, a ciência não pode ficar restrita aos laboratórios. Esse é o trabalho que Herton Escobar, jornalista do Estadão e colaborador da Science, leva muito a sério, e que ele dará mais detalhes no debate. O jornalista é um dos organizadores da USP Talks, iniciativa que aproxima o público da universidade.

De Berlim, capital da Alemanha, um dos países que mais investem em pesquisas científicas, Nina Mikolaschek, da Humboldt-Universität zu Berlin, trará exemplos de como o investimento é considerado uma das prioridades. Berlim, que carregou por décadas o slogan “É pobre, mas é sexy”, tenta cumprir à risca um planejamento para se tornar a “cidade cérebro”, novo slogan a ser emplacado.

O evento será mediado pela jornalista Nádia Pontes, que organizou o debate como parte das atividades do Berlin Science Communication Award, concedido pela Humboldt-Universität zu Berlin e financiado pela Sociedade Alemã de Amparo à Pesquisa (DFG), com apoio do Ministério de Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF).

Serviço:
“É o fim? Um debate sobre os rumos da ciência no Brasil. E inspirações de Berlim”
Data: 01/02
Horário: Às 18h30
Local: Fnac Paulista (Av. Paulista, 901 – Bela Vista, São Paulo). 
Entrada livre

FONTE: http://www.abc.org.br/centenario/?Evento-discute-os-rumos-da-ciencia-no-Brasil-pos-corte

Aquecimento global por causa do desmatamento será mais alto do que o estimado previamente

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O professor do Departamento de Física da Universidade São Paulo (USP), Paulo Artaxo, informou em sua página na rede social Facebook sobre a publicação de um artigo na revista Nature Communications onde fica apontado que o desmatamento de florestas vai provocar um aquecimento do clima global muito mais intenso do que o estimado originalmente. Isto ocorrerá devido às alterações nas emissões de compostos orgânicos voláteis biogênicos (BVOC) e as co-emissões de dióxido de carbono com gases reativos e gases de efeito estufa de meia-vida curta.  O artigo aponta que que as emissões de florestas que resfriam o clima (BVOCs) serão reduzidas, implicando que o desflorestamento pode levar a temperaturas mais altas do que o considerado em estudos anteriores. 

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Levando em conta todos estes fatores (CO2, VOCs, CH4, albedo, etc), os autores do artigo observaram que as emissões das florestas que esfriam o clima têm um papel enorme na regulação da temperatura do planeta. “Derrubando as florestas, acabamos com este efeito esfriador, e aumentamos o aquecimento global” afirmam os autores do trabalho. O efeito global é de um aquecimento adicional de 0.8 C, em um cenário de desmatamento total. Isso é um valor muito alto, comparável ao atual aquecimento médio global (cerca de 1.2 C) ocorrido com todas as emissões antropogênicas desde 1850.

O artigo na revista Nature Communications: “Impact on short-lived climate forcers increases projected warming due to deforestation” pode ser baixado livremente  [Aqui!].

Brasil bate recorde de queimadas em 2017

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Por Paulo Artaxo*

Brasil campeão em focos de queimadas em 2017. Mais um recorde brasileiro: 2017 teve o maior numero de focos de queimadas de toda a série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foram 273.515 focos de queimadas detectados pelos satélites processados pelo Inpe. Destruição em massa do ecossistema Amazônico. E o país assistindo de camarote, sem nada para fazer em um governo Temer e congresso dominado por ruralistas.

Não se esqueça: Agro é POP!

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*Paulo Artaxo é professor titular do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), membro  do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas  (IPCC) e  da Academia Brasileira de Ciências (ABC).

FONTE: https://www.facebook.com/paulo.artaxo?hc_ref=ARTEeGRloB3ZdsNZ8SbKRSN6sDltw2IFP54peslSBEjPFi2IA0EYM6gE0ned8K-atE0&pnref=story

Físico da USP explica a relação entre desmatamento, mudança nos padrões de chuva e o ciclo do carbono na Amazônia

A análise de 20 anos de dados coletados em Rondônia, uma das regiões mais devastadas da #Amazônia, mostra que a chuva não cai mais onde caía antes. Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da USP, e Jeffrey Q. Chambers, da University of California, foram escolhidos pela revista Nature Climate Change para comentar o resultado obtido por pesquisadores de Princeton e de Miami. 

Abaixo um vídeo bastante explicativo onde o Prof. Paulo Artaxo explica as cauas deste fenômeno.

Professor Paulo Artaxo realiza colóquio “ao vivo” e online sobre o Antropoceno

O Antropoceno: Aspectos científicos de uma nova era geológica

Palestrante: Prof. Dr. Paulo Eduardo Artaxo Netto, IFUSP

Dia: 09 de março de 2017, às 16h, Auditório Abrahão de Moraes

Resumo da palestra:
 
A Humanidade alterou profundamente vários processos críticos que regulam o funcionamento climático de nosso planeta. As alterações no albedo da superfície e na composição da atmosfera impactaram o balanço radiativo da Terra, e estamos em rota de aquecimento com importantes impactos socioeconômicos e ambientais. O aumento da frequência de eventos climáticos extremos, aumento do nível dos oceanos, alteração dos padrões de precipitação estão entre os principais efeitos. Entre as medidas necessárias, a redução do consumo, geração de energia por meio de processos que não emitam gases de efeito estufa, e a implementação de uma economia de baixas emissões de carbono estão entre as medidas necessárias. A ativa área da ciência das mudanças climáticas globais requer intenso trabalho interdisciplinar, e novas abordagens entre as diferentes disciplinas.
 
Palavras-chave: Mudanças climáticas, meio ambiente, antropoceno 
 
Sobre o palestrante:
 

O Prof. Artaxo fez a graduação (1977), o mestrado (1980) e o Doutorado (1985) no IFUSP. Atualmente é professor titular do Departamento de Física Aplicada do Instituto de Física da USP. Trabalha com física aplicada a problemas ambientais, atuando principalmente nas questões de mudanças climáticas globais, meio ambiente na Amazônia, física de aerossóis atmosféricos e poluição do ar urbana. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Academia de Ciências dos países em desenvolvimento (TWAS) e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Em 2004 recebeu um voto de aplauso do Senado Brasileiro pelo trabalho científico em meio ambiente na Amazônia. É membro da equipe do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) que foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz de 2007. Em 2007 recebeu o prêmio de Ciências da Terra da TWAS e o Prêmio Dorothy Stang de Ciências e Humanidades de 2007. Em 2009 foi agraciado com o título de Doutor em Filosofia Honoris Causa pela Universidade de Estocolmo, Suécia. Em 2010 recebeu o prêmio Fissan-Pui-TSI da International Aerosol Research Associations. Também recebeu em 2010 a Ordem do Mérito Científico Nacional, na qualidade de comendador. Em 2016 recebeu o Prêmio Almirante Álvaro Alberto outorgado pelo CNPq, Marinha, MCTI e Fundação Conrad Wessel.

 

FONTE: http://portal.if.usp.br/ifusp/pt-br/evento/col%C3%B3quio-com-o-prof-paulo-artaxo-ifusp

 

PEC condena país a “atraso intelectual de 20 anos”, diz cientista da USP

Por Gabriel Francisco Ribeiro,  do UOL, em São Paulo

Divulgação/Arquivo Pessoal

artaxo

Renomado cientista brasileiro, Paulo Artaxo vê futuro negro para a área com a PEC 241

A aprovação em primeiro turno na Câmara da PEC 241 (Proposta de Emenda à Constituição), que visa limitar gastos públicos em áreas como saúde e educação, gera preocupação também em renomados cientistas brasileiros. Para a classe, o projeto afetará a produção intelectual nacional.

Um dos críticos é Paulo Artaxo, físico da Universidade de São Paulo (USP) e membro do painel climático da ONU que foi um dos três brasileiros presentes em lista da Reuters de 2015 dos cientistas mais influentes do mundo. Artaxo, que tem como campo de estudo a Amazônia e mudanças climáticas na região, diz que enxerga um futuro “bastante negro” para a ciência no Brasil em caso de aprovação da emenda.

Quando você não investe nas universidades em 20 anos está condenando o país a um atraso intelectual muito grande em relação ao resto do mundo. Todo brasileiro deve ficar muito preocupado com esta questão”

Paulo Artaxo, físico da USP e um dos cientistas mais influentes do mundo

A preocupação de Artaxo vai além. O pesquisador nacional lembra que a diminuição dos recursos é só um dos aspectos que envolve a PEC. O pior, para ele, é a filosofia do governo Temer para a área.

“É toda uma filosofia do atual governo de não valorizar a educação desde os níveis mais fundamentais, de não valorizar o desenvolvimento científico e tecnológico. Isto é uma questão estratégica e fundamental para o país que o atual governo não só não quer apoiar nos próximos anos como também está alterando a Constituição para um atraso nos próximos 20 anos. É muito sério para as gerações futuras”, opina Artaxo.

Para o cientista, o Brasil conseguiu uma posição de liderança no cenário mundial em várias áreas da ciência graças aos investimentos feitos na última década, apesar de ter sofrido corte de verba nos últimos anos com a crise. Mas, para Artaxo, nada se compara com o que a PEC pode provocar – o físico está na Suécia em um novo projeto e diz que a emenda é criticada até por lá.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2016/10/12/pec-condena-pais-a-atraso-intelectual-de-20-anos-diz-cientista-da-usp.htm