Placar da decisão de libertar os mandarins do PMDB

20171116_Picciani, Paulo Melo e Albertassi.png

A Justiça prende, a Alerj manda soltar

Graças à velocidade das redes sociais, já podemos conhecer o voto de cada deputado (ou o não voto como foi o caso do deputado Bruno Dauaire (PR) que inexplicavelmente se absteve e de outros que se fizeram ausentes, três deles por serem os deputados presos em Benfica).

Posto os votos abaixo, acrescentando que o SIM é voto favorável pela libertação e retorno dos mandatos de Jorge Picciani,  Paulo Melo e Edson Albertassi, e o NÃO é contrario.

Como adiantei antes da votação,  Geraldo Pudim, Jair Bittencourt e João Peixoto votaram SIM, mostrando seu claro alinhamento com o (des) governo Pezão e os mandarins presos.

voto 4voto 1voto 2voto 3voto 5

 

Geraldo Pudim, o coerente, mostra que sua ausência preenche grande lacunas

Como previsto os dois deputados eleitos com uma quantidade significativa de votos dados pela população de Campos dos Goytacazes, os senhores Geraldo Pudim e João Peixoto, votaram pela anulação das prisões dos mandarins da Alerj e o retorno deles ao cumprimento de seus mandatos.

Mas o deputado Geraldo Pudim foi mais longe e ficou responsável por defender a posição da bancada do PMDB pela saída da prisão da trinca de mandarins encrencados com a justiça federal.

gp

E pensar que Geraldo Pudim abandonou o grupo político do ex-governador Anthony Garotinho sob a desculpa de que não concordava mais com as ideias do seu mentor político. Pelo que se viu desde que entrou nas fileiras do PMDB, quando tem votado de forma consistente em todas as medidas mais absurdas que foram propostas pelo (des) governo Pezão, quem se livrou de um grande problema foi Anthony Garotinho e não Geraldo Pudim. Assim, a ausência de Geraldo Pudim no grupo político de Anthony Garotinho parece ser uma consumação daquela máxima da “ausência que preenche grande lacunas”.

Agora, que os leitores deste blog bem da consistência de Geraldo Pudim  e de João Peixoto nas eleições de 2018. E que lhes neguem votos com punição por seu alinhamento tão canino a um (des) governo tão impopular e coberto de acusações de ilegalidades como o comandado por Luiz Fernando Pezão.

Crise na Alerj, silêncio sepulcral na planície dos Goytacazes

Resultado de imagem para picciani melo albertassi prisão

A profunda crise desencadeada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) com a prisão dos principais mandarins do PMDB (pela ordem Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi) tem um novo capítulo na tarde desta 6a. feira com a realização de uma sessão que poderá mantê-los fazendo companhia ao ex (des) governador Sergio Cabral na cadeia de Benfica ou retorná-los para seus gabinetes.

Curiosamente essa críse sem precedentes na história da Alerj vem recebendo um cobertura para lá de minimalista por parte da mídia corporativa campista. A explicação para tamanho silêncio sinceramente não tenho, mas tenho desconfianças. Uma delas é que três dos mais aguerridos defensores do (des) governo Pezão têm sua base eleitoral nas regiões Norte e Noroeste Fluminense. No caso de dois deles, Geraldo Pudim e João Peixoto, o principal reduto eleitoral é o município de Campos dos Goytacazes. Aliás, dos quatro deputados que podem ser colocados como sendo originários do Norte e Noroeste Fluminense, apenas o deputado Bruno Dauaire (PR) pode ser colocado como sendo parte da minoria oposicionista dentro da Alerj.

Felizmente o jornal “EXTRA” disponibilizou em sua capa desta 6a. feira uma espécie de carta de controle da votação que deverá desconsiderar a decisão do TRF2 e suspender as prisões de Picciani, Melo e Albertassi. Disponibilizo a mesma com uma marcação dos quatro deputados do Norte e Noroeste Fluminense. Vamos ver como votam eles. Mas arrisco a dizer que muito provavelmente apenas Bruno Dauaire deverá votar pela manutenção da decisão de prender e afastar de seus mandatos os mandarins da Alerj.

capa extra

Já sobre o silêncio sepulcral que caracteriza o comportamento da maioria da mídia corporativa no município de Campos dos Goytacazes é possível que sejamos brevemente contemplados que com alguma bomba envolvendo o ex-governador Anthony Garotinho. É que ele continua sendo o principal instrumento de diversionismo quando se trata de não falar das raízes da grave crise que ocorre neste momento no Rio de Janeiro.

De minha parte, convido aos leitores a que se informem sobre como votaram os quatro deputados ligados ao Norte e Noroeste Fluminense para ver o meu placar de 3 votos a favor dos mandarins do PMDB se confirmará ou não. A ver!

Infográfico explica esquema de propinas da Fetranspor com a Alerj

O Infográfico abaixo foi preparado pelo jornal “O GLOBO” e apresenta o suposto esquema de propinas que teria sido iniciado  nos anos de 1990, com a Alerj sob o comando de Cabral, sendo herdada por seus dois sucessores, Picciani, Melo e Albertassi [1]. 

FETRANSPOR INFOGRÁFICO


[1] https://oglobo.globo.com/brasil/infografico-como-funcionava-caixinha-da-fetranspor-22067113?utm_source=LinkedIn&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar

 

Operação “Cadeia Velha” acerta cúpula do PMDB na Alerj, mais uma vez

Resultado de imagem para pezão picciani cabral

Os corredores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro deverão viver um dia dos mais agitados em função da execução da operação ” Cadeia Velha” que coloca sob os holofotes da justiça não apenas o poderoso presidente Jorge Picciani, mas também os deputados Paulo Melo (ex-presidente da Alerj) e Edson Albertassi, líder do (des) governo Pezão e ungido para ocupar a vaga deixado pela aposentadoria do presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro [1,2,3 e 4].

As medidas sendo executadas pela Polícia Federal são amplas, envolvendo conduções coercitivas, prisões e varreduras de gabinetes de deputados. Além disso, também voltam para a prisão os principais nomes da cúpula da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio (Fetranspor), Lélis Teixeira (presidente), José Carlos Lavouras e Jacob Barata Filho, todos alvos da primeira fase da Operação “Ponto Final”, deflagrada em julho, e que haviam sido libertados por liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

alerj 6

A novidade desta operação é que também o único filho de Jorge Picciani que não possui cargo eletivo, Felipe Picciani,  que é suspeito de lavagem de dinheiro de propina a partir de empresas de negócios agropecuários que têm em sociedade com seu pai. 

O interessante é que até ontem o que agitava a Alerj era a tentativa do (des) governador Luiz Fernando Pezão de empurrar o nome de Edson Albertassi para ser aprovado pela sempre dócil maioria que possui naquela “casa de leis”.  Agora, Albertassi vai ter outras coisas com que se preocupar. Ao menos pelo dia de hoje.

Enquanto isso, mais de 200 mil servidores ainda esperam o 13o. salário de 2016 e o salário de Setembro de 2017. Para esses servidores nunca houve o aporte de recursos via a Fetranspor. Simples assim!


[1] https://extra.globo.com/noticias/brasil/cadeia-velha-justica-manda-prender-filho-de-picciani-empresarios-da-fetranspor-mira-presidente-deputados-da-alerj-22066783.html

[2] http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2017-11-14/pf-cumpre-mandados-de-prisao-contra-filho-de-picciani-e-jacob-barata-filho.html

[3] https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/11/14/presidente-da-alerj-e-jacob-barata-filho-sao-alvo-de-operacao-da-pf-no-rio.htm

[4] https://oglobo.globo.com/brasil/cadeia-velha-pf-cumpre-mandado-de-prisao-contra-filho-de-picciani-empresarios-de-onibus-procuradores-pedem-que-presidente-da-alerj-seja-detido-22066765

 

Depois de Pezão, Paulo Melo tem cassação pedida pela Procuradoria Regional Eleitoral

Procuradoria pede cassação do deputado Paulo Melo


Presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Melo, (PMDB), deputado estadual reeleito está em maus lençóis. É que a Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ) representou contra o parlamentar por compra de votos na Justiça Eleitoral. Ele pode ter o diploma cassado e ser obrigado a pagar multa, que varia de R$ 1 mil a R$ 50 mil.

Em 5 de outubro, fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) flagraram dois eleitores recebendo R$ 50 por votarem em Paulo Melo. A informação foi confirmada em depoimento. O fato aconteceu na casa de um cabo eleitoral do político, onde foi encontrada uma lista com dados pessoais de 150 pessoas contendo nome, endereço, data de nascimento, título e local de votação, além de santinhos e adesivos do deputado. Eles foram denunciados pela Promotoria Eleitoral por corrupção passiva eleitoral.

“A existência de verdadeiro comitê na residência do cabo eleitoral, juntamente com a listagem apreendida, na qual se observa mais de uma centena de eleitores que votariam em Paulo Melo, bem como a comprovação de promessa de pagamento em dinheiro, são elementos que demonstram de maneira irrefutável o ilícito eleitoral”, declara a procuradora regional eleitoral substituta Adriana Farias, autora da representação.

FONTE: http://blogs.odia.ig.com.br/justicaecidadania/2014/11/24/procuradoria-pede-cassacao-do-deputado-paulo-melo/

O estranho caso da invasão da propriedade rural do deputado Paulo Melo

pezao-posse-paulo-melo

Venho lendo informações desencontradas sobre a invasão/assalto à fazenda que o presidente da ALERJ, deputado Paulo Melo (PMDB), possui no município de Rio Bonito.  Há várias questões nebulosas cercando o evento, incluindo a natureza do incidente (invasão ou assalto?) e a lesão sofrida por Paulo Melo que o obrigou a dar entrada neste domingo no Hospital Copa D´Or para passar uma segunda cirurgia por causa de uma fratura no pé que Paulo Melo teria sofrida durante a fuga que realizou para escapar dos invasores.

Este incidente vem num péssimo momento para milhares de servidores que estão esperando que a ALERJ analise e aprove mais de 30 mensagens enviadas pelo (des) governo Pezão para recompor salários. É que com Paulo Melo hospitalizado, as negociações em curso poderá ser completamente descarrilhadas. A ver!