Não, a situação não está “normal” na Uenf

uenf normalidade

Em mais uma inserção de vídeo comento a situação caótica em que se encontra a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) que se encontra sem verbas de custeio desde Outubro de 2015, e com salários de seus professores e servidores atrasados desde Fevereiro de 2016.

Em suma, apesar de alguns tentarem propalar o mito de que as coisas estão “normais” na Uenf, essa normalidade não resiste a uma análise minimamente criteriosa de sua realidade.  Enquanto isso o (des) governo Pezão quer conceder mais R$ 650 milhões de isenções fiscais para a AMBEV.

Assim, não há de normal na situação em que a Uenf se encontra!

 

 

Notícias da ADUENF divulga ações da nova diretoria para publicizar situação crítica na Uenf

Diretoria da ADUENF prepara campanha para disseminar informações sobre situação crítica da Uenf

megafone 1

Entre as diferentes estratégias de comunicação já acertadas, a diretoria da ADUENF já acertou a criação de um programa radiofônico que será veiculado diariamente com depoimentos de membros da comunidade universitária sobre os impactos que o descompromisso do governo do Rio de Janeiro vem causando sobre as atividades acadêmicas e sobre o cotidiano de estudantes e servidores.

Além disso, já está sendo preparada uma campanha publicitária que contará com a colocação de outdoors em alguns pontos de grande circulação na cidade de Campos dos Goytacazes para denunciar a situação crítica em que o governo do Rio de Janeiro colocou a Uenf.

No plano das ações dentro do campus Leonel Brizola, a diretoria da ADUENF está articulando com os demais sindicatos  (SINTUPERJ/UENF, DCE e APG) a realização de uma assembleia comunitária para discutir formas de atuação conjunta para lutar contra o processo de privatização que está por detrás da precarização em curso na Uenf. Esta assembleia deverá ocorrer na próxima terça-feira (11/04) na área externa do Restaurante Universitário da Uenf a partir das 09:00 horas.

Por fim, a diretoria da ADUENF está se preparando para recepcionar o secretário estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, Pedro Fernandes, que deverá cumprir agenda na Uenf na próxima segunda-feira (10/04).

A diretoria da ADUENF entende que a partir deste conjunto de atividades é que será possível organizar uma ampla unidade dos sindicatos em defesa do caráter público e gratuito da Uenf, bem como da normalização do pagamento de salários e bolsas estudantis.

Campos dos Goytacazes, 06 de Abril de 2017.

DIRETORIA DA ADUENF

Gestão Resistência & Lutas

FONTE: http://aduenf.blogspot.com.br/2017/04/diretoria-da-aduenf-prepara-campanha.html

(Des) governo Pezão continua a farra fiscal em meio a calote salarial nos servidores

ambev

Como tudo precisa evoluir, o “Blog do Pedlowski” estará evoluindo nos próximos meses para que eu possa ampliar os canais pelos quais expresso minhas ideias, dissemino fatos e compartilho dados acerca da realidade.

Um desses mecanismos será a utilização do canal do Youtube que foi criado para justamente ampliar as formas de veiculação de ideias, fatos e opiniões por este blog.

Abaixo posto o vídeo em que comento a situação absurda que é a pretensão do (des) governo Pezão de conceder mais uma benesse fiscal para a AMBEV enquanto prossegue o calote salarial contra milhares de servidores públicos estaduais.

Crise, que crise? (Des) governo Pezão quer conceder mais R$ 650 milhões em isenções fiscais para a AMBEV

cartilha

De tempos em tempos algum porta-voz do (des) governo Pezão ainda tem o desplante de vir a público para defender a política de benesses fiscais criada pelo hoje presidiário Sérgio Cabral e que já custou algo em torno de R$ 200 bilhões aos cofres estaduais.

Até aí tudo bem, pois defender o indefensável é o papel dos sabujos que orbitam ou estão dentro de qualquer (des) governo. Mas a notícia abaixo, vinda da página oficial do deputado Marcelo Freixo (PSOL), é mais uma prova de que não há limite para a irresponsabilidade no atual (des) governo comandado (??) por Pezão.

Senão vejamos. Em plena primeira semana de abril existem hoje mais de 200 mil servidores públicos estaduais que ainda tiveram sequer o prazer de receber um calendário para o pagamento dos seus salários referentes ao mês de Fevereiro. O resultado desse calote salarial pode ser visto em vários dos órgãos afetados por esse processo, onde há servidor sobrevivendo da doação de cestas básicas!

Mas a despeito dessa situação vexaminosa, o que faz o (des) governo Pezão? Envia um projeto de Lei 2543/2017 cujo objeto é a concessão de mais R$ 650 milhões em isenções fiscais, o que totalizaria a fortuna de R$ 2,4 bilhões concedidos a essa que é uma das maiores empresas  não apenas do Brasil, mas do planeta! (ver extrato parcial abaixo)

lei 25432017

É ou não é a prova suprema de que vivemos uma crise para lá de seletiva no Rio de Janeiro sob o (des) governo de Luiz Fernando Pezão? E mais importante ainda, quanto mais tempo os servidores aceitarão ser preteridos em seus direitos básicos para que o (des) governo Pezão possa continuar participando de uma farra fiscal que só prejudicou o Rio de Janeiro?

Governo quer conceder financiamento de R$ 650 milhões para a Ambev

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O Projeto de Lei 2543/2017, que concede um financiamento de R$ 650 milhões e incentivo fiscal à Ambev, foi publicado no Diário Oficial desta quarta-feira (05/04) e será encaminhado para votação na Alerj. Importante lembrar que, desde 2011, através de decretos, o estado já aprovou a concessão de financiamentos que totalizam R$ 2,4 bilhões à empresa.

A nova iniciativa prevê dois benefícios:

1) Financiamento através do Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social (FUNDES), com limite de crédito de até R$ 650 milhões, carência de 240 meses (20 anos!) e juros de apenas 3% ao ano.

2) Diferimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), ou seja, incentivo fiscal.

A justificativa do PL é a construção de uma nova unidade para produção de garrafas e latas de alumínio, mas o texto sequer especifica em qual cidade do Rio a nova empresa será instalada. Além disso, é importante lembrar que a Ambev já possui 13 unidades no estado, incluindo 4 fábricas.

A proposta estima a geração de apenas 200 novos empregos diretos e indiretos. E, se o valor do investimento é de R$ 650 milhões, isso significa que cada novo trabalho custará R$ 3,25 milhões. Um cálculo que não compensa.

O incentivo torna-se ainda mais questionável porque a Ambev é a maior indústria privada de bens de consumo do Brasil, tendo obtido um lucro líquido de R$ 12,8 bilhões em 2016. No ano passado, nós já havíamos denunciado que, apesar da empresa ter uma dívida de R$ 527 milhões com o governo do Estado, havia obtido mais de R$ 250 milhões de renúncia fiscal entre 2008 e 2013.

Porque será que uma empresa tão grande e lucrativa – e que ainda deve ao estado! – continua recebendo benefícios? Não faz sentido que o(a)s servidore(a)s, estudantes, trabalhadore(a)s e aposentado(a)s sejam responsabilizado(a)s e penalizado(a)s pelos graves problemas econômicos do Rio. É cada vez mais evidente que a crise não é causada por excesso de despesas do governo, mas por problemas na arrecadação das receitas.

FONTE: http://www.marcelofreixo.com.br/blog/governo-quer-conceder-financiamento-de-r-650-milhoes-para-a-amb

Elio Gaspari e a ruína do (des) governador Pezão

pezao cabralA coluna que o jornalista Elio Gaspari publica em diferentes veículos da mídia corporativa traz hoje um artigo que considero devastador para o que ainda restava de credibilidade do (des) governador Luiz Fernando Pezão (Aqui!). 

É que neste artigo Gaspari faz uma excelente síntese dos últimos acontecimentos em torno do suposto envolvimento do (des) governador Pezão em múltiplos casos de corrupção, bem como sobre o seu papel de herdeiro político do hoje presidiário ex (des) governador Sérgio Cabral.

A sensação que eu tenha é que este artigo de Elio Gaspari representa mais um prego no caixão político de Luiz Fernando Pezão cuja continuidade no cargo está claramente segura por um fio muito fino e prestes a arrebentar. 

Abaixo segue a íntegra do artigo de Elio Gaspari cujo título já diz muito sobre o conteúdo do mesmo.

Pezão foi condenado a viver sua própria ruína 

FOTOS DO DIA

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), em visita ao Ministério da Fazenda

Por Elio Gaspari

Tendo vivido o esplendor da ilusão cabralina, quando foi secretário de Obras e vice-governador, Luiz Fernando Pezão está condenado a viver sua própria ruína. Aquele teleférico do morro do Alemão, que foi inaugurado duas vezes, está parado. (Ele se entristecia quando era exposto o ridículo das duas inaugurações.)

A política de segurança do xerife José Mariano Beltrame ruiu, as contas públicas jogaram o governador para a condição de pedinte e os cidadãos a um período de decadência jamais visto.

Sérgio Cabral está em Bangu, decidindo entre uma cana de 40 anos e a possibilidade de colaborar com a Viúva, cuja bolsa repetidamente assaltou. O coral dos poderosos da ilusão cabralina já tem dois doleiros, um ex-presidente do Tribunal de Contas, seu filho, e mais gente na fila.

Pezão está na situação dos hierarcas do stalinismo que moravam num imponente edifício perto do Kremlin. À noite, quando o elevador fazia barulho, os comissários acordavam temendo que tivessem vindo buscá-los. A administração do Rio está parada.

Fica a impressão de que só dois gabinetes funcionam: o do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal, e o do ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça. Um encanou Cabral. O outro ouviu a melodia da colaboração de Jonas Lopes e de seu filho. O doutor Jonas presidiu o Tribunal de Contas do Estado e sua cantoria resultou na prisão de cinco conselheiros. (Em tempo, não se deveriam chamar essas comissões de contas de “tribunal”, pois não o são.)

Admitindo-se que Pezão tenha sido secretário de Obras e vice de Cabral sem ter desconfiado de nada, nem dos cortes de seus ternos Ermenegildo Zegna “su misura”, Jonas e seu filho jogaram o governador na frigideira. O pai contou que em 2013 Pezão mediou em sua casa uma acalorada discussão para definir o rachuncho das propinas. Num lance, em 2015, cada felizardo receberia R$ 60 mil mensais. Noutro, mordiam a comida dos presidiários.

Jonas Filho diz ter ouvido que parte do dinheiro mandado aos conselheiros foi desviada para atender despesas pessoais de Pezão. Coisa de R$ 900 mil. Nesse aspecto a suspeita é a um só tempo frágil e meritória. Frágil, porque nasce de um “ouvir dizer”. Meritória porque se Pezão recebesse apenas R$ 900 mil para cobrir despesas pessoais, seria um anacoreta na corte de Sérgio, o Magnífico.

O capilé de R$ 900 mil teria sido revelado a Jonas por Marcelo Santos Amorim, o Marcelinho, subsecretário de Comunicação do governador. Ele estava no lote de celebridades estaduais levadas para a Polícia Federal na semana passada. Se a história do capilé é ou não verdadeira, só Marcelinho poderá dizer. De qualquer forma ele terá algo a contar sobre o milagre da comunicação de Pezão, que navegava num Estado falido com a pose dos canoeiros de Oxford.

Pezão e Marcelinho negam que tenham praticado qualquer malfeito e queixam-se da falta de acesso às narrativas de quem os acusa.

Graças ao juiz Bretas e ao ministro Fischer, a administração do Rio de Janeiro pode garantir ao detento Sérgio Cabral que ficou mais difícil roubar em cima das verbas de alimentação do presidiários.

Entre as minhas profecias e o oráculo de Garotinho, o que preferirão os membros do (des) governo Pezão?

No último dia 02/04,  profetizei que a semana irá começar ruim e que terminaria péssima para o (des) governador Pezão (Aqui!). Desde então, tivemos uma reportagem produzida pelo SBT-Rio que colocou o (des) governador Pezão no centro do furacão a apontar o dedo e o pé do recolhimento de propinas na sua direção (Aqui!). Além disso, ainda apareceu a informação de que despesas pessoais da ordem de R$ 900 mil do (des) governador Pezão teriam sido saldadas com dinheiro recolhido por um dos assessores em empresas envolvidas no esquema desbaratado na operação “Quinto do Ouro” (Aqui!).

Em suma, a minha profecia de domingo à noite parecia estar se confirmando, mas não exatamente no ritmo previsto, pois não houve nenhuma novidade nesta terça-feira.

Eis que agora à noite, o ex-governador Anthony Garotinho postou mais uma daquelas notas enigmáticas, mas com um forte teor preditivo, no melhor estilo do “oráculo de Garotinho” (ver reprodução abaixo).

garotinhorivotril

Ainda que o oráculo esteja um tanto vago e eu não entendo bem dos melhores usos do Rivotril, a mensagem contida noa postagem de Anthony Garotinho é de que a coisa vai ficar ainda mais “animada” no Palácio Guanabara. E lembremos bem que em seu oráculo anterior, Anthony Garotinho havia apontado para outro palácio, o Tiradentes que é sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e sua previsão bateu na mosca (Aqui!).

Agora resta-nos saber qual seria opção dos membros do (des) governo Pezão: a minha profecia ou o oráculo de Anthony Garotinho. Pelo jeito, nenhum dos dois. Mas, não obstante, esperemos as “próximas horas ou dias” para ver que bicho dá.

Na verdade como estamos quase às vesperas da Páscoa, o bicho deverá certamente ser o coelho. Resta saber apenas o número de ovos que serão colhidos no gramado do Palácio Guanabara ou até mesmo dentro dele. A ver!

Delator afirma que R$ 900 mil recolhidos em propina foram usados para pagar dívida do (des) governador Pezão

A situação do (des) governador Luiz Fernando Pezão que já não era boa, agora está tomando o rumo do precipício. É que tendo passado incólume pelo vendaval que colocou na cadeia o seu mentor e ex (des) governador Sérgio Cabral, a situação de Pezão está ficando insustentável a partir de relatos que emergiram hoje em diversos veículos da mídia corporativa.

A “novidade” é que o advogado Jonas Lopes Neto teria declarado em sua delação premiada que um assessor  do (des) governador Pezão, que também é parente por laços de matrimônio, Marcelo Santos Amorim, lhe confidenciou ter utilizado R$ 900 mil obtidos por meio de propina para pagar dívidas pessoais do chefe do executivo fluminense (Aqui!Aqui! Aqui!).

Para complicar ainda mais esse enredo tétrico, há o fato de que o Sr. Marcelo Santos Amorim foin conduzido coecertivamente para depor na Polícia Federal no âmbito da operação “Quinto do ouro” (Aqui!). E como já afirmei aqui, essas conduções coercitivas tem resultado em múltiplas delações premiadas. Daí que não seria surpresa que o atual subsecretário de Comunicação do (des) governo Pezão tenha sido levado para depor como uma forma de pressão para que aceite assinar uma delação premiada.

Seja qual for o contexto em que se analisa o caos instalado no Rio de Janeiro, a revelação do uso dessa pequena fortuna para pagar despesas pessoais do (des) governo Pezão vai cair muito mal com os quase 200 mil servidores estaduais que ainda não viram a cor dos salários de Fevereiro.  

E com isso tudo somado, o  mais provável que haja ainda mais revelações cercando o (des) goverador Pezão, o que criaria um contexto ainda mais complicado no Rio de Janeiro.

SBT-Rio revela bastidores da corrupção com o (des) governador Pezão ocupando o insólito papel de pacificador das propinas

 

O SBT-Rio levou ao ar hoje o que promete ser  apenas o início de mais uma daquelas séries que o canal vem se notabilizando a partir da cobertura do caso do Porto do Açu.  É que nesta segunda-feira (03/04), o SBT-Rio mostrou uma matéria onde são apresentados detalhes da delação premiada do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

E, pasmemos todos nós, segundo o que teria delatado Jonas Lopes Filho, o (des) governador Pezão teria transformado o seu apartamento no bairro do Leblon numa espécie de APP (Apartamento da Propina Pacificadora), pois em pelo menos um caso ele teria agido para “pacificar” os ânimos exaltados por causa da cobrança e distribuição de propinas. E pensar que nesses anos todos eram as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que ganharam notoriedade! Qual nada,  o negócio do (des) governo do Rio de Janeiro parece ter sido por para funcionar vários APPs!

A matéria vai ao detalhe de informar que o cardápio teria incluído o oferecimento de um caríssimo vinho português, o Barca-Velha, para os comensais se deliciarem enquanto discutiam a divisão do butim obtido a partir de obras públicas. Apenas para se ter uma ideia do fausto, o preço de um garrafa gira do Barca-Velha pode começar em torno de “módicos” R$ 1.348,62, mas pode chegar a “salgados R$ 3.346,20 (Aqui!)!

Abaixo o vídeo com a matéria completa que foi levada ao ar pelo SBT-RIO

E com essa matéria tendo ido ao ar,  já podemos ao menos saber que quando o (des) governo Pezão declarou que não conhecia o lado corrupto de seu mentor político, o hoje presidiário ex (des) governador Sérgio Cabral, ele no mínimo cometeu uma injustiça com o amigo de fé. 

Agora, vejamos como ficará o clima dentro não apenas do (des) governo Pezão, mas também na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).  Certamente não haverá clima para que se saboreie um Barca-Velha. Ou haverá?

Profetizando: a semana começará ruim e terminará péssima para o ainda (des) governador Pezão

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Eu não tenho o poder de oráculo que o ex-governador Anthony Garotinho já demonstrou ter ao prever os acontecimentos que incluíram a condução coercitiva do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB), para depor na Polícia Federal.

Mas mesmo assim eu me arrisco a profetizar (afinal me chamo Marcos): a semana do (des) governador Luiz Fernando Pezão deve começar ruim e terminar péssima. 

Entretanto, apesar dessa semana pouco promissora em minha profecia, aceito que ele ordene o pagamento do meu salário de Fevereiro ainda em algum momento de Abril. É que nem só de profecias vive este servidor público estadual cujo regime de Dedicação Exclusiva o impede de ter outra fonte de renda.