Prisão de Ary Fichinha deve elevar temperatura no Palácio Guanabara

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A mídia corporativa está noticiando a prisão do agente fazendário Ary Ferreira Costa Filho, também conhecido como Ary Fichinha (Aqui!Aqui! e Aqui!). Como já abordei no dia de hoje, Ary Fichinha é apontado como operador de recursos financeiros obtidos ilegalmente por meio do esquema comandado pelo ex (des) governador Sérgio Cabral.

A porca torce o rabo para o atual (des) governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, pelo simples fato do agente fazendeiro Ary Costa Filho ter ocupado um cargo de assessor especial em seu gabinete até o dia 06 de Dezembro, um dia após a deflagração da operação Calicute que prendeu o grande amigo de Pezão e Ary Fichinha, o sr. Sérgio Cabral.

Agora, resta-nos esperar o que poderá ser revelado nos inevitáveis interrogatórios e numa eventual delação premiada do Sr. Ary Fichinha.

De qualquer forma, me parece quase certo que a temperatura nos gabinetes do Palácio Guanabara deu mais uma elevada no início desta tarde. E não foi por causa da quebra dos aparelhos de ar condicionado que lá sempre funcionam bem, ao contrário do que acontece em hospitais, escolas e demais repartições públicas.

Tem um “Sombra” no caminho de Pezão, mas pode chamar de Ary Fichinha

Esqueçamos por um momento das abomináveis cenas de violência perpetradas pelo batalhão de choque da PMERJ contra uma manifestação pacífica de servidores e a reeleição por 64 a 6 do deputado Jorge Picciani para continuar presidindo a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), pois ainda que importantes, essas são notícias menores frente à decretação da prisão  pelo juiz Marcelo Bretas da 7a. Vara Criminal do agente fazendário Ary Ferreira da Costa Filho, que também é conhecido pelos codinomes de “Sombra” e “Ary Fichinha” (Aqui!).

Um detalhe interessante na biografia de Ary Fichinha é que  ele teria entrado no serviço público em 1980 (provavelmente para atuar no programa “seu carnê vale milhões”, sem ter prestado concurso público). Em 1987, foi promovido ao cargo de agente de Fazenda (Aqui!)”.  

E as informações que desde a década de 1980,  Ary Ferreira é muito próxima do hoje encarcerado Sérgio Cabral (Aqui!), a quem teria oferecido préstimos como operador financeiro das vantagens recebidas pelo ex (des) governador no âmbito da farra fiscal que acabou quebrando os cofres estaduais. Apenas para um dos grupos econômicos agraciados com os serviços de Ary Fichinha, o montante renunciado teria sido de R$ 1,3 bilhão!

Mas onde entra o atual (des) governador Luiz Fernando Pezão na biografia de Ary Fichinha? É que o agente fazendeiro continuou atuando no executivo estadual, mesmo após a saída de Sérgio Cabral da chefia do executivo fluminense, na condição de assessor especial do gabinete do atual (des) governador. Aliás, Ary Fichinha só pediu exoneração deste cargo no dia 06 de Dezembro, um dia após a deflagração da Operação Calicute que levou Sérgio Cabral, dois ex-secretários estaduais e a esposa dele, Adriana Ancelmo, ao cárcere no complexo prisional de Bangu (Aqui!).

Ah, sim, antes que eu me esqueça, há que se informar sobre a razão do codinome “Fichinha” que Ary Ferreira da Costa Filho carrega se deveria ao fato de que ele seria conhecido na Secretaria Estadual de Fazenda por  distribuir senhas para os empresários que o procuravam em busca de algum tipo de vantagem, principalmente o perdão de multas por sonegação de ICMS (Aqui!).

O fato é que a prisão de “Ary Fichinha” não apenas complica ainda mais a já complicada situação de Sérgio Cabral, mas coloca os braços e mãos do juiz Marcelo Bretas dentro do gabinete do (des) governador Luiz Fernando Pezão. Assim, em que pese a fácil vitória de ontem na Alerj com reeleição de Jorge Picciani, o dia deve estar tenso no Palácio Laranjeiras.  Haja Rivotril e Lexotan!

Reunidos em assembleia, professores da Uenf aprovam atividades de resistência e pedido de impeachment do (des) governador Pezão

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Reunidos em assembleia na tarde desta 4a. feira, os professores da Universidade Estadual do Norte Fluminense avaliaram e aprovaram uma série de atividades para avançar o processo de luta contra o ataque que vem sendo realizado contra as universidades estaduais pelo (des) governo Pezão.

Uma das decisões se refere à realização de uma atividade que permitirá a que a população do Norte e Noroeste Fluminense, em especial a da cidade de Campos dos Goytacazes, possa ver de perto os projetos de pesquisa e extensão que estão sendo realizados na Uenf.

Os professores também decidiram que irão participar dos atos que estão sendo convocados pelo MUSPE para derrubar o pacote de maldades do (des) governo Pezão que inclui a privatização da CEDAE e a redução de salários.

A principal decisão política da assembleia foi a aprovação da preparação do pedido de impeachment do (des) governador Luiz Fernando Pezão por causa dos seus atos destrutivos contra a Uenf e as universidades estaduais.

Finalmente, os professores também decidiram manter o estado de greve como uma sinalização da sua disposição de lutar contra o projeto de desmanche das universidades estaduais pelo (des) governo Pezão.

Após a tomada dessas decisões, várias comissões foram formadas para implementar as decisões aprovadas na assembleia.

A Uenf resiste!

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Dificuldades financeiras obrigam Uenf a postergar início de aulas para Março

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Em reunião extraordinária realizada na tarde desta 3a. feira (31/01), o Conselho Universitário (CONSUNI) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) decidiu tomar uma medida altamente responsável e postergou o início do segundo semestre letivo de 2016 para o dia 06 de Março. Neste dia também deverão ser iniciadas as aulas referentes ao primeiro semestre letivo de 2017.

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Essa decisão inédita foi causada pela total falta verbas de custeio que hoje deixam a Uenf sem quaisquer condições de iniciar suas atividades acadêmicas.  Uma comissão especial do CONSUNI foi criada para organizar o esforço inédito que será a realização simultânea de dois semestres letivo, e impedir quaisquer prejuízos aos estudantes da Uenf.

Há que se lembrar que a Uenf não recebe verbas de custeio desde o longínquo mês de Outubro de 2015 e, por causa disso, a instituição esteja hoje desprovida de serviços de segurança e jardinagem, e corre o risco de ficar também sem os de limpeza.

Tudo isso é fruto de uma política deliberada de falência programada que o (des) governo está aplicando às três universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uenf, Uerj e Uezo).

Essa decisão, porém, só posterga o problema, e continua sendo essencial que as atividades de resistência que já estão sendo realizadas sejam fortalecidas e apoiadas não apenas pela comunidade universitária da Uenf, mas também pela sociedade fluminense, em especial a população das regiões Norte e Noroeste que são aquelas que mais dependem do bom funcionamento da Universidade do Terceiro Milênio.

Agora é importante que todos se lembrem da responsabilidade do (des) governador Luiz Fernando Pezão na condição para lá de precária em que a Uenf e as suas co-irmãs foram colocadas.

Para participar do processo de defesa da Uenf, um caminho é difundir a existência da comunidade virtual criada na rede social Facebook para divulgar a situação em que a universidade se encontra (Aqui!)

Porto do Açu: Pezão e Regis Fitchner participaram de reunião que discutiu desapropriações no V Distrito

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A prisão no dia de ontem do “idealizador” do Porto do Açu, o ex-bilionário Eike Batista, suscitou uma série de requisições de informações sobre como se deram as desapropriações no V Distrito de São João da Barra.

Pois bem, buscando no grande oceano da internet, encontrei uma nota publicada pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura de São João da Barra que tratou de uma reunião realizada no dia 30 de Julho de 2010 no Palácio das Laranjeiras reunindo membros do (des) governo Cabral, a prefeita Carla Machado e secretários, e ainda representantes da LL(X) (Aqui!).  

O título da matéria da ASCOM/SJB era um irônico “Estado e Prefeitura garantem justiça aos produtores do 5º Distrito“. E por que irônico? É que pouco mais de 2 meses depois dessa reunião, o então (des) governador Sérgio Cabral promulgaria os decretos que dariam a base legal para que a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) começasse a expulsar centenas de famílias de agricultores familiares de terras que suas famílias ocupavam há várias gerações. Desapropriações essas que agora se diz terem sido facilitadas por pagamento de propina de Eike Batista para Sérgio Cabral.

Mas o que há de importante nessa reunião que reuniu alguns dos principais “players” desse processo de tomada de terras de humildes agricultores para entregá-las para o então bilionário Eike Batista?

É que graças ao blog do professor Roberto Moraes, pode-se ter acesso a duas imagens que mostram momentos daquela reunião (Aqui!) e uma delas é bastante interessante (ver abaixo).

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E por que interessante? É que além de Sérgio Cabral e Carla Machado também aparecem ao fundo num interlóquio paralelo o então vice-governador Luiz Fernando Pezão e o todo poderoso secretário estadual da Casa Civil, Régis Fitchner.

Pois bem,  é importante lembrar que o escritório de advocacia Andrade & Fitchner Advogados representou os interesses do grupo de Eike Batista em processos relativos ás desapropriações que hoje se encontram sob as luzes dos holofotes por causa da prisão de Eike Batista, e que eu já abordei aqui neste blog no dia 23 de Junho de 2015 (Aqui!).

Quanto ao papel do hoje (des) governador Luiz Fernando Pezão nesta reunião? Bom, essa é uma pergunta que só ele (ou quem sabe Eike Batista) poderão responder. Mas uma coisa é certa: a presença de Pezão e Régis Fitchner (além da simpática Marilene Ramos, que então presidia o Instituto Estadual do Ambiente) sinaliza que as desapropriações em São João da Barra tinham um “carinho” especial no (des) governo de Sérgio Cabral.

E voltando ao título da matéria da ASCOM/SJB, o que eu me pergunto é quando o Estado e a Prefeitura de São João da Barra vão finalmente garantir justiça aos produtores do V Distrito? Um bom primeiro passo seria anular os decretos de desapropriação, fazendo voltar as terras aos seus legítimos donos.

Para ler e analisar: termo assinado pelo (des) governo Pezão com Temer/Meirelles para privatizar e confiscar salários

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Acabo de receber o chamado “Termo de Compromisso” assinado pelo (des) governo Pezão com o presidente “de facto” Michel Temer para privatizar a CEDAE e confiscar os salários dos servidores estaduais do Rio de Janeiro.

Como essa é uma matéria de interesse público,  estou disponibilizado o meso para os interessados em ler e analisar os diversos dispositivos para provocar um arrocho sem precedentes nos salários dos servidores estaduais e, de quebra, aumentar de forma abrupta o custo da população com os serviços de água nos municípios servidos pela CEDAE, estou disponibilizando o arquivo em sua integralidade.

Um fato interessante  a ser adiantado é que notei no conteúdo da Cláusula 10a. que o referido termo será dissolvido se uma das chamadas estruturais ou programáticas não for implementada, ou ainda uma das vedações previstas não for cumprida.  

Pois bem,  parece que este termo de compromisso é mais frágil do que se apresentava. Aliás, a ausência de uma data acima das 4 assinaturas apensadas ao documento já mostra bem isso (ver abaixo).

Aos interessados em acessar o arquivo, basta clicar Aqui!

“Muy amigo”: em troca de salários em dia, (des) governo Pezão promove confisco salarial histórico

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Após quebrar o estado do Rio de Janeiro com uma versão “sui generis” de ultraneoliberalismo, o (des) governo Pezão está tentando coagir o funcionalismo estadual a aceitar calado um confisco salarial histórico. A mordida nos salários para supostamente equilibrar as contas estaduais está sendo apresentada como a única saída para servidores, aposentados e pensionistas terem de volta um mínimo de capacidade de organizar suas vidas. É o tal do “sacrifício” em nome do bem coletivo.

Mas qual é o tamanho da mordida, afinal? Isso o (des) governador Pezão convenientemente não informa e a maioria absoluta da mídia corporativa faz cara de paisagem para não perguntar.

Agora observem a figura abaixo com atenção, pois ela nos dá a resposta à pergunta que o jornalismo chapa branca não quer fazer.

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È isso mesmo, o preço da volta do dalário em dia será equivalente a entregar o décimo terceiro mais o adicional de férias para o (des) governo Pezão continuar sua farra fiscal e o processo de endividamente público via securitização dos royalties do petróleo.

E que ninguém se engane. Como essa medida é um paliativa que não resolverá absolutamente nada das questões estruturais que causam o colapso financeiro do Rio de Janeiro, esse confisco é apenas o primeiro de vários.

Desta forma, a hora de reagir agora, deixando de lado qualquer ilusão que entegando os anéis (décimo terceiro e adicional de férias) ficaremos com os dedos. Na próxima vez levarão os dedos das mãos como antecipação da tomada dos dedos dos pés.

Às ruas, servidor!

Reinações de Pezão e Picciani: a privatização da CEDAE e o aumento da contribuição previdenciária são parte do ataque final contra o bem público

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Se um ser extraterrestre aterrissasse  no Rio de Janeiro neste momento certamente ficaria se perguntando como que um (des) governo tão marcado por pesadas acusações de improbidade, desvios de recursos públicos, e ações administrativas desastrosas poderia estar ainda no poder. E mais do que ainda estar no poder, este (des) governo poderia estar pretendendo privatizar a CEDAE, uma empresa estatal que produz lucros para o estado, e ainda aplicar uma tunga descarada nos salários dos servidores públicos.

Qualquer análise para explicar tal paradoxo tem que levar em conta o lugar estratégico que o Rio de Janeiro enquanto segunda economia da federação brasileira ocupa nos planos de recolonização da economia brasileira pelas potências centrais, a começar pelos EUA. É que se o receituário ultraneoliberal passar no Rio de Janeiro, outros estados com menor peso econômico e político não terão outro caminho a não ser aceitar o mesmo destino que o (des) governador Pezão e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani, querem impor de forma tão célere quanto autoritária.

Mas não este tipo de receita amarga não se aplica sem o apoio de atores de apoio que aqui incluem a mídia corporativa, os sindicatos patronais, e a justiça. Esses atores, cada um a seu modo, contribuíram e continuam contribuindo para que Pezão e Picciani possam ainda estar nos lugares de poder dos quais já deveriam ter sido arrancados, tantas são as evidências de que suas práticas politicas têm misturado interesses públicos e privados, sempre em benefício do privado.

Não há maior prova do que Pezão e Picciani já deveriam ter se juntado ao hoje desgraçado ex (des) governador Sérgio Cabral do que as visitas que já realizaram a ele nas instalações prisionais onde o mesmo se encontra.   Aliás, a visita de Jorge Picciani que a imprensa noticiou ter durado 3 horas levanta interessantes indagações  sobre o que teria sido tratado entre o presidente da Alerj e um ex (des) governador preso sob acusações de ter acumulado um “oceano” de patrimônio a partir de suas estratégias de aquisição de propinas (Aqui! e  Aqui!).

Entretanto, o papel da mídia corporativa não é menos importante, na medida em que a imensa maioria das matérias passa ao largo dos crimes cometidos por Sérgio Cabral para se concentrar na crise (seletiva) que os mesmos criaram. Aliás, quem pode esquecer toda a cobertura e proteção que Sérgio Cabral recebeu da mídia corporativa enquanto sangrava os cofres públicos? Como os donos dos veículos de mídia são acima de tudo capitalistas, qualquer ação que tomem para apoiar as medidas acordadas entre Pezão e Henrique Meirelles deveria ser vista com profunda desconfiança, especialmente a privatização da CEDAE e de outras autarquias. 

Já no caso da justiça, há que se apontar que na maioria das decisões relacionadas ao (des) governo Pezão a balança sempre tem pendido para o lado que possibilita a sua continuidade. Basta lembrar o arquivamento inicial da ação de improbidade  contra o (des) governador Pezão por não aplicar o montante estabelecido pela legislação na área da Saúde. Ainda que o Conselho Superior do Ministério Público tenha “desarquivado” recentemente esta ação, não há qualquer garantia que a mesma irá à frente  (Aqui!) .

Sob pena de parecer repetitivo, a única possibilidade de barrar os planos de privatização da coisa pública no Rio de Janeiro será a mobilização dos sindicatos de servidores e dos setores da sociedade civil que não querem que o Rio de Janeiro se torne uma vitrine da recolonização do Brasil.  E certamente o embate será duro e desigual, pois as forças que conspiram contra os bens públicos são poderosas e não terão o menor problema de abusar da violência contra quem resistir. Mas por isso mesmo é que não há espaço para recuar, pois as perdas pessoais e coletivas serão avassaladoras se esse plano de ataque ao público vier a prevalecer.

E acreditem quando eu digo que, no caso do (des) governador Pezão, se empurrar só um pouco, ele cai. Então vamos embora lá empurrar. O primeiro encontro é nesta terça- feira (01/02) na frente da Alerj.

Quem cuidará da segurança para que a Uenf possa continuar funcionando?

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As diversas unidades da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), a começar pelo campus Leonel Brizola em Campos dos Goytacazes, estão basicamente deixadas à mercê do imponderável quando a coisa se trata de proteger sua comunidade e sua infraestrutura física.

A coisa começou a azedar no segundo semestre de 2016 quando cansados de trabalhar sem receber os segurança patrimoniais que ainda garantiam um mínimo de controle dentro da Uenf resolveram, corretamente diga-se de passagem, abandonar seus postos.

Além disso, os policiais militares ligados ao programa de complemento salarial conhecido como Programa Estadual de Integração na Segurança (PROEIS) que atuavam dentro do campus Leonel Brizola foram retirados pela própria Polícia Militar em função da falta do repasse financeiro devido pelo “bico oficial” que eles prestavam à Uenf.

Desde então, e lá se vai mais de meio ano, a Uenf funciona com o apoio de visitas ocasionais de rádio patrulhas e de policiais militares colocados em pontos estratégicos do lado externo do campus Leonel Brizola.

Em suma, as pessoas que trabalham e estudam na Uenf vem vivendo uma situação que beira o caos, visto que dada a grave crise social e econômico que o Brasil atravessa, o nível de violência vem aumentando sensivelmente. E as cidades do Norte/Noroeste Fluminense onde a Uenf atua não são exceção.

Felizmente até agora tivemos “apenas” alguns de atos de vandalismo e o roubo de 10 trinca ferros que estavam hospedados numa unidades experimentais do Laboratório de Ciências Ambientais (LCA) no campus Leonel Brizola. Assim, apesar de lamentáveis, essas ocorrências não implicaram em atos de violência contra pessoas. Isso até agora, pelo menos.

Essa situação gerou  e está gerando um compreensível estado de apreensão na comunidade uenfiana, especialmente para os que precisam estar no interior da universidade no período noturno, como é o caso dos professores e dos alunos dos cursos de licenciatura.

O interessante nisso tudo é que a Uenf é sempre prioridade nos discursos dos políticos, mas quando uma coisa drástica como essa ninguém aparece para oferecer soluções.  Até parece que a universidade não é uma das principais ferramentas de desenvolvimento que o interior norte do estado do Rio de Janeiro possui. Aliás, o que dizer da importância econômica, cultural e social da Uenf para a cidade de Campos dos Goytacazes?  

Mas passado quase um mês do início de seu mandato, o jovem prefeito de Campos, Rafael Diniz, ainda não deu qualquer passo no sentido de estabelecer algum tipo de apoio da Guarda Civil Municipal na Uenf.   E certamente não foi por falta de conhecimento da grave financeira que o (des) governo Pezão vem impondo à universidade.

Nesse sentido, é interessante lembrar que na visita realizada ao campus Leonel Brizola, pelo então eleito prefeito de Campos,  Rafael Diniz declarou que “cuidar da UENF é um dever de todo cidadão campista. Vocês acabam de demonstrar aqui que há uma infinidade de projetos prontos para serem colocados em prática. Só falta mesmo vontade política. Quero estar presente na UENF e a UENF vai estar presente no nosso governo. Quero vocês dentro da Prefeitura” (Aqui!).

Bom, prefeito Rafael Diniz, que tal começar a cuidar da Uenf, começando pelo problema da segurança? É que sem ela, vai ser difícil a universidade voltar a um mínimo de normalidade. 

Vamos lá prefeito, a Uenf conta com o senhor, e espera que a ajuda não venha apenas depois que alguma coisa muito grave acontecer!

Questão de múltipla escolha sobre o papel do (des) governador Pezão nas tratativas entre Sérgio Cabral e Eike Batista

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Não estivesse já afundado até o pescoço na monumental crise que ele e seu mentor político criaram no estado do Rio de Janeiro, o (des) governador Pezão poderia até dar de braços para as revelações que estão emergindo sobre as relações para lá de pouco repubicanas entre Sérgio Cabral e ele, sempre ele, Eike Batista.

Mas o fato é que na ausência de qualquer notícia positiva, o calvário de Sérgio Cabral e Eike Batista também se revela o de Pezão. 

Entretanto, uma questão que deve estar aparecendo na cabeça de todo cidadão fluminense que vive o cotidiano da crise gerada pelos (des) governos de Cabral e Pezão  se refere ao papel que o atual (des) governador cumpria enquanto Eike Batista nadava de braçadas no mar das benesses estatais.

Para isso, resolvi recorrer a uma questão de múltipla escolha para ajudar aos leitores a definirem qual foi papel Pezão teria cumprido no imbróglio Cabral/Batista. Lá vai:

Nas relações e tratativas realizadas por Sérgio Cabral e Eike Batista, o papel do (des) governador Pezão teria sido de:

  1. (   ) Inocente útil
  2. (   ) Omisso
  3. (   ) Cúmplice
  4. (    ) Marido traído
  5. (    ) Distraído
  6. (    ) Todas as respostas acima estão corretas

Façam suas escolhas e enviem como comentário para o blog. As mais criativas serão publicadas numa postagem especial que conterá os comentários mais criativos.