Pezão consegue empréstimo de R$ 6 bilhões do TJ. Sou só eu que acha isso esquisito e mal explicado?

TJ/RJ aprova por unanimidade transferência de R$ 6 bilhões ao estado

Parcela de 37,5% será destinado à folha de pagamento do Rioprevidência

Ururau / Arquivo/Parcela de 37,5% será destinado à folha de pagamento do Rioprevidência

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ) aprovou, nesta segunda-feira (23/03), por maioria de votos, a transferência de uma parcela de até 37,5% do saldo do Fundo de Depósito Judicial para socorrer, em caráter emergencial, o Rioprevidência. O valor, estimado em R$ 6 bilhões, será destinado à folha de pagamento de inativos e pensionistas da autarquia, em virtude dos graves problemas financeiros enfrentados pelo Estado.

Para liberar a verba, o Judiciário fluminense e o Executivo vão agora preparar em conjunto um projeto de Lei Complementar que será encaminhado à Assembleia Legislativa (Alerj) para votação. A medida visa impedir um colapso das finanças do Estado, principalmente em razão da queda na arrecadação dos royalties do petróleo.

No projeto enviado ao Tribunal de Justiça, o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, pedia o repasse de até 45% (R$ 7 bilhões) do saldo do Fundo do Depósito Judicial, estimado em R$ 16 bilhões.

O Fundo, gerenciado pelo Banco do Brasil, é composto especificamente por depósitos judiciais, incluindo tanto valores recolhidos no fim dos processos, após a fase de execução de sentenças, quanto quantias depositadas em juízo durante o andamento de ações.

FONTE: http://ururau.com.br/cidades54755_TJ-RJ-aprova-por-unanimidade-transfer%C3%AAncia-de-R$-6-bilh%C3%B5es-ao-estado

A evidente dupla moral dos revoltados coxinhas

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Venho observando imagens e lendo textos que expressam o que pensa aquela massa de gente branca que saiu às ruas para protestar contra o governo Dilma e o PT.

E qual conclusão que eu tirei? Que esse segmento da população brasileira não quer realmente um país melhor para todo mundo, mas apenas para si mesmos. Nada de exigir mais saúde e educação ou o fim do genocídio negro. O que eles demandam é justamente o contrário. Pedem mais privatização e ainda mais intervenção militar, como se os pobres já não vivessem as agruras da privatização e da intervenção militar todos os dias.

E mesmo aqui em Campos dos Goytacazes, eu vejo expressões óbvias desse padrão de dupla moral quando leio texto de gente que ganha sem trabalhar em cargos de confiança em órgãos públicos, ou do que sobreviveu sempre das benesses de (des) governos cleptocraticos. E nem é preciso voltar muito tempo já que quem fala grosso contra Dilma e o PT, defendeu com unhas e dentes a reeleição de Pezão!

Mas o pior é ter que aturar Dilma Rousseff querendo fazer ainda mais concessões para esses setores que foram aqueles que justamente mais ganharam sob os 12 anos de (des)governo do neoPT!

Por mim deveriam todos ir para a Disneylândia viver seu mundinho neoliberal e deixar a maioria do povo brasileiro construir uma sociedade mais justa e igualitária!

 

 

Cansados do descaso do (des) governo Pezão, estudantes da UENF trancam novamente a BR-101

Apesar da mídia local ter majoritariamente ignorado o fato, estudantes da UENF trancaram a BR-101 no trecho que passa pelo rodoviária de Campos dos Goytacazes para protestar contra a falta de pagamento de bolsas acadêmicas que já entra no terceiro mês. A situação das bolsas é apenas a ponta do iceberg da greve crise financeira que está sendo imposta na universidade pelos cortes orçamentários realizados pelo (des) governo Pezão.

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Além de ter tido as linhas telefônicas cortadas, a UENF agora está sem papel higiênico nos banheiros, e fornecidas pela reitoria da UENF confirmam atrasos nos pagamentos de serviços essencias como água e eletricidade. 

Em resposta a este processo de desmanche é que os estudantes foram ontem à BR-101 para protestar. No dia de hoje uma assembléia reunindo toda a comunidade universitária da UENF deverá discutir atividades que complementem os esforços sendo realizados pelos estudantes nas últimas semanas.

Entrevista no Jornal O Diário sobre a crise na UENF e os problemas no Porto do Açu

Uenf com a ‘alma’ comprometida

Por Keylla Thederich

Isaías Fernandes
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Em voga sempre que o assunto tem a ver com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o professor Marcos Pedlowski analisa a atual situação da instituição que está assolada em uma crise, fala sobre o presente e o futuro da universidade, sobre a política ‘antiuniversidade’ do governo Pezão e sobre a importância da universidade para o desenvolvimento da região. Ele fala também sobre o corte de R$ 19 milhões no orçamento da Uenf para este ano, que pode agravar a situação de atraso em pelo menos três meses no pagamento das contas. Pedlowski também fala sobre a salinização e a erosão que ocorrem no município de São João da Barra, principalmente, com a construção do Porto do Açu.

O Diário (OD) – A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) atualmente enfrenta uma de suas piores crises. As contas estão atrasadas, as bolsas não foram repassadas e houve corte no orçamento. Qual é o problema mais grave da Uenf, hoje?

Marcos Pedlowski (MP) – A Uenf simplesmente não tem dinheiro para funcionar. Os problemas são muitos e emergenciais. Hoje, se eu quiser dar uma prova, tenho que comprar cartucho para a impressora, comprar papel, não tem combustível para os alunos fazerem trabalho de campo. As coisas só continuam a funcionar porque temos a verba dos projetos. Estamos vivendo uma situação caótica.

OD – O senhor se lembra de a universidade ter passado por uma crise dessas?

MP – Estou aqui desde 1997. A situação de endividamento da universidade, como está ocorrendo agora, só vi situação parecida no último ano do Governo Marcelo Alencar, em 1998. A última fase áurea da Uenf ocorreu no Governo de Garotinho (1999/2002), que tirou a universidade de uma forte crise.

OD – Hoje, quanto a Uenf custa ao Governo do Estado do Rio de Janeiro?

MP – Hoje, a Uenf custa para o Governo do Estado menos de R$ 13 milhões por mês. Está muito barata. Para termos uma universidade em condições e expandir, como deveria ser, custaria R$ 300 milhões e isso não é nada se compararmos aos orçamentos das universidades de São Paulo, que são bilionários, de primeiro mundo.

OD – O governo cortou R$ 19 milhões do orçamento da universidade para este ano. Isso agrava muito a situação?

MP – Nos últimos oito anos, o orçamento encolheu. Para este ano, o orçamento estipulado era de R$ 173 milhões e passou para R$ 154 milhões, sendo que cerca de R$ 104 milhões serão destinados para pagamento de salários, R$ 10 milhões para as bolsas e sobram R$ 40 milhões para pagar as contas de 12 meses de água, luz, telefone, serviços de limpeza, segurança, entre outros. O governo fez um verdadeiro arrocho nas universidades.

OD – Como o senhor mencionou, o governo “arrochou” as universidades. É um problema só de corte orçamentário?

MP – O PMDB não tem uma visão de desenvolvimento científico e tecnológico. Desde o Governo Sérgio Cabral, houve uma sucessão de secretários que não têm o perfil tecnológico. É uma política que incentiva anomalias e distorções. Eles (Cabral/Pezão) têm uma visão “antiuniversidade”, bem diferente do que Darcy Ribeiro tinha em mente quando criou a Uenf. No Rio de Janeiro, as universidades estão funcionando de maneira caótica e não era pra ser assim, pois somente na Região Metropolitana Fluminense temos a maior concentração de universidades do país. Não estão valorizando esse potencial. A universidade não é um bem de um governante ou partido político, mas sim da população.

OD – O senhor citou o professor Darcy Ribeiro. Pode-se afirmar que a Uenf cumpriu ou cumpre o seu papel, o que foi idealizado há 22 anos quando foi criada?

MP – Cumpriu, mas temo que não cumprirá mais se a situação continuar desse jeito. A Uenf foi criada a partir de um abaixo-assinado da população e idealizada para promover o desenvolvimento político e social do Norte/Noroeste Fluminense e Região dos Lagos. A Uenf foi criada para ser modelo de geração de conhecimento e retorno social. Não pode perder sua visão, o elemento da reprodução intelectual porque senão passa a ser uma fábrica de diplomas, perde sua alma, sua essência. A ciência é a rotina da universidade. Se você asfixia a universidade, acaba produzindo lixo acadêmico. É preciso revisitar a visão de Darcy, não da forma idealista, mas de forma a conceber o desenvolvimento.

OD – A Uenf corre esse risco?

MP – Muitos de nossos alunos estão hoje trabalhando em grandes empresas ou atuando em universidades federais. A Uenf tem produtividade científica, é a melhor do Estado do Rio de Janeiro e a 11ª do Brasil. O que estamos vivendo agora, por exemplo, com os alunos bolsistas que estão fechando a porta da universidade para protestar um direito que lhes é garantido, é o que tem que acontecer quando alguma coisa está errada. A universidade tem que ter capacidade de criticar, tem que ter pensamento crítico, senão não pode ter o título de universidade.

OD – Mesmo com essas dificuldades, a Uenf tem uma importância fundamental para a região. De alguma forma isso pode se perder? Como o senhor vê o futuro da Uenf?

MP – Na verdade, a Uenf não está se dando ao respeito. Não estão respeitando a população que precisa dessa universidade, os professores, os alunos. A Uenf, através de seus organismos, tem que se dar ao respeito para ter o orçamento que merece, para ter o desenvolvimento, para cumprir o seu papel. Eu penso que precisamos fazer alguma coisa agora, para que daqui a 15 anos todo trabalho não se perca, para que não estejamos nos doando, trabalhando à toa, para que essa universidade não consiga cumprir seu destino.

OD – Nesta semana, uma comissão da Uenf em visita à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), conseguiu apoio de deputados estaduais da região em prol das causas da universidade. O senhor acredita que com esse apoio a situação pode melhorar?

MP – A expectativa da comunidade universitária é de que, ao visitar o campus, os deputados voltem para a Alerj mais bem informados e com mais elementos para trabalhar no sentido de que sejam feitos esforços no legislativo a fim de retirar a universidade da situação crítica em que nos encontramos neste momento. Além disso, como os parlamentares em questão são aqui mesmo da região, creio que essa visita é importante porque nos dá a oportunidade de mostrar o que está sendo feito com o dinheiro público que nos é entregue. Em outras palavras, essa também seria uma oportunidade de fazer um tipo de prestação de contas para aqueles que podem ser nossos aliados dentro do legislativo estadual. A expectativa que essas visitas trazem é sempre positiva. Agora, temos que ter uma espécie de otimismo que não esteja isento de uma postura pró-ativa e responsável em torno da defesa da Uenf, especialmente num momento histórico tão adverso como o que estamos enfrentando por causa do arrocho orçamentário que está sendo imposto pelo governador Luiz Fernando Pezão.

OD- Outra questão em que o senhor atua é quanto aos impactos da instalação do Porto do Açu. Desde que as construções foram iniciadas, problemas como a salinização e erosão nas praias de São João da Barra vêm ocorrendo com maior frequência. Pode-se dizer que esses problemas são uma consequência do Porto?

MP – Não creio que seja uma questão apenas de intensidade, mas sim do Porto do Açu ser a raiz desses problemas. É que tanto no caso da salinização como da erosão costeira, esses processos foram previstos nos Estudos de Impacto Ambiental e descritos nos Relatórios de Impacto Ambientais que foram preparados pelo Grupo EBX para obter as licenças ambientais dos diferentes empreendimentos que foram ali implantados, começando pelo próprio porto. A dispersão da areia é outro fenômeno que só está ocorrendo porque a areia dragada do mar foi depositada no entorno do Porto do Açu.

OD – O senhor acredita que essa situação pode ser revertida?

MP – Em relação a reverter a manifestação desses diversos problemas ambientais, e que têm impactos também sobre a produção agrícola e a saúde humana, eu vejo que um primeiro passo seria uma mudança de postura por parte do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) e da Prumo Logística em relação à própria magnitude e persistência dos mesmos. Há que primeiro se sair de uma posição de negação de que os problemas estão ocorrendo para depois para a tomada de decisões sobre as medidas corretivas que devem e podem ser executadas. O fato é que saída técnica existe para a maioria dos problemas, mas enquanto perdurar uma postura de negação que resulta numa omissão prática, não há como começar a propor quaisquer soluções que sejam.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/uenf-com-a-alma-comprometida%3Cbr%3E-19708.html

Vice-reitor da UENF em ato de campanha de Pezão. Pode isso, Arnaldo?

Há vários anos venho sendo criticado pelos dirigentes da UENF por minhas atividades fora do espaço das salas de aula e do meu laboratório. É que segundo já ouvi,  eu seria “radical demais” nas minhas posições políticas. Bom, numa coisa quem me critica está certo: eu jamais misturei minhas convicções político-partidárias com as minhas funções institucionais. Aliás, como não sou filiado a nenhum partido político, o que se pode criticar à vontade são minhas políticas políticas, o que não tem nada a ver com minhas obrigações institucionais.

Por que toco nesse assunto neste momento? É que hoje vi uma postagem no blog do ex-deputado e ex-governador, e primeiro marido de Campos dos Goytacazes, onde ele colocou uma imagem dos apoiadores locais do (des) governador Luiz Fernando Pezão durante a última campanha eleitoral, e para minha surpresa localizei na imagem alguém que Garotinho parece não conhecer, o vice-reitor da UENF, Prof. Edson Corrêa da Silva, que na imagem abaixo aparece no círculo vermelho e em posição devidamente contrita.

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E ai, qual seria o problema do vice-reitor da UENF estar num ato de campanha de Pezão? Nada à primeira vista, já que todo cidadão tem o direito de optar por determinados candidatos. Mas que fica estranho, um vice-reitor em exercício participar de ato de campanha, isso fica. Além disso, esse mesmo vice-reitor recentemente fez um pedido estranho na reunião do Conselho Universitário: que não se fizesse nenhuma mobilização que pudesse irritar os membros do executivo estadual. E ai fica a pergunta: quem pediu foi o vice-reitor da UENF ou o eleitor de Pezão?

Mas uma curiosidade minha: se o vice-reitor participou de atividades de campanha, por que estamos assim tão abandonados por Pezão? Seria Pezão um ingrato, ou só é mesmo esquecido?

Em dia de luta contra cortes do (des) governo Pezão, movimento estudantil lacra a UENF

Em um dia de luta contra o processo de asfixia financeira promovido pelo (des) governo Pezão, o movimento estudantil da UENF promoveu o fechamento de todas as entradas do campus Leonel Brizola na manhã desta 3a. feira (10/03). Os coordenadores do Diretório Central dos Estudantes que não estarão participando na parte da tarde na Comissão de Educação da ALERJ informaram que esta é a primeira atividade das várias que ocorrerão ao longo do dia. O objetivo dessas atividades é apoiar politicamente a delegação formada por membros dos três segmentos da comunidade universitária que hoje estarão na ALERJ.

Nunca é demais lembrar que a falta de liberação financeira por parte da Secretaria de Fazenda vem comprometendo o pagamento de todos os tipos de bolsas acadêmicas oferecidas pela UENF, com um número significativo de estudantes que está sem receber pagamentos referentes a janeiro e fevereiro de 2015. Como as bolsas são a única fonte de sustento destes estudantes, a situação deles é crítica a ponto de inviabilizar a sua permanência na universidade.

É bom que se saiba que até o acesso ao restaurante universitário está sendo inviável para muitos estudantes, pois os mesmos não possuem “dinheiro vivo” para pagar o custo das refeições. Essa situação só não é pior porque o restaurante está funcionando com verbas fornecidas pelo Ministério da Educação! 

Por outro lado, a falta de pagamentos de serviços essenciais como água, eletricidade e telefonia coloca em xeque o próprio funcionamento da UENF que, neste exato momento, está com todos os seus telefones cortados.

Em tempo: a coordenação do DCE/UENF acaba de informar em sua página no Facebook que a paralisação também ocorrerá na parte da tarde, Um dos motivos para essa extensão do protesto é que a empresa que opera o restaurante universitário decidiu aderir ao protesto por falta de pagamentos pelos prestados na UENF (Aqui!).

Abaixo imagens do fechamento do campus.

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O Diário noticia mobilização de amanhã na UENF

Crise na Uenf leva alunos e professores à Alerj

Isaías Fernandes 

Caderno especial do aniversário e Campos  UENF Foto Isaías Fernandes

A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), considerada a 11ª melhor do Brasil e a primeira no Estado do Rio de Janeiro, está passando por uma verdadeira crise. Assunto de matéria na edição de domingo (08) do Jornal O Dia, a universidade está com problemas que vão desde verba para pagamento das contas de luz e água até para manter projetos e pagamento atrasado dos bolsistas. Porém, o que mais preocupa é o corte de R$ 19 milhões no orçamento para 2015.

Para tentar resolver a situação, professores e alunos irão à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) ainda esta semana.

A secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) informou que todos os pagamentos à Faperj estão sendo negociados junto à instituição, mas ainda não há prazos.

Leia a matéria completa sobre este assunto na edição impressa do Jornal O Dário desta terça-feira (10).

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/crise-na-uenf-leva-alunos-e-professores-a-alerj-19557.html

Reitor da UERJ suspende início do semestre por causa da crise financeira causada pelo (des) governo Pezão

UERJ adia início do semestre para 23 de março

ricardo

O Reitor Ricardo Vieiralves assinou o Ato Executivo de Decisão Administrativa Nº 005 considerando: 1) A grave crise fiscal que atravessa o Estado do Rio de Janeiro, com consequências sobre a UERJ; 2) A obrigação de zelar pela segurança dos indivíduos e pelo patrimônio público; 3) 0 dever de ofertar as condições necessárias para o funcionamento da UERJ; 4) 0 compromisso com os estudantes, técnico-administrativos e docentes com a educação de qualidade; 5) A ausência momentânea de solução por parte do Estado para o problema de pagamento de empresas terceirizadas responsáveis pela limpeza, segurança externa e manutenção.

Leiam o documento abaixo!

uerj

O DIA fala da crise financeira que ameaça fechar a UENF

Uenf sofre com corte de verbas e pode ficar sem água e luz

Sem R$ 19 milhões no orçamento, universidade não tem como pagar bolsistas e manter projetos

EDUARDO FERREIRA

Rio – Considerada a 11ª melhor do Brasil e a primeira do Estado do Rio, segundo estudo recente do Ministério da Educação, a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) vive uma situação dramática. O corte de R$ 19 milhões do orçamento da instituição pelo governo estadual — de R$ 172 milhões para R$ 153 milhões este ano — afetou diretamente os pagamentos de contas de energia, água, telefone, segurança e limpeza terceirizada, além do repasse dos recursos para o restaurante universitário e a contratação de professores auxiliares.

A universidade, considerada pelo MEC a segunda melhor estadual do país, agoniza com a falta de recursos. Foto:  Divulgação

A preocupação do presidente da Associação de Docentes da Uenf (Aduenf), Luis Passoni, é que a universidade não tenha mais condições de funcionar. “Estamos preocupados. Semana que vem (esta semana) vou ao Rio iniciar contatos com governantes para pedir uma ajuda. Estamos sem telefone por causa do atraso no pagamento. Se cortarem a água e a luz, a Uenf fecha as portas”, afirmou.

Outro problema, segundo Passoni, é que as bolsas estudantis de todas as modalidades estão em atraso há dois meses. “Isso prejudica diretamente a manutenção dos estudantes na universidade e os projetos estão paralisados. Os novos terão que ser indefinidamente adiados. Nenhum estudo de extensão está sendo pago. Os alunos carentes e os cotistas encontram dificuldades se as bolsas forem pagas com atraso”, comentou.

Em nota, o reitor da Uenf, Silvério de Paiva Freitas, explicou que as bolsas em atraso são pagas com a chamada “verba descentralizada da Faperj”, concedida a todas as universidades estaduais para que possam conceder bolsas para atuar em projetos vinculados à universidade. Segundo a nota, a reitoria tem tentado uma solução junto às secretarias estaduais e à Faperj para solucionar o problema.

“Todos os procedimentos do pagamento de janeiro deste ano foram concluídos no tempo correto e, desde o dia 9 de fevereiro, encontram-se à disposição da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz), aguardando a sua execução. Do mesmo modo, todos os procedimentos referentes ao mês de fevereiro de 2015 foram concluídos na última terça-feira, restando a liberação financeira pela Sefaz”, informou. A Secretaria informou que os pagamentos à Faperj estão sendo negociados junto à instituição . “Não há um prazo a ser informado, está em negociação permanente”, informou a assessoria.

Professor fica sem material

O professor Marcos Pedlowski diz que as bolsas são a fonte de renda única para muitos estudantes, que dependem do pagamento regular para permanecerem nas cidades de Campos dos Goytacazes e Macaé, onde os programas de pós-graduação da Uenf são oferecidos. Na última quinta-feira, o movimento estudantil protestou pelo pagamento de bolsas atrasadas. “Os alunos não incendiaram o bandejão porque ele é mantido com dinheiro do MEC”, disse.

Segundo ele, só com despesas de salários e bolsas acadêmicas, a Uenf gasta R$ 120 milhões. “Soma-se luz, água, telefone, insumos para os quatro centros de pesquisa, funcionários terceirizados de limpeza e segurança. A conta não fecha. Houve uma perda de R$ 19 milhões. É muita coisa.”

O professor contou que teve que tirar dinheiro do seu projeto para pagar os testes para os alunos. “O papel almaço das provas que aplico quem compra sou eu. A tinta para impressão também. Antigamente, eu pedia material para o almoxarifado da universidade, agora não tem mais”, destacou.

De acordo com o diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Braullio Fontes, apesar desse panorama, os estudantes continuam a tocar os programas. “Mesmo sem o pagamento, os alunos estão mantendo os projetos. Eu, por exemplo, não recebi a bolsa de janeiro e nem de fevereiro, mas continuo o meu curso de extensão em Filosofia”, observou.

Em outra nota, a Gerência de Recursos Humanos da Uenf informou que contestou a decisão do governo de não corrigir os percentuais de pagamento do adicional de insalubridade dos servidores estatutários, reajustados por conta de enquadramento, progressão ou triênio.

FONTE: http://odia.ig.com.br/odiaestado/2015-03-08/uenf-sofre-com-corte-de-verbas-e-pode-ficar-sem-agua-e-luz.html

DCE/UENF lança carta aberta à população sobre crise financeira na universidade

Carta Aberta do Diretório Central dos Estudantes Apolônio de Carvalho – DCE UENF

A situação da Universidade Estadual do Norte Fluminense está cada vez pior, iniciamos 2015 à beira do caos. O governo federal vem realizando uma série de ajustes fiscais que têm impactado diretamente as políticas de educação.

Da mesma forma o governo estadual cortou uma importante parcela do orçamento das universidades estaduais, afetando diretamente os pagamentos de contas de energia, água, telefone, segurança terceirizada, Programa Estadual de Integração na Segurança, inclusive o repasse dos recursos para o Restaurante Universitário e a contratação de professores auxiliares (bolsista de apoio ao ensino).
Além disso, as bolsas estudantis de todas as modalidades estão em atraso há dois meses, prejudicando diretamente a manutenção dos estudantes na Universidade.

Outro reflexo do arrocho orçamentário imposto pelo governo do estado é o descumprimento dos acordos firmados com o movimento estudantil ainda em 2014 durante a greve geral, dentre eles o aumento das bolsas de permanência, em equiparação com a UERJ, e a criação do auxílio-moradia.

Não podemos esquecer da corriqueira e constante omissão da reitoria, que covardemente se esconde diante suas responsabilidades e não cumpre a missão de representar a comunidade “uenfiana”, além de não preocupar-se em informar os estudantes quanto a data dos pagamentos das bolsas em atraso.

Na tentativa da resolução destes impasses o movimento estudantil tem se mantido mobilizado, inclusive com a colaboração de outras categorias organizando uma série de atividades para que o governo possa à UENF a atenção merecida.Buscamos o apoio da população, representações sociais, outras entidades estudantis, do meio político e atenção do Governo para regularizar a situação de nossa universidade.
Campos dos Goytacazes, 05 de Março de 2015.
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