Depois de Pezão, Paulo Melo tem cassação pedida pela Procuradoria Regional Eleitoral

Procuradoria pede cassação do deputado Paulo Melo


Presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Melo, (PMDB), deputado estadual reeleito está em maus lençóis. É que a Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ) representou contra o parlamentar por compra de votos na Justiça Eleitoral. Ele pode ter o diploma cassado e ser obrigado a pagar multa, que varia de R$ 1 mil a R$ 50 mil.

Em 5 de outubro, fiscais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) flagraram dois eleitores recebendo R$ 50 por votarem em Paulo Melo. A informação foi confirmada em depoimento. O fato aconteceu na casa de um cabo eleitoral do político, onde foi encontrada uma lista com dados pessoais de 150 pessoas contendo nome, endereço, data de nascimento, título e local de votação, além de santinhos e adesivos do deputado. Eles foram denunciados pela Promotoria Eleitoral por corrupção passiva eleitoral.

“A existência de verdadeiro comitê na residência do cabo eleitoral, juntamente com a listagem apreendida, na qual se observa mais de uma centena de eleitores que votariam em Paulo Melo, bem como a comprovação de promessa de pagamento em dinheiro, são elementos que demonstram de maneira irrefutável o ilícito eleitoral”, declara a procuradora regional eleitoral substituta Adriana Farias, autora da representação.

FONTE: http://blogs.odia.ig.com.br/justicaecidadania/2014/11/24/procuradoria-pede-cassacao-do-deputado-paulo-melo/

E agora Pezão?

Ministério Público Eleitoral pede cassação do registro de Pezão

Vladimir Platonow, Da Agência Brasil, no Rio, Bruno de Lima/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, em campanha pelas ruas de Itaboraí em outubro

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, em campanha pelas ruas de Itaboraí em outubro

O MPE (Ministério Público Eleitoral) deu parecer favorável à cassação do registro de candidatura do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB). O documento foi assinado no último dia 12 pelo procurador regional eleitoral auxiliar Maurício da Rocha Ribeiro e divulgado nesta sexta-feira (21). O crime eleitoral que a campanha de Pezão cometeu, segundo o MPE, foi a utilização do chamado “gabinete itinerante”, uma espécie de governo avançado, instalado em diversas comunidades para atender às demandas da população. O parecer deverá ser apreciado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

No parecer à ação proposta por Lindbergh Farias, então candidato pelo PT, Ribeiro detalhou a questão. “Narra o autor que o candidato Pezão, à frente do governo do Estado do Rio de Janeiro, criou o programa social “gabinete itinerante”, em ano eleitoral, sem previsão orçamentária, com a finalidade de promover, pessoalmente, a imagem do governador no cenário político-eleitoral, sob o argumento de que o referido programa teria como objetivo ouvir as reivindicações da população.”

Luiz Fernando Pezão (PMDB) teve menos eleitores que o total de votos inválidos no Rio de Janeiro. O governador reeleito alcançou 4.349.117 votos, contra 4.343.226 de votos nulos, brancos e abstenções no Estado Leia mais Arte UOL

O procurador citou a Lei 9.504/97, conhecida como Lei das Eleições, que em seu Artigo 73 prevê a cassação do registro ou do diploma: “São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, as seguintes condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais”:[…] Item IV – “fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo Poder Público”; […] Paragrafo 5º – “nos casos de descumprimento do disposto nos incisos do caput”; e no parágrafo 10º, sem prejuízo do disposto no parágrafo 4º – “o candidato beneficiado, agente público ou não, ficará sujeito à cassação do registro ou do diploma”.

No parecer, o procurador registrou as alegações finais da coligação Rio em 1º Lugar e de Luiz Fernando Pezão, argumentando que o gabinete itinerante deixou de funcionar em 16 de junho, antes do período eleitoral, “onde afirma a inexistência de gabinete itinerante durante o período eleitoral. Outrossim, afirma que desde quando assumiu o cargo de governador do estado (em abril de 2014) determinou que os órgãos públicos se instalassem provisoriamente em alguns municípios com a função precípua de ouvidoria”.

A assessoria de comunicação do governador do estado foi procurada para se pronunciar sobre o assunto, mas não se pronunciou até a edição desta matéria.

FONTE: http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2014/11/21/ministerio-publico-eleitoral-pede-cassacao-do-registro-de-pezao.htm

Crise hídrica no Rio de Janeiro já se tornou realidade. E o que está ruim, ainda vai piorar!

 

funil

Em imagem aérea, água do reservatório de Funil, em Itatiaia, no Rio de Janeiro, aparece com cor verde fluorescente por causa da proliferação de cianobactérias – bactérias unicelulares que obtêm energia por fotossíntese e que podem liberar substâncias carcinogênicas.  Uma reportagem do jornal “O Globo” informa que rio Paraíba do Sul recebe astronômicos 600 milhões de litros de esgoto todos os dias (Aqui!).

Segundo a matéria, estes dejetos são a principal causa da degradação da água do rio e da proliferação dos micro-organismos, que podem gerar toxinas nocivas à saúde humana. O Paraíba do Sul abastece 17,6 milhões de pessoas em todo o Estado.  A matéria também informa que segundo pesquisadores do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da UFRJ, a água poluída pode acarretar riscos à saúde de pescadores da região.

E diante disso tudo, o que faz o atual (des) secretário estadual de Ambiente do Rio de Janeiro, o desconhecido Carlos Portinho? Clama aos céus para que haja chuva! Pior que isso só tendo a volta do ex-ambientalista Carlos Minc a este inglório posto. É que coerente com o que não fez para evitar a crise em que estamos afundados, Minc certamente apostará no plantio de mais monoculturas de eucaliptos para “reflorestar” o Rio de Janeiro. Quem estiver duvidando, é só esperar e conferir!

E Pezão, o que tem feito? Até onde se sabe tem feito o que sempre faz. Em suma, nada!

Alguém se surpreende? Com Cabral e Pezão, Rio de Janeiro é o campeão nacional da falta de transparência governamental

RJ tem pior resultado em pesquisa sobre transparência governamental

Por Guilherme Serodio | Valor

RIO  –  O poder executivo municipal do Rio de Janeiro teve o pior resultado em uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) feita para aferir a transparência governamental. De 21 pedidos feitos com base na Lei de Acesso à Informação à Prefeitura do município, apenas cinco, o equivalente a 23%, tiveram resposta. 

A pesquisa Estado Brasileiro e Transparência, realizada pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (FGV/Ebape) em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade, é o maior estudo feito ao longo dos dois anos e meio de vigência da Lei de Acesso à Informação. O estudo envolveu 138 órgãos públicos de todos os poderes nos três níveis de governo. 

A pesquisa, liderada pelo professor Gregory Michener, da Ebape, foi feita em oito jurisdições – as administrações estaduais de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo e suas capitais, além do Distrito Federal e da União. Ao todo, dos 453 pedidos de informação encaminhados, apenas 315 foram respondidos, o equivalente a 69%.

Na comparação dos resultados dos executivos municipais, depois do Rio, Belo Horizonte respondeu a 61% dos pedidos de informação, e São Paulo, a 84%. 

Na soma de todos os órgãos da jurisdição municipal, o Rio manteve a liderança na falta de transparência. Dos 29 pedidos enviados, os órgãos do município responderam a apenas oito – uma taxa de resposta de 27%. Na jurisdição do município de São Paulo, 32 das 40 perguntas (80%) foram respondidas. Em Belo Horizonte, de 36 pedidos, 23 (63%) foram atendidos. 

O Rio de Janeiro também teve o pior resultado entre as administrações estaduais. O governo respondeu a apenas 43% dos 32 pedidos de informação feitos. No mesmo ranking, Minas Gerais respondeu a 67% das demandas. São Paulo atendeu a 79% dos pedidos. 

No recorte por estado – considerando-se as respostas de todos os órgãos do Legislativo, Executivo e Judiciário, além de órgãos autônomos, como o Ministério Público e os Tribunais de Contas -, o Rio obteve, mais uma vez, o pior resultado.

Os órgãos fluminenses responderam a apenas 25 dos 65 pedidos de informação encaminhados, o equivalente a 38%. Ao todo, os órgãos de Minas Gerais  responderam a 74% das 65 demandas enviadas. Em São Paulo, a taxa de resposta foi de 80% – 52 respostas para 65 solicitações. O Distrito Federal respondeu a 81% dos pedidos – atendeu a 48 das 59 demandas.

No outro extremo do ranking, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) teve o melhor resultado da pesquisa, respondendo a 100% das solicitações de informação com 83% de taxa de precisão nas informações. Em segundo lugar, o Superior Tribunal Federal (STF) teve 80% de taxa de resposta e precisão. 

A pesquisa verificou que os órgãos do poder Judiciário são mais transparentes entre as entidades dos três poderes. Dos 49 pedidos de informação feitos a órgãos do judiciário, 36 (73%) foram respondidos. Os órgãos do Executivo obtiveram, no geral, uma taxa de resposta de 69%, atendendo a 165 dos 239 pedidos feitos. Órgãos autônomos responderam a 67%, ou 33 das 49 demandas. O Legislativo teve o pior resultado, com 57 respostas para 87 pedidos (65% de taxa de resposta). 

FONTE: ,http://www.valor.com.br/politica/3773098/rj-tem-pior-resultado-em-pesquisa-sobre-transparencia-governamental#ixzz3IfyR7jHo

Situação do Rio Paraíba do Sul chega a níveis críticos no Norte Fluminense

Muito se tem falado e escrito acerca das graves consequências que estão sendo sentidas no território de São Paulo em função da crise hídrica estabelecida por anos de desinvestimento por parte dos governos tucanos.  Mas o fato é que a situação no trecho fluminense, e especialmente aqui na porção inferior da bacia hidrográfica do Paraíba do Sul, é igualmente alarmante, beirando o caos. E isso sem que a transposição desejada pelos tucanos paulistas tenha sido implementada!

Assim, em vez de ficar acenando uma preocupação com o que está sendo feito em São Paulo,  os órgãos ambientais como INEA e IBAMA já deveriam estar trabalhando em medidas de longo alcance de forma a minimizar não apenas o problema no curto prazo, mas principalmente para evitar o  seu agravamento no médio e longo prazo. O que não é possível é que fique se esperando que simplesmente a chuva comece a cair. É que dadas as mudanças climáticas em curso, o milagre pode não acontecer. Além disso, como essa é uma crise criada pela sociedade humana, esperar milagres é acima de tudo irresponsável.

Depois de reeleito, Pezão agora diz que aceitará transposição do Rio Paraíba do Sul

O jornal Folha de São Paulo colocou no ar no final da tarde desta 4a .feira (05/11) uma matéria onde o (des) governador reeleito do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão diz que acatará decisão de transpor o Rio Paraíba do Sul para atender pretensão do tucano que (des) governa São Paulo, Geraldo Alckmin (Aqui!).

Esta aceitação tácita da transposição por parte de Pezão contradiz afirmações anteriores onde essa intervenção no Paraíba do Sul era veementemente atacada por Sérgio Cabral e, sim, também pelo (des) governador reeleito.

Agora vejamos como essa trampa é toda esquisita. Os tucanos paulistas em vez de usar os lucros da SABESP para investir na melhoria do sistema de captação, transporte e distribuição de água resolveram entregá-los aos investidores privados que detém ações da empresa. Agora que a crise hídrica se instalou em São Paulo, Pezão reeleito diz que aceitará uma intervenção cujos efeitos são para lá de duvidosos em termos de sua eficácia no tocante à resolução dos problemas de abastecimento que os paulistas estão enfrentando.

E o que sobrará para o Rio de Janeiro? No mínimo passaremos a ficar alarmados toda vez que o clima não contribuir com o fornecimento de chuvas dentro do território fluminense.  Pior destino poderão enfrentar os habitantes da porção mais inferior da bacia do Paraíba do Sul (Campos e São João da Barra, por exemplo) que poderão enfrentar graves dificuldades num futuro não muito distante.

Além disso, como não se vê nenhuma ação estratégica por parte do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) para reordenar usos, identificar pontos de possíveis desastres ambientais ou, menos ainda, estabelecer programas de recuperação ambiental, a situação realmente é para alarme.

Pois é, quem tem Pezão nem precisa se preocupar com Alckmin!

Os números da eleição de governador mostram que Pezão deve botar os pezões de molho

Eu não sou muito de celebrar abstenções, brancos e nulos. Não que eu considere isso uma desgraça ou qualquer tipo de atentado contra a democracia, mas porque revela falta de opção dentro de um sistema político que se mostra hermético à real situação das pessoas.

Mas as eleições para governador (ou seria (des) governador?) do Rio de Janeiro trouxeram números que revelam o profundo desgaste dos partidos e da classe política fluminense, como bem mostram os números abaixo, onde o boicote às duas candidaturas restantes é mais do que óbvio.

numerosA questão que resulta desses números é óbvia: o (des) governador Pezão é muito provavelmente o que assumirá seu novo mandato com o maior risco de explosões sociais. E aqui não se trata de catastrofismo, mas de observar como se encontram serviços públicos essenciais após oito longos anos de estilo “O Rio é só para pessoas especiais” que Sérgio Cabral implantou. Além disso, como Pezão já declarou que “contará muito com Sérgio Cabral” para governar, a receita para a revolta está pronta.

Um elemento final que ainda poderá acrescentar mais pimenta é o fato de que Dilma Rousseff já sabe que Pezão fez jogo duplo durante toda a eleição, acendendo uma vela para ela e outra para Aécio Neves. E tudo isso enquanto fazia juras de amor. No entanto, a análise dos mapas eleitorais dos municípios mostra que o “Aezão” comeu solto, o que poderia ter custado caro a Dilma e ao PT, se não fosse a margem alcançada em Minas Gerais. Depois disso tudo, é possível que o tratamento mais do que especial que foi dispensado pelo governo federal ao longo dos últimos oito anos seja diminuído. Se isso acontecer, ai é que a crise financeira do Rio de Janeiro vai se tornar insuportável, e os problemas sociais vão eclodir com toda força. A ver!

 

Um novo Proconsult? Anthony Garotinho denuncia manipulação de urnas eletrônicas no primeiro turno no Rio de Janeiro

Se o segundo turno para a eleição do futuro governador (ou seria (des) governador?) do Rio de Janeiro já andava encrespado, a coisa agora promete ficar ainda mais acirrada.  É que o deputado federal Anthony Garotinho (PR) acaba de postar em seu blog pessoal a notícia que entrou com reclamação no Tribunal Regional Eleitoral por suposta manipulação de urnas eletrônicas para beneficiar a candidatura de Luiz Fernando Pezão.

Anthony Garotinho disponibilizou ainda a íntegra de sua reclamação para os interessados lerem a natureza de suas reclamações.

Este episódio traz de volta a lembrança do caso Proconsult em que um esquema de fraude tentou roubar a vitória de Leonel Brizola em 1982, e promete aquecer ainda mais as coisas. A ver!

Queremos somente a verdade das eleições e que a vontade do povo seja respeitada

Muita gente estranhou o resultado da eleição no 1º turno, mas como democrata que sou, minhas declarações imediatas foram de que respeito a soberania do povo. O povo tem o direito de escolher o melhor caminho – na sua visão – para o estado. Porém nos dias seguintes comecei a receber uma série de denúncias, que foram se encaixando, e orientado por advogados e especialistas em sistemas eletrônicos de voto, resolvi ingressar com uma ação, que hoje foi distribuída no Tribunal Regional Eleitoral, para o desembargador Edson Vasconcelos. O número da reclamação é 794431, e questiona as ligações de uma empresa responsável pela inseminação, votação e totalização das urnas com o Governo do Estado. A empresa além de ser cliente do Estado é defendida pelo escritório de Caputo Bastos, que tem como parceiros de advocacia os senhores Eduardo Damian (chefe de gabinete de Wilson Carlos, secretário de Governo de Cabral, e advogado do PMDB) e Terence Zveiter, que vem a ser primo do ex-presidente do TRE, Luiz Zveiter e do atual deputado federal Sérgio Zveiter, ligados à campanha de Pezão.

O resumo da ação é o seguinte: em cada urna a cada três votos que eu recebia, dois ficavam para mim, o terceiro era distribuído alternadamente entre Pezão, nulo e branco.

Alertei hoje, num encontro que tive pela manhã com o senador Marcelo Crivella, nosso candidato a governador, que solicite ao TRE providência no sentido de que uma firma especializada, independente, possa realizar testes que impeçam uma fraude como as denúncias que os senhores poderão verificar na ação que está no link abaixo.

Baixe aqui o documento completo

FONTE: http://www.blogdogarotinho.com.br/lartigo.aspx?id=17682