Uenf lança nota sobre roubo na unidade experimental no Colégio Agrícola Antonio Sarlo

Área da UENF no Colégio Agrícola é vítima de vandalismo e roubos

Sem contar com serviço de segurança desde novembro de 2016, a área utilizada pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf ) no Colégio Agrícola Antônio Sarlo foi vítima de vandalismo e diversos roubos na última noite. Ainda não foi possível avaliar a extensão total dos prejuízos, que foram muitos. Além dos danos materiais, um aluno que estava no local foi amarrado pelos ladrões.
A empresa que fazia o serviço de segurança da Uenf suspendeu os trabalhos em novembro de 2016 devido à falta de pagamento pelo Governo do Estado. Apesar de a Uenf ter cobertura orçamentária, o efetivo pagamento compete à Secretaria de Fazenda, que desde outubro de 2015 não realiza os repasses. O local ainda deveria contar com apoio do PROEIS, que também não está funcionando por falta de pagamentos aos policiais. No final do ano passado, foi feita uma tentativa de contratação emergencial de uma empresa de vigilância, mas não houve interessados em prestar esse serviço.
O Prefeito da Uenf, Rogério Castro, informou que acionou a Polícia assim que soube da ação dos ladrões. Segundo ele, tudo indica que a ação foi planejada. 
– Eles pegaram um trator e, com a ajuda de uma tesoura de vergalhão, foram arrombando as portas dos diversos setores e laboratórios e roubando tudo o que viam pela frente, como aparelhos de ar condicionado, roçadeiras, motores, bujões de gás etc. Tudo era colocado no reboque do trator, que foi encontrado abandonado em frente a Furnas – disse.
O reitor informou que vem tentando, junto ao Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Campos, uma solução para o problema da falta de segurança na Uenf.  No início do ano, o campus da Uenf também foi alvo de vandalismo, mas não houve roubo.

Conflito agrário no Porto do Açu: a saga dos bois sem pasto

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Como informado em postagem anterior, a tarde de hoje no V Distrito de São João da Barra foi marcada por uma ação realizada por um contingente da Polícia Militar nas imediações da propriedade da família do Sr. Reinaldo Toledo, onde o foco era a manejo do rebanho bovino que se encontra sob os cuidados de Reginaldo,  um dos seus oito filhos.

Pois bem, acabo agora de receber um vídeo que mostra fragmentos desta ação da PM no V Distrito. Pelo que se pode notar do fardamento, os policiais  são ligados ao Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) que tem na Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (Codin) um dos seus clientes . O problema é que fui informado que nessa ação não foram apresentados mandados judiciais, o que levanta dúvidas sobre a sua legalidade.

Abaixo segue o vídeo que me pareceu bastante pedagógico no que tange à forma com que os problemas relativos ao manejo do gado pertencentes aos agricultores do V Distrito estão sendo “resolvidos” pela Codin.

Finalmente, eu fico curioso para saber o que acontece quando se não tem uma providencial filmadora no local onde esses encontros para “pacificação” do conflito agrário em curso no entorno do Porto do Açu.

Militarização da segurança não impede epidemia de roubos de bicicletas no campus da UENF

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A questão da militarização da segurança interna do campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) é motivo de polêmica desde que a reitoria decidiu assinar de forma unilateral um convênio com a Polícia Militar para aderir ao chamado “Programa Estadual de Integração na Segurança” (Proeis).  Até mesmo durante a recente eleição para a reitoria da Uenf, a adesão ao Proeis foi motivo de de debate entre os candidatos e visões bem opostas apareceram sobre o assunto. De um lado, há quem veja a presença do Proeis como um avanço, enquanto outros acreditam que a militarização da segurança interna traz mais problemas do que soluções.

Pois bem, nos últimos dias os opositores do Proeis estão recebendo a generosa ajuda do que pode ser uma quadrilha especializada em roubos de bicicletas, já que estão aparecendo múltiplas reclamações e denúncias de sumiço de “magrelas” estacionadas dentro dos prédios. Os casos mais exasperadores para os que têm a bicicleta roubada envolve aquelas que foram obtidas por empréstimo junto à própria universidade, já que as mesmas são entregues na condição de serem devolvidas ao final do empréstimo ao patrimônio da Uenf.

Alguns mais crédulos nas qualidades do Proeis poderão dizer que roubos de bicicletas são insignificantes perante os ganhos em segurança que são oferecidos pela presença de policiais militares dentro do campus. Um mais gaiato poderia então responder que se não se impede o mero roubo de bicicletas, o que dizer então de outras coisas mais valiosas. A ver!

UENF e a militarização da (in) segurança interna: a adesão ao PROEIS não era para baratear?

Ao longo de 2014 uma das questões mais controversas que ocorreram na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) foi a adesão ao chamado “Programa Estadual de Integração na Segurança” (PROEIS) que ocorreu sem nenhuma discussão prévia dentro dos colegiados superiores da instituição. Numa verdadeira canetada, o reitor Silvério Freitas assinou um convênio para militarizar a segurança interna do campus Leonel Brizola.

A explicação apresentada  para essa adesão intempestiva e anti-democrática ao PROEIS foi a necessidade de reduzir os custos financeiros com a proteção do campus que estaria seriamente comprometida por riscos nunca antes divulgados.

Eis que agora, como mostra a imagem abaixo, a UENF acaba de homologar um novo contrato com a empresa de segurança patrimonial HOPEVIG que implicará no custo milionário de R$ 7.32 milhões por 12 meses de serviço. 

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Se ao valor a ser gasto com os serviços da HOPEVIG for acrescentado aquele à ser entregue ao PROEIS. o custo com a segurança interna da UENF terá sido aumentado para além dos R$ 8 milhões por ano, e não reduzido, o que desnuda o argumento da economia que foi apresentado pela reitoria da UENF em suas explicações oficiais.  

Aliás, há que se dizer que eu nunca engoli essa explicação, e tenho uma hipótese que só poderá ser testada quando ocorrer algum momento de maior ebulição dentro da UENF como, por exemplo, uma greve.

Enquanto isso, as bolsas estudantis continuam com valores congelados e a inauguração do bandejão continua se arrastando no ritmo de cágado com patas quebradas.

Mas somados todos esses fatos, nenhuma surpresa. Isso tudo é bem a cara de uma reitoria que se vê completamente paralisada diante de sua própria incompetência e submissão ao (des) governo Pezão/Cabral.

Estudantes lançam página no Facebook para questionar uso da PM no policiamento do campus da UENF

PM na UENF, pra quem?

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No dia 26 de junho foi aprovado por ad referendum do Reitor, Silvério de Paiva Freitas um Convênio de segurança, firmado entre UENF, SESEG e PMERJ, sem consulta ou participação da comunidade acadêmica, tratando um assunto tão importante de forma arbitrária, onde os estudantes, principais afetados por tal medida, tiveram seu posicionamento ignorado.

Nesta segunda (08/09/14) os Policiais iniciaram seu trabalho na UENF.

Estes policiais vem fazendo “ronda” utilizando carro e combustível da Universidade. Interessante perceber que enquanto a verba é cortada para serviços básicos, para projetos que existem há anos (como é o caso da feira de agricultores, que corre o risco de acabar), para o pagamento do aumento das bolsas dos alunos, tem dinheiro para o combustível da constante “ronda” policial.

Hoje é o terceiro dia da ação da polícia dentro da UENF e hoje mesmo, estudantes do movimento estudantil foram “vigiados bem de perto” pelos policiais ao se deslocarem por diversas áreas de convívio da universidade. A suspeita que existia sobre a real motivação da PM na UENF se confirmou.

Por isso perguntamos: PM NA UENF, PRA QUEM?!

FONTE: https://www.facebook.com/pmuenfpraquem?ref=profile

Reitoria da UENF e suas contradições: não tem gasolina para buscar agricultores, mas tem para militarizar o campus

A reitoria da UENF continua sendo um poço sem fundo quando se trata de ações contraditórias em relação ao senso comum.  Na semana passada, a comunidade universitária ficou sabendo que os agricultores que realizam a feira de produtos orgânicos que ocorre no campus Leonel Brizola há vários anos não seriam mais buscados, pois a UENF não tinha combustível para abastecer o veículo que os transportava.

Mas o que parecia razoável, afinal Pezão impôs um colossal corte de gastos na UENF, agora ganha ares bizarros e contraditórios. É que os policiais militares que fazendo a ronda interna do campus, graças à entrada da universidade no Programa Estadual de Integração da Segurança (PROEIS),  com veículos cedidos pela UENF.

Então qual é o moral dessa história da vida real? Para trazer alimentos não tem gasolina, mas para militarizar a segurança do campus, tem!?

“Coletivo mulheres uenfianas” lança manifesto sobre adesão ad referundum ao PROEIS e sobre a questão do assédio e violência sexual na UENF

Durante a visita que o professor e História e deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ) realizou recentemente ao campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense houve o lançamento público de um manifesto lançado pelo “Coletivo Mulheres Uenfianas” sobre a questão da adesão “ad referendum” que a reitoria fez ao Programa Estadual de Integração da Segurança (PROEIS) e dos problemas sobre assédio e violência sexual que a militarização da segurança do campus visa em tese em combater.

Abaixo o vídeo onde é feita a leitura pública do referido manifesto

UENF: novo aditivo para empresa de segurança coloca em xeque argumento da reitoria para aderir ao PROEIS

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Em tempos financeiros difíceis na UENF, eis que me surpreendeu ver hoje mais um aditivo para a empresa que presta servidores de segurança na UENF, a HOPEVIG. Como mostra o extrato do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro publicado no dia de hoje, o valor do contrato com a HOPEVIG foi novamente aumentado, em que pese a diminuição do número de postos de seguranças que vem ocorrendo ao longo dos últimos meses.

E uma perguntinha aos diletos membros da reitoria da UENF:

— a adesão ao Programa Estadual de Integração da Segurança (PROEIS) não era justamente para dimunuir esse custo?

Sei lá, até parece que esse coisa de crise financeira na UENF só vale para certas coisas, como por exemplo, o aumento do valor da bolsa de auxílio-cota. 

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SECRETARIA DE ESTADO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO

EXTRATO DE TERMO ADITIVO

INSTRUMENTO: Termo Aditivo nº 05 ao Contrato nº 009/2009. 

PARTES: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro- UENF e a Sociedade Empresária Hopevig Vigilância e Segurança Ltda. 

OBJETO: O objeto do presente termo aditivo é a modificação de seu valor contratual em decorrência de repactuação, com fundamento no art. 65, inc. II, alínea “d” da Lei nº 8.666/93, ficando o presente instrumento repactuado retroativamente a 01/03/2014, visando o não rompimento do equilíbrio financeiro.

VALOR: Em razão da repactuação, o valor global do contrato passa a  ser de R$ 34.423.192,05 (trinta e quatro milhões, quatrocentos e vinte e três mil cento e noventa e dois reais e cinco centavos), sendo que restará a ser adimplida a quantia de R$ 3.633.552,12 (três milhões, seiscentos e trinta e três mil quinhentos e cinquenta e dois reais e doze centavos), gerado pelo valor mensal de R$ 673.610,04 (seiscentos e setenta e três mil seiscentos e dez reais e quatro centavos), pelo serviço contratado, acrescido de cinco parcelas mensais de R$ 53.100,38 (cinquenta e três mil cem reais e trinta e oito centavos) cada uma, retroativa a 1º de março de 2014.

DATA DA ASSINATURA: 29/08/2014.

FUNDAMENTO: Processo nº E-26/052.768/2009.

Reitoria da UENF suposta onda de violência para justificar convênio com a polícia militar

Anda cada vez mais enrolada a história envolvendo o convênio assinado pela reitoria da UENF com a Secretaria de Segurança, e que versa sobre a intensificação do policiamento no entorno do campus Leonel Brizola. É que informações extra-oficiais dadas por membros do Conselho Universitário (CONSUNI) e do Colegiado Acadêmico (COLAC) dão conta que a reitoria alegou que o campus da UENF estaria sofrendo uma espiral de violência, com a ocorrência de diversos crimes, incluindo os de natureza sexual.

Como nunca fui informado, oficial ou oficiosamente, destes crimes, fico me perguntando se tanta urgência em assinar um convênio sem passar pelo crivo em tempo devido dos colegiados está mesmo ancorado nas preocupações dos gestores com a segurança dentro do campus Leonel Brizola.

É que andar pelos corredores do Centro de Ciências do Homem de noite é quase como passear pelas catacumbas de Roma, de tão escuros que são.  Essa escuridão se estende também aos banheiros. Assim, se há tanta preocupação com a segurança, por que não se faz algo básico como trocar lâmpadas queimadas?

Mas agora que a questão dessa onda de violência foi apresentada nos colegiados superiores, a reitoria está devendo uma manifestação pública e oficial sobre essa questão. E quanto antes a explicação for dada, melhor. Do contrário, a notícia vai se espalhar e naturalmente aumentar a preocupação dos que vivem o cotidiano da UENF, especialmente os que fazem isto de noite.

Reitoria tenta implantar o uso de contingente policial dentro do campus da UENF sem qualquer discussão prévia

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Acabo de ser informado que a reitoria da UENF reservou mais uma surpresa para a comunidade universitária na reunião do Conselho Universitário (CONSUNI) que ocorreu na manhã desta 5a. feira (03/07). Sem discussão prévia e com inclusão como ponto de pauta na abertura da reunião, os gestores da UENF quiseram impor a adesão da universidade ao “Programa Estadual de Integração da Segurança” (PROEIS).

O argumento apresentado pelos gestores da UENF foi de que essa é a única alternativa possível para evitar o caos na segurança do campus Leonel Brizola em função da atual crise financeira por que a instituição atravessa. Na prática, a partir da adesão ao PROEIS, a segurança interna da UENF seria garantida por um contingente de quatro policiais armados que realizariam patrulhas ostensivas durante 24 horas nos 7 dias da semana. Além disso, o uso do PROEIS possibilitaria a demissão de pelo menos 20 seguranças patrimoniais da empresa HOPEVIG que passaria então a guarnecer apenas o interior dos prédios, ficando a PM responsável pelas áreas de circulação externa.

Apesar da pressão feita pelos gestores, vários membros do CONSUNI apresentaram várias objeções à presença da PM no interior do campus universitário por entenderem que isto estaria implicando na militarização da vida universitária. A partir destes questionamentos é que, ao contrário do que queria a reitoria, a aprovação final da adesão da UENF ao PROEIS ficou condicionada a uma consulta a todos os laboratórios da UENF, para que na próxima reunião do CONSUNI haja uma decisão final sobre a adesão ou não ao PROEIS.

Em que pese não ter nada pessoal contra policiais militares, penso que esta proposta da reitoria da UENF é altamente problemática e poderá resultar em sérios conflitos entre a comunidade e o contingente de PMs que viria trabalhar no campus. Um exemplo vivo deste tipo de uso de forças policiais para policiar áreas internas de universidades é a USP, onde os conflitos têm sido constantes e violentos.

Como essa é uma questão que interessa a todos, é surpreendente que novamente a reitoria da UENF (como já fez no caso da quebra do regime de Dedicação Exclusiva dos docentes) apareça com essa proposta de militarização da segurança do campus Leonel Brizola, sem que tenha ocorrido uma ampla consulta prévia a todos os segmentos que compõe a comunidade universitária. Felizmente, houve a devida reação dentro do CONSUNI, e agora há que se cobrar que a discussão ocorra de forma transparente e democrática.