A mensagem que vem dos EUA: não basta não ser racista, há que se ser anti-racista

protestos 2Manifestante branco segura cartaz exigindo justiça para George Floyd em frente da Casa Branca em Washington DC.

O episódio do assassinato (porque foi isso exatamente o que aconteceu) de um cidadão negro, George Floyd, por um policial branco na cidade de Minneapolis acabou desencadeando um amplo e massivo movimento de protestos em todo o território dos EUA.

Um aspecto que até agora permanece pouco falado no pouquíssimo que a mídia corporativa está cobrindo este movimento de protestos é o crescente envolvimento de cidadãos brancos não apenas no proteção dos manifestantes negros. O motivo para isso é bastante simples: a polícia estadunidense tende a hesitar mais em usar munição letal em pessoas brancas.

Um dos episódios que já viralizou no tocante à proteção dos manifestantes negros por pessoas de pele branca ocorreu na cidade de Louisville no estado do Kentucky (quando uma linha de proteção foi formada majoritariamente por mulheres brancas para impedir a ação violenta da polícia ver imagem abaixo).

protestos

Esses manifestantes brancos estão levando ao pé da letra o que já disse a filósofa e militante política negra Angela Davis quando afirmou que “em uma sociedade racista não é suficiente não ser racista, pois há que se ser anti-racista”.

Como o Brasil é uma espécie de irmão gêmeo dos EUA no tocante à formação racista de sua sociedade que se escorou na exploração brutal do trabalho escravo negro, o que os manifestantes brancos estão fazendo neste momento para garantir a integridade física dos negros que protestam contra a brutalidade policial poderia ser muito bem repetido por aqui.  

Acabou a revolta no Chile? Não, ela está apenas sendo escondida de nós

protestos chile

Desde que explodiram as manifestações no segundo semestre de 2019, o caso chileno está causando muita apreensão entre as elites brasileiras. É que o Chile fora apresentado como o modelo de sociedade ideal, sem conflitos e com progresso econômico fincado no modelo neoliberal. A explosão da revolta social causou assombro até na esquerda institucional brasileira que resume seu simulacro de resistência aos limites do congresso e do judiciário.

Subitamente a revolta chilena pareceu contaminar outras países como Equador e Colombia, e arriscava se alastrar também para o Peru. Foi o que bastou para que não mais do que repente, o caso chileno sumisse das telas de TV e dos discursos de todo o espectro político que paulatinamente vai aprovando a imposição de um modelo ultraneoliberal no Brasil.

A mídia corporativa também se uniu a esforço de fazer parecer que as coisas no Chile tinham voltado ao normal, fazendo desaparecer quaisquer menções à continuação dos enfrentamentos nas principais cidades chilenas, incluindo a capital Santiago e a importante cidade portuária de Antofagasta. Mas há também  intensa em outras como Valparaíso ( ver imagens abaixo).

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Mas que pelo menos os leitores deste blog saibam que a situação chilena está longe da normalidade que os defensores do ultraneoliberalismo de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes tentam fazer transparecer.  A verdade é que o Chile não entrou em um processo de conflagração generalizada apenas pela ausência de um estopim final, pois as condições sociais e econômicas criadas por mais de quatro décadas de neoliberalismo são propícias para que isso ocorra (ver vídeo postado no canal do Youtube da Opal Prensa mostrando a primeira manifestação de 2020).

A pergunta que deveria estar na cabeça de todos que percebem a rápida deterioração das condições da maioria dos trabalhadores brasileiros é a seguinte: por que querem esconder a revolta dos trabalhadores e da juventude do Chile?

A minha primeira resposta é: extremo medo de contágio. E não estamos falando do coronavírus.

Chile desiste da COP25

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O governo chileno anunciou ontem pela manhã o cancelamento da realização da COP25 no país. Também foi cancelada a reunião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC). O motivo é a sequência de manifestações envolvendo parte significativa da população em todo o país. Segundo o canal Futuro, o governo diz que priorizará “as soluções às demandas sociais que surgiram no país neste últimos dias.”  A primeira declaração de Patricia Espinosa, da UNFCCC, foi: “Hoje cedo fui informada da decisão do governo do Chile de não acolher a COP25, tendo em conta a difícil situação que o país atravessa. Estamos atualmente explorando opções alternativas de acolhimento.”

O chileno La Tercera deu destaque para as matérias que saíram nos The GuardianLe MondeEl País e o porteño La Nación. O Washington Post deu destaque para o cancelamento da reunião da APEC, onde Trump pretendia conversar com o líder chinês Xi Jinping. Por aqui, os GloboValorEstadão e a Folha também deram a notícia.

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Este informe foi publicado originalmente pelo Clima Info [Aqui!].

Ricardo Salles queria se tornar uma câmara de livre comércio em Berlim. Mas o Greenpeace não deixou

A reunião do ministro Bolsonaro Salles com BASF, Bayer e VW foi suspensa. O Greenpeace bloqueou o acesso à Câmara de Comércio e Indústria da Alemanha

protesto berlim50 protetores climáticos do Greenpeace bloquearam o acesso à Câmara de Comércio e Indústria de Berlim na segunda-feira de manhã. FONTE:MARIO SCHENK / AMERIKA21

Por Mario Schenck para o Amerika21

Berlin. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, encontrou considerável resistência durante sua visita a Berlim. Um bloqueio da organização ambiental Greenpeace em frente à Câmara de Indústria e Comércio (IHK) e o protesto registrado de ativistas brasileiros do grupo Gira impediram Salles de encontrar representantes de empresas alemãs ontem (30/09). Cerca de 50 ambientalistas haviam se acorrentado na entrada e enrolado um tronco de madeira tropical carbonizado de seis metros de comprimento da Amazônia em frente ao prédio. Ao mesmo tempo, o navio de ação do Greenpeace “Beluga 2” estava ancorado nas proximidades do Spree.

A reunião entre Salles e representantes da BASF, Bayer, VW e outros teve que ser transferida para um local desconhecido. O encontro na embaixada brasileira também não ocorreu por medo de protestos. Anteriormente, o portal investigativo “The Intercept” divulgou a agenda do ministro do Meio Ambiente. Nesse sentido, estavam em pauta reuniões com os ministros alemães de cooperação, Gerd Müller (CSU) e meio ambiente, Svenja Schulze (SPD).

O ministro brasileiro está em turnê há dias nos EUA e na Europa, onde quer suavizar as ondas de protesto após o incêndio na Amazônia. Na preparação,  Ricardo Salles deixou alguma autocrítica no ar. Ele disse que o Brasil não tem problemas com cortes e queimadas. Pelo contrário, o governo cometeu erros na comunicação. “O Brasil não entendeu como se apresentar como pioneiro em proteção ambiental”, disse Salles ao site de notícias de  O Globo . No passado, Salles não escondia o fato de que ele vê a proteção ambiental como um obstáculo ao desenvolvimento econômico quer abrir a região amazônica brasileira para a exploração econômica. Já o debate sobre mudanças climáticas que ele descreveu recentemente como “enigmático”. Além disso, ficou público que Salles cortou os fundos do Ibama para combate a incêndios em 30%. Os equipamentos inadequados do Ibama foram uma das razões pelas quais os incêndios não puderam ser contidos em seu princípio.

Em seu tour que abrange Paris e Berlim, Ricardo Salles  quer promover o controverso acordo de livre comércio entre a UE e a aliança econômica sul-americana Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai). O acordo visa facilitar o acesso ao mercado europeu da indústria brasileira de carne bovina. Em troca, as tarifas para carros e peças de carros da UE serão abolidas. A Alemanha é o maior exportador da UE nos países do Mercosul em termos de vendas de mais de 2,1 bilhões de euros em 2018.

PROTESTO 2Não há acesso ao ministro reacionário do Brasil, Salles. A entrada do IHK foi bloqueada. “Pare o genocídio dos índios” FONTE:MARINA SILVA

“Ambas as indústrias estão destruindo o clima: no Brasil, a selva está queimando para o plantio de mais pastagens, e na Alemanha uma indústria automobilística está buscando novos mercados de vendas para suas máquinas produtoras de CO2”, disse Jürgen Knirsch, especialista em comércio do Greenpeace. Os ativistas do Greenpeace exigiram que a proteção da floresta e do clima não seja sacrificada em nome de interesses econômicos e que a floresta amazônica não fosse desmatada para plantações de soja e gado. O acordo proposto para o Mercosul deve ser suspenso, segundo o Greenpeace.

protesto 3“O acordo do Mercosul com a União Europeia destrói o clima”FONTE:MARIO SCHENK / AMERICA21

A ativista ambiental Marina Dias, do Grupo Gira,  apontou à Amerika21 o fato de que a destruição da Amazônia destrói não apenas um dos biomas mais valiosos, mas também culturas e vidas inteiras. “As políticas destrutivas do governo Bolsonaro se concentram nos povos indígenas, comunidades afro-descendentes de quilombolas e camponeses, que o governo considera um obstáculo ao desenvolvimento e uma riqueza cultural para a humanidade, não apenas o Brasil”, diz Dias. O próprio Salles é um “criminoso ambiental”. No passado, ele violou repetidamente as leis relativas à conservação da natureza.

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Este artigo foi originalmente publicado em alemão no site da revista Amerika 21 [Aqui!].

Protestos até no coração das terras do agronegócio deveriam acender luz de alerta no governo Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro está literalmente passando o trator por cima de direitos sociais e estruturas ambientais. E, convenhamos, ele está cumprindo o que prometeu em sua campanha eleitoral, mas muito fingiram que era só discurso para vencer eleição.

Entretanto, tanto êxito não deveria enebriar demais o presidente do Brasil ou seus acólitos dentro dos ministérios e no congresso nacional.

A razão para esse aviso é simples. É que muitos eleitores de Jair Bolsonaro agora estão percebendo que todas as promessas eram, de fato, intenções de governo. E a reação, ainda que esteja passando ao largo das manchetes dos grandes veículos da mídia corporativa brasileira, está se apresentando na forma de protestos em micaretas e festivais de música que estão ocorrendo neste momento em todo o território nacional.

Mas mais do que os protestos entoando o famoso bordão “Ei, Bolsonaro, v.t.n.c.”  em capitais nordestinas, me chamou a atenção de que a mesma manifestação tenha ocorrido no “Festival de Inverno de Bonito” no Mato Grosso do Sul (ver imagem abaixo).

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É que no município de Bonito (MS), o então candidato Jair Bolsonaro teve 52,89% dos votos no primeiro turno e 61,16% no segundo turno das eleições presidenciais de 2018.  Assim, chega a impressionar o fato de que em apenas 7 meses de governo, pessoas (a maioria jovens) estejam aproveitando um festival de música para entoar um bordão nada elogioso.

As placas tectônicas da política brasileira estão se movendo e ninguém deverá ficar surpreso se um terremoto estiver para acontecer. É Bonito quem está avisando.

Quer saber o que acontece no Brasil? Leia a mídia estrangeira!

Não sei quem foi o criador do anúncio publicitário publicado na página oficial da emissora internacional da Alemanha, Deutsche Welle (Voz da Alemanha), na rede social Facebook (ver reprodução abaixo), mas quem o fez mandou uma mensagem poderosa para os brasileiros: esqueça a mídia corporativa nacional se quiser ficar minimamente bem informado.

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É que lendo apenas três reportagens postadas em inglês sobre as manifestações anti-Temer que ocorreram ontem em diversas partes do Brasil não há outra coisa a fazer a não ser notar que são coberturas totalmente opostas ao que se viu ontem e se vê hoje nos grandes veículos da mídia corporativa brasileira.

Nos casos da matéria da agência Reuters para os leitores estadunidenses, do jornal El País para a edição em português, e da rede estatal britânica BBC para os leitores ingleses, o que se vê é a ênfase no caráter pacífico das manifestações e na violência policial injustificada (no caso da PM de São Paulo) contra os que participavam dos protestos (ver reproduções das manchetes logo abaixo).

Eu convido a todo leitor deste blog que procure na cobertura nacional as reportagens sobre o que ocorreu ontem para verificar se a cobertura dada é similar ou não. Mas aviso logo aos navegantes para que não comecem suas buscas com muita esperança de que a mídia brasileira esteja atuando com a mesma imparcialidade e qualidade de apuração. É que se há alguma coisa que os clãs bilionárias que controlam a mídia corporativa brasileira não querem neste momento é que a informação flua de forma qualificada. Na verdade, como articuladores centrais do golpe de estado “light” contra Dilma Rousseff, a última coisa que eles querem é que isso ocorra. 

Felizmente, alguns dos grupos da mídia internacional não apenas possuem sucursais no Brasil, como também estão publicando edições voltadas para o público brasileiro. Caso os protestos continuem e aumentem de tamanho, a presença da mídia estrangeira certamente sofrerá restrições como a imposta a um jornalista da BBC que foi agredido ontem enquanto cobria a violência da PM paulista, apesar de ter se identificado com suas credenciais.  Entretanto, por enquanto é provável que possamos continuar podendo acessar as matérias publicadas por esses veículos.  

Em função do descompasso de coberturas, eu me arrisco a ir mais longe do que foi o anúncio da Deutsche Welle para afirmar que neste momento histórico preciso, nós vamos precisar mais do que nunca da opinião que vem de fora.

Finalmente, para quem quiser ler as matérias citadas da Reuters, do El País e da BBC, basta clicar ( Aqui!Aqui! e Aqui!)

 

A estupidez da repressão aos protestos nos Jogos Olímpicos ganha cobertura internacional

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 O “The New York Times” e o “Washington Post, Dois dos principais jornais estadunidenses publicaram matérias sobre a repressão que está ocorrendo contra os protestos feitos por opositores ao presidente interino Michel Temer nas competições dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (Aqui! Aqui!) (ver reproduções parciais  nas imagens abaixo).

Essa repercussão internacional mostra que atos de repressão feitos em frente de uma mídia minimamente disposta a mostrar o que está acontecendo é uma grande estupidez. É que melhoria seria deixar quem se dispor a protestar que o faça livremente. Até porque até onde eu vi essas ações são minoritárias. Agora, a repressão truculente não apenas produz péssima cobertura jornalística, mas como também acaba incitando a que outros se juntem ao protesto, como parece já estar ocorrendo, e de forma cada vez mais criativa, como bem mostra a imagem abaixo.

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A verdade é que as circunstâncias conspiram em prol de protestos cada vez mais fortes e organizados dentro e fora das áreas onde as competições estão sendo realizadas. A persistir a repressão, é bem provável que a cerimônia de encerramento seja ainda pior para Michel Temer, caso ele se arrisca a comparecer.

Os ventos da Japuíba ameaçam soprar outras vezes no caminho da tocha olímpica no Rio de Janeiro

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Os protestos que ocorreram no bairro da Japuíba, área onde se concentram amplos setores das classes pobres do município de Angra dos Reis, e que efetivamente resultaram na “extinção” da chamada tocha olímpica surpreenderam as autoridades e organizadores do megavento esportivo organizado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), e ganharam repercussão na imprensa internacional (Aqui!).

Desdes os eventos ocorridos na Japuíba, os órgãos da mídia corporativa tem informado que a área de inteligência do governo federal (se isso lá existe no Brasil) estamos monitorando as redes sociais e convocando organizadores de eventos que incitam novos apagamentos da tocha olímpica.

Pois bem, a partir do que tenho observado nas redes sociais, o que transparece é que se está havendo algum tipo de tentativa de coerção para impedir novos protestos nas cidades em que a tocha olímpica ainda irá passar até o dia 05 de Agosto, o efeito dessas convocações, normalmente feitas pela polícia, não estão desencorajando os que querem protestar. Quando muito eles estão adotando atitudes mais discretas para garantir que novas “Japuíbas” venham a acontecer.

E quem pode condenar esses protestos? Afinal, no mesmo estado em que estão sendo gastos mais de R$ 40 bilhões com esse megaevento esportivo, áreas essenciais do serviço público como escolas e hospitais estão literalmente entregues a ratos e baratas.

Aqui mesmo em Campos dos Goytacazes onde a tocha olímpica deverá passar no próximo domingo (31/07) , eu não me surpreenderei nenhum pouco se os ventos da “Japuíba” também soprassem forte no caminho de passagem da tocha olímpica.  É que condições objetivas para que protestos ocorram não faltam, seja o problema de caráter estadual ou municipal ou de ambas esferas. A ver!

 

Tocha olímpica expulsa em Angra dos Reis deveria ser vir como sinal de alerta para o (des) governantes do Rio de Janeiro. Será que vai?

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Os (des) governantes do Rio de Janeiro têm brincado ao extremo com a paciência da população, especialmente daqueles segmentos que estão completamente desprovidos de serviços públicos.

Ao desprezar a inteligência coletiva e jogar bilhões de recursos públicos em megaeventos esportivos como a Copa FIFA e os Jogos Olímpicos, os (des) governantes do Rio de Janeiro têm, contraditoriamente, suscitado manifestações públicas que,cedo ou tarde, colocarão em movimento a sua permanência no poder em xeque.

Prova disso ocorreu ontem no município de Angra dos Reis quando a tocha olímpica e seus carregadores foram expulsos sob proteção policial do bairro da Japuíba (ver vídeo abaixo).

Essa manifestação dos angreenses pode ser apenas uma antevisão do que virá na cidade do Rio de Janeiro quando o megaevento do COI for iniciado.

Servidores do RJ protestam e preparam ato “Calamidade Olímpica”

Em entrevista dada hoje no programa “Faixa Livre” compartilhei a minha opinião pessoal de que a situação de crise seletiva causada pelas ações políticas do (des) governo estadual do Rio de Janeiro estão causando uma exasperação sem precedentes dentro do funcionalismo público estadual.  Adicionei a minha preocupação de que na ausência da devida organização política dos diferentes sindicatos que representam as categorias que formam o funcionalismo estadual, o risco é de que tenhamos uma explosão social que reverbere profundamente durante a realização dos Jogos Olímpicos.

Dito isso, mostro duas imagens abaixo que mostram que as coisas podem estar se acelerando no sentido de um protesto massivo do funcionalismo que convivendo com a realidade dos atrasos e parcelamentos de salários, agora se vê ameaçado com o início de demissões até de servidores concursados.

calamidade 1

calamidade 2

A primeira imagem é a da convocação de um ato para amanhã na frente da Alerj e que foi convocado pela chamada Frente Povo Sem Medo.  A segunda é de um protesto realizado na manhã desta segunda-feira por policiais e bombeiros militares no Aeroporto Internacional do Galeão.

A junção dessas duas imagens mostra qual volátil as coisas poderão se tornar no Rio de Janeiro caso o (des) governo do Rio de Janeiro se mantenha no seu curso atual de penalizar os servidores e a população, enquanto continua com seu tratamento preferencial para as Olimpíadas e corporações privadas que operam no estado.

Uma coisa é certa: uma boa parcela dos servidores já não aguenta mais e está com a paciência esgotada com os usos e costumes do governo comandado pelo PMDB em consórcio com o PP.  Simples assim!