Os protestos coxinhas e a falência da imprensa corporativa: duas faces da mesma moeda reacionária

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Os protestos deste domingo contra o governo Dilma Rousseff encolheram em número, mas não em bílis reacionária. As imagens de classe média branca protestando contra a corrupção da qual ela mesma se alimenta todos os dias já seria patética o suficiente, se não fosse o esforço da mídia corporativa (representada com galhardia pela Folha de São Paulo e pela Rede Globo) que procuram ocultar a face obscurantista das demandas que apareceram travestidas de luta contra um governo corrupto.

É que utilizando a estratégia de mostrar a floresta pelo alto, o que a mídia corporativa tentou esconder é que quem foi aos protestos de hoje quer mais é que a luta contra a corrupção se exploda. O que preocupa efetivamente a maioria desses “manifestantes” são os parcos avanços que foram concedidos pelo PT em seus anos de poder.

Aliás, a presença dos monarquistas nestas verdadeiras catarses reacionárias exemplifica bem algo que já foi ironizada nas redes sociais. É que se dependesse da vontade de muitos desses “manifestantes, Eduardo Cunha, o novo super herói dessa gente branca e reacionária, iria colocar imediatamente para ser apreciado a revogação da Lei Áurea.

Por outro lado, há que se dizer que qualquer movimento para defender Dilma Rousseff seria gastar energia indevidamente.  O que precisamos construir no Brasil é uma saída a essa falsa dicotomia entre neoliberais azuis e vermelhos. Do contrário, ficaremos assistindo a uma encenação barata de golpistas cujo único intuito é  cassar todos os direitos que a classe trabalhadora amealhou ao custo de muito suor e sangue.

Menos cidades, menos gente: apesar da confusão está claro que a revolta coxinha refluiu

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Acompanhando a avaliação da Rede Globo, vi o tom tristonho com que se divulgou os números das manifestações deste domingo. É que segundos os números houve uma diminuição no número de cidades onde ocorreram protestos (de 252 para 192) e das pessoas envolvidas (de 3 milhões para 750 mil).

Em que pese a minha descrença em relação ao número de participantes nos dois dias de revolta coxinha, o fato é que a maré baixou. Mas uma explicação deste recuo pode ser mais sombrio do que se pode inicialmente avaliar.

O problema é que nesse intervalo, o governo Dilma ja recuou tanto que os fomentadores da revolta coxinha já conseguiram parte dos seus objetivos funestos. Basta ver o caso do PL da precarização.

Em tempo: o nada insuspeito jornal “O ESTADO DE SÃO PAULO” publicou números ainda mais baixos para o número de cidades em que teriam ocorrido atos no dia de ontem. Em vez das 192 propaladas pela GLOBO News, o número seria de 152.  Apesar disso mudar muito pouco a qualidade, é certo que os números refletem o limite atual da capacidade em que os movimentos pró-golpe operam. 

Garotinho, a agenda dos atos contra Dilma, e os riscos do ressentimento

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O ex-deputado federal e ex-governador Anthony Garotinho parece estar um poço de mágoas com a presidente Dilma Rousseff. É que sob a desculpa singela de atender pedidos dos leitores de seu blog, Garotinho postou a lista de atos que deverão ocorrer neste domingo (12/04) para exigir o impeachment de Dilma Rousseff (Aqui!).

Apesar de não ter literalmente nada com isso, já que a direita coxinha pode fazer quantos atos bem desejar, o fato é que este tipo de movimentação não trará qualquer benefício com a sua “amiga”, a presidente Dilma Rousseff. É que num momento complicado como anda o das finanças municipais num governo comandado por sua esposa, Rosinha Garotinho, disseminar a ocorrência de atos pelo impeachment da presidente não é certamente um bom cartão de visitas de quem precisa mais da boa vontade da presidente do que o inverso.

De quebra, pelo menos em Campos dos Goytacazes, esse ato anti-Dilma tem o potencial de internalizar o ódio que muitos coxinhas também dispensam a Garotinho e seu grupo político.

Em sua suma, eu que normalmente acho que os movimentos de Garotinho são inteligentes (concordando com eles ou não), desta vez tendo a achar que o primeiro-marido de Campos dos Goytacazes cometeu um erro grave movido por algo que uma pessoa cristã como ele deveria evitar, o ressentimento.

O The i-Piauí Herald informa: próximo pronunciamento de Dilma ensinará receita de coxinha

Próximo pronunciamento de Dilma ensinará receita de coxinha

Encontrada a foto do líder da campanha “Michel Temer Presidente”

GERO – Por sugestão do chef de marketing João Santana, o próximo pronunciamento de Dilma Rousseff trará sugestões para que os cidadãos de bem possam melhor utilizar as panelas. “Meus amigos e minhas amigas, é muito importante ressaltar que, já no próximo pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, diante da conjuntura econômica e das condições culinárias que se apresentam, trarei uma receita de coxinha para o povo brasileiro. Esta receita poderá ser realizada com três recheios, que agradarão a todas as classes sociais: chã, frango Friboi ou ossobuco”, explicou. “Não basta oferecer panelas, tem que ensinar a cozinhar”, completou, sem gaguejar.

O ministro Chef da Cozinha Civil, Aloizio Mercadante, apressou-se em dar uma resposta à altura dos panelaços. “Venho aqui apresentar meu bigodaço”, disse. Em seguida, anunciou o aumento de IPI para a nova linha da Tramontina.

Revoltados com a resposta da presidenta, cidadãos de bem, que produzem e pagam seus impostos em dia, organizaram, via Whatsapp, uma nova manifestação: “Durante o novo pronunciamento, convocamos os brasileiros a bater paletas mexicanas na varanda”, incendiou Verinha Albuquerque Figueiroa, do Movimento Gourmetiza Brasil. A seguir confessou: “O PT está nos obrigando a cometer atos extremos. Ontem segurei um cabo de panela pela primeira vez na vida”.

FONTE: http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/herald/brasil/proximo-pronunciamento-de-dilma-ensinara-receita-de-coxinha

Absolvição de policial que matou jovem negro desarmado gera protestos nos Estados Unidos

Por Valor, com Associated Press

SÃO PAULO  –  Milhares de pessoas, de Los Angeles à Nova York, realizaram centenas de protestos – a maioria pacíficos – nesta terça-feira nos Estados Unidos, contra a decisão do júri de não indiciar um policial branco pela morte de um jovem negro desarmado em Ferguson (Missouri). 

Em todo o país houve marchas com cartazes e gritos de “Mão para cima. Não disparem”, o chamado para convocar as pessoas a protestar contra as mortes causadas pela polícia. De acordo com a CNN, estavam programados protestos em mais de 115 cidades do país. 

Os principais distúrbios ocorreram em St. Louis e Oakland, onde os manifestantes invadiram as rodovias e cercaram os carros com as mãos para o alto. 

Grupos de algumas dezenas e de várias centenas de pessoas se concentraram em Chicago, Denver, Salt Lake City, Boston e várias outras cidades. Na capital Washington, pessoas segurando cartazes com a mensagem “Justiça para Michael Brown” se aglomeraram na frente da Casa Branca.

“Mike Brown é o emblema [de um movimento]. O país está em ebulição”, disse Ethan Jury, que se juntou as centenas de manifestantes na Filadélfia. “Quantos mais têm de morrer? Quantos negros têm de morrer?”

O protesto estava programado antes mesmo do anúncio da decisão do júri de que o policial Darren Wilson não será acusado pela morte a tiros do jovem Michael Brown, de 18 anos. 

O caso de Ferguson, com fortes implicações raciais, tem gerado tensões e debates sobre as relações entre a comunidade e as forças da ordem em cidades com grandes áreas de subúrbio de população majoritariamente negra.

Em Oackland (Califórnia), centenas de manifestantes carregando cartazes com a mensagem “O povo diz culpado” fecharam uma rodovia e várias ruas, atacaram lojas e carros policiais. Mais de 40 pessoas foram detidas por lançarem garrafas, quebrar janelas e iniciar pequenos incêndios, segundo a prefeita Jean Quan em comunicado. Não houve registro de feridos graves. 

Em Los Angeles, as manifestações foram majoritariamente pacíficas com um breve bloqueio da rodovia interestadual 110, segundo informações da imprensa local.

Em St. Louis, centenas de manifestantes marcharam em um local próximo a outro tiroteio envolvendo a polícia e fecharam a rodovia interestadual 44. Não houve ataques aos automóveis.

Em Ferguson, foram registrados ataques contra patrulhas policiais e edifícios. Os manifestantes levantaram barricadas e gritaram insultos à polícia, que respondeu lançando granadas de gás. Moradores reportaram sons de tiros nas ruas e a ocorrência de vários incêndios.

Em Seattle, uma passeata bloqueava periodicamente o tráfego nos cruzamentos, enquanto que a polícia apenas observava. Depois da marcha pacífica, os manifestantes começaram a lançar latas, garrafas e pedras. Cinco pessoas foram detidas. 

Em Nova York, a família de Eric Garner, que morreu asfixiado ao ser detido por um policial meses atrás, se juntou ao reverendo Al Sharpton, que lamentou a decisão do júri em Ferguson em um discurso do Harlem.

“Estamos do lado de Michael Brown para lutar pelo o que é certo”, afirmou o reverendo. “Perdemos o primeiro round, mas a luta não acabou.”

Centenas de pessoas marcharam do sul de Manhattan a Times Square. Os manifestantes chegaram a bloquear brevemente várias pontes. 

FONTES: http://www.valor.com.br/internacional/3793354/eua-tem-dia-de-protestos-contra-decisao-de-ferguson#ixzz3K7JV1Ejl

Neopetistas e direita coxinha fingem que se degladiam, enquanto a FIFA reina absoluta

Eu não sei o que me irrita mais: se a reação mal educada e desconexa da “direita coxinha” ou a gritaria quase histérica dos neopetistas em relação à realização da COPA FIFA no Brasil. Aliás, eu sei sim. O que me irrita mais é que os dois lados votaram juntos a famigerada “Lei Geral da COPA” que tornou o Brasil uma colônia da FIFA, e que os dois lados estão juntinhos reprimindo as manifestações anti-COPA com toda a força repressiva que conseguem.

Na verdade quem ainda se surpreende com essa diferença de discursos e toda a unidade na prática é que não entendeu a profunda transformação pela qual o PT passou desde meados da década de 1990, quando passou de uma aposta da classe operária para lutar por seus direitos num instrumento de sustentação da ordem burguesa oligárquica que domina o Brasil há mais de 500 anos.

Enquanto isso, o que me anima é que nas ruas de todo o Brasil uma fração da classe trabalhadora e da juventude estão enfrentando o aparato repressivo, apontando assim para a construção de uma unidade na luta que ainda vai dar muito trabalho ao status quo, esteja este em sua versão coxinha ou na neopetista.

Mídia Ninja: Brasil Na Luta Por Direitos: Saiba porque os protestos tomaram as ruas do país

NINJA AO VIVO

A violência policial foi o despertador do dia que abriu a Copa do Mundo no Brasil. A bola rolou e o espaço público foi campo de uma partida dura contra o Estado, que escalou militares para a defesa da ordem. Além de São Paulo, palco da estréia da seleção, as cidades de Belém, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro foram sede do verde, do amarelo e das ruas.

Os manifestantes denunciaram os direitos violados nos preparativos da Copa, colocando suas pautas e revindicações no radar da imprensa internacional que acompanhou de perto todas as movimentações. Diante desse Big Brother, ávido por imagens de confrontos, perdeu-se a oportunidade de celebrar o amadurecimento de nossa Democracia, evitando a repressão desmedida aos movimentos. As imagens, sem cortes e vindas de fontes diversas, mostraram claramente a maneira com que a violência do Estado e seu ímpeto repressor age cotidianamente em todo o país. Mostramos ao mundo, sem máscaras ou maquiagens, o que temos de pior: a Polícia Militar brasileira.

Em SP um pequeno grupo de manifestantes contrastava com o grande amontoado de jornalistas e mídias livres com suas câmaras e equipamentos de segurança. Camera-mens e black blocs, sindicalistas e repórters: Foram todos rodeados pela tropa de Choque e atacados por bombas de efeito moral, balas de borracha, cassetetes. Os repórteres estrangeiros sentiram o tempero mais frequente das ruas brasileiras, com toques de pimenta e lacrimogêneo.

Ao menos dois profissionais da rede CNN ficaram feridos, um argentino da Associated Press e ainda um cinegrafista do SBT. A manhã na zona leste seguiu movimentada com a junção dos Black Blocs ao ato de apoio aos Metroviários demitidos pelo Governo de SP após a greve. Acuados pela polícia, os grupos pareciam extravasar a tensão do momento em acusações mútuas, equivocadas e úteis somente ao controle da PM.

A Polícia de São Paulo ainda evacuou com violência os manifestantes que protestavam na Estação do Metrô Tatuapé. No Anhangabau, muitos torcedores ficaram de fora do Fan Fest. Realizado em espaço público mais com vagas esgotadas.

No Rio de Janeiro dois atos se juntaram na Candelária, cerca de 4 mil pessoas caminharam pacificamente da Avenida Rio Branco até a Lapa. No final do trajeto a polícia dispersou o ato de forma abusiva e violenta, com muitas averiguações e detenções. Na hora que a bola rolou nas telas, as ruas de Copacabana foi dividida entre o ‘Não vai ter Copa’ e o público que foi ao Fan Fest na praia. O encontro das diferenças. Entre um gol contra e a conquista do empate, os atritos e desavenças entre torcedores e manifestantes fizeram a atmosfera da orla.

Belo Horizonte, cidade mineira marcada pelos confrontos mais tensos da Copa das Confederações, não ficou fora de campo. O contigente excessivo de policiais, somado à ação direta de Black Blocs deu início a clássica partida de ‘futebol de fumaça’ com sequências de disparo de bombas de gás, e equipes desequilibradas: de um lado o aparato bélico do Estado, do outro estilingues, pedras e lixeiras quebradas.

Porto Alegre, Brasília e Belém também tiveram levantes contra a FIFA, garantindo agitações de norte a sul na estréia da Seleção.

As reivindicações das ruas não são apenas contra os gastos abusivos nas obras da Copa, mas contra as grandes corporações e seu acúmulo predatório, uma verdadeira ameaça à sustentabilidade do planeta.

Não são apenas contra a violência policial e repressão, mas exigem o fim do genocídio de negros e pobres nas favelas e a desmilitarização da polícia com a aprovação da PEC 51.

Não só denunciam a Ditadura midiática que vive o país, mas pautam uma comunicação democrática, com regulação dos meios em observância ao interesse público e sua função social.

Não são só contra o caos no transporte público, os péssimos serviços prestados a os preços altíssimos. Caminham para uma política efetiva de mobilidade, que faça a cidade ter sentido de ponta a ponta.

Não são só críticos com o déficit democrático e a distância entre os partidos políticos e a sociedade. Redesenham a arquitetura do sistema político nacional, com uma reforma política e Constituinte exclusiva.

Não são somente contra as máfias dos planos de saúde e do ensino privado. Idealizam uma saúde e educação públicas, gratuitas e de qualidade, com serviços públicos à altura do desafio de retirar o Brasil do vergonhoso 85º lugar no Ranking global do Desenvolvimento Humano.

Não são somente contra, enfim, o racismo, o machismo, a homofobia e a transfobia. Criam um ambiente capaz de por fim à violência e ao ódio que nascem dos preconceitos. Clamam pela ampliação dos direitos civis, reduzindo as desigualdades, punindo o preconceito. Por uma cultura de paz e convivência que ponha fim à guerra aos pobres e a guerra às drogas, imposta pelo proibicionismo e pela violência repressora.

Não é só contra a Copa, é por Direitos.

FONTE: https://ninja.oximity.com/article/Brasil-contra-a-Copa-Saiba-porque-os-p-1

EL País: Os protestos ofuscam a estreia da Copa do Mundo no Brasil

As manifestações anti-Copa se juntam à concentração de metroviários e atraem os Black Blocs, que fizeram trincheiras de fogo num bairro próximo ao Itaquerão

No resto da cidade, os torcedores seguiam eufóricos para o estádio

PEDRO MARCONDES DE MOURA

A polícia dispara contra os manifestantes na zona leste. / MARIO TAMA (GETTY)

A Copa do Mundo está a ponto de começar. Mas os protestos que, há um ano acompanham sua organização, persistem. Focos de manifestação e greves de vários setores e em várias cidades brasileiras ofuscaram o dia de estreia do Mundial. Em São Paulo, que está tomada por policiais e por soldados do Exército, agentes anti-motins dissolveram hoje pela manhã com gases lacrimogênios um protesto de uma centena de pessoas que reclamava pelas despesas do Mundial, às portas da partida inaugural de hoje. A agência Reuters contabilizou pelo menos oito feridos, a maioria jornalistas, e algumas pessoas foram detidas.

Os manifestantes reuniram-se próximos à Radial Leste, um dos acessos do estádio Itaquerão, onde às 17h horas começa o jogo entre a Croácia e o Brasil. A polícia cercou os manifestantes, que retrocederam várias centenas de metros e acabaram se unindo a um grupo de trabalhadores do metrô de São Paulo – que rapidamente tratou de se desvencilhar do conflito. Os metroviários estavam concentrados também na região, onde fica o sindicato dos metroviários, para protestar contra o Governo do Estado pela readmissão dos 42 demitidos de uma greve recente, desconvocada na segunda-feira, que paralisou durante cinco dias a cidade. Teve início o corre-corre, os distúrbios, jovens encapuzados começaram a derrubar sinais de trânsito e a fazer barricadas de lixo que foram incendiadas na sequência, levantando uma fumaça preta que assustou os moradores da região.

Os trabalhadores do metrô se preocuparam em não se misturar com os jovens mais violentos, que lançavam pedras aos agentes. A polícia, enquanto isso, continha os protestos e tratava de cercar os manifestantes de maneira que não se aproximassem das vias de acesso ao estádio. Conseguiu. Tudo isso acontecia na zona leste da cidade. No resto, os pedestres de camiseta amarela, torcedores emocionados e sorridentes e turistas se dirigindo ao estádio.

Enquanto isso, no Rio produziu-se uma greve de trabalhadores dos aeroportos que afetou uma das vias de acesso ao terminal internacional. Professores que exigiam melhores salários fizeram passeatas no centro da cidade. Em Natal, no nordeste do país, também sede do Mundial, se anunciava uma greve de motoristas de ônibus que afetava meio milhão de pessoas. Já em Porto Alegre, uma manifestação antiCopa tomou conta do centro. Aproximadamente 150 pessoas se juntaram em frente à prefeitura municipal para protestar contra os gastos da competição. Houve atos de vandalismo, e a tropa de choque chegou para conter os ataques à Secretaria de Turismo.

As imagens nas redes de televisão brasileiras mostravam bombeiros tentando apagar os focos de fogo em São Paulo, policiais vestidos como Robocops e nuvens de jornalistas com capacetes ziguezagueando entre uns e outros. Uma moradora do bairro do Tatuapé admitiu: “Que pena: meu bairro está em guerra”.

No final da manhã, os metroviários fecharam a sede do sindicato para proteger os manifestantes da polícia. Ficaram de fora apenas um grupo de simpatizantes da tática Black Bloc e policiais. A PM bloqueou as vias de acesso ao local para evitar que a aglomeração aumentasse.

FONTE: http://brasil.elpais.com/brasil/2014/06/12/politica/1402588208_408345.html