Os protestos coxinhas e a falência da imprensa corporativa: duas faces da mesma moeda reacionária

grotesco

Os protestos deste domingo contra o governo Dilma Rousseff encolheram em número, mas não em bílis reacionária. As imagens de classe média branca protestando contra a corrupção da qual ela mesma se alimenta todos os dias já seria patética o suficiente, se não fosse o esforço da mídia corporativa (representada com galhardia pela Folha de São Paulo e pela Rede Globo) que procuram ocultar a face obscurantista das demandas que apareceram travestidas de luta contra um governo corrupto.

É que utilizando a estratégia de mostrar a floresta pelo alto, o que a mídia corporativa tentou esconder é que quem foi aos protestos de hoje quer mais é que a luta contra a corrupção se exploda. O que preocupa efetivamente a maioria desses “manifestantes” são os parcos avanços que foram concedidos pelo PT em seus anos de poder.

Aliás, a presença dos monarquistas nestas verdadeiras catarses reacionárias exemplifica bem algo que já foi ironizada nas redes sociais. É que se dependesse da vontade de muitos desses “manifestantes, Eduardo Cunha, o novo super herói dessa gente branca e reacionária, iria colocar imediatamente para ser apreciado a revogação da Lei Áurea.

Por outro lado, há que se dizer que qualquer movimento para defender Dilma Rousseff seria gastar energia indevidamente.  O que precisamos construir no Brasil é uma saída a essa falsa dicotomia entre neoliberais azuis e vermelhos. Do contrário, ficaremos assistindo a uma encenação barata de golpistas cujo único intuito é  cassar todos os direitos que a classe trabalhadora amealhou ao custo de muito suor e sangue.

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