
Mas amanhã (10/06), a reunião da Câmara de Graduação, que é colegiado que legisla sobre o calendário acadêmico da UENF, vai se reunir e deverá impedir este contra-senso. A ver!



Tocando mais uma vez no assunto da carta lançada pela reitoria da UENF onde foi dito que ações serão tomadas para “proteger o patrimônio público da universidade”, outro leitor deste blog me lembrou do problema da falta de acessibilidade que persiste no campus, e me enviou as imagens abaixo que demonstram quão difícil é circular no campus, seja a pessoa portadora de algum tipo de deficiência física ou não.
Ai eu me coloquei a pensar e lembrei que no cada vez mais distante ano de 2011, a UENF contratou os serviços de uma empresa chamada SERV NORTE para refazer as calçadas e melhorar as condições de acesso dentro do campus, ao custo de R$ 1.257.305,04 como mostra a placa abaixo.
Ai eu pergunto à reitoria da UENF: onde anda o mesmo senso de urgência para proteger o patrimônio público e os membros da comunidade universitária da UENF que têm de circular por essas vias internas tão impróprias e que, inclusive, já causaram quedas e contusões?
Pelo jeito, estamos diante de um caso explícito de preocupação seletiva por parte da reitoria da UENF. Enquanto isso, salve-se quem puder!
O reitor da UENF, Silvério Freitas, que estava meio que “missing in action” (desaparecido) desde o início da greve geral que abala a universidade por mais de 2 meses, acaba de reaparecer para assinar uma nota em que basicamente se libera de maiores responsabilidades sobre a grave questão da moradia estudantil na universidade da qual é o dirigente maior. De quebra, Silvério Freitas avisa que sua administração “está tomando todas as providências legais para a proteção do patrimônio público da Universidade”.
A questão que me parece no mínimo curiosa nessa situação é que quase todo uenfiano sabe que a empresa que hoje presta serviços de proteção patrimonial, a Hopevig, colocou todos os seguranças que protegem o patrimônio da UENF em aviso prévio que deverá se concretizar até meados de junho, e até agora não se ouviu de nenhuma medida para impedir isso!
Entretanto, quando se trata de estudantes que lutam por um direito básico para permanecerem dentro da UENF, ai saímos de velocidade de tartaruga de pata quebrada para lebre corredora. Não é nada, não é nada, é nada.
Eu queria ver tanta disposição para enfrentar o descaso do (des) governo do Rio de Janeiro para a UENF. Mas pelo que se tira dessa carta, desse mato não sai coelho (ou seria lebre?).
Em 12/05, em reunião na Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect) com a participação de representantes da Reitoria e do DCE, o secretário Alexandre Vieira reafirmou o compromisso do Governo com a compra dos equipamentos e recursos para operacionalizar o Restaurante Universitário da UENF, bem como com o aumento das bolsas de auxílio-cota, garantindo ainda que a proposta de auxílio-moradia deverá ser avaliada pela Sect . Na UENF, foi criado um grupo de discussão, formado por representantes da Reitoria e do DCE, com a função de elaborar um projeto com o objetivo de conceder o auxílio-moradia aos estudantes em situação de carência. Este projeto está praticamente finalizado, mas os estudantes não deram continuidade à negociação e partiram para invasão dos prédios da universidade.
Desta forma, a Reitoria vê com surpresa a ocupação pelos estudantes de prédios públicos com destinação específica localizados no campus da UENF, como é o caso do Centro de Convivência e do Pavilhão de Aulas (P-10). Há que se observar que a construção do P-10 foi o resultado de uma longa luta para a ampliação das salas de aula da UENF e que o prédio não foi planejado e não tem segurança para atender à função de moradia estudantil, uma vez que foi construído exclusivamente para abrigar salas de aula. Sua inauguração ainda não pôde ser concretizada porque o P-10 aguarda a complementação da infraestrutura e o imobiliário necessário para o seu funcionamento. Já o Centro de Convivência foi alvo de ação judicial até pouco tempo e aguarda os preparativos para nova licitação.
Tendo em vista a alegação dos estudantes de que não têm local para morar, a Reitoria destaca que não tratará desta questão pontualmente. Em toda a Universidade, há mais de mil alunos em situação de carência. Sendo assim, deverão ser estabelecidos critérios claros para a concessão do auxílio-moradia, visando atender a todos os estudantes que necessitam. Informamos que a Reitoria está tomando todas as providências legais para a proteção do patrimônio público da Universidade.
Finalmente, gostaríamos de destacar que a UENF sempre se pautou pela preocupação com a inclusão e permanência de seus estudantes. Trata-se de uma das universidades com maior oferta proporcional de bolsas para estudantes de graduação em todo o Brasil. No valor de R$ 300 (R$ 400 a partir do início das aulas), o auxílio-cota — destinado a todos os estudantes que ingressam na Universidade através da reserva de vagas — pode ser acumulado com bolsas concedidas por mérito acadêmico, como é o caso das bolsas de Iniciação Científica, Extensão e Monitoria, no valor de R$ 420. Se tiver um bom desempenho, portanto, o aluno cotista pode obter atualmente uma renda mensal no valor de R$ 820 (a partir do início das aulas).
Silvério de Paiva Freitas
Reitor da UENF
FONTE: http://www.uenf.br/dic/ascom/2014/05/21/nota-da-reitoria-sobre-ocupacao-de-predios/
A reitoria da UENF não é conhecida por ser agressiva e contundente nas tratativas com os representantes do (des) governo do Rio de Janeiro, e a greve geral que sacode a instituição criada por Darcy Ribeiro é um exemplo disso. Tivesse sido a reitoria um pouco mais positiva é provável que não estivéssemos em meio a uma greve que ameaça completar três meses. Aliás, ao longo desse tempo todo, a reitoria não se deu ao trabalho de sequer convocar uma reunião extraordinária do Conselho Universitário para adotar respostas institucionais para um movimento que mobiliza todas as categorias que formam a comunidade universitária.
Mas bastou os estudantes organizados em torno do Diretório Central dos Estudantes entrarem num prédio que está sendo usado como depósito para a reitoria agir rápido para prometer respostas contundentes contra aqueles que reclamam a solução do grave problema causado pela falta de uma moradia estudantil no campus da UENF em Campos. Segundo me informou um dos estudantes que esteve reunido com a reitoria na noite de ontem (19/05), o vice-reitor Edson Correa da Silva teria informado que se os estudantes não saíssem das dependências do prédio “P-10”, a universidade entraria na justiça com um pedido de reintegração de posse. De quebra, os estudantes foram avisados que saindo ou não, os estudantes envolvidos na ocupação do “P-10” deverão ser submetidos a uma “comissão especial de sindicância” por supostos danos causados a 3 portas dentro do prédio.
Ai é que eu digo, se tanta destreza e contundência fossem usadas nas tratativas com os representantes do (des) governo do Rio de Janeiro, talvez não estivéssemos passando por uma crise tão profunda. Mas a mesma reitoria que ameaça estudantes que lutam por seus direitos é aquela que se comporta de forma para lá de conformada quando se trata de falar com o (des) governo estadual. É aquela coisa, aqui rosna como um leão, lá ronrona com um filhote de gato.
Mas pelo que eu conversei com os estudantes, a resposta a esse quadro de ameaças é de continuar lutando pela pauta estudantil. Pelo jeito, os estudantes ainda vão dar muitas aulas de política aos que hoje dirigem a UENF. Vamos ver se eles aprendem alguma coisa ou vão insistir na judicialização do processo político.
Os estudantes que vem realizando o movimento de ocupação dentro da UENF ocuparam no final da tarde desta segunda-feira (19/05) o prédio conhecido como P-10 que fica localizado nas proximidades do Hospital Veterinário. Este prédio está sendo usado como depósito de bicicletas e de mobiliário. Os estudantes organizados pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) consideram que o uso mais correto para o P-10 é a sua transformação em alojamento estudantil até que edificações definitivas sejam construídas para servir de moradia estudantil.
A reitoria da UENF foi pega literalmente de surpresa e as informações que me chegaram é que atitudes judiciais já foram cogitadas para supostamente “proteger o patrimônio público”. Esta reação não me surpreende, pois apesar desta demanda estudantil ser antiga, a mesma nunca foi tratada com seriedade pela reitoria da UENF. Agora que literalmente a casa caiu, a primeira reação foi de reagir judicialmente.
Uma reunião tensa está ocorrendo neste momento na sala de reuniões da reitoria entre membros da reitoria, tendo à frente o vice-reitor Edson Correa da Silva, e do comando de greve dos estudantes. Assim, é provável é que nesta terça-feira já tenhamos desdobramentos práticos de mais este desdobramento da greve geral que ocorre na UENF. Agora, uma coisa é certa, os estudantes estão demonstrando um grau de organização e decisão para o qual a reitoria não está preparada. Vamos esperar apenas que o bom senso prevaleça, especialmente por parte da reitoria da UENF. Afinal, a demanda por moradia estudantil não é apenas justa, mas um direito dos estudantes!

O dia de hoje promete ser movimentado, e com muita gente esperando (inclusive eu) para ver se o jovem secretário Alexandre Vieira vai tirar um coelho da cartola no último minuto para quebrar a nossa greve com uma proposta financeira lamentável sob todos os pontos de vista.
Em qualquer um dos cenários, chegada ou não de um projeto de lei na ALERJ, vou defender a retomada da greve. Farei isso por entender que só em greve poderemos melhorar essa proposta que se aprovada do jeito que está nos lançaria num ciclo interminável de greves.
Por outro lado, há que se analisar a situação institucional que se armou com o fracasso e evidente colapso da reitoria da UENF no papel de liderança, seja no plano interno ou no externo. No interno chega a ser ensurdecedor o silêncio do reitor que simplesmente desapareceu de cena, e deixou seu vice-reitor para navegar um barco em águas cada vez mais turbulentas. E aqui falo da situação que se armou com os técnicos que hoje se sentem traídos em relação ao cumprimento de promessas eleitorais que lhes garantiria ganhos que hoje se mostram implausíveis. Além disso, a incapacidade de sequer pagar bolsas estudantis no início de cada mês resultou no fechamento do campus por um dia inteiro, sem que ninguém da reitoria conseguisse vir com uma explicação porque isto está ocorrendo, já que não se ouve falar que esse problema esteja ocorrendo na UERJ ou na UEZO.
Mas se plano interno a situação é essa, no plano externo as informações que chegam é que a UENF nunca esteve tão desmoralizada e sem capacidade de defender seus interesses básicos junto ao (des) governo do Rio de Janeiro. É que acostumados a ter tudo controlado no plano interno, os ocupantes da reitoria apostaram na submissão como método de angariar recursos do estado. E ai, como temos o Ricardo Vieiralves fazendo justamente o oposto na UERJ, adivinhem quem está conseguindo suplementação em cima de suplementação, e conseguindo levar seu barco por águas mais calmas? Sim, Ricardo Vieiralves, é óbvio.
Em função disso tudo, é que vamos ter que nos preparar para sair desse impasse através de ações que consigam unir toda a UENF em torno de uma saída de uma crise sem precedentes na história de nossa jovem universidade. E não pensem que estou falando das eleições do segundo semestre de 2015 onde deveremos escolher um reitor. Essa eleição está longe demais e a crise de que estou falando vai ficar muito pior se na ALERJ for aprovada a tabela que foi apresentada para os servidores técnico-administrativos. Afinal, alguém acha que eles não vão continuar indignados como estão neste momento?
Finalmente, uma coisa que eu acho positivo nessa situação toda é que ficou demonstrada a completa incapacidade dessa reitoria de substituir os sindicatos na tarefa de defender direitos trabalhistas. Só por isso, já temos o grande derrotado desta greve: o ancien régime que domina a reitoria faz mais de uma década.

Visto de fora, o resultado da assembléia da ADUENF desta 3a. feira (13/05) parece indicar que os professores da UENF entregaram os pontos sem luta de uma greve que se estende por mais de dois meses em troca de uma tabela salarial que os manterá na condição dos recebedores dos piores salários do Brasil. Mas eu, que estive presente e votei com mais 53 professores pela manutenção da greve até o (des) governo do Rio de Janeiro enviasse um projeto de lei para a assembléia legislativa do Rio de Janeiro, atribuo a decisão de suspender a greve até 6a. feira para atender as exigências do (des) secretário de Ciência e Tecnologia, o desconhecido Alexandre Vieira, a uma intervenção direta da reitoria na UENF nas decisões da assembléia da ADUENF.
É que ontem, pela primeira vez em todo esse movimento, apareceram várias pessoas detentoras de cargos comissionados que nunca estiveram em uma atividade de rua, viagem ao Rio de Janeiro, fechamento de BR-101, panfletagens e coisas do gênero, simplesmente para votar pelo fim do movimento. O resultado foi então um total de 61 votos para a suspensão da greve até 6a. feira para ver se o (des) governo do Rio de Janeiro envia a sua proposta salarial (ridícula de passagem) para análise na ALERJ.
Aliás, há que se ressaltar que a proposta de encerrar definitivamente o movimento de greve foi apresentada e rejeitada, contando apenas com os votos de uns poucos apoiadores da reitoria.
Mas o que implica a votação de suspender a greve até 6a. feira? Muitas coisas, e nenhuma delas deverá trazer coisas positivas. A principal dela é que essa suspensão temporária não é o que o (des) governo do Rio de Janeiro exigiu, qual seja, o fim efetivo da greve. Assim, há a possibilidade concreta de que não haja o envio de nenhuma proposta para a ALERJ até a realização da assembleia, o que forçará a continuidade da greve. Ai é que vamos ver qual será a próxima manobra da reitoria da UENF para encerrar um movimento que acordou os professores definitivamente para a situação de extrema penúria em que se encontram não apenas do ponto de vista salarial, mas também da sua liderança institucional.
Ah! Antes que eu me esqueça, para os estudantes e servidores ainda existem assembleias marcadas. Vamos ver como se comportará a reitoria da UENF nesses dois casos.
Finalmente, retomada das aulas que é bom, sabe-se lá quando será possível. E os culpados por isso tem nome e endereço: reitoria da UENF, campus Leonel Brizola, e Luiz Fernando Pezão, Avenida Pinheiro Machado, S/N, Rio de Janeiro, RJ.