Na eleição para a reitoria da UENF, vou de Luís Passoni e Teresa Peixoto

Nesta sexta-feira (19/06) ocorreu a homologação das chapas que vão concorrer na eleição para a reitoria da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) para o período 2015-2019.  Essa será uma eleição acirrada, pois, apesar de todos os seus erros e equívocos na condução da UENF, a reitoria tem sua chapa preferencial, já que o recentemente exonerado pró-reitor de Pós-Graduação, Antonio Amaral, concorre ao cargo vice-reitor num esforço claro de continuidade.

Felizmente, há uma chapa de oposição com chances reais de vencer este pleito que é composta pelo ex-presidente da ADUENF, Luis Passoni, e pela ex-diretora do Centro de Ciências do Homem, Teresa Peixoto.  Acredito que esses dois professores há uma chance de recolocarmos a UENF no caminho que foi idealizado por Darcy Ribeiro,

Deste modo, sem mais delongas, aproveito do espaço para declarar o meu apoio à chapa composto por Luís Passoni e Teresa Peixoto. Além disso, convido a todos que queiram que a UENF viva dias melhores a se empenharem na campanha deles. É vencer ou vencer, pois a continuidade da reitoria que ai está não é algo que pode ser permitido, visto que os danos causados à instituição já passaram faz tempo de todos os limites.

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Apesar da reitoria e do (des) governo Pezão, a vida na UENF ainda pulsa forte

A matéria abaixo do jornal O DIÁRIO dá conta de um interessante paradoxo que hoje marca a vida da Uenf. De um lado, a excelência de seu quadro de docente e técnico e um corpo estudantil dinâmico, e, de outro, a asfixia financeira imposta pelo (des) governo Pezão. No meio disso, a reitoria da Uenf continua agindo como estafeta de Pezão, se comportando apenas como uma gerente de massa falida, mais preocupada em defender o patrão do que defender a universidade que deveria representar.

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Felizmente nas eleições que se avizinham para a reitoria, a comunidade universitária poderá retirar o grupo político que comanda a reitoria desde 2003, pondo um final na subserviência crônica que só beneficia os interesses privados de uma minoria em detrimento da consolidação de uma universidade pública, gratuita, democrática e de qualidade. Essa será uma chance histórica de recolocar a Uenf nos trilhos, retirando a reitoria da posição subalterna em que se encontra em face de um (des) governo que prefere financiar a Ambev e deixar à míngua as universidades estaduais.

Um detalhe interessante em relação ao ranking  citado na matéria, há que lembrar que  Uenf só figura no topo  do quesito corpo docente porque possui 100% dos seus professores doutorado. A questão é que a atual reitoria queria acabar com o regime de Dedicação Exclusiva e a exigência do titulo de doutor, e isto apenas não aconteceu porque houve uma forte reação da comunidade universitária que impediu esse golpe contra o projeto idealizado por Darcy Ribeiro. Aliás, nas próximas eleições para a reitoria seria interessante verificar qual foi o voto dos candidatos que ocupavam cargo no Conselho Universitário em relação a essa questão.

O Diário faz matéria sobre aula pública e crise das bolsas na UENF

Protestos contra atraso de bolsas na UENF em novo ato,

Sheila Leal
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Mobilizados contra atraso no pagamento das bolsas pelo Estado, os alunos se concentraram na Praça São Salvador

Redação com ABr

No quinto dia seguido de manifestações contra o atraso de três meses no pagamento das bolsas universitárias, alunos da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) se reuniram no final da tarde desta sexta-feira (15), na Praça do Santíssimo Salvador, Centro de Campos, para uma aula pública. Os temas foram a atual conjuntura política e a importância do movimento, com críticas ao governador Luiz Fernando Pezão. Na segunda-feira (18/5), será realizada assembleia para definir os rumos do movimento.

Para a aula, foram convidados os professores Roberto Dutra e Marcos Pedlowski, ambos do Centro de Ciências do Homem (CCH). Pedlowski falou do papel da universidade para o desenvolvimento humano e da comunidade na qual está inserida, sobre investimentos na educação e a importância do movimento. “A universidade está de joelhos não só porque não faz o que tem que ser feito mas, principalmente, porque não dialoga com a comunidade, só dialoga com o governo, e isso não é diálogo, é consentimento”, disse.

Sobre o atraso nas bolsas, disse que “o que resolve é o que vocês (alunos) estão fazendo, informando à população sobre a crise na universidade. A Uenf tem muitos alunos que são pobres e dependem da bolsa. Pezão não poderia ter cortado o orçamento da universidade. Tinha que priorizar o pagamento das bolsas”, concluiu. Em seguida, o professor Roberto Dutra fez suas ponderações.

Reitoria promete pagamento

De acordo com o diretor do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Bráulio Fontes, na segunda-feira (18/), às 17h, haverá assembleia no Restaurante Universitário (Bandejão) para definir os rumos da manifestação. para segunda está programada a liberação da Programação de Desembolso (PD) por parte da Secretaria de Fazenda para viabilizar o pagamento das bolsas.

A reitoria da Uenf informou que já conseguiu liberação dos recursos da Faperj de R$ 1,8 milhão para pagar as bolsas de fevereiro e março, e que o dinheiro deve entrar na conta dos alunos dias 20 e 21. Ainda segundo a reitoria, a liberação de recursos de abril está em negociação.

Cerca de 900 alunos não recebem a bolsa desde fevereiro, com valores de R$ 300 a R$ 2.300, nas modalidades mestrado e doutorado, de iniciação científica, residência médico veterinária, universidade aberta, extensão, apoio acadêmico, de ensino e multiplicadores.

Uma semana de protestos – As manifestações dos alunos da Uenf começaram no dia 8, quando os residentes do Hospital Veterinário (HV) paralisaram as atividades. Na terça-feira (12) os bolsistas fecharam os portões do campus. Na quinta (14), 200 pessoas, entre alunos, professores e demais servidores administrativos, saíram em passeata pelas ruas do Centro da cidade.

FONTE: http://www.odiariodecampos.com.br/protestos-contra-atraso-de-bolsas-na-uenf-em-novo-ato-21302.html

Estudantes da UENF vão às ruas denunciar o atraso das bolsas

Em mais uma atividade realizada para denunciar a grave crise financeira que afeta a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), centenas de estudantes ocuparam nesta 5a. feira as ruas da região central de Campos dos Goytacazes. A causa principal deste movimento é a falta de pagamentos de quase 900 bolsas desde fevereiro de 2015, o que vem acarretando numa grave crise para o funcionamento da universidade criada por Darcy Ribeiro para ser um motor de desenvolvimento científico e tecnológico na região Norte Fluminense. A passeata teve o apoio da Associação de Docentes da Uenf (Aduenf) e do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj) e também de membros da comunidade universitária da UFF e do Instituto Federal Fluminense (IFF). 

Proferindo gritos de denúncia contra o descaso do (des) governo Pezão, os estudantes também não pouparam a reitoria da Uenf que é vista como omissa em relação à grave crise social que hoje ameaça a permanência de centenas de estudantes, visto que as bolsas representam a principal, senão a única, fonte de recursos que os mesmos possuem para realizar seus estudos em tempo integral.

Abaixo imagens da passeata que se iniciou no interior do campus Leonel Brizola e se encerrou na Praça São Salvador, ponto tradicional para a realização de manifestações políticas na cidade de Campos dos Goytacazes.

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Estudantes fazem assembleia e decidem manter fechamento da UENF no dia 13/05

Em assembleia realizada no final desta 3a. feira (12/05), os estudantes decidiram manter amanhã (13/05) o fechamento do campus Leonel Brizola como forma de protesto contra o atraso no pagamento das bolsas acadêmicas desde o mês de fevereiro. A assembléia também decidiu pela realização de reuniões no dia de amanhã para preparar novas atividades que deverão durar até que seja feito o pagamento integral dos atrasados.

A diretoria da ADUENF, sindicato dos professores, esteve presente e apresentou seu apoio integral ao movimento dos estudantes.

Abaixo imagens da assembleia. 

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Estudantes fecham entradas da UENF para denunciar descaso do (des) governo Pezão

O movimento estudantil da UENF, liderado pelo seu Diretório Central dos Estudantes (DCE), fez valer a decisão da assembleia estudantil realizada no dia de ontem (11/05) e fechou todas as entradas do campus Leonel Brizola em Campos dos Goytacazes. O principal motivo da paralisação das atividades é o atraso no pagamento de bolsas estudantis que deixou quase 900 pessoas sem o aporte financeiro devido desde fevereiro de 2015.

Os estudantes estão concentrando seus protestos contra o (des) governador Luiz Fernando, o Pezão, e contra a reitoria da UENF É que enquanto o primeiro é visto como o principal causador dos problemas vividos pelas UENF, a reitoria é apontada como omissa.

Abaixo imagens da paralisação que deverá continuar até as 20:00 horas desta 3a. feira. O DCE informou que às 17 horas será realizada uma assembleia estudantil para decidir o que será feito amanhã, com a possibilidade de que o bloqueio das entradas da UENF continue.

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E abaixo vai um vídeo com uma mensagem dos estudantes ao (des) governo Pezão. Nada poderia ser mais claro!

Indignados com a crise causada pelo (des) governo Pezão, estudantes decidem fechar a UENF nesta 3a. feira (12/05)

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Não é de hoje que a situação dos estudantes da UENF está caótica. 

Há três meses que as bolsas estudantis de todas as modalidades estão atrasadas. 

Estudantes que tiveram dificuldades para retornarem às suas aulas no início deste semestre. 

Estudantes de pós-graduação com pesquisas atrasadas pois não têm recursos para manutenção das mesmas.

Projetos de Extensão paralisados e com risco de acabarem pela falta de bolsistas que não podem continuar com seus projetos pois estão sem receber.

Residentes do Hospital Veterinário da UENF que têm que paralisar suas atividades na tentativa de serem ouvidos pelo (des)Governo do Estado. 

Com o seu descaso, o Governo do RJ não prejudica apenas a Universidade, mas também a sociedade atendida pelos projetos de Pesquisa, Extensão, pelo HV e pelo Ensino que é o principal prejudicado pela forma como o Governo escolhe tratar a UENF.

Apenas com a organização e com atividades que mostrem para esse Governo que os Estudantes da UENF não estão nem um pouco satisfeitos com essa situação é que conseguiremos reverter esse quadro.

A Hora já passou, galera! Vamos nos reunir e organizar nosso Movimento!

FONTE: https://www.facebook.com/uenf.dce/photos/gm.1587139194894176/763547887085832/?type=1

Após suspensão dos serviços do bandejão, DCE/UENF antecipa assembleia estudantil

A resposta do Diretório Central dos Estudantes à suspensão do fornecimento de alimentação no bandejão da UENF foi rápida. A sua coordenação decidiu antecipar uma assembleia que ocorreria amanhã para esta segunda-feira no horário de 12:00 horas, como mostra a convocação abaixo.

dce bandejaoA gravidade da crise financeira na qual o (des) governo Pezão resolveu afundar as universidades estaduais já causava fortes transtornos no funcionamento cotidiano da UENF. Agora se empresa terceirizada resolver que só volta a fornecer alimentação após receber os atrasados, o mais provável é que a temperatura suba de vez no interior do campus universitário Leonel Brizola.

Em meio a essa crise, o que fica explícito é que o modelo de gestão adotado pela reitoria da UENF chegou ao seu esgotamento.  E mais prejudicados são os estudantes que estão com suas bolsas atrasadas desde fevereiro, e agora correm o risco de ficar sem a alimentação fornecida pelo bandejão. Simples assim!

 

Duas faces da crise da UENF: com bolsas atrasadas desde fevereiro, reitoria organiza conferência no Rio Othon Palace

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Hoje tive a clara demonstração de que a crise financeira a que está sendo submetida a Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) tem como um das suas raízes a reitoria da própria instituição que se esmera em conseguir recursos para certas coisas, enquanto acumula dívidas financeiras e sociais com a sua comunidade universitária.

Nesse cabo de guerra desigual salta aos olhos a situação dos estudantes que estão sem receber as bolsas relativas ainda ao mês de fevereiro. Hoje conversei uma pós-graduanda que está à beira de abandonar o seu programa de pós-graduação pelo simples motivo de não ter como se sustentar sem o pagamento da bolsa a que faz jus. Essa pós-graduanda me lembrou ainda do caso dos bolsistas que atuam no Pré-Vestibular social da UENF  (o Pré-Vest UENF) que atende a cerca de 200 estudantes pobres, mas que também estão sem ver a cor de dinheiro!

Nas poucas vezes em que lança comunicados lacônicos e auto-excludentes de responsabilidades, a reitoria da UENF informa que está realizando gestões para que o pagamento seja regularizado. Na prática esses comunicados servem apenas para que os gestores da UENF sigam se omitindo na busca de saídas para uma crise financeira que ataca o centro nervoso de qualquer instituição, qual seja, seus estudantes.

O interessante, ou seria ultrajante?, é que no exato momento em que centenas de bolsistas atravessam graves dificuldades para continuar cumprindo suas obrigações, a reitoria da UENF esteja anunciando que está organizando junto com a UERJ e a UEZO, o 56º Fórum Nacional de Reitores de uma obscura associação que reúne reitores  das universidades estaduais e municipais  brasileiras (Aqui!). E o mais interessante é que, apesar das três universidades fluminenses estarem com graves dificuldades para simplesmente manter portas abertas, o evento será realizado no Rio Othon Palace Hotel, um hotel para pessoas finas que está localizado em plena Avenida Atlântica, com diárias variando entre R$ 507,00 e R$ 1.265,68! Em outras palavras, enquanto os bolsistas enfrentam dificuldades, os dirigentes da UENF vão estar com vista privilegiada e, provavelmente, desfrutando dos melhores serviços que um hotel de luxo pode dispensar a seus hóspedes.

E qual é o moral dessa situação? No mínimo que a preocupação da reitoria para garantir os recursos financeiros necessários para o funcionamento da UENF é altamente seletiva! E pelo que eu mostrei aqui já se sabe onde estão colocadas as prioridades!

Esquerda faz história e vence eleição para a reitoria da UFRJ. Roberto Leher foi eleito reitor!

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Terminadas as apurações para a eleição para a reitoria da maior universidade federal brasileira, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mostra um resultado auspicioso: venceu a chapa 20 encabeçada pelo professores Roberto Leher (doutor em Educação e docente da Faculdade de Educação) e Denise Nascimento (doutora em Odontologia e docente do Departamento de Clinica Odontológica).

Dada a trajetória política de Roberto Leher e os compromissos programáticos estabelecidos pela chapa 20 é seguro dizer que temos uma vitória expressiva da esquerda numa instituição chave para a luta contra a privatização dos hospitais universitários e o desmantelamento do caráter público das universidades federais e estaduais.  Em outras palavras, a vitória da chapa 20 é a vitória dos que alinham na defesa de uma educação publica gratuita e de qualidade no Brasil!

Mas um aspecto fundamental nessa vitória é apontar para outras universidades públicas que passarão por eleições em 2015 que é possível derrotar os setores que estão encastelados nas reitorias apenas para agir como estafetas dos governos de plantão. 

No caso da UENF que a vitória de Roberto Leher e Denise Nascimento sirva como exemplo de que ninguém é invencível, e que é sempre possível vencer com propostas que apontam no sentido de construir universidades públicas gratuitas, democráticas e de qualidade. Afinal de contas, este é exatamente deste tipo de universidade que o Brasil mais precisa numa conjuntura histórica tão difícil e complexa.