Marketing acadêmico: artigo assinado por docentes da UENF analisa desmanche programado das universidades estaduais do Rio de Janeiro

artigo uenf

Um artigo do qual sou co-autor acaba de ser publicado pela revista Universidade e Sociedade do ANDES-SN onde é apresentada uma análise mais substantiva do processo de desmanche programado das universidades estaduais do Rio de Janeiro, tendo como foco analítico a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf).  O título do trabalho é Analisando a crise das universidades estaduais do rio de Janeiro como parte de um desmanche programado: o caso da Universidade Estadual do Norte Fluminense. Além de mim também assinam o trabalho, os professores Renata Maldonado da Silva, Ricardo André Avelar da Nóbrega e Luciane Soares da Silva, todos pertencentes ao Centro de Ciências do Homem.

Importante ressaltar que apesar do trabalho centrar seu foco analítico no caso da Uenf, o uso do conceito de desmanche programado coloca o debate dentro de uma série de ações perpetradas a partir do governo FHC para impor uma lógica empresarial nas universidades públicas, enquanto se diminuía paulatinamente a disponibilidade das verbas necessárias para o pleno funcionamento das mesmas.

O que torna o caso das universidades estaduais do Rio de Janeiro tão emblemático, como o artigo mostra, é que nos últimos anos as táticas utilizadas pelo (des) governo do Rio de Janeiro comprometeram completamente a capacidade destas instituições de realizar as suas atividades fim de ensino, pesquisa e extensão.

Quem desejar ler o artigo completo, basta clicar [ Aqui!]

A melhor matéria sobre o fuzilamento do estudante Marcus Vinicius é do “The Guardian”

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Faz algum tempo que afirmo que quando se quer ler o que realmente acontecendo no Brasil, precisamos procurar em jornais estrangeiros. É que aqui se formos depender da mídia corporativa brasileiro, o que temos é uma mistura de “fake news” com pitadas de falso sentimentalismo cujo objetivo é apenas nos manter alheios à realidade.

O caso mais recente de violência policial que foi o fuzilamento do estudante Marcus Vinicius da Silva que residia no Complexo do Maré nos fornece mais um exemplo lapidar de como a notícia é dada aqui e lá fora. 

É que mais uma vez, o correspondente do jornal britânico “The Guardian”, o jornalista Dom Phillips nos fornece uma informação de como a ação policial favoreceu o uso de uma tática de guerra que é o uso de artilharia aérea contra uma população civil, e que resultou na morte de mais um inocente. Nesse sentido, o título da reportagem de Dom Phillips é magistral “Brazilian teenager dies after police helicopter strafes favela“, que significa em português “adolescente brasileiro morre após helicóptero da polícia fuzilar favela” [1].

policia strafes

É importante dizer que em portugues a palavra “strafes” significa “atacar repetidamente com bombas ou disparos de metralhadoras de aeronaves de baixa altitude.”  Assim, apenas por colocar “strafes” no título da sua matéria, Dom Phillips informou aos leitores do “The Guardian” que a morte de Marcus Vinicius da Silva resultou de uma operação militar com alto poder de contundência e, pior, contra uma população civil.

Mas Dom Phillips foi mais além de um título lapidar para sua matéria e forneceu dados impressionantes sobre a violência policial desde que o presidente “de facto” Michel Temer decretou a presente rodada de intervenção militar em comunidades pobres da cidade do Rio de Janeiro.  Um exemplo disso é a informação fornecida pelo projeto “Observatório da Intervenção” [2] que, usando dados oficiais, gerou a um cálculo que aponta que 444 pessoas foram mortas pela polícia de fevereiro a maio, um aumento de 34% em relação ao ano anterior.

Outra informação contida na matéria, e que deveria estar causando escândalo no Brasil e não está, é de que operações em helicópteros da polícia metralham comunidades pobres em pleno ar. Tal tática pode ser até comum em guerras, mas certamente nem mesmo durante as mesmas, a mesma poderia ser tolerada quando usada contra populações civis.  

O fato é que a situação apresentada de forma mais realista por Dom Phillips deveria estar presente na cobertura interna, mas não está por um motivo simples: boa parte dos donos dos veículos da mídia corporativa brasileira são parceiros do governo Temer na decisão de enviar forças militares para a cidade do Rio de Janeiro não para conter a violência aterrorizando áreas pobres que são ocupadas por uma população que é majoritariamente negra, mas sim para aprofundar o que já é praticado por grupos de narcotraficantes e pelas milícias. 

Por isso tudo é que ler o que é publicado fora do Brasil sobre fatos correntes em nosso país é uma obrigação para quem não quer ser cegado pela mídia corporativa brasileira que nos alimenta com fake news todos os dias.


[1] https://www.theguardian.com/world/2018/jun/21/brazil-latest-death-teenager-favela-raid-police-marcus-da-silva

[2] https://www.ucamcesec.com.br/projeto/observatorio-da-intervencao/

Organizações da sociedade civil e pesquisadores de segurança pública se unem para lançar conjunto de propostas para a redução de homicídios no Rio de Janeiro

Documento “Homicídios no Rio de Janeiro: é possível reduzir, é possível prevenir!” será apresentado nesta segunda-feira (18/6), às 9h, na Universidade Cândido Mendes do Centro

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Em um contexto em que a tendência nacional é a crescente militarização da segurança pública com a adoção de medidas repressivas, uma coalizão da sociedade civil se forma para apontar outros caminhos possíveis. Instituições de pesquisa e organizações com vasta experiência no tema defendem uma política de segurança pública baseada na proteção da vida das pessoas, com foco na prevenção e no respeito aos direitos humanos.

As medidas concretas para a redução das mortes intencionais violentas no estado estão organizadas no documento “Homicídios no Rio de Janeiro: é possível reduzir, é possível prevenir!”. A publicação, que será lançada nesta segunda (18/6), é assinada pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser), que coordenou a iniciativa; Observatório da Intervenção; Observatório de Favelas; Laboratório de Análises da Violência (LAV); Fórum Grita Baixada; Casa Fluminense; e Núcleo de Estudos Estado, Instituições e Políticas Públicas (NEEIPP/UFF), e conta ainda com a parceria da Anistia Internacional.

“O conjunto destas propostas pretende estabelecer uma agenda de políticas de segurança baseada em direitos humanos, que tenha como ponto central e condutor a proteção da vida, e que seja, acima de tudo, possível. Queremos que essa agenda se transforme em um pacto coletivo, horizontal e articulado entre pesquisadores, organizações da sociedade civil, ativistas e movimentos sociais” afirma André Rodrigues, professor da UFF e pesquisador do Iser.

“Propomos uma agenda de prevenção dos homicídios e promoção de uma concepção de segurança cidadã, que não é o foco da intervenção federal na segurança do Rio, vigente desde março. A intervenção tem centrado sua atuação em operações policiais e militares, mobilizando milhares de agentes, mas que não reduziram as mortes e os tiroteios no estado” conclui André.

A intervenção federal no Rio de Janeiro foi, desde o início, sustentada por uma retórica que chancela e legitima o uso abusivo da força por parte dos agentes do estado. As experiências anteriores de uso das Forças Armadas para policiamento demonstram que não há redução da criminalidade, mas sim aumento da violência e negligência em relação à redução de homicídios. O foco na chamada “guerra às drogas” deixa centenas de pessoas mortas todos os anos, inclusive policiais no exercício de suas funções.

A proposta de um pacto para prevenção e redução da violência letal no Rio de Janeiro é baseada nos seguintes eixos: desmilitarização das políticas de segurança pública; redução de confrontos armados e ênfase na atuação investigativa da polícia; redução da letalidade policial e fim das execuções extrajudiciais; maior controle de armas e munições; e protagonismo dos municípios na prevenção da violência.

“Homicídios no Rio de Janeiro: é possível reduzir, é possível prevenir!”

O documento está organizado a partir de uma análise sobre o cenário de retrocessos na segurança pública do estado do Rio de Janeiro, e como se contrapor a este quadro visando reduzir as mortes intencionais violentas. Para isso, foram debatidos oito temas que são acompanhados de proposições. A seguir uma síntese das propostas em cada ponto:

Desmilitarização da política de segurança pública: O grupo propõe o fim da intervenção federal no Rio de Janeiro, assim como repudia mecanismos antidemocráticos de intervenção, tais como mandados coletivos de busca, apreensão e prisão. Pede ainda que os crimes cometidos por militares contra civis sejam julgados pela justiça comum, uma efetiva investigação de todas as chacinas cometidas no estado no período da intervenção federal, além de transparência das ações e o monitoramento civil do processo.

Milícia, tráfico e grupos de extermínio – panorama da criminalidade: É necessária uma abordagem investigativa, com ênfase no trabalho de inteligência, a partir de uma maior articulação dos diferentes órgãos ligados à segurança pública. Além disso, adotar as recomendações e medidas propostas pela CPI das Milícias, concluída pela Assembleia Legislativa em 2008. Por fim, fortalecer, com ampliação de recursos humanos e orçamentários, os órgãos competentes no combate às milícias, como a DRACO da Polícia Civil e o GAECO do Ministério Público.

Letalidade policial: A Divisão de Homicídios deve ter recursos (humanos e financeiros) para investigar todos os homicídios decorrentes de intervenção policial. É preciso ainda retomar e ampliar o Programa de Controle do Uso da Força da Polícia Militar. No que diz respeito às mortes provocadas por policiais em serviço, o ISP deve discriminar a autoria de unidades especializadas, como BOPE, CHOQUE e CORE, além de adotar a terminologia “homicídios decorrentes de intervenção policial” nos registros de ocorrência e o Índice de Aptidão para o Uso da Força Policial, elaborado pelo LAV/UERJ. Já o Ministério Público do Rio de Janeiro deve fortalecer o GAESP para que este atue no controle externo da atividade policial. Por fim, deve ser feita a revisão da Súmula 70 do TJ/RJ, que autoriza a condenação criminal com base exclusivamente em depoimentos de autoridades policiais e seus agentes. O trabalho investigativo e a atuação da Divisão de Homicídios: A prioridade deve ser a elucidação dos crimes com perfis mais recorrentes e em áreas de maior incidência, com autonomia da perícia técnica. É preciso também reforçar a atuação das ouvidorias de polícia, com foco na investigação e elucidação dos homicídios, e fortalecer e ampliar o modelo de investigação da Delegacia de Homicídios da Capital, que conta com equipes que se deslocam a todas as cenas de crime. Deve-se ainda construir um banco de dados balístico e se investir nos recursos materiais e humanos da polícia técnico-científica.

Controle de armas e munições: O grupo ressalta a importância da manutenção do Estatuto do Desarmamento, tendo em vista a mobilização no Congresso Nacional para sua revogação. Além disso, a necessidade da instituição de uma Política Estadual de Controle de Armas de Fogo, suas Peças e Componentes, e de Munições, projeto em tramitação na Assembleia Legislativa. Ainda o aperfeiçoamento de programas de formação e controle do uso de armamentos por parte dos profissionais de segurança pública, e dos mecanismos de controle das reservas de material bélico e das ações de apreensão de armas e munições das forças de segurança pública. Por fim, o apoio a programas e campanhas de redução da circulação de armas de fogo, com o incentivo à entrega voluntária.

Violência Letal e Política na Baixada Fluminense: A violência na região possui forte articulação com as dinâmicas políticas locais, sobretudo no que diz respeito à atuação das milícias e dos grupos de extermínio. Por isso é preciso criar uma CPI na Assembleia Legislativa sobre o tema, além de estimular uma frente especializada de investigação de mortes associadas a crimes eleitorais na Divisão de Homicídios da Polícia Civil. Intensificar também as ações fiscalizadoras do Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado e do Tribunal Regional Eleitoral, e fortalecer a independência das ouvidorias de polícia em relação ao poder executivo estadual.

Rumos do policiamento de proximidade: O padrão de policiamento empregado na 1ª Companhia Integrada de Polícia de Proximidade deve servir de parâmetro para trazer o policiamento de proximidade para o centro das práticas dos Batalhões convencionais. Além disso, é preciso aperfeiçoar os processos de formação policial que se contraponham à reprodução de um ethos guerreiro e distante do trabalho policial em contextos democráticos. Essas ações de formação devem levar em consideração a dimensão prática, com estudos de caso e reflexão coletiva sobre o cotidiano do trabalho policial.

Gestões públicas municipais e a prevenção da violência letal: Os municípios devem encampar a agenda da prevenção da violência como uma das prioridades de suas gestões. Para isso, precisam ampliar e qualificar as instâncias municipais nos espaços de participação, construir diagnósticos sobre a violência e elaborar planos de prevenção. Criar também ações integradas entre diferentes secretarias que tratem da garantia de direitos e da promoção de oportunidades em territórios prioritários. O orçamento municipal deve contemplar a prevenção à violência letal, com enfoque prioritário nos jovens negros moradores de periferias, e prever a ampliação e qualificação de quadros funcionais de carreira especializados no tema. Os municípios precisam, por fim, rejeitar as propostas de incorporação do uso de armamento letal pelas guardas municipais.

Serviço

O quê: Lançamento “Homicídios no Rio de Janeiro: é possível reduzir, é possível prevenir!”
Quando: Segunda-feira (18/06), às 9h
Onde: UCAM – Rua da Assembleia 10, salão do 42º andar – Centro, Rio de Janeiro – RJ
Porta-vozes presentes: André Rodrigues (Iser e NEEIPP/UFF), Silvia Ramos (Observatório da Intervenção), Julita Lemgruber (Cesec), Doriam Borges (LAV), Adriano Araujo (Fórum Grita Baixada), Raquel Willadino (Observatório de Favelas), Henrique Silveira (Casa Fluminense), Renata Neder (Anistia Internacional). Também estarão presentes ativistas de várias favelas e bairros do Rio de Janeiro, que compõem o conselho do Observatório da Intervenção.

NOTA: Será feita uma apresentação de dados sobre os quatro meses da intervenção federal e das propostas para a redução de homicídios contidas no Rio de Janeiro. Em seguida, abertura para perguntas e ao final será possível fazer entrevistas individuais com os participantes.

Informações para imprensa

Luiza Boechat | comunicacao@iser.org.br | +55 21 99787-9447
Renato Cosentino | renato.cosentino@anistia.org.br | + 55 21 99730-3617
Anabela Paiva | fioterra.anabela@gmail.com | +55 21 98158-6851

MPF cobra respostas quanto à desestatização da gestão do legado

GT Olimpíadas questiona o repasse de atribuições da AGLO ao BNDES e contratados

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O Grupo de Trabalho (GT) Olimpíadas 2016, do Ministério Público Federal (MPF), expediu ofícios ao Ministério dos Esportes e a Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO) para cobrar respostas quanto ao cumprimento do Plano de Legado e Plano de Uso do Legado, mais especificamente em relação às iniciativas de desestatização e terceirização da gestão do legado olímpico. Essa atuação é parte de inquérito civil público em tramitação no MPF. 

O plano de legado, que é previsto em lei, só foi definitivamente apresentado em 14 de junho de 2017 (o que motivou o pedido de aplicação da multa diária originalmente estipulada às autoridades responsáveis), após ação civil pública (0086335-91.2016.4.02.5101) movida pelo MPF que cobrava a apresentação dos planos. No entanto, “ocorre que o referido plano já demonstra não estar sendo obedecido, com novos planos sendo aplicados na prática”, destaca o procurador. 

Sob a alegação de falta de estrutura para a gestão do legado olímpico pela AGLO, foram pensadas parcerias e terceirização das atribuições. As tratativas passando pelo Conselho de Parceria Pública de Investimento iniciaram e o repasse de atribuições ao BNDES foi realizado, tendo já sido celebrado o Contrato 9/2018 entre o Ministério do Planejamento Desenvolvimento e Gestão e o banco, em 5 de abril de 2018, no valor de R$ 33.825.689,12. 

Também foi oficiada a Controladoria Geral da União (CGU) para que encaminhe cópia integral do processo de controle referente à “desestatização do Parque Olímpico da Barra” e ao repasse de atribuições da AGLO para o BNDES, inclusive contratação de consultoria para gestão do legado olímpico. 

Questionamentos

 

Diante do atual contexto, o MPF requisita ainda que o Ministério dos Esportes e a AGLO informem, no processo, os seguintes questionamentos: 

– Quais foram os estudos desenvolvidos pela AGLO, desde de sua criação, para a adoção de um modelo de gestão sustentável de legado olímpico sob os aspectos econômico, social e ambiental e um plano de utilização das instalações olímpicas e paraolímpicas, ambas em longo prazo, previstas no art. 1º, incisos II, IV e VIII, da Lei 13474/2017 e artigo 1º, inciso II e §1º, inciso I, e artigo 8º, inciso IV, do Decreto 9299/2018, em cumprimento ao item 49.6 do acórdão 1.662 do Tribunal de Contas da União?

– Qual o orçamento disponível para AGLO na presente data para exercer suas atividades?

– Qual o orçamento global da AGLO com folha de salários dos cargos em comissão e funções de confiança previstos na MP 771/2017 e qual o gasto de pessoal, inclusive com benefícios dos ocupantes dos cargos envolvidos com as competências discriminadas no artigo 1º, inciso II e §1º, inciso I, e artigo 8º, inciso IV, do Anexo 1, do Decreto 9299/2018? 

– Já houve publicação na Imprensa Oficial da lista de pessoal do parágrafo único do artigo 2º do Decreto 9299/2018?

 

–  Qual a estimativa de gastos com recursos públicos federais para realizar os estudos preparatórios do modelo futuro de gestão art. 1º, incisos II e IV da Lei 13474/2017 e art. 8º, IV, do Decreto 9299/2018, em seu anexo 1?

–  Qual o controle de produtividade e de frequência dos ocupantes de cargos e funções na AGLO?

– Existe contrato e/ou elementos formais de pactuação firmados diretamente pela AGLO com BNDES e Secretaria da PPI (atribuição expressa da autarquia da Lei 13474/2017) para ações para a realização de estudos de viabilidade e, em seguida, para a adoção de modelo de gestão sustentável para as arenas sob sua responsabilidade que a AGLO apresentou ao Tribunal de Contas da União para atender o item 9.2.4 do acórdão 393/2018 da corte de contas?

–  Após 1 ano da realização de eventos-teste, quais as conclusões, ainda que parciais, que “subsidiarão a adoção de modelo de gestão sustentável sob os aspectos econômico, social e ambiental”, conforme o artigo 1º, inciso II e §1º, inciso I, e artigo 8º, inciso IV, do Anexo 1, do Decreto 9299/2018?

–  Qual o ato da AGLO onde foi divulgada “a precificação e a classificação dos eventos adotadas para fins de autorização de uso” do art. 5º da Resolução nº 1/2018?  Forneça cópia integral do processo que deu origem à autorização e os resultados dos trabalhos de auditoria sobre os eventos-teste realizados pela AGLO, conforme determinado pelo art. 23 da Resolução nº 1/2018. 

–  Por que não foram divulgados na rede mundial de computadores as contrapartidas conforme art. 3º, §3º, da Res.1/2018?  Informe as empresas que foram fornecedoras de contrapartidas durante o eventos-teste e seu contrato social.    

FONTE: Assessoria de Comunicação da Procuradoria no Rio de Janeiro

Curso em Direitos Humanos do Instituto Vladimir Herzog está disponível no Rio de Janeiro

Usina de Valores quer estimular diferentes agentes sociais para estimular cultura de direitos humanos

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Usina de Valores, que tem o objetivo de disseminar valores que promovam uma cultura de direitos humanos e engajar pessoas na construção de uma sociedade justa e não violenta, está com inscrições abertas até o dia 03 de maio, próxima quinta-feira, às 16h. O início do curso, para Rio de Janeiro, será em 05 de maio (sábado) e os interessados receberão a confirmação para participação até às 12h do dia 04 de maio (sexta-feira).

Este curso integra o ciclo de ações educativas, eventos e vivências presenciais que serão desenvolvidas ao longo de 2018 na zona sul de São Paulo, no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, e em diferentes regiões de Recife. A realização do projeto conta com a parceria de iniciativas como Periferia em Movimento (SP), o Coletivo Papo Reto (RJ) e a Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas (Recife).

A proposta, construída em conjunto com educadores e articuladores em cada um dos territórios, é provocar reflexões e contribuir com ferramentas que possibilitem o diálogo. A identificação de pontos convergentes para superar a escassez de escuta entre grupos com possibilidade de entendimento mútuo é a linha condutora do processo formativo. O público-alvo prioritário são pessoas que sejam moradoras das periferias da cidade e atuem em movimentos sociais, grupos religiosos ou com comunicação e redes sociais.

No total, serão seis encontros entre os meses de maio e outubro, sendo um sábado por mês, com 4h de duração cada. Todos as reuniões acontecerão das 14h ás 18h, na Nave do Conhecimento de Nova Brasília, localizado no Complexo do Alemão.

Alguns dos tópicos que serão abordados nos encontros são: Direitos Humanos. Que parada é essa?; Sejamos diferentes, mas não desiguais; Do senso comum ao ativismo: caminhos diários dos Direitos Humanos; Comunicação: alienação midiática e ferramenta de mudanças; Comunicação Crítica Comunitária: usar e fortalecer; Sustentabilidade da Cultura de Direitos.

Clique aqui para se inscrever e aqui para saber mais informações sobre o plano de aula.

 Serviço

Datas05/05, 09/06, 07/07, 04/08,  01/09, 06/10.
Local: Nave do Conhecimento de Nova Brasília – Complexo do Alemão, ao lado do cinema da Nova Brasília.
Vagas: 60
Carga horária: 24 horas total, 4horas por encontro.
Certificado: Serão fornecidos certificados aos participantes – com o total de horas de participação.
Período das inscrições: do dia 25 de abril às 16hs do dia 03 de maio. As pessoas selecionadas receberão a confirmação da inscrição até o dia 04 de maio, às 12hs.

13o. salário de 2017 ainda custará lágrimas de sangue aos servidores públicos estaduais

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Com justeza inconteste haverá muito servidor público que está celebrando o pagamento do 13o. salário referente ao ano de 2017. É que submetidos a um asfixiante cerco financeiro pelo (des) governo Pezão ao longo do ano passado tem gente que deve não um, mas vários consignados aos bancos que agiram tal qual urubus agem em cima da carniça de animais abatidos na beira da estrada.

Mas esse é um dinheiro que ainda vai custar muitas lágrimas de sangue aos servidores estaduais, dado que a base da captação, a securitização de royalties do petróleo, deverá causar um abalo tectônico na já abalada capacidade financeira do RioPrevidência.

Lamentavelmente essa é a realidade que muitos escolhem esquecer por uns poucos dias de tranquilidade.  Agora é esperar que o Ministério Público do Rio de Janeiro use a parte da sentença que liberou a securitização da receita dos royalties pertencente ao RioPrevidência para esmiuçar os detalhes da Operação Delaware II. Do contrário, correremos o risco de ficarmos como cegos dentro de um tsunami esperando a onda quebrar na praia.

Desta forma, e acima de qualquer outra coisa, é fundamental que o júbilo por um pagamento que está sendo feito atrasado e as devidas correções monetárias, não cegue os servidores públicos acerca dos problemas que ainda estão por vir.  E, mais importante ainda, que nas eleições de outubro todos neguem seus votos aos continuadores das políticas de destruição que o (des) governo Pezão deixará como seu único legado ao povo do Rio de Janeiro. Simples assim.

Operação Delaware II: (Des) governo Pezão usa servidores para aumentar dívida pública

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O (des) governo Pezão está anunciando que pagará o 13o. salário de 2017 que ainda é devido a 166.607 servidores estaduais para a próxima 3a.  feira (24/04) conforme mostra o informe abaixo.

13 o. salário 2017

Os recursos que serão usados para pagar este salário em atraso foram obtidos com a securitização dos royalties do petróleo pertencentes ao RioPrevidência (a famosa “venda do futuro), no que convencionei chamar de Operação Delaware II.

O Ministério Público que tentou ingressar com uma ação para impedir a concretização dessa operação lesiva à saúde financeira do estado do Rio de Janeiro demonstrou que a partir de 2024 o RioPrevidência deverá perder completamente sua capacidade de honrar suas obrigações com pensionistas e aposentados, passando a obrigar aportes financeiros por parte dos cofres estaduais.  

Por esse simples e básico fato de contabilidade financeira, a Operação Delaware II deveria ter sido barrada a bem da saúde financeira do Rio de Janeiro. Entretanto, essa operação foi liberada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sob o argumento estapafúrdio de que a sua interrupção atrapalharia os usos planejados pelo (des) governo Pezão, mesmo que isso custe muito caro num futuro não muito distante, principalmente para os próprios servidores que estão sendo usados como bucha de canhão para justificar a realização da Operação Delaware II.

Vi muitas manifestações irritadas de servidores estaduais contra a ação impetrada pelo Ministério Público. Ainda que o desespero causado pelas dívidas acumuladas em função dos muitos atrasos ocorridos em 2017, a irritação desses servidores deveria estar sendo direcionada ao (des) governo Pezão que não apenas causou o drama do ano passado, mas está deixando um bomba relógio para os próximos governadores. É que na ausência de soluções estruturais, o caos reinante no (des) governo Pezão deverá aumentar quando as muitas dívidas que estão sendo criadas começarem a ter que ser pagas. Aí sim veremos o que é caos.

Lamentavelmente não temos assistido a uma ação coordenada por parte de partidos de oposição e dos sindicatos que supostamente representam os servidores para impedir o aumento do empobrecimento do Rio de Janeiro via essas operações de securitização.