
É isso mesmo! Meteorologistas amigos estão informando que uma forte tempestade está se formando na região do Palácio Guanabara e que poderá se abater sobre aquela área nas próximas 24 horas. A ver!

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A coluna que o jornalista Elio Gaspari publica em diferentes veículos da mídia corporativa traz hoje um artigo que considero devastador para o que ainda restava de credibilidade do (des) governador Luiz Fernando Pezão (Aqui!).
É que neste artigo Gaspari faz uma excelente síntese dos últimos acontecimentos em torno do suposto envolvimento do (des) governador Pezão em múltiplos casos de corrupção, bem como sobre o seu papel de herdeiro político do hoje presidiário ex (des) governador Sérgio Cabral.
A sensação que eu tenha é que este artigo de Elio Gaspari representa mais um prego no caixão político de Luiz Fernando Pezão cuja continuidade no cargo está claramente segura por um fio muito fino e prestes a arrebentar.
Abaixo segue a íntegra do artigo de Elio Gaspari cujo título já diz muito sobre o conteúdo do mesmo.

O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), em visita ao Ministério da Fazenda
Por Elio Gaspari
Tendo vivido o esplendor da ilusão cabralina, quando foi secretário de Obras e vice-governador, Luiz Fernando Pezão está condenado a viver sua própria ruína. Aquele teleférico do morro do Alemão, que foi inaugurado duas vezes, está parado. (Ele se entristecia quando era exposto o ridículo das duas inaugurações.)
A política de segurança do xerife José Mariano Beltrame ruiu, as contas públicas jogaram o governador para a condição de pedinte e os cidadãos a um período de decadência jamais visto.
Sérgio Cabral está em Bangu, decidindo entre uma cana de 40 anos e a possibilidade de colaborar com a Viúva, cuja bolsa repetidamente assaltou. O coral dos poderosos da ilusão cabralina já tem dois doleiros, um ex-presidente do Tribunal de Contas, seu filho, e mais gente na fila.
Pezão está na situação dos hierarcas do stalinismo que moravam num imponente edifício perto do Kremlin. À noite, quando o elevador fazia barulho, os comissários acordavam temendo que tivessem vindo buscá-los. A administração do Rio está parada.
Fica a impressão de que só dois gabinetes funcionam: o do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal, e o do ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça. Um encanou Cabral. O outro ouviu a melodia da colaboração de Jonas Lopes e de seu filho. O doutor Jonas presidiu o Tribunal de Contas do Estado e sua cantoria resultou na prisão de cinco conselheiros. (Em tempo, não se deveriam chamar essas comissões de contas de “tribunal”, pois não o são.)
Admitindo-se que Pezão tenha sido secretário de Obras e vice de Cabral sem ter desconfiado de nada, nem dos cortes de seus ternos Ermenegildo Zegna “su misura”, Jonas e seu filho jogaram o governador na frigideira. O pai contou que em 2013 Pezão mediou em sua casa uma acalorada discussão para definir o rachuncho das propinas. Num lance, em 2015, cada felizardo receberia R$ 60 mil mensais. Noutro, mordiam a comida dos presidiários.
Jonas Filho diz ter ouvido que parte do dinheiro mandado aos conselheiros foi desviada para atender despesas pessoais de Pezão. Coisa de R$ 900 mil. Nesse aspecto a suspeita é a um só tempo frágil e meritória. Frágil, porque nasce de um “ouvir dizer”. Meritória porque se Pezão recebesse apenas R$ 900 mil para cobrir despesas pessoais, seria um anacoreta na corte de Sérgio, o Magnífico.
O capilé de R$ 900 mil teria sido revelado a Jonas por Marcelo Santos Amorim, o Marcelinho, subsecretário de Comunicação do governador. Ele estava no lote de celebridades estaduais levadas para a Polícia Federal na semana passada. Se a história do capilé é ou não verdadeira, só Marcelinho poderá dizer. De qualquer forma ele terá algo a contar sobre o milagre da comunicação de Pezão, que navegava num Estado falido com a pose dos canoeiros de Oxford.
Pezão e Marcelinho negam que tenham praticado qualquer malfeito e queixam-se da falta de acesso às narrativas de quem os acusa.
Graças ao juiz Bretas e ao ministro Fischer, a administração do Rio de Janeiro pode garantir ao detento Sérgio Cabral que ficou mais difícil roubar em cima das verbas de alimentação do presidiários.
A situação do (des) governador Luiz Fernando Pezão que já não era boa, agora está tomando o rumo do precipício. É que tendo passado incólume pelo vendaval que colocou na cadeia o seu mentor e ex (des) governador Sérgio Cabral, a situação de Pezão está ficando insustentável a partir de relatos que emergiram hoje em diversos veículos da mídia corporativa.
A “novidade” é que o advogado Jonas Lopes Neto teria declarado em sua delação premiada que um assessor do (des) governador Pezão, que também é parente por laços de matrimônio, Marcelo Santos Amorim, lhe confidenciou ter utilizado R$ 900 mil obtidos por meio de propina para pagar dívidas pessoais do chefe do executivo fluminense (Aqui!, Aqui! e Aqui!).
Para complicar ainda mais esse enredo tétrico, há o fato de que o Sr. Marcelo Santos Amorim foin conduzido coecertivamente para depor na Polícia Federal no âmbito da operação “Quinto do ouro” (Aqui!). E como já afirmei aqui, essas conduções coercitivas tem resultado em múltiplas delações premiadas. Daí que não seria surpresa que o atual subsecretário de Comunicação do (des) governo Pezão tenha sido levado para depor como uma forma de pressão para que aceite assinar uma delação premiada.
Seja qual for o contexto em que se analisa o caos instalado no Rio de Janeiro, a revelação do uso dessa pequena fortuna para pagar despesas pessoais do (des) governo Pezão vai cair muito mal com os quase 200 mil servidores estaduais que ainda não viram a cor dos salários de Fevereiro.
E com isso tudo somado, o mais provável que haja ainda mais revelações cercando o (des) goverador Pezão, o que criaria um contexto ainda mais complicado no Rio de Janeiro.

Eu não tenho o poder de oráculo que o ex-governador Anthony Garotinho já demonstrou ter ao prever os acontecimentos que incluíram a condução coercitiva do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Jorge Picciani (PMDB), para depor na Polícia Federal.
Mas mesmo assim eu me arrisco a profetizar (afinal me chamo Marcos): a semana do (des) governador Luiz Fernando Pezão deve começar ruim e terminar péssima.
Entretanto, apesar dessa semana pouco promissora em minha profecia, aceito que ele ordene o pagamento do meu salário de Fevereiro ainda em algum momento de Abril. É que nem só de profecias vive este servidor público estadual cujo regime de Dedicação Exclusiva o impede de ter outra fonte de renda.


A mídia corporativa está estampando notícias que deverão tirar o pouco de sono que ainda restava ao (des) governador Pezão, pois finalmente emergem informações de que ele teria participação direta no grande esquema de corrupção liderado pelo hoje presidiário e seu mentor político, Sérgio Cabral Filho (Aqui!, Aqui!, Aqui!).
Apesar dessas notícias apenas confirmarem o que já circulava nos corredores do poder e também nas redações da mídia corporativa, a publicação dessas matérias aponta no sentido de que a situação do (des) governador Pezão que era ruim passou para virtualmente insustentável.
O fato é que até agora Pezão fazia cara de paisagem frente à montanha de evidências de que era impossível que ele estivesse “puro” no meio do lamaçal em que o (des) governo do Rio de Janeiro foi transformado a partir da chegada de Sérgio Cabral ao Palácio Guanabara, já tinha experimentado um sério abalo com a condução coercitiva do seu secretário de governo Affonso Monnerat e do presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB), para depor na Polícia Federal.
Agora, com as revelações de detalhes da delação do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado, Jonas Lopes Filho que o (des) governador Pezão participou de reuniões para “azeitar” o esquema de pagamento de propinas, o enredo se complica (ou como diria William Shakespeare, “the plot tickens”) para o ainda (des) governador Luiz Fernando Pezão. É que, em função das informações detalhadas prestadas pelo ex-presidente do TCE, Pezão agora vai ter que se explicar. Só não se sabe se para a imprensa ou para o juiz Marcelo Bretas.
Esta situação toda sinaliza que a condição desesperadora em se encontram quase metade dos servidores estaduais e aposentados ainda vai se agravar antes de melhorar. É que no meio desse caos todo, a “boa vontade” que o (des) governador Pezão tentou costurar em Brasília simplesmente não vai ocorrer na velocidade em que ele gostaria. Afinal, quem vai querer colocar a assinatura em documentos que ajudariam a tirar um político que acaba de ter a cabeça entregue numa bandeja de prata por um mega delator como Jonas Lopes Filho?
Publiquei no dia 25 de Março uma nota comentando uma previsão que o ex-governador Anthony Garotinho havia feito em seu blog sobre o nervosismo que estaria grassando na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em função de uma possível ação polícial (Aqui!).
Pois bem, hoje a mídia coporativa está anunciando mais uma das espetaculares ações da Polícia Federal no âmbito da chamada operação Lava Jato que afeta cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB) (Aqui!, Aqui! e Aqui!).
Sobre essa operação de hoje certamente ainda teremos outros desdobramentos que afetarão personagens que foram inclusos na “profecia” de Anthony Garotinho. Uma certeza disso é que o Jorge Picciani, ao contrário dos conselheiros do TCE, não teve prisão preventiva decretada, mas apenas deverá ser levado debaixo de ferros para depor. Se tomarmos como exemplo o caso do deflagrador desta operação, o ex-presidente do TCE Jonas Lopes Filho, conduções coercitivas têm sido uma boa senha para decifrar futuras delações.
Agora, uma coisa é certa: a temperatura no Palácio Guanabara deverá subir muito hoje. É que, pensemos bem, qual é a cabeça (ou seria o pé?) que Jorge Picciani ainda poderá entregar a estas alturas do campeonato das delações premiadas? Não é preciso nem ter poderes de oráculo para prever!

Atendendo a um pedido de liminar feito pela reitoria da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o Desembargador Maurício Caldas Lopes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concedeu liminar que objetivamente proíbe que o (des) governador Luiz Fernando Pezão cumpra a ameaça de cortar 30% dos salários (atrasados, diga-se de passagem) dos seus servidores (Aqui!).
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Em seu despacho, o Desembargador Maurício Caldas Lopes determinou que concedia a “liminar nos termos em que requerida, isto é, até final julgamento deste mandamus e/ou enquanto permanecer a situação de precariedade que impede o funcionamento da impetrante“. Além disso, o desembargador também intimou as autoridades impetradas para “absterem-se da prática do ato anunciado, sob pena da multa que, em caso de resistência ao cumprimento desta ordem, será fixada“.
Esta decisão representa uma derrota da tática adotada pelo (des) governador Pezão que visava coagir e, sobretudo, calar as justas reivindicações da Uerj. É que restou claro na decisão do Desembargador Maurício Caldas Lopes que a culpa pela ausência do funcionamento normal da Uerj cabe ao (des) governo do Rio de Janeiro.
Aliás, esta tentativa de coagir a Uerj representa apenas mais um capítulo patético de um (des) governo que claramente perdeu todas as condições de dirigir o estado do Rio de Janeiro.
Para quem desejar ler a íntegra da liminar concedida pelo Desembargador Maurício Caldas Lopes, basta clicar (Aqui!)
O Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Sintuperj-UENF) vem a público solicitar doações de cestas básicas para os funcionários técnico-administrativos, por ele representados.

O jornal “EXTRA” publicou hoje (27/03) uma matéria assinada pelo jornalista que mostra que o (des) governo Pezão aumentou em R$ 1,597 bilhão, somando 2015 e 2016, os gastos com contratos sem a aplicação de licitações (Aqui!)

A reportagem mostra ainda que boa parte desses gastos estão concentrados nas secretarias de Saúde e de Administração Penitenciária (ver figura abaixo que foi retirada da retirada matéria).

Um detalhe a mais que a reportagem revela é o uso da situação de “calamidade pública” que foi decretada pelo (des) governador Pezão para justificar a celebração alguns dos contratos que foram celebrados em 2016. Na prática o que se tem é a negligência por parte do (des) governo Pezão em relação ao que estabelece a Lei Federal 8.666 de 1993 que regulamenta a prática de licitação nas diferentes esferas de governo. Este fato clama por uma apuração aprofundada sobre quem seria os donos desses contratos, já que é estranho que tanto dinheiro seja gasto sem os devidos processos de licitação.
Enquanto isso, em pleno dia 27 de Março, partes significativas dos servidores públicos da ativa e aposentados estão sem saber sequer quando o (des) governo Pezão promete pagar os salários de Fevereiro!
Por essas e outras é que afirmo sem medo de errar que a crise financeira que assola o Rio de Janeiro neste momento é muito, mas muito mesmo, seletiva.