A crise seletiva de Pezão e seus custos socioambientais mostram os dentes em Cachoeiras de Macacu

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A matéria abaixo de autoria de Marlos Bittencourt foi publicada no jornal O DIA e nos dá conta de mais um ataque que o (des) governo Pezão planeja desferir, agora contra centenas de famílias de agricultores familiares em Cachoeiras de Macacu. De quebra, haverá um gigantesco custo ambiental que deverá afetar toda a região no entorno de uma mega represa.

A verdade é que enquanto somos distraídos pelo discurso da crise que foi causada pelo próprio (des) governador  Pezão e por seu antecessor e padrinho político, Sérgio Cabral, os ataques contra a população avançam.

E o curioso (curioso?) é que esta barragem relaciona personagens curiosos, incluindo o ex-ambientalista Carlos Minc e o hoje desgraçado ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. em outras palavras, a mega barragem de Cachoeiras de Macacu é “lava jato”.

 

Projeto de barragem polêmica em Cachoeiras de Macacu volta à tona

Construção é considerada uma ameaça comparável à tragédia de Mariana

O DIA

Reportagem de Marlos Bittencourt

Rio – A ameaça de uma tragédia comparável à de Mariana, em Minas Gerais. É assim que moradores, produtores rurais, ambientalistas e dirigentes municipais já se referem ao projeto do governo do estado para a construção de uma grande barragem no Rio Guapiaçu, em Cachoeiras de Macacu, na Região Metropolitana. Temendo possíveis impactos sociais, econômicos e ambientais, entidades locais organizam um novo protesto contra o projeto no próximo sábado, na cidade. 

“Há também que se considerar os riscos meteorológicos, pois a construção de uma grande barragem poderá trazer mudanças climáticas significativas para a região, devido ao aumento da evaporação e, consequentemente, o aumento das chuvas, podendo, a exemplo de Nova Friburgo e Mariana (MG), nos deixar expostos a catástrofes”, diz trecho de uma carta assinada pelos organizadores do ato.

R$ 110 milhões é o prejuízo, em reais, que a obra levaria à economia do pequeno município de 70 mil habitantes. Foto: Divulgação

A polêmica já se arrasta há quase três décadas. A barragem, de acordo com o governo, vai ajudar no abastecimento de água de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, área de influência do Comperj, na Região Metropolitana, e também à Ilha de Paquetá. “Cientes de que água é um bem de todos e essencial à vida, esclarecemos que não somos contra ceder água a esses municípios, oportunidade que sugerimos o estudo de alternativas de barragens menores e menos impactantes”, diz a carta que convoca a população.

O ato pretende reunir 5 mil pessoas no próximo sábado. A ideia é fechar as rodovias RJ-116 (Itaboraí-Cachoeiras de Macacu) no entroncamento com a RJ-122 (Rio-Friburgo), acesso à BR-116 na altura de Parada Modelo, na Rodovia Rio-Teresópolis. “Queremos mostrar que a barragem inundaria uma das maiores áreas produtivas de Cachoeiras, desempregando mais de 700 famílias e trazendo ameaça de vermos uma nova Mariana”, ressalta o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, Bruno Paciello.

No fim de 2015, o secretário estadual do Ambiente, André Correa, disse que a obra implicava no alagamento de 352 propriedades, onde moram cerca de 750 famílias, entre mil e 1,5 mil pessoas. “Não podemos tratar isso como um problema aritmético”, declarou à época, ao lembrar um compromisso assumido para não avançar com o projeto sem que a situação fundiária das famílias fosse definida.

A previsão era que os estudos ambientais sobre a obra terminassem em janeiro, incluindo o projeto executivo. Mas, segundo o ambientalista Sergio Ricardo, o processo de licenciamento está parado, aguardando as negociações. “Não se combate crise hídrica desmatando dez milhões de árvores da Mata Atlântica e promovendo o despejo e remoção de grande número de famílias de pequenos agricultores e de assentados da reforma agrária”, critica o fundador do Movimento Baía Viva.

Barragens menores poderiam ser uma alternativa

“A luta é contra os prejuízos que teremos. Nunca fomos ouvidos em todos esses 30 anos de ameaça de construção da barragem. O governo nunca nos procurou para conversar, e ignora um projeto que apresentamos como opção”, diz Mário Falcão, presidente do Sindicato da Agricultura Familiar de Cachoeiras de Macacu. Ele se refere a um projeto alternativo que sugere a construção de três barragens menores, evitando a remoção de tantos agricultores.

Estado tenta negociar com donos de terras que cultivam mandioca

Foto: Divulgação

O ambientalista Sergio Ricardo aponta um estudo da Uerj como a melhor solução para o problema da barragem. Segundo ele, órgãos ligados ao governo do estado, como os conselhos estaduais do Meio Ambiente e de Recurso Hídricos, concluíram que o estado deveria encampar a proposta da universidade.

“O projeto, que prevê a recuperação da bacia hidrográfica, do reflorestamento, de obras de recarga artificial da água subterrânea e outras obras sustentáveis de pequeno porte, é muito mais barato do que a construção da barragem”, afirma. Para ele, a obra esconde outro interesse. “O que eles (governo) querem é torrar mais de R$ 1 bilhão com essa obra.”

O convênio para a barragem foi assinado em dezembro de 2013 pelo então secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc (PT), a presidente do Inea, Marilene Ramos, e o então diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, preso desde o final de 2014 pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na petroleira.

FONTE: http://odia.ig.com.br/2016-02-20/projeto-de-barragem-polemica-em-cachoeiras-de-macacu-volta-a-tona.html

MAB convida para reunião com Secretário do Ambiente em Cachoeiras de Macacu para tratar da Barragem de Guapiaçu

Convite

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O MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) convida os movimentos sociais e a população para participarem de Encontro no dia 6 de março, a partir das 12 hs, em Cachoeiras de Macacu, com presença confirmada do Secretário Estadual do Ambiente, André Corrêa, e os agricultores ameaçados pela construção da grande barragem no Rio Guapiaçu. O local do encontro será: Sede da comunidade Serra Queimada (no Km 16 da RJ 122 é a entrada da comunidade – deste ponto em diante, será sinalizado com bandeiras).  

Para os estudantes da UFRJ e UFRRJ, está saindo ônibus de Seropédica (6:30) que passará na capital (8:30). Detalhes, falar com Fabricio (fabriciotelo@hotmail.com ou (21) 96913 8231 – tim). Há vagas.

Os principais impactos da grande barragem do Guapiaçu são: remoção / desapropriação de 3 mil famílias de agricultores e assentados da reforma agrária; desmatamento de 12 milhões de árvores da Mata Atlântica (Crime Ambiental); prejuízo econômico de R$ 100 milhões por ano devido ao risco de inundação de extensa área agrícola do município (equivalente a 500 hectares) considerada de altíssima fertilidade e produtividade, além da perda (extinção) de 15 mil empregos.

O governo do estado, até o momento, não se dispôs a analisar as Alternativas técnicas e locacionais existentes para garantir o abastecimento dos municípios do Leste da Baía de Guanabara, tais como: o aproveitamento de reservatórios de água da CEDAE abandonados a mais de 20 anos e a construção de pequenas barragens nos rios da região que reduziriam bastante a área de inundação gerando um impacto socioeconômico e ambiental bem menor que o previsto no projeto da grande barragem, além da revitalização da bacia hidrográfica etc.

Matérias publicas sobre os impactos da barragem ver links:

https://www.youtube.com/watch?v=0VjZ6ro6BCk&feature=youtu.be&list=UU3UDbLgGfCfxiHDc7m8faQQ

http://odia.ig.com.br/odiaestado/2015-02-11/construcao-de-barragem-em-cachoeiras-de-macacu-gera-polemica.html

https://www.youtube.com/watch?v=mszh7ijEUYY&feature=youtu.be

Contamos com sua presença e ajuda na divulgação desta atividade em Cachoeiras de Macacu.
Águas para a Vida, não para morte!

Movimento dos Pescadores Sem Mar – Forum de Pescadores e Amigos do Mar convida para ato contra mega-barragem do COMPERJ no Rio Guapiaçu

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Dia 27 de fevereiro (5ª. Feira), será realizado protesto de agricultores e moradores do Município de Cachoeiras de Macacu – DIGA NÃO À CONSTRUÇÃO DE MEGA-BARRAGEM DA REFINARIA DO COMPERJ / PETROBRAS NO RIO GUAPIAÇU.

Principais impactos negativos desta obra: REMOÇÃO E DESPEJO de centenas de agricultores familiares e de assentamentos da reforma agrária implantados na região desde os anos 60, no governo João Goulart.

O município é considerado o 2º maior pólo agrícola fluminense: se construída, a barragem provocará a perda de 6 mil empregos e prejuízo econômico estimado em R$ 200 milhões por ano à cidade, além do alagamento criminoso de extensas terras produtivas e de floresta remanescente da Mata Atlântica de rara Biodiversidade.

A proposta alternativa de captar água de boa qualidade em alguns reservatórios abandonados há 20 anos pela CEDAE, que é uma obra bem mais barata e que reduziria drasticamente o número de desapropriações de agricultores, sequer está sendo analisada pelo desgoverno do estado que insiste na realização da mega-barragem para beneficiar as grandes empreiteiras.

A obra impactante é de responsabilidade do desgoverno do estado (CEDAE) e é objeto do “auto-licenciamento ambiental” FAST FOOD por parte do próprio GOERJ (Secretaria Estadual do Ambiente, CECA e INEA), sem dispor de diálogo com as comunidades impactadas e sem prévia avaliação dos graves riscos ambientais e impactos sociais e econômicos a serem provocados pela execução da barragem.

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