Em raro momento de sinceridade, secretário de Fazenda do (des) governo Pezão assume que discrimina servidores na hora de pagar salários

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Em entrevista ao jornalista Fernando Molica na CBN, o secretário estadual de Fazenda, Gustavo Barbosa, ofereceu um raro momento de sinceridade ao reconhecer que o (des) governo Pezão selecionou os servidores da sua secretaria para serem pagos antes de outros, como é o caso dos que trabalham na Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia.  Qual o argumento utilizado por Gustavo Barbosa? Que os servidores da Secretaria Estadual de Fazenda e de Planejamento “fazem parte da máquina de arrecadação” ! [Aqui!]

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É interessante que tanta “sinceridade” não explique de forma completa como está se dando a escolha de certas categorias em detrimento de outras, incluindo, por exemplo, a Procuradoria Geral do Estado.  Outro exemplo é o caso dos servidores da educação e da segurança, os pagamentos estariam sendo feitos com recursos do Tesouro Nacional. Entretanto,  existem dúvidas se esse é efetivamente o caso, já que em sua renúncia ao cargo de secretário de Ciência e Tecnologia, o agora deputado Pedro Fernandes declarou que no caso dos servidores da educação, o (des) governo Pezão estaria suplementando com recursos próprios os fundos recebidos via o Fundeb.

Outra aspecto que precisa ser mencionado é que apesar da pressa declarada em fechar o pacote de maldades acordado com o governo “de facto” de Michel Temer, o processo vai se estender até o início de Agosto porque o (des) governo Pezão “esqueceu” de enviar o seu pedido de adesão ao chamado regime de recuperação fiscal (RFF). 

Essa mistura de ações discriminatórias e incompetência é a marca do (des) governo Pezão que, incrivelmente, continua tendo o poder de alienar o futuro do Rio de Janeiro num acordo fiscal que apenas vai protelar a crise e, muito provavelmente, ainda terá a capacidade de piorar ainda mais o caos financeiro em que fomos metidos pelas práticas pouco republicanas de Sérgio Cabral e seus aliados.

Quem desejar ouvir a entrevista do secretário Gustavo Barbosa, basta clicar 

Notícias da Aduenf: Aduenf convoca para atos na Secretaria de Fazenda

ADUENF convoca para atos na Secretaria de Fazenda para exigir pagamento de salários atrasados

A ADUENF marcará presença simultânea nos dois atos de mobilização pela regularização dos salários dos servidores. A nossa entidade faz parte da organização dos atos em conjunto com outros movimentos e associações sindicais no Rio de Janeiro e em Campos dos Goytacazes. A ADUENF está articulada com o Sintuperj-UENF, DCE-UENF e APG-UENF que juntos atuam na defesa dos direitos dos servidores e pela defesa da nossa UENF.

 

Participem dos atos, sua presença é fundamental. Juntos somos mais fortes!

FONTE: https://aduenf.blogspot.com.br/2017/07/aduenf-convoca-para-atos-na-secretaria.html

Securitização do RioPrevidência, um escândalo ainda sem apuração

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O (des) secretário de Fazenda do Rio de Janeiro, Gustavo Barbosa, concedeu mais uma daquelas entrevistas repletas de meias verdades neste domingo ao jornal O DIA sobre as causas e remédios para a falência financeira em que o estado se encontra ( Aqui!).

Uma dessas “soluções” seria a securitizção da dívida ativa que engloba débitos que empresas e pessoas possuem com o estado, bem como das receitas futuras dos royalties do petróleo (ver figura abaixo).

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O que o senhor Gustavo Barbosa não explica é de como essa securitização implicará na entrega de recursos que já são do estado a fundos internacionais em troca de um aporte mais rápido de dinheiro, mas que custará caro e incorporará uma série de riscos de que o Rio de Janeiro se torne ainda mais priosioneiro dos fundos abutres.

O interessante é que o Sr. Gustavo Barbosa tem sido bastante experiência na securitização de rendas futuras. É que foi sob seu comando que o RioPrevidência realizou a desastrosa operação de captação de recursos na paraíso fiscal corporativo de Delaware, e que jogou o fundo próprio de previdência dos servidores do Rio de Janeiro nas mãos dos fundos abutres, como já apontei aqui neste blog por mais de uma vez (Aqui!Aqui! Aqui!).

Aliás, eu continuo esperando para ver quando os sindicatos e a oposição ao (des) governo Pezão dentro da Assembleia Legislativa irão tomar as medidas judiciais necessárias para que tenhamos a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a Operação Delaware que efetivamente quebrou o RioPrevidência, e implicou na necessidade dos aposentados e pensionistas serem pagos com receitas do estado.

 

Júlio Bueno, o “Zico fora do lugar de Jorge Picciani, deverá “cair para cima” após ser exonerado da Secretaria de Fazenda

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Segundo o presidente da Alerj, Jorge Picciani, o engenheiro metalúrgico Júlio Bueno seria como um “Zico jogando na zaga” ao atuar como secretário estadual de Fazenda, visto que de finanças ele parece entender bem apenas da sua (o que convenhamos é facilitado pelo super salário que ele recebe mensalmente na condição de cedido da Petrobras).  Hoje, aparentemente pressionado pelo mesmo Picciani, Júlio Bueno foi removido pelo governador em exercício Francisco Dornelles da condição de secretário de Fazenda para se tornar sabe-se-lá-o-quê no (des) governo do Rio de Janeiro (Aqui!).

Essa história envolvendo Júlio Bueno mostra que para certas pessoas não há para baixo, mas apenas para cima.  E cabe perguntar quais são as razões que explicam este fenômeno conhecido como “rolha de poço”.

Em relação ao substituto de Bueno na Secretaria de Fazenda, o “premiado” foi o atual diretor-presidente do Rioprevidência, Gustavo Barbosa. Em outras palavras, se levarmos em conta a atual condição falimentar em que se encontra o fundo próprio de previdência dos servidores estaduais do Rio de Janeiro, não há nenhuma razão para celebração. É que seguindo a famosa “Lei de Murphy”,   é possível prever que “Nada está tão ruim que não possa ficar ainda pior.”

Secretaria de Fazenda confirma que carro usado por Júlio Bueno pertence à Citröen

Júlio Bueno dirige um Citröen C4 que não é dele, mas fabricante de carros com isenções bilionárias. Como mostra o artigo abaixo, o uso é justificado por um suposto comodato existente entre o estado do Rio de Janeiro e a montadora Citröen que apenas nos últimos anos recebeu isenções na ordem de R$ 3,7 bilhões!

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A pergunta que se coloca é a seguinte: quantos veículos fazem parte deste acordo entre o (des) governo do Rio de Janeiro e a Citröen Peugeot e nas mãos de quem eles estão circulando neste momento? É que um a gente já sabe que está em uso pessoal pelo secretário de Fazenda, Júlio Bueno. Mas e os demais?

E depois os culpados da crise financeira do Rio de Janeiro são os servidores e aposentados!

 

Quanto custa Júlio Bueno ao tesouro estadual? O Portal da Transparência diz que é bem mais do Wagner Victer

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Como diz aquele velho ditado “blog que tem leitor atento não morre pagão”. É que tendo eu levantado aqui a questão dos custos financeiros associados à presença de servidores e funcionários cedidos no alto escalão do (des) governo do Rio de Janeiro, um leitor decidiu colaborar fornecendo os números disponíveis para o secretário de Fazenda Júlio Bueno (aquele mesmo que quer acabar com a estabilidade dos servidores públicos concursados).

Pois bem, as imagens abaixo mostram o custo apontado no Portal da Transparência da Secretaria Estadual de Fazenda para os senhores Júlio Bueno e Wagner Victer para o período acumulado entre 01/janeiro/2016 e 01/maio/2016.

E o que podemos ver a partir desses números é que o custo salarial do Sr. Júlio Bueno, apenas com o ressarcimento junto à PETROBRAS, foi de R$ 600.000,00!” Já o custo do Sr. Wagner Victer (presidente da FAETEC), também junto à PETROBRAS, foi de míseros (míseros??)  R$ 348.018,90!

Há que se lembrar que adicionado ao salário-base, o Sr. Júlio Bueno ainda recebe uma polpuda remuneração pela ocupação do cargo de secretário estadual.

Ainda que eu tenha nada contra as pessoas receberem salários justos, o que fica explícito com o custo do Sr. Júlio Bueno para o depauperado cofre estadual do Rio de Janeiro é que antes de falarem em cortar salários e demitir servidores concursados, o que os nobres secretários e presidentes de autarquias deveriam fazer é começar a enxugar os custos que eles e seus indicados causam ao estado do Rio de Janeiro.

É que só pela análise dos casos isolados destes dois funcionários de carreira da Petrobras, os custos são muitos mais altos do que aqueles que eles imputam aos servidores concursados. E querem saber, sem que demonstrem qualquer efetividade para resolver a grave crise que, inclusive, ajudaram a criar.