SBT-Rio revela bastidores da corrupção com o (des) governador Pezão ocupando o insólito papel de pacificador das propinas

 

O SBT-Rio levou ao ar hoje o que promete ser  apenas o início de mais uma daquelas séries que o canal vem se notabilizando a partir da cobertura do caso do Porto do Açu.  É que nesta segunda-feira (03/04), o SBT-Rio mostrou uma matéria onde são apresentados detalhes da delação premiada do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

E, pasmemos todos nós, segundo o que teria delatado Jonas Lopes Filho, o (des) governador Pezão teria transformado o seu apartamento no bairro do Leblon numa espécie de APP (Apartamento da Propina Pacificadora), pois em pelo menos um caso ele teria agido para “pacificar” os ânimos exaltados por causa da cobrança e distribuição de propinas. E pensar que nesses anos todos eram as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que ganharam notoriedade! Qual nada,  o negócio do (des) governo do Rio de Janeiro parece ter sido por para funcionar vários APPs!

A matéria vai ao detalhe de informar que o cardápio teria incluído o oferecimento de um caríssimo vinho português, o Barca-Velha, para os comensais se deliciarem enquanto discutiam a divisão do butim obtido a partir de obras públicas. Apenas para se ter uma ideia do fausto, o preço de um garrafa gira do Barca-Velha pode começar em torno de “módicos” R$ 1.348,62, mas pode chegar a “salgados R$ 3.346,20 (Aqui!)!

Abaixo o vídeo com a matéria completa que foi levada ao ar pelo SBT-RIO

E com essa matéria tendo ido ao ar,  já podemos ao menos saber que quando o (des) governo Pezão declarou que não conhecia o lado corrupto de seu mentor político, o hoje presidiário ex (des) governador Sérgio Cabral, ele no mínimo cometeu uma injustiça com o amigo de fé. 

Agora, vejamos como ficará o clima dentro não apenas do (des) governo Pezão, mas também na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).  Certamente não haverá clima para que se saboreie um Barca-Velha. Ou haverá?

Universidades públicas, analfabetismo político e a Síndrome de Estocolmo

Brecht O Analfabeto Político (1)

Reza uma lenda urbana que  as universidades brasileiras são locais intrinsicamente críticos onde marxistas malévolos doutrinam jovens para que abracem suas causas ultrapassadas. Como professor universitário há quase 20 anos, posso afirmar sem medo de errar que essa noção realmente não passa de lenda.  As universidades brasileiras são e sempre foram conservadoras, mas a onda produtivista imposta pelos órgãos de regulação e fomento como a CAPES e o CNPq causou um forte retrocesso no pouco que havia de ação crítica que ali existia. Por isso, poucos são os pesquisadores que se colocam fora da bolha onde quantidade  de artigos publicados sabe-se lá onde é sempre preferível a uma ação reflexiva e crítica voltada para formar quadros mais capazes de atuar sobre os gigantescos desafios sociais e ambientais que assombram o nosso rico/pobre país.  

O resultado é que estamos assistindo de camarote o desmanche do sistema universitário público brasileiro quase sem nenhuma resistência dentro das universidades.  Vejamos, por exemplo, o caso das três universidades estaduais do Rio de Janeiro (Uenf, Uerj, Uezo) que foram colocadas num completo estado de penúria por um (des) governo cuja legitimidade está jogada na sarjeta.  Entretanto, mesmo com salários atrasados e sem perspectiva de pagamento por causa da roubalheira que correu solta a partir de 2007 sob o comando do hoje presidiário Sérgio Cabral, não se vê uma reação sólida por parte de quem deveria dar o exemplo de que não se trabalha de graça.  Ao contrário, o que cada vez mais aparece é um ambiente que mistura desespero com resignação.

E, pior, como observador privilegiado do que acontece na Uenf, vejo ainda colegas que mesmo beirando a insolvência financeira insistem na pregação de que não se pode fazer greve porque isto causaria mais evasão estudantil.  Explico essa conjuntura que mistura letargia e marasmo a uma espécie de Síndrome de Estocolmo, onde os que estão sendo também vítimas da política de destruição do (des) governo do Rio de Janeiro se colocam como potenciais cúmplices caso decidam lutar pelos seus direitos.

A questão é explicar como se produziu essa variante da Síndrome de Estocolmo. Em minha opinião ela decorre de um forte analfabetismo político que caracteriza principalmente os docentes que, até recentemente, se colocavam acima dos dramas mundanos que assolam a maioria dos brasileiros pelo singelo fato de possuírem um título de doutor.  Agora que se veem assolados por uma crise que não ajudaram a criar, a maioria não sabe como reagir simplesmente principalmente por causa de seu analfabetismo político.

Como vivenciei outros ambientes acadêmicos fora do Brasil, já vi que em outros países há um reconhecimento objetivo de que os professores universitários são apenas um segmento privilegiado da classe trabalhadora, mas que cada vez mais experimentam os dissabores de serem proletários. Entretanto,  no Brasil ainda há uma recusa para aceitar essa situação que deveria ser óbvia.

A solução para esta Síndrome de Estocolmo, bem como para a ausência da necessária defesa das universidades públicas, naturalmente passa pela superação deste analfabetismo político. Nesse sentido, se adotarem esse caminho as universidades poderão ser um pequeno laboratório de um processo mais amplo pela qual a sociedade brasileira passar.  No caso específico da Uenf,  adotar o caminho do questionamento e da crítica será ainda uma chance histórica dela se reencontrar com os elementos fundacionais que foram pensados por Darcy Ribeiro.

Mas é preciso ter em mente que as características letárgicas que apontei em relação às universidades estão, sem nenhuma surpresa, também presentes no resto da nossa sociedade. Basta ver como os sindicatos não reagiram devidamente ao vergonhoso projeto de terceirização que acabou sendo aprovado com folgas na Câmara dos Deputados.

Agora, uma coisa é certa: se as universidades públicas quiserem ser um exemplo no processo de transformação que precisamos vivenciar no Brasil, e no Rio de Janeiro especificamente, precisam começar a se mexer logo. É que os seus inimigos no sistema político tramam todos os dias como privatizá-las. Se demorarmos a reagir, o futuro que estes inimigos das luzes já está traçado e posso adiantar que não é nada belo.

Pequenas memórias históricas dentro dos gabinetes da Alerj ajudam a entender o dia de hoje

Como professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) já fui membro de diferentes diretorias da nossa associação de docentes. Em uma dessas gestões tive a chance de participar de diversas tratativas dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que desembocaram na promulgação da Lei Estadual 99/2001 que possibilitou a conclusão de processo de criação legal da Uenf.

Mas como podem lembrar os que participaram do esforço hercúleo que foi convencer o então governador Anthony Garotinho a concretizar um compromisso de campanha, qual seja, a separação administrativa entre a Uenf e a hoje extinta Fundação Estadual do Norte Fluminense (Fenorte), tivemos que realizar muitas reuniões com deputados e até com o então presidente da Alerj por quatro mandatos, o hoje presidiário Sérgio Cabral.

Em uma dessas idas à Alerj, eu e um grupo que incluía professores, servidores técnicos-administrativos e estudantes vivemos um episódio que é muito revelador do que veio acontecer ao longo dos últimos 16 anos.  O episódio começou com uma visita ao gabinete do então deputado estadual Chico Alencar (na época no PT) que foi um dos principais aliados na Alerj no processo de aprovação da Lei Estadual 99/2001. 

Ao final da reunião, Chico Alencar nos pediu para visitar o gabinete do deputado Hélio Luz, também membro da bancada do PT, para fazer uma espécie de reforço no processo de convencimento que seria necessário para ter a autonomia da Uenf aprovada.  E foi isso o que fizemos.

Ao sermos recebidos por Hélio Luz e rapidamente colocá-lo a par do motivo da visita, o deputado também rapidamente confirmou que nos apoiaria, mas nos deu um conselho que deixou todo o grupo chocado por alguns minutos.  

É que depois de confirmar que nos apoiaria, Hélio Luz nos perguntou se já tínhamos confirmado o apoio dos deputados Sérgio Cabral (então presidente da Alerj) e seu braço direito,  Jorge Picciani.  Respondemos que já tínhamos tido uma reunião com Sérgio Cabral, e que ele tinha sinalizado apoio, cobrando apenas que garantíssemos que Anthony Garotinho enviasse de fato o projeto de lei para a Alerj analisar. 

Ao ouvir isso, Hélio Luz nos admoestou dizendo que falar com ele e ter o apoio de Chico Alencar não representava muita coisa, pois dado o fato que mensalmente o Palácio Guanabara garantia o apoio de sua ampla base parlamentar com um “mensalinho” de R$ 50 mil para cada deputado (notem que esse fato ocorreu em 2001!).  Se não bastasse isso para nos deixar atônitos, Hélio Luz nos afirmou calmamente que Sérgio Cabral e Jorge Picciani tinham instalado uma quadrilha na Alerj que havia então se transformado numa “casa de ladrões”. Saímos de lá realmente atônitos com a sinceridade de Hélio Luz, já que suas revelações colocavam em dúvida não apenas o futuro da Uenf, mas de todo o estado do Rio de Janeiro.  

Sempre guardei comigo esse fato, especialmente porque depois desse encontro Hélio Luz decidiu não participar mais da vida parlamentar, preferindo ir para a França para fazer um curso de pós-graduação. 

Fechemos o pano em 2001 para reabri-lo no dia de hoje,  e o que temos? Sérgio Cabral na prisão e denunciado por mais de 700 crime,s e Jorge Picciani em condução coercitiva para dar explicações sobre acusações relacionadas à delação premiada do ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Jonas Lopes Filho.

E por falar em Hélio Luz, encontrei uma interessante entrevista feita com ele às vésperas da COPA FIFA de 2014 que mostra que ele, felizmente, continua um homem com ideias e verve fortes (Aqui!).

O oráculo de Garotinho em andamento

Publiquei no dia 25 de Março uma nota comentando uma previsão que o ex-governador Anthony Garotinho havia feito em seu blog sobre o nervosismo que estaria grassando na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em função de uma possível ação polícial (Aqui!).

Pois bem, hoje a mídia coporativa está anunciando mais uma das espetaculares ações da Polícia Federal no âmbito da chamada operação Lava Jato que afeta cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB) (Aqui!Aqui! e Aqui!).

Sobre essa operação de hoje certamente ainda teremos outros desdobramentos que afetarão personagens que foram inclusos na “profecia” de Anthony Garotinho. Uma certeza disso é que o Jorge Picciani, ao contrário dos conselheiros do TCE, não teve prisão preventiva decretada, mas apenas deverá ser levado debaixo de ferros para depor. Se tomarmos como exemplo o caso do deflagrador desta operação, o ex-presidente do TCE Jonas Lopes Filho, conduções coercitivas têm sido uma boa senha para decifrar futuras delações.

Agora, uma coisa é certa: a temperatura no Palácio Guanabara deverá subir muito hoje. É que, pensemos bem, qual é a cabeça (ou seria o pé?) que Jorge Picciani ainda poderá entregar a estas alturas do campeonato das delações premiadas? Não é preciso nem ter poderes de oráculo para prever!

Conflito agrário no Porto do Açu: agricultores desapropriados se reúnem para definir agenda de luta

Ainda que na superfície o conflito agrário que ocorre no V Distrito de São João da Barra pareça adormecido, a realidade é um pouco diferente do que as aparências indicam.  É que o nível de descontentamento com a situação do processo de desapropriações que já era grande, aumentou ainda mais após as revelações que vieram à luz em torno das tratativas feitas entre o ex (des) governo Sérgio Cabral e o ex-bilionário Eike Batista para conduzir a forcéps o rumoroso processo de desapropriação de  terras que transformou e transtornou a vida de centenas de famílias na retroárea do Porto do Açu.

Nesse sentido é importante destacar uma concorrida reunião que foi realizada no último domingo pela ASPRIM, a única associação que se posicionou contra a forma com que se deram as remoções das famílias do interior de propriedades que cultivavam há várias gerações (ver imagens da reunião abaixo).

A principal decisão da reunião foi a formação de uma comissão que deverá organizar os próximos passos da luta dos agricultores do V Distrito para reaverem suas terras que acabaram sendo transformadas num imenso latifúndio improdutivo, já que nada foi construído nos 7.500 hectares que foram desapropriados pelo (des) governo Cabral em 2011.

Pelos relatos que tive da reunião, os presentes na reunião demonstraram um ânimo renovado para seguir exigindo a anulação dos decretos de desapropriação promulgados por Sérgio Cabral, especialmente porque, dada a profunda crise financeira que assola o Rio de Janeiro, a Companhia de Desenvolvimento Industrial (Codin) não possui atualmente qualquer condição de pagar os valores que têm sido recalculados para suas propriedades por peritos indicados pela justiça.

Por essas e outras é que avalio que a tranquilidade aparente que reina atualmente no V Distrito de São João da Barra pode estar com os dias contados. A ver!

A crise (seletiva) do (des) governo Pezão: contratos sem licitação consumiram mais de R$ 1,5 bilhão apenas entre 2014 e 2016

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O jornal “EXTRA” publicou hoje (27/03) uma matéria assinada pelo jornalista   que mostra que o (des) governo Pezão aumentou  em R$ 1,597 bilhão, somando 2015 e 2016, os gastos com contratos sem a aplicação de licitações (Aqui!)

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A reportagem mostra ainda que boa parte desses gastos estão concentrados nas secretarias de Saúde e de Administração Penitenciária (ver figura abaixo que foi retirada da retirada matéria).

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Um detalhe a mais que a reportagem revela é o uso da situação de “calamidade pública” que foi decretada pelo (des) governador Pezão para justificar a celebração alguns dos contratos que foram celebrados em 2016. Na prática o que se tem é a negligência por parte do (des) governo Pezão em relação ao que estabelece a Lei Federal 8.666 de 1993 que regulamenta a prática de licitação nas diferentes esferas de governo. Este fato clama por uma apuração aprofundada sobre quem seria os donos desses contratos, já que é estranho que tanto dinheiro seja gasto sem os devidos processos de licitação.

Enquanto isso, em pleno dia 27 de Março, partes significativas dos servidores públicos da ativa e aposentados estão sem saber sequer quando o (des) governo Pezão promete pagar os salários de Fevereiro!

Por essas e outras é que afirmo sem medo de errar que a crise financeira que assola o Rio de Janeiro neste momento é muito, mas muito mesmo, seletiva.

O oráculo de Anthony Garotinho

O ex- governador Anthony Garotinho publicou uma nota neste sábado que poderia ser tomada como um oráculo se não estivéssemos vivendo em que até os mais profundos segredos chegam ao conhecimento de poucos privilegiados (normalmente alojados dentro da mídia corporativa) que se ocupam de disseminá-las na forma de informação ou projeção do futuro (Aqui!).

Vejamos a nota abaixo:

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Alguns poderão dizer que Anthony Garotinho está simplesmente destilando veneno, outros dirão que está chutando um fato que está prenhe para acontecer faz tempo. 

Mas como Anthony Garotinho não opera jamais sem fontes, ele pode estar realmente nos oferecendo um oráculo para acontecimentos que afetarão a política fluminense na próxima semana. Se confirmado o oráculo, a situação do (des) governador Pezão poderá piorar sensivelmente visto que até agora todo o ônus da chamada Operação Lava Jato ficaram nas costas do ex (des) governador Sérgio Cabral.

Como Anthony Garotinho mencionou que há “boi” no meio, ele parece sinalizar que a bomba vai explodir na Assembleia Legislativa já que lá existem vários pecuaristas que se ocupam da criação de gado de raça em posições importantes. Mas ele pode estar contando o milagre certo, mas apontando para o bicho errado.

De toda forma, a saída vai ser esperar a próxima semana transcorrer para ver que bicho (ou seria Palácio?) dá.

(Des) governador Pezão está mais perto dos braços da Lava Jato

Como mostra a reprodução de nota publicada pelo jornalista Lauro Jardim no “O GLOBO” está para terminar o aparente distanciamento do (des) governador Luiz Fernando Pezão dos problemas que já colocaram o seu mentor político, o ex (des) governador Sérgio Cabral, e vários outros membros das administrações estaduais ocorridas a partir de 2007 em sérios problemas com a justiça.

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Mas sejamos sinceros, quem é que se surpreende com este desdobramento? O que tem surpreendido é o fato de que até agora ninguém tinha decidido delatar o (des) governador Pezão.  

E não custa nada lembrar que o potencial delatar,  o Sr. Hudson Braga (o Braguinha), exerceu forte presença no (des) governo do Rio de Janeiro muito em parte por sua proximidade com o (des) governador Pezão. Então se Hudson Braga decidir delatar é provável que tenha provas materiais do que vai dizer.

Enquanto isso, continua o drama social que aflige a população mais pobre e um setor do funcionalismo estadual. Pelo menos agora não estamos mais ouvindo que esses são os culpados pela crise financeira que assola o Rio de Janeiro. 

Adriana Ancelmo deixará prisão para “cuidar dos filhos”. Enquanto isso, quem cuida das crianças pobres com pais na mesma condição?

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A mídia corporativa está informando que o juiz Marcelo Bretas decidiu colocar hoje em prisão domiciliar a advogada Adriana Ancelma, esposa do ex (des) governador Sérgio Cabral baseado no fato de que os filhos do casal estavam desassistidos pelo fato dos dois estarem presos (Aqui!Aqui! e Aqui!).  Lembremos todos que ela foi colocada na prisão em Dezembro de 2016.

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Em relação a esse caso, a primeira coisa que tenha a dizer é que o uso da prisão preventiva no caso da esposa e ate´do ex (des) governador Sérgio Cabral ocorreram em condições ainda pouco claras em termos de sua finalidade.  Aliás, para falar a verdade, essas prisões pareceram ilegais. Daí que libertá-la faz sentido, ainda que as condições impostas pareçam impraticáveis.

Agora, o que me causa espanto é que neste momento um número desconhecido, porém certamente grande, de crianças brasileiras pobres estão privadas da presença de seus pais porque estes estão presos por vários anos, também em condição preventiva, e por crimes de pequena monta. Por que então essas crianças pobres podem ficar sem seus pais, e os filhos de Adriana Ancelmo não podem?

A resposta é simples: porque uns são ricos e outros são pobres. Simples assim!