A barca de Sérgio Cabral está partindo para o exterior

A nota abaixo publicada pelo jornalista Lauro Jardim é mais do que sintomática da situação desesperadora em que se encontra o (des) governador Sérgio Cabral  Nada menos que três dos seus mais importantes auxiliares estão deixando o governo com destinos fora do Rio de Janeiro. Segundo Jardim, enquanto um dos seus auxiliares mais próximos, Régis Fitchner, está indo para a Alemanha, o (des) secretário estadual de Saúde, Sérgio Cortes, está indo para os EUA.  Já o principal homem de Cabral no (des) governo estadual, Wilson Carlos, estaria ainda com destino a ser decidido.

E depois ainda tem gente que tenta iludir o vice-governador, Luiz Fernando Pezão, dizendo que ele é o cara de Cabral nas próximas eleições. Do jeito que a coisa anda, Pezão corre o risco de ser o único que vai ficar em terras fluminenses para explicar o que anda acontecendo com as contas públicas.

Resta saber qual será o destino de Cabral. A maioria já aposta, é claro, em Paris.

O barco de Sérgio Cabral

Cabral: de saída

Auxiliares próximos a Sérgio Cabral vão acompanhar o chefe e deixarão o governo do Rio de Janeiro. Régis Fichtner, chefe da Casa Civil, vai morar um período na Alemanha. Sérgio Cortes, secretário de Saúde, se muda em breve para os Estados Unidos. E Wilson Carlos, secretário de Governo, também abandonará o barco, sem destino definido ainda.

Por Lauro Jardim

FONTE: http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/eleicoes-2014/o-barco-de-sergio-cabral/

FSP: Novos ‘Amarildos’ surgem após violência policial no Rio

LUIZ FERNANDO VIANNA, ESPECIAL PARA A FOLHA, DO RIO

A revolta provocada pela morte do pedreiro Amarildo de Souza, torturado na sede da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha em julho, criou ou renovou forças em mulheres que buscam justiça para seus parentes, alvos de agentes do Estado.

Amiga de uma irmã de Amarildo e moradora há 50 anos da favela, a diarista Maria de Fátima dos Santos Silva, 54, nunca procurou advogados ou promotores para falar sobre o caso do seu filho.

Hugo Leonardo dos Santos Silva, 33, foi assassinado em 17 de abril de 2012, quando a ocupação policial preparava a instalação da UPP na favela. Mirelle Araújo, sua irmã, conta que viu cinco policiais, dois civis e três militares, indo atrás dele num beco.

Quando ela chegou ao lugar, o primeiro tiro já tinha atingido a barriga de Hugo. O disparo provocou uma discussão entre os policiais. Mas outros dois tiros foram dados. O último acertou a cabeça.

  Marcio Isensee e Sá/Folhapress
Viviane (à esq.) e Daiana, respectivamente, irmã e mulher de presos, dizem que eles são inocentes
Viviane (à esq.) e Daiana, respectivamente, irmã e mulher de presos, dizem que eles são inocentes

O caso foi registrado na 15ª DP (Gávea) como auto de resistência, que é quando há troca de tiros. Nunca foi apresentada, porém, a arma com que Hugo estaria.

Ele, que deixou dois filhos, trabalhava como entregador e fazia “fretes” na Rocinha – levava cargas nos ombros a partes altas da favela.

“Ele era usuário de drogas, mas não era traficante. Os policiais perseguiam, ficavam querendo que ele apontasse o pessoal do tráfico”, afirma Maria de Fátima.

Ela diz não ter feito nada antes porque sua família foi ameaçada. Depois do caso Amarildo, tem participado de manifestações e se informado sobre como reivindicar seus direitos.

“No dia em que o Hugo morreu, passou na TV: ‘mais um traficante morto em troca de tiros’. Isso não sai da minha cabeça. Preciso limpar o nome dele”, diz ela, para quem a violência policial aumentou com a UPP. “Têm muitos Amarildos e Hugos Leonardos por aí.”

‘VEM COMIGO’

Em 13 de julho, a Operação Paz Armada subiu a Rocinha com 20 mandados de prisão temporária e desceu com 58 detidos. Um dos excedentes era Ricardo Santos Rodrigues da Silva, 34, que nos três meses anteriores vinha denunciando abusos de PMs da UPP.

Já tinha sido detido por desacato ao brigar com um policial que o mandou interromper uma festa que organizava. Na madrugada do dia 13, segundo conta em carta escrita àFolha, estava desmontando os brinquedos infantis de outra festa quando um policial lhe disse: “Vem comigo, Ricardinho”.

Conhecido na favela como Ricardo PSV, alusão ao nome do time em que jogava futebol às quintas-feiras, ele disse que era engano, reagiu, foi agredido e levado para a sede da UPP.

“A sorte é que ele disse: ‘Conheço o pessoal dos direitos humanos. Se fizerem algo comigo, vocês vão se ferrar’. Podia ter sido outro Amarildo”, conta sua mulher, Daiana Azevedo, 28.

Ela está cuidando da lan house do casal. Perdeu o emprego num restaurante por causa das visitas a Bangu 4, todas as quartas e sábados.

Nos dias 6 e 7 de novembro, duas reportagens da imprensa do Rio, baseadas em informações da polícia, afirmaram que Ricardo Santos Rodrigues da Silva, conhecido como Ricardinho 157, estava participando de uma guerra entre facções rivais.

Além da confusão de nomes -pois existe um Ricardinho e um Rogério 157, mas nenhum deles é Ricardo PSV- o homem que a polícia dizia estar dando tiros na rua estava, na verdade, preso havia quatro meses.

“Não queria que ele se envolvesse com direitos humanos, porque sei que todos acabam perseguidos pela polícia. Mas agora eu mostro a cara. Ele não tem mulher, tem uma aliada”, afirma Daiana.

Amigo de Ricardo, Victor Hugo da Silva, 26, estava desempregado em 13 de julho, quando foi levado com outros homens para uma casa em que policiais perguntaram sobre armas e drogas e fizeram ameaças.

Embora sem antecedentes criminais, está até hoje em Bangu 4, onde outros presos o chamam de “chorão”, por causa de seu desespero permanente. Ele e Ricardo ainda não prestaram depoimento, seja à polícia ou à Justiça. Victor diz, também em carta à Folha, que só em agosto, no presídio, descobriu que era acusado de ser um dos gerentes do tráfico na Rocinha.

“Você acha que, se ele fosse gerente do Valão (área da favela), moraria aqui e eu não teria dinheiro nem para visitá-lo na prisão?”, pergunta Viviane da Silva, 27, no apertado quarto do irmão.

Ela perdeu um emprego para se dedicar à libertação de Victor, que tem três filhas. Ajudante de pedreiro, Bruno Fernandes Pinheiro, 23, está em Bangu 4, embora sem ligação comprovada com o tráfico. Escreveu carta contando que tem carteira assinada. Em 2007, o governador do Rio, Sérgio Cabral, chamou a Rocinha de “fábrica de produzir marginal”.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/12/1382407-novos-amarildos-surgem-apos-violencia-policial-no-rio.shtml

UENF: com quantos milhões se faz um bandejão?

bandejão

A imagem acima representa o que eu considero um dos maiores ícones do mau uso de dinheiro público . A obra do restaurante universitário (bandejão) foi iniciada no final de 2008 (!) e chega ao final de 2013 sem que tenhamos a mínima ideia de quando a comunidade universitária da UENF vai poder começar a usar a sua estrutura para o fim idealizado: alimentação!

Mas os mais otimistas diriam que agora estamos próximos da linha de chegada e que só faltam detalhes mínimos, pois até a fachada ficou pronta. Ai eu digo que essa talvez seja exatamente a impressão de quem mandou ornamentar uma entrada que acima de tudo é feia.

E por que eu digo isso? Basta olhar no orçamento que foi enviado pelo (des) governo de Sérgio Cabral para a ALERJ, onde estão ausentes os recursos que poderão permitir a conclusão da obra e, pior, o fornecimento dos subsídios necessários para que o mesmo funcione nos moldes de outros bandejões existentes em universidades públicas distribuídas pelos quatro cantos do Brasil.

Como a reitoria da UENF tem em mente um modelo privado de funcionamento, o que podemos acabar tendo é uma unidade onde os maiores necessitados não vão ter como se alimentar todos os dias, visto que os preços deverão seguir a lógica do lucro.

Assim, caso não se queira que estas minhas previsões se confirmem, os usuários, principalmente os estudantes, terão que se movimentar. Do contrário, todo o gasto feito na obra terá sido em vão. Aliás, como perguntar não deveria ofender, qual é o custo atual dessa obra?

CODIN e as desapropriações no Açu: acabou o milho, acabou a pipoca?

Tive informações de fontes confiáveis de que a Companhia de Desenvolvimento Industrial do Rio de Janeiro (CODIN) está enfrentando graves dificuldades para executar as imissões de posse que ainda conseguiu obter na justiça sanjoanense. As razões são as mais pueris, incluindo a falta de combustível para alimentar os veículos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que normalmente dão cobertura às expropriações de terras promovidas pelo (des) governo de Sérgio Cabral.

A situação beira o grotesco, mas é explicável. A explicação pode ser encontrada num balanço financeiro publicado pela Grussai Siderúrgica do Açu (GSA) onde está afirmado com todas as letras que era essa empresa (na prática uma subsidiária da LL(X)) que autorizava e fornecia os recursos para as desapropriações serem viabilizadas. Até ai nada de filantrópico, pois as terras desapropriadas eram rapidamente transferidas para o seu controle. Enquanto isso, um número incalculável de proprietários continua sem as indenizações devidas.

Agora com a crise financeira corroendo o poder da LL(X) e, por extensão, da GSA, a CODIN está com mandados de imissão de posse nas mãos e não consegue cumpri-los porque o (des) governo de Sérgio Cabral tampouco está bancando as operações.  Seria cômico, se não fosse trágico.

Paradoxo da UENF: melhor universidade do Rio, piores salários do Brasil

A divulgação dos resultados da avaliação do Índice Geral de Cursos (IGC) do Ministério de Educação e Cultura (MEC) que coloca a Universidade Estadual do Norte Fluminense como a melhor universidade do Rio de Janeiro e a décima-segunda do Brasil não poderia vir num momento mais paradoxal, pois os seus professores estão terminando o ano sem que o (des) governo de Sérgio Cabral tenha cumprido a promessa de resolver a grave crise salarial instalada na instituição.

Para quem não se lembra, os professores suspenderam uma greve no final de 2012 sob o compromisso do (des) governo Cabral que neste ano haveria uma resposta positiva para o problema salarial que aflige todos os servidores da UENF. Mas nada de positivo aconteceu, apesar das dezenas de viagens e manifestações da Associação de Docentes da UENF (ADUENF).

Aliás, o que houve por parte desse (des) governo, sob a batuta do Sr. Sérgio Ruy, (des) secretário estadual de Planejamento e Gestão, de destruir o modelo de universidade criado por Darcy Ribeiro, que se baseia no regime de Dedicação Exclusiva para todos os seus professores-doutores. Para isso, o (des) governo estadual contou com a valorosa ajuda da reitoria da UENF que fez aprovar a toque de caixa uma minuta de lei no Conselho Universitário que não apenas quebrou a espinha dorsal do modelo institucional, mas instituiu uma escabrosa figura do professor titular 20 horas.

Agora, voltando ao ranking do MEC, há que se dizer que não sou um desses fãs ardosos deste tipo de classificação, pois se nivelam maças com batatas sob um viés normalizador que certamente causa distorções graves. Mas mesmo assim, não deixa de ser interessante que, ao menos neste ranking, a UENF se mantenha consistentemente bem posicionada desde 2008, enquanto os salários dos seus servidores vão morro abaixo. A conta simplesmente não fecha, e as consequências já são vistas dentro do campus, pois está cada vez mais difícil trabalhar.

E se cedo ou tarde a UENF implodir pela evasão incontrolável de seus professores-doutores, o principal culpado disso  será o (des) governador Sérgio Cabral e seus (des) secretários, tendo o Sr. Sérgio Ruy à frente. Por outro lado, que ninguém reclame se os professores voltarem à greve no início de 2014. Pois paciência tem limite, até a de professores-doutores que precisam pagar contas e criar seus filhos como qualquer outro trabalhador.

Do Blog do Bastos: Gabeira no Açu

Gabeira no Açu

No domingo (08), às 18h30, o programa “Gabeira na Globo News” vai apresentar histórias de produtores rurais do 5º Distrito de São João da Barra. Em uma conversa franca com o ex-deputado federal, homens e mulheres humildes relatam que lagoas doces ficaram salgadas e como o sal arruinou a plantação de pequenos produtores de abacaxi da região.

FONTEhttp://www.blogs1.fmanha.com.br/bastos/2013/12/06/gabeira-no-acu/

Câmara de Vereadores de Campos aprova documento apoiando reivindicações salariais dos docentes da UENF

A sessão da Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes teve hoje um daqueles momentos de rara unidade entre situação e oposição. È que hoje foi dada a palavra à Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) para que seu presidente, Luis Passoni, pudesse explicar em mínimos detalhes a situação de profunda corrosão salarial que ameaça o projeto acadêmico idealizado por Darcy Ribeiro.

Ao final desta participação, a Câmara Municipal entregou um documento que será remetido ao (des) governador Sérgio Cabral apoiando as reivindicações salariais dos docentes e defendendo a manutenção do regime de Dedicação Exclusiva que todos os membros desta categoria cumprem na UENF.

Carta de Apoio Câmara de Campos

E como sempre, não havia nenhum representante da reitoria da UENF para se manifestar e defender os interesses da instituição. Apesar disso ser um fato constante chega a ser ultrajante ver que uma Câmara de Vereadores parece compreender mais a importância do regime de Dedicação Exclusiva para  a consolidação da UENF do que os que os atuais gestores da instituição.

INEA estende licença de instalação do Porto do Açu para 2016

Açu aérea 1

O extrato abaixo foi publicado hoje no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro e dá conta que a licença de instalação do Porto do Açu foi estendida por mais 3 anos.

LLX extensão licença

Este fato é positivo para a LL(X) (ou seja qual for o nome que a empresa deverá ter após sua próxima assembléia de acionistas), pois a última coisa que seus novos proprietários iriam querer é assumir um empreendimento sem licença ambiental.

Agora, convenhamos, que a extensão do prazo para sua instalação para 2016 é um reconhecimento tácito de que o andamento das obras não anda sim tão rápido que possa permitir a inauguração do Porto do Açu em 2014.

Por outro lado, não deixa de ser peculiar que um empreendimento cercado de tantos problemas sociais, trabalhistas e ambientais tenha sua licença de instalação prorrogada sem que a sociedade fluminense seja sequer consultada. Mas esse é o (des) governo comandado por Sérgio Cabral e o ambiente gerido por Carlos Minc.

Finalmente, um aspecto interessante nessa autorização: o que foi beneficiado pela extensão de prazo foi apenas o “terminal portuário denominado como Porto do Açu”.  É que eu venho dizendo, o Complexo Industrial Portuário do Açu vai acabar sendo apenas um porto. E olhe lá!

Quiosque que custou R$ 4.100,00 o metro quadrado continua fechado na UENF

Um dos casos mais peculiares que marcou a coleção de obras da gestão do ex-reitor Almy Junior foi a construção de dois quiosques dentro do campus Leonel Brizola, principalmente por causa da diferença de preços que resultou da fragmentação do processo licitatório (um quiosque foi licitado de manhã e outro de tarde), ainda que a mesma empresa (a PFMP Construtora Ltda) tenha vencido os dois certames!

Imagem 009

Agora, um dos quiosques cuja placa da obra se encontra logo acima, encontra-se abandonado, condição em que esteve ao longo de todo o ano de 2013, como mostram as imagens abaixo.

20131122_155329[1] 20131122_155406[1] 20131122_155449[1] 20131122_155526[1]O pior é que esse tipo de investimento furado se deu em meio à demora interminável da construção do restaurante universitário (bandejão) cuja obra se arrasta desde o final de 2008. Na época em que os quiosques foram construídos, ainda havia gente que jocosamente dizia que a comunidade poderia ir comendo coxinhas até a comida chegar. Agora, se vê que neste quiosque nem coxinha, em que pese a instalação de TV e aparelhos de ar condicionado que deveriam estar nas salas de aula.

Mas uma coisa é certa: este quiosque caro é um belo exemplo de uma forma de gerir a UENF de costas para as reais necessidades de sua comunidade universitária. O pior é que usando muito mal os parcos recursos que o (des) governo de Sérgio Cabral nos envia em quantidades cada vez menores a cada ano que passa.